RISE ABOVE THE PLASTICS

Descobri este ótimo filme publicitário no blog COLETIVO VERDE (sigam @coletivoverde no Twitter). O trabalho foi produzido para a SURFRIDER FOUNDATION, uma ONG fundada por surfistas preocupados com o meio ambiente.

Conheci a Surfrider Foundation após a leitura do excelente, um dentre alguns livros que apresentam estudos de casos e discussões chamado MÍDIAS SOCIAIS TRANSFORMADORAS: Ação e Mudança no Terceiro Setor (v. blogs das autoras Beth Kanter e Allison Fine)*.

O mundo está em alerta: nossa sobrevivência no planeta está ameaçada por causa da industrialização fordista, da obsolescência programada**,  do consumismo e do neoliberalismo, que são todos causas e consequências uns dos outros. Enquanto não se repensa a forma de viver da classe média urbana, estaremos aumentando exponencialmente um processo de autofagia percebido por muito poucos.

Tão importante quanto o alerta dado pela boa publicidade é o maior detalhamento sobre a questão trazido pelo bom jornalismo: se, por um lado, a mídia corporativa de massa é entendida pela maior parte dos ciberativistas de esquerda partidarizados como PIG (Partido da Imprensa Golpista, expressão cunhada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim), é importante salientar quando ela cumpre o papel outorgado pelo Estado para a concessão da qual utiliza-se para comunicar.

No mesmo post com o filme da baleia que transforma-se em plástico e morre no “lixão do Pacífico”, o Coletivo Verde bem lembrou de uma matéria do Fantástico.

Quem diria: um programa da Rede Globo, normalmente tido como alienante, prestou um relevante serviço à sua audiência, levando-a a pensar pelo menos durante um momento – muito embora os anunciantes que financiam o topo da indústria midiática provoquem um efeito contrário.

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*Por falar em livros sobre o uso de mídias sociais para a transformação da sociedade a partir do engajamento voluntário para o exercício da cidadania, tenho um especial apreço por THE DRAGONFLY EFFECT , da Ph.D Jennifer Aaker e do profissional de marketing Andy Smith (sigam @aaker e @kabbenbock no Twitter). Como esse livro será importantíssimo para a elaboração de artigos científicos e para o meu pré-projeto de seleção para o doutorado, falarei bastante sobre ele, sobre a eficiência e sobre as necessárias adaptações da metodologia por ele proposta. Aguardem! :)

** Obrigado aos meus amigos Rodrigo Cardia, o CÃO UIVADOR, Guga Türck do ALMA DA GERAL e João Carlos Caribé do ENTROPIA não apenas pela camaradagem, mas por estarem entre as pessoas mais relevantes que conheci a partir do conteúdo que cada um disponibiliza para seus interagentes na blogosfera. Nos conhecemos presencialmente graças à internet e faremos muitas coisas boas juntos! \o/

 

US NOW: SOCIABILIDADE, PARTICIPAÇÃO VOLUNTÁRIA,POLÍTICA E ECONOMIA NO ESPAÇO PÚBLICO DIGITAL

Us Now uma produção da Banyak Films no Vimeo.

Compre o DVD aqui.

Para mais informações, clipes extras e avaliações, favor visitar usnowfilm.com

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DESAFIO DA ESQUERDA: VIVENCIAR O AMBIENTE DIGITAL

Este post é o resultado da adaptação de um comentário inicialmente publicado no excelente blog Somos Andando, da Cris Rodrigues. ;)

Eu parto de uma perspectiva diferente daquela que resulta no modelo de utopia sobre a necessária e fundamental democratização dos meios de comunicação no Brasil normalmente discutida pela esquerda tradicional partidária e sindicalista. Afinal de contas, ano após ano, a lentidão e as pequenas quantidade e qualidade das conquistas discutidas com e contra qualquer governo recente demonstram que ela não consegue dar conta do entendimento do tipo de sociedade em que vivemos de uma maneira suficientemente ágil para atingir à classe média urbana.

Por que digo isso? Porque a discursividade que predomina nas discussões refere-se a conceitos e a demandas que não atingem a esmagadora maioria da população.

Se discute muito mais sobre como tentar reagir de formas que o sistema econômico, político, coercitivo e legal não permite porque quase todos aceitam o padrão institucional atual assim como ele é ao invés de pensarem e procurarem por em prática alternativas a esse modelo de representatividade chamado democracia representativa.

Uma alternativa é investir na prática, na teoria e na proposta de lei em algo próximo da democracia emergente proposta pelo professor e pesquisador Júlio Valentim.

Ao mesmo tempo, sem perceber, praticamente toda a esquerda, caso tivesse dinheiro e mídia, tenderia a ser totalitária e excludente em relação àqueles que detém a hegemonia do poder. Sob uma perspectiva derridaana, a desconstrução da inclusão e da exclusão não é plenamente possível quando o lado anteriormente excluído toma o poder, pois ele tende a excluir quem antes o oprimia, tornando-se, assim, um opressor às avessas.

O contraponto e a pluralidade só existem se houver uma tensão constante que faça com que se desvele tanto as virtudes quanto as contradições e as mazelas de ambos os lados. A tomada do poder é socialmente positiva a curto prazo, pois realmente provoca mudanças. E um erro pode fazer com que o velho sistema volte com ainda mais força, pois dificilmente poderá ser destituído a partir do uso da razão. Porém, com o passar do tempo, aquela força transformadora e revolucionária (no bom sentido) infelizmente perde a tesão e estabelece um novo regime conservador, de forma a exacerbar a burocracia, a tecnocracia, o apadrinhamento, a corrupção e o predomínio de medidas políticas e econômicas que privilegiem muito mais o capital que financia a casta que ocupa o poder político do que a maioria da sociedade.

Quando a situação chega a esse ponto, tudo o que outrora era objeto de reivindicação e de inconformidade do grupo hoje poderoso agora repete-se de maneira inversa: o panóptico, a vigilância e a punição coercitiva agora ocorrem para manter o status quo destes e não daqueles.

Como todos tem lado e esse lado não é uniforme (isto é, todos, sem exceção, são criativos, combativos e honestos para determinadas crenças e apáticos, covardes e corruptos para outros em diferentes graus), nem a alternativa de poder anterior (a direita neoliberal) e nem a atual (de centro, trabalhista e social-democrata) irão servir. Ao mesmo tempo, para certas demandas, contraditoriamente, ambas terão a sua serventia e legitimidade.

Isso se torna claro inclusive na blogosfera, pois a maioria das pessoas que discutem esses assuntos tem a mesma origem taylorista-fordista e marxista que – repito – hoje mostra-se pouco capaz de resolver problemas sociais e de tentar fazer a maioria da população pensar de uma forma mais solidária porque não condiz com a forma com que a classe média é capaz de assimilar, refletir e transformar o cotidiano.

O mundo não vai deixar de ser capitalista. O Brasil é um país neoliberal light e bem menos solidário do que deveria ser mesmo com o PT no poder. Essa é a prova da falência do modelo. E eu não posso convencer alguém a ajudar se eu disser que ele não deveria andar de carro se passou a vida inteira achando que um carro é sinônimo de liberdade e status. Não há como “educar” nem como “convencer” a tudo e a todos.

O problema da blogosfera (sobretudo a dita política e de esquerda) é que, salvo o período de eleição (com uma defesa ferrenha de seus interesses e da sua ideologia – diga-se de passagem, a meu ver, legítimos) e as denúncias de homofobia, sexismo, corrupção, etc., sobra opinião e faltam fatos.

Do ponto-de-vista jornalístico, tudo o que a esquerda reclama do PiG e dos blogueiros de direita pode, sim, ser dito na mesma moeda para a blogosfera de esquerda.

Por que isso ocorre? Porque o discurso, em geral, fala em classes, em luta e – salvo raríssimas e honrosas exceções – por mais que estude e observe as mudanças na sociedade, entende muito pouco o digital.

Infelizmente, ainda prevalece um pensamento predominante na esquerda brasileira (e não apenas aqui no país) de que só quem é meu companheiro tem a capacidade de me entender, de me aceitar, de pensar como eu e de tentar resolver problemas sociais como eu.

A direita também pensa e age dessa forma. Contudo, a esquerda tem a faca e o queijo na mão e não aproveita.

Enquanto não se entender que as pessoas se unem para satisfazer determinadas demandas individuais ou coletivas e que elas são muito diferentes entre si (sendo que, inclusive, há a possibilidade de a única coisa que vários indivíduos possam ter em comum seja essa única demanda) e se separam logo em seguida, será difícil produzir diferença na velocidade, com a quantidade e com a qualidade necessárias.

Não sei se tu conheces o http://portoalegre.cc . É uma iniciativa da Unisinos com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Não nos importa que a maior parte das pessoas que fazem solicitações, deem sugestões, tragam informações e registrem suas queixas sobre a cidade inicialmente sejam de classe AB. Não nos importa se a prefeitura é de centro-direita. O que importa é que algo precisa ser feito.

A nossa proposta tenta fazer com que a população entenda que pode e deve assumir as rédeas da cidade e que os vereadores não são representantes legítimos, dignos e competentes para deliberarem sobre qualquer assunto apenas porque receberam o endosso da maioria a partir do voto.

Nunca vi em nenhum encontro da esquerda tradicional (pelo menos no programa ou na pauta daqueles para os quais recebi convite e pude ou não comparecer) discussões acerca de questões como E-Governo, democracia emergente, emergência, multidão, cultura da interface, mídias locativas.

Iniciativas como a Avaaz.org e o Global Voices são muito mais assertivas e apresentam resultados muito maiores. Inclusive se gastou uma grana para a Blue State Digital do Ben Self na campanha da Dilma, mas parece que não se entendeu direito como ocorreu a vitória de Obama.

Por que isso? Porque comunicadores tradicionais, políticos tradicionais, publicitários e assessorias de imprensa tradicionais fizeram de melhor foi uma campanha na TV. Começou-se tarde demais na internet. E ocupou-se um espaço muito menor do que o que poderia ter sido ocupado. Mas o que mais complicou foi o fato de não ter sido feita uma pesquisa de opinião online (portanto, de custo baixíssimo) para entender que não importam conceitos de direita ou esquerda mas, sim, o que as pessoas pensam sobre religião, aborto, sexualidade, investimento, educação, saúde, etc.

É preciso entender que não há ferramentas e que o pensamento operário tende a ser luddita. Há preconceito e a crença de que a Rede é feita de máquinas e que os aplicativos são ferramentas quando, sob uma perspectiva macluhaniana e manovichiana, tanto o meio é a mensagem como as relações sempre entre pessoas (amizade, afeto, trabalho, lazer, estudo) hoje possui, em paralelo ao ambiente presencial, o ambiente digital, que não é virtual (porque virtual vem do latim virtus, falso) e não substitui o presencial mas, sim, funciona como um ponto de encontro que contém em si um desejo latente de quase todos os interagentes em realizar encontros presenciais.

Não existe militante de passeata nem militante de teclado e sofá: cada um milita aonde e como souber se comunicar, produzir e consumir informação melhor.

Não dá pra ser luddita. Não dá pra ser apocalíptico. O PNBL e o Creative Commons, para a democratização das mídias, são mais urgentes do que uma Ley de Medios à brasileira, pois a expansão da presença do ambiente digital certamente irá acelerar as discussões e pegar o PIG de saia justa.

Enquanto não houver prazer, fruição, hábito e sentido na convivência em ambientes digitais de informação, ainda estaremos no chão de fábrica. A questão vai muito além de simplesmente assistir a um tutorial, ler um manual ou assistir e ler matérias na mídia de massa sobre o que é blog, Facebook, Twitter, iPad, iPhone, etc.: o que vai trazer um salto de qualidade política e social quanto a todas essas discussões refere-se ao fato de VIVENCIAR os vários ambientes de interação.

Pra terminar, as perspectivas da crítica das práticas jornalísticas e publicitárias, da Economia Política da Comunicação e da análise do discurso não são suficientes para dar conta do quadro atual da Comunicação no mundo. As mídias de massa sozinhas não operam mais o que operavam antes da internet porque dela dependem e a ela fomentam pautas, assim como as mídias sociais e o pensamento em rede também dependem dessa convergência de uma maneira integrada e não-rival.

Enfim… Era isso! ;)

CAMINHOS E DESCAMINHOS DESTE BLOG

Antes de mais nada, preciso dar uma satisfação do “abandono” deste blog à meia dúzia de interagentes que me aturam. Nas duas últimas semanas, tive muito pouco tempo disponível para blogar. Garanto que foram causas nobilíssimas – tanto pela @comdig como pela @agexcom na minha prazerosa jornada pela @unisinos .

Houve também uma série de produções voluntárias bastante laboriosas pelo @gremioprata (principalmente o lançamento do novo site).

Antes de começar, confesso que tenho muita saudade do tempo em que podia analisar um montão de partidas de futebol. Ainda posso assistir a muitas delas. No entanto, sobra pouco tempo para ler resenhas em portais, assistir programas de debates e escrever.

Realmente adoraria poder escrever muito mais sobre o futebol dentro de campo e também poder fazer aqueles posts históricos, como os sobre o único grande craque austríaco na história (Mathias Sindelar) e sobre vários episódios e craques que marcaram o futebol africano (como, por exemplo, sobre a história do futebol em Gana) . Porém, a partir do aumento do meu engajamento político com o Tricolor dos Pampas, sinto-me na obrigação de falar mais sobre o @gremiooficial .

E, infelizmente, nem sempre sobre o jogo jogado dentro das quatro linhas.

Talvez alguns esperassem que eu fizesse deste ambiente de conversação um espaço mais político ou mais voltado à minha atividade profissional (ensino e pesquisa em mídias sociais). Todavia, a minha cachaça (futebol, educação, política e mídias sociais) dentro de menos de um ano deverá se transformar em foco total das minhas atenções sob uma perspectiva multidisciplinar e bem mais acadêmica – que, naturalmente, terá a maior parte da sua visibilidade percebida justamente aqui. ;)

MENTALIDADE DA CLASSE MÉRDIA* E ELEIÇÕES

*Há classe média e classe mérdia. Antes que alguém sinta-se ofendido, entenda: classe mérdia é quem age e pensa assim. ;)

Há alguns anos, acho que todos vão se lembrar, no Rio de Janeiro, quatro rapazes de classe média alta estavam voltando de carro da “balada”, bastante animados com a farra, quando viram uma mulher parada num ponto de ônibus. Pararam o carro, desceram e começaram a se divertir batendo nela. A moça resolveu prestar queixa na delegacia, e disse que era uma empregada doméstica. Os rapazes foram convocados a depor. Em sua defesa, alegaram que não tiveram a intenção de agredir uma doméstica – eles pensavam que era uma prostituta.

Até aí já teríamos elementos suficientes para uma grande discussão. O que leva mauricinhos de “boas famílias”, que tiveram “de tudo”, a sentir prazer em espancar uma pessoa? E o que leva a pensar que, se fosse uma prostituta, tudo bem, prostitutas são seres humanos que merecem apanhar?

Para piorar, vieram os pais, empresários, com seus carrões dirigidos por motoristas particulares, chegando na delegacia com seus advogados cheios de termos técnicos. Um dos pais não parava de dizer que seria um absurdo colocar aqueles jovens, de boas famílias, de berço, que faziam faculdade, na prisão, junto com os marginais. Iria acabar com a vida dos coitados. Só porque bateram numa empregadinha qualquer…

O que está em jogo aí? Muito mais do que a ação de jovenzinhos ricos cujo prazer é bater nos outros, de preferência mulheres, sozinhas, e pobres, e sabendo que serão protegidos pelo dinheiro dos pais. Estão em jogo os valores das pessoas, as mentalidades. Gente que acha que existem seres humanos melhores que outros. Que nas favelas estão os marginais que merecem a prisão. E nas “boas famílias” da gente “bacana” estão pessoas de bem, de berço, que vão à missa e até fazem caridade, e que infelizmente de vez em quando cometem um deslizezinho ou outro, como espancar domésticas ou (se lembram disso?) queimar índios e se defender dizendo que achavam que eram mendigos.

Pois agora, em época de eleição, vivemos novamente um choque de valores, de mentalidades. Está em jogo muito mais do que a escolha de um ou outro candidato. Vemos isso não tanto pelas propostas dos próprios candidatos – mas pelos spams e correntes espalhados pelos eleitores na internet e os argumentos usados para a decisão do voto.

Vamos a eles. O primeiro, mais importante, são os vários e-mails que falam de Lula como o analfabeto, o ignorante, que nem sabe falar direito. Tais críticas são o espelho perfeito do pai do mauricinho que escapou da prisão. Trata-se de um pensamento que considera um absurdo que uma pessoa pobre, que veio do nordeste, que foi operário, ocupe a presidência do país. É o típico pensamento daqueles que dizem que não são racistas, e justificam dizendo que tratam muito bem o porteiro, a empregada doméstica. Tratam muito bem, sim, desde que eles fiquem no lugar deles – nada de tentar fazer faculdade, de tentar conseguir um emprego melhor, quererem ser chefes. Em suma: a ideia de que existem seres humanos melhores do que outros, independente dos seus atos.

Segundo: gente que diz que Dilma é terrorista. Bem, quem diz isso deve conhecer muito pouco de história. Sabem quem mais já foi definido como “terrorista”? Mandela! Podem conferir na wikipedia. Gandhi! Se a palavra existisse antes, provavelmente os romanos teriam chamado Jesus de terrorista também. Por outro lado, sabem quem já foi denominado “inimigo dos terroristas”? George Bush! Os ditadores militares que ocuparam a presidência do Brasil e de outros países da América Latina e instituíram a tortura como prática comum. Até Hitler! Ou seja, ao vermos alguém ser chamado de “terrorista”, é importante saber quem está chamando e o que realmente a pessoa fez. O regime vergonhoso do Apartheid identificou como terrorista um homem que lutou pela igualdade, justiça e paz. O mesmo fez a ditadura brasileira com os militantes que lutavam por um outro Brasil.

Mais um? O pessoal que agora inventou uma corrente a favor da liberdade de imprensa. Tenha dó! Quer dizer que alguém acha que vivemos numa plena liberdade de imprensa, em que algumas poucas famílias são donas das emissoras de TV, rádios, jornais e revistas? Os jornalistas todos sabem que, dentro das redações, é proibido dizer certas coisas, ferir interesses dos anunciantes, denunciar a corrupção de certas empresas… Essa semana tivemos um bom exemplo. A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida do Estado de São Paulo após escrever um texto em que apontava pontos positivos do Bolsa Família.

Na verdade, o que vem ocorrendo é o contrário. Nunca houve tanta liberdade de imprensa, para se denunciar e divulgar atos corruptos. É tão engraçado ver as pessoas falando de mensalão como se fosse uma razão para não votar no PT. Esquecem que o tal mensalão teve origem no PSDB de Minas com o Eduardo Azeredo. E mais: alguém acha mesmo que antes não havia corrupção e só agora é que há funcionários do governo e políticos corruptos? Por favor! Na época da ditadura a corrupção andava solta, só que ninguém podia divulgar nada. E mesmo agora. O Estado de São Paulo se declarou, num editorial, a favor de Serra. Alguém acha que esse jornal tem interesse em divulgar fatos contrários ao interesse do PSDB? Pior faz a Veja, que posa de “imparcial” e tem uma equipe de redatores que reescreve todas as matérias, eliminando qualquer coisa que possa ser positiva para o governo Lula ou o PT. Na Veja, até eclipse solar é culpa do PT! Grande liberdade de imprensa…

Algumas pessoas, nessa época de eleição, alegam que querem argumentar. Pois vamos argumentar! Vamos comparar os indicadores da economia, da educação, da saúde, da distribuição de renda, da estabilidade do Brasil e sua visibilidade no exterior. Em tudo isso, o governo Lula vence o de FHC. Aí começam a aparecer esses outros argumentos: que Lula é analfabeto, Dilma é terrorista e lésbica, só no governo Lula houve corrupção e a liberdade de imprensa está para acabar. Não são argumentos relacionados com competência para conduzir um país nem com propostas de governo. Antes, são manifestações do mesmo tipo de mentalidade de quem acha que os coitados dos meninos de classe média alta não podem agora perder a vida só porque exageraram um pouquinho e espancaram uma doméstica. Uma doméstica! Foi mal! Era para ser uma prostituta. Dá um dinheirinho para ela para compensar e a coisa morre aqui…

Carlos Alberto Ávila Araújo

Em resposta aos vários e-mails que tenho recebido com pedidos para não votar em @dilmabr (e piadinhas “inocentes” sobre Lula e o PT).

DIVULGUE A VERDADE E VOTE EM DILMA 13!!!