[WC'10 G 2ª] BRASIL 3×1 COSTA DO MARFIM

O gol de punhobol de Luís Fabiano foi ilegalmente assinalado. Todavia, ele superou – de longe – tanto em plasticidade como na dificuldade de sua feitura o gol do então menino Pelé em 1958 contra o País de Gales. Confiram abaixo e comparem:

Após cinco confrontos do superpoderoso Brasil contra seleções africanas em Copas do Mundo sem que a Seleção sofresse um gol ou perdesse um ponto sequer, neste sexto embate contra um adversário tido como experiente, vigoroso, unido e bem treinado (coisa rara entre as seleções do continente negro), pensei que veria uma evolução respeitável – tanto é que apostei em um digno 1×1 que, diga-se de passagem, não ficaria ruim nem  para o Brasil.

Porém, os meus queridos Elefantes me decepcionaram: salvo os grande jogadores consagrados em clubes de ponta da Europa, pelo menos metade daqueles que atuam por clubes menores abusou da violência quando o Brasil já havia praticamente resolvido o placar a seu favor. Por ser um assíduo entusiasta da CAN (Copa Africana de Nações), fui surpreendido por uma agressividade mal intencionada, gratuita e injustificável que JAMAIS havia visto em 10 campeonatos ao longo de 18 anos.

Não estou postando análises sobre todos os jogos porque não tenho tempo. Mas, até aqui, o grande nome do Brasil tem sido Robinho: mesmo que não marque gols e que não seja o responsável pela maioria das assistências, não faz mais aqueles dribles gratuitos: ele é um jogador maduro e bastante participativo que tem feito tudo o que se espera do caríssimo Kaká, que até deu uma assistência e algumas belas estilingadas (de bola, não falo da sua velocidade, que ainda está severamente prejudicada pelas suas más condições físicas até o momento), mostrou a sua importância.

O mais importante foi a reabilitação de outro importante jogador que apresentou-se à Seleção lesionado: o goleador Luís Fabiano, que foi o homem do jogo.

Como disse um fã de esportes dos canais ESPN por e-mail no Bate-Bola 2ª Edição após o jogo por e-mail: “O gol de Luís Fabiano foi a pintura de Pelé em 1958 com a mão de deus de Maradona!”