Sobre Hélio Sassen Paz

Professor e pesquisador em Ciências da Comunicação EDUCAÇÃO/CIDADANIA = arte + esportes + mídias sociais + ciberativismo = DEMOCRACIA EMERGENTE

CÂMERA 4K (4x Full HD) A 1000 QUADROS POR SEGUNDO

O vídeo de curta-metragem acima contou com a captura de imagens por uma câmera de resolução de 4.320 linhas (ou quatro vezes as 1080 linhas das melhores TVs atuais, chamadas de Full HD). Sua velocidade é de quase inacreditáveis 1.000 quadros por segundo e não há absolutamente nada de computação gráfica.

A dica é do @marioamaya .

Quantos anos o mundo levará para que haja acessibilidade à internet, capacidade abundante, segura e barata de armazenagem e barateamento da tecnologia para que seja rápido e fácil editar manipular essa gigantesca resolução sem o auxílio de supercomputadores? E as televisões?! E as câmeras?! E o sistema de transmissão digital?

A alteração nos padrões de cinema e TV agora tende a acelerar-se. No entanto, não podemos jamais nos esquecermos de que o valor desses dispositivos ainda está alto demais para serem descartados.

Vivemos entre a cruz e a espada: queremos cada vez mais detalhismo (contraste, brilho, cores, matizes), cada vez mais precisão e um gasto cada vez menor de energia em aparelhos com cada vez menos materiais raros e poluentes. No entanto, apesar da cada vez maior importância do cuidado com o descarte de lixo na natureza, já temos um volume considerável de aparelhos com as tecnologias HD e Full HD circulando pelo mundo…

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A WIKICONSTITUIÇÃO ISLANDESA NO CONEXÕES GLOBAIS

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@EirikurBergmann é politólogo, professor e diretor do Centro de Estudos Europeus da Escola de Ciências Sociais da Bifröst University, da Islândia. A pequena nação nórdica, uma ilha afastada do continente mais próxima da “americana” Groenlândia, sofreu um baque gigantesco devido à crise econômica neoliberal que teve o seu apogeu na maior parte do mundo dito ocidental em 2008.

Na Islândia, o Estado quebrou em proporções tão graves quanto as de países mais conhecidos hoje quase em estado de penúria, como a Grécia e Portugal. Todavia, a solução encontrada para devolver o nível da qualidade de vida da sociedade islandesa foi bastante diferente:

– Primeiro, o país decidiu dar o calote nos bancos: sem essa alternativa normalmente condenável pelos “papas” da economia liberal de controle protagonizada pelos EUA, a Islândia teria se tornado um território permeado pela miséria e pela incapacidade de se gerir autonomamente;

– Segundo, que o governo incentivou uma iniciativa inédita, a fim de regulamentar a nação para que ela passasse a ser controlada pelo cidadão e não pelos chamados “cordéis de fora” capitaneados pelos grandes bancos: uma WIKICONSTITUIÇÃO.

O prof. Bergmann veio ao CONEXÕES GLOBAIS para dar uma breve explanação sobre a sua crença na descentralização do poder dos governos com o intuito de empoderar e gerar co-participação e cooperação e cocriação da população como um todo.

Dessa forma, a população da Islândia passou por várias instâncias de participação popular online, onde foram instigados a contribuir para uma reformulação na constituição do país via Twitter e Facebook, além de outras mídias sociais. Ao longo do tempo, a quantidade de temas mais discutidos foi ganhando relevância, a ponto de estabelecer o limite entre prioridades verdadeiramente públicas em prol da maioria e questões menos coletivas e menos valorizadas.

Essa forma de curadoria é muito importante, pois reduz o peso da mediação das instituições públicas e privadas: o grau de colaboratividade encontrado por cerca de 100 mil cidadãos islandeses na feitura da sua atual versão da carta magna eliminou dramaticamente a possibilidade de o país perder na queda de braço para interesses privados multinacionais, que costumam tornar a entrada e a saída de investimentos bastante volátil em lugares cuja economia não possua ampla demografia de consumidores de seus produtos e serviços, nem uma diversidade significativa de recursos naturais dos quais esses “cordéis de fora” possam se apossar.

A riqueza dessa experiência foi um aprofundamento bastante amplo daquilo que o próprio pesquisador verificou a partir da experiência bastante aclamada no mundo inteiro do que entendemos por democracia participativa ainda offline, tal qual Porto Alegre levou a sério e ajudou a divulgar pelo mundo a partir do já distante ano de 1989.

E essa é uma lição que fica para que consigamos expandir cada vez mais essas experiências, rumo à DEMOCRACIA EMERGENTE.

POR QUE O GRÊMIO NÃO ANDA

Acredito piamente que o principal objetivo de qualquer gremista é o de concentrar o que cada um possui de mais positivo, de acordo com suas possibilidades, para que o Tricolor dos Pampas vença e convença – de preferência, obtendo títulos relevantes e em um espaço de tempo cada vez menor.

Por isso, mesmo, sempre defendo e apóio todos os jogadores e técnicos que passaram, passam e passarão pela nossa história de quase 110 anos.

Posso discordar e criticar publicamente dirigentes cujas decisões e cuja postura me desagradem. Posso não votar neles, demonstrar que tenho lado e os motivos pelos quais apóio outros. Mas eu quero que eles ganhem tudo. E eu não me importaria muito em vê-los sendo reeleitos ou elegerem seus herdeiros políticos – caso o Planejamento Estratégico passado seja obedecido e caso as necessárias revisões desse esboço de governança corporativa sejam atualizadas no seu devido tempo. Afinal de contas, é o Grêmio (o passarinho) e não os dirigentes, jogadores e comissões técnicas (que passarão) o que realmente importa.

Também falei sobre o processo político (1, 2, 3, 4 e 5). Sei que a verdade dói pra quem acredita (ingênua ou de maneira oportuna) em “paz e amor”, “terceira via”, “jurássicos”, “noviços”, “Grêmio Vencedor (a chapa, não o movimento)”, “Renova, Tricolor!” ou “Avançar Juntos”: afinal de contas, são todos termos ou desqualificadores, ou meramente publicitários.

O negócio é trabalhar: quem está no poder, executa. Quem não está, deveria prontificar-se a ajudar. E quem está no poder tem a OBRIGAÇÃO de ouvir a todos.

O que mais me arrependo é de ter pensado certas coisas de cabeça quente e também de ter defendido demais os do “meu” lado e de desconfiar de pessoas do “outro” lado só de ter ouvido falar, sem muito conhecimento. De qualquer maneira, o ambiente é tão esquizofrênico que essa louca prática tem sido predominante de parte a parte há cerca de quinze anos.

Partindo do pressuposto de que todos são honestos e pensam no bem do Grêmio, a desconfiança e as “panelas” demonstram que não estamos em condições de agirmos com sinceridade nem com clareza de propósito quando pregamos a união.

Essa etapa precisa ser superada rapidamente. Porém, são tantas as ofensas e as intrigas que torna-se realmente difícil saber em quem se pode de fato confiar.

O Grêmio tem um passado grandioso. O Grêmio possui um estádio novo e imponente. Mas o Grêmio está perdendo a sua alma e compromete o seu futuro: em um ambiente cercado por olhares que, quando chega um outro gremista, parecem querer dizer “Mas que diabos esse cara está fazendo aqui?!”, não iremos a lugar algum.

POR QUE QUERO VALDIR ESPINOSA DE VOLTA AO GRÊMIO

Não é por ser fã nem por saudosismo: apoiamos realmente a volta de Valdir Espinosa ao comando técnico do Grêmio. Leiam e entendam. ;)

Agora que a Libertadores já era, o Grêmio precisa reduzir consideravelmente a folha de pagamento. Por isso, os emprestados já estão de saída. O que precisamos é dar mais oportunidades para os guris das categorias de base e ver se eles “darão liga” rapidamente.
Não é nada fácil administrar uma crise dessas: e, queiram ou não, infelizmente, sim, trata-se de uma séria crise. No entanto, como não é uma crise de relacionamento nem dentro do ambiente de trabalho, nem política e tampouco com a torcida (não em termos de mau relacionamento), sua solução tende a ser mais administrativa, técnica e conceitual.
O que não se pode dizer é que a direção não tenha feito a vontade da torcida (manteve o técnico conforme clamor público) e nem que não se tenha dado os jogadores que o treinador pediu. Também viajamos mais cedo em várias oportunidades pra aclimatar o plantel mais rápido (pena que não deu certo, mas é isso o que se faz).
Quanto à Arena, o pessoal está trabalhando muito pesado pra tentar reduzir o alto custo e trazer retorno para o clube o mais rápido possível. E isso não é nada fácil.
O que torna tudo isso pior é que qualquer plano de marketing agora vai se tornar muito difícil de vender e o clube precisa muito de dinheiro.
Enfim… Apesar de considerar quase insustentável o custo de rescindir o contrato com o Luxemburgo, se ele for demitido, eu teria uma fortíssima crença de segurança e de retomada de um ambiente plenamente positivo dentro e fora de campo caso decidam trazer VALDIR ESPINOSA de volta: tenho insistido MUITO nisso, pois entendo pelas demonstrações práticas e teóricas que Roger ainda não está pronto e precisa de um nome forte na história do clube que seja inegavelmente um profundo conhecedor da “aldeia”, com um curículo multicampeão. Seria a transição perfeita para um monento em que não contamos com a tradicional possibilidade de que haja algum técnico do interior ou da base realmente confiável.
Pessoalmente, acho que Roth já está saturado, bem como Muricy, Felipão e outros estão bastante superado.
A lembrança por causa dos Aflitos e do Corinthians é o bom Mano Menezes. Todavia, apesar de ter obtido a façanha de levar um time com Patrício, Sandro Goiano, Tcheco e Tuta a uma final de Libertadores e de ter galgado postos desde a Série B passando por alguns Gauchinhos e um surpreendente terceiro lugar no Brasileirão da volta à Série A, nunca me agradou a postura dos times dele fora de casa – uma acadelada trincheira léguas atrás da linha da bola em moldes tão dramáticos quanto aqueles em que Luxa nos armou nas decisões desde que aqui chegou.
Insisto: o velho Espinosa (velho em idade, pois é jovem de espírito e jamais deixou de praticar intercâmbio de ideias com outros técnicos daqui e do exterior), ao contrário da maioria, está muito atualizado, conhece a aldeia e tem muita vontade de voltar. Ele só não está empregado porque não tem empresário marqueteiro, da moda, e não gosta de pagar a comissão que esses caras pedem.
Basta acompanhar o videoblog dele: ele assiste a todos os jogos e demonstra a mecânica de jogo de todos os principais times do Brasil e do exterior. Querem currículo? Ora… Os mais novos que não o conheceram e que dele duvidam, que leiam esta poderosa lista.
Quando falo em Espinosa, não estou evocando nenhum “pensamento mágico”. Quando fiz campanha por um Conselho de Administração liderado por Fábio Koff, não caí no “mito do eterno retorno”: primeiro, porque a história nunca se repete, nem mesmo quando as mesmas pessoas porventura igualam ou superam seus momentos mais bem-sucedidos; segundo, porque o presidente, seus vices ou o nosso Departamento de Comuicação e Marketing JAMAIS PROMETERAM OFICIALMENTE O TÍTULO DA LIBERTADORES EM 2013. Desafio qualquer gremista, secador ou jornalista a me trazer alguma declaração clara nesse sentido.
Finalmente, acredito que precisamos retornar às nossas raízes, mas de maneira atualizada, pois o futebol não está mais no tempo em que se amarrava cachorro com linguiça, nem estamos em um ambiente propício para reprisar tecnicismos que não tem dado certo em lugar algum do planeta.
Quem me conhece, sabe que sou suficientemente pragmático e defendo a ciência aplicada, que é a teoria que estuda as práticas a fim de aperfeiçoar a técnica, a rotina e os relacionamentos de trabalho.
Após a confirmação de mais um fracasso na vida tricolor, mais do que nunca, assim como eu já havia falado nisso no final do ano passado, quando recordei as nossas desclassificações e o que faltou para que tivéssemos sido no mínimo vicecampeões brasileiros, a hora é de apostar na base, reforçar com jogadores de atitude e técnica, trazer motivação não apenas ao plantel profissional, mas a TODO O GREMISMO.
Tenho plena convicção de que a volta de Valdir Espinosa nos proporcionaria uma relação custo-benefício que, consequentemente, elevaria o grau de envolvimento do sócio e do fã em geral com o nosso Grêmio. Esse quadro nos traria um final de 2013 bastante feliz, com uma perspectiva bastante otimista para 2014.
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