Acredito piamente que o principal objetivo de qualquer gremista é o de concentrar o que cada um possui de mais positivo, de acordo com suas possibilidades, para que o Tricolor dos Pampas vença e convença – de preferência, obtendo títulos relevantes e em um espaço de tempo cada vez menor.
Por isso, mesmo, sempre defendo e apóio todos os jogadores e técnicos que passaram, passam e passarão pela nossa história de quase 110 anos.
Posso discordar e criticar publicamente dirigentes cujas decisões e cuja postura me desagradem. Posso não votar neles, demonstrar que tenho lado e os motivos pelos quais apóio outros. Mas eu quero que eles ganhem tudo. E eu não me importaria muito em vê-los sendo reeleitos ou elegerem seus herdeiros políticos – caso o Planejamento Estratégico passado seja obedecido e caso as necessárias revisões desse esboço de governança corporativa sejam atualizadas no seu devido tempo. Afinal de contas, é o Grêmio (o passarinho) e não os dirigentes, jogadores e comissões técnicas (que passarão) o que realmente importa.
Também falei sobre o processo político (1, 2, 3, 4 e 5). Sei que a verdade dói pra quem acredita (ingênua ou de maneira oportuna) em “paz e amor”, “terceira via”, “jurássicos”, “noviços”, “Grêmio Vencedor (a chapa, não o movimento)”, “Renova, Tricolor!” ou “Avançar Juntos”: afinal de contas, são todos termos ou desqualificadores, ou meramente publicitários.
O negócio é trabalhar: quem está no poder, executa. Quem não está, deveria prontificar-se a ajudar. E quem está no poder tem a OBRIGAÇÃO de ouvir a todos.
O que mais me arrependo é de ter pensado certas coisas de cabeça quente e também de ter defendido demais os do “meu” lado e de desconfiar de pessoas do “outro” lado só de ter ouvido falar, sem muito conhecimento. De qualquer maneira, o ambiente é tão esquizofrênico que essa louca prática tem sido predominante de parte a parte há cerca de quinze anos.
Partindo do pressuposto de que todos são honestos e pensam no bem do Grêmio, a desconfiança e as “panelas” demonstram que não estamos em condições de agirmos com sinceridade nem com clareza de propósito quando pregamos a união.
Essa etapa precisa ser superada rapidamente. Porém, são tantas as ofensas e as intrigas que torna-se realmente difícil saber em quem se pode de fato confiar.
O Grêmio tem um passado grandioso. O Grêmio possui um estádio novo e imponente. Mas o Grêmio está perdendo a sua alma e compromete o seu futuro: em um ambiente cercado por olhares que, quando chega um outro gremista, parecem querer dizer “Mas que diabos esse cara está fazendo aqui?!”, não iremos a lugar algum.