DAQUI ATÉ O DIA 31

De todas as tarefas, obrigações, prazeres, atividades e necessidades cotidianas que possuo hoje em dia (ComDig, Comunicação Cidadã e Grêmio), até o dia 31/11, neste blog e no Twitter, minha prioridade de conversação, diálogo, debate e pautas é, disparada, a eleição de DILMA PRESIDENTA. Entendam: demais assuntos serão necessariamente eventuais, quase fortuitos – com licença poética garantida para o TRICOLOR DOS PAMPAS.

Quem não se interessa e não concorda, pode simplesmente ignorem ou, para os mais exaltados e impulsivos, deixem de visitar o blog ou parem de me seguir no Twitter durante esse período.

Mas quem se interessa, bebam diretamente da fonte:

Vi o Mundo
Escrevinhador
Luís Nassif Online
Conversa Afiada
Blog do Rovai
Na Maria News
Monitor 13
Carta Maior
Carta Capital
Revista Forum
Caros Amigos
Blog da Cidadania

Jornalista bom não precisa ser formado em jornalismo: basta fazer bom jornalismo.

E é impossível ser imparcial ou isento, pois todos temos valores e referências.

Quem tem lado está protegido pela Constituição: ninguém pode coagir, corromper, agredir, prender, ameaçar ou demitir em função de ideologia ou credo.

Quem não quiser discutir, não discute. Quem não quiser se envolver, não se envolve. Mas ninguém pode calar ou constranger ninguém.

A mídia corporativa raramente faz jornalismo quando o assunto é política e economia. E eu encontro jornalismo de melhor qualidade na blogosfera.

A blogosfera tem gente que escreve muito mal, que é desinformada ou que age de má fé. Contudo, o contragolpe a essas práticas reside na colaboração e na investigação intensas sem hierarquias e sem a dependência de patrocinadores.

Quem faz por amor, faz melhor!

A VERDADE VAI GOLEAR A MENTIRA, ASSIM COMO A ESPERANÇA VENCEU O MEDO.

O QUE O PT, A CLASSE MÉDIA, OS MAIS IDOSOS E O PIG NÃO ENTENDEM

DEPOIS EU EDITO E PONHO LINKS.
A publicidade e o jornalismo offline não têm correspondente discursivo nas mídias sociais. A formação não é adequada, assim como há um preconceito e uma ignorância gigantescos por parte de jornalistas antigos, enquanto os publicitários estão perdidos, pois a sua função dentro desta mídia é pouco relevante e não gera um faturamento satisfatório às agências.
O Azenha escreveu outro dia no Vi o Mundo que o PT errou feio ao continuar sendo pautado pelo #pig. Definitivamente, isso não faz sentido.
Steven Johnson, autor de dois livros seminais para a compreensão das mídias sociais e da sociedade em rede (A Cultura da Interface e Emergência) hoje não lê jornais impressos, não ouve rádio AM e quase não assiste TV: a vida dele não obedece a nenhuma grade de programação e tampouco é pautada por algum gatekeeper.
Michel Maffesoli fala em um dado momento de O Tempo das Tribos que a pós-modernidade é caracterizada (entre tantas outras coisas) pelo neotribalismo: apesar da sociedade de fluxos, da ubiquidade e da onipresença da informação que circula, que é apreendida e, depois, transformada e devolvida para a rede, o outro lado dessa dinâmica aponta para uma cultura de nichos.
A política partidária brasileira não entende a cultura de nichos porque – a meu ver – equivocadamente ainda pensa em povo e em massa quando, na verdade, deveria pensar em MULTIDÃO (Negri e Hardt).
70% da informação que Steven Johnson acessa vem da sua timeline do Facebook. No meu caso, todos os links que me chamam a atenção para ler ou assistir chegam muito mais até a minha timeline do Twitter (e acho que isso também tem ocorrido recentemente com grande parte dos internautas brasileiros).
O crescimento econômico do Brasil e o monstruoso crescimento das igrejas midiáticas são muito mais velozes do que o resultado cultural e educacional pelo qual a maioria dos beneficiados pelas políticas públicas do Governo Lula consegue atingir.
Por isso, o uso mais frequente do Orkut é para publicizar a própria vida ou para vincular-se a comunidades meramente identitárias ou de protesto frívolo (Amantes da Pastelina ou Eu Odeio Galvão Bueno) e o uso predominante do Twitter apresenta poucos links e chamadas e mais a exposição do sentimento ou do que o usuário faz naquele dado momento.
O e-mail e os fóruns de discussão atingem pessoas mais maduras e menos versadas no domínio da apropriação de cada mídia digital. É aí que atacam os panfletos apócrifos digitais.
A Igreja Católica Apostólica Romana e as igrejas protestantes consideradas tradicionais, mais éticas e mais sérias perderam muito terreno para essas vertentes “evangélicas” ou “pentecostais” que as superaram porque pregam na e para a mídia: a Igreja Universal do Reino de Deus, a Assembléia de Deus e outras menos votadas adquirem jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão e postam sermões na internet porque entendem que a igreja, a comunidade e a gramática da liturgia tradicional não atingem à maioria da população.
Quando comecei a dar aula na Agência da Boa Notícia Guajuviras (Pronasci, Territórios da Paz, Canoas/RS) http://guajuvirasterritoriodepaz.blogspot.com , me disseram que pegaria alunos que teriam que aprender a ligar o computador.
QUE NADA!!! Há 12 LAN houses regulamentadas e dezenas de LANs clandestinas no Guaju!!! Passei em algumas delas pra divulgar o projeto e vi PCs lotados de meninos bem pobres usando Orkut e MSN direto!
Outra coisa: lá, há mais de 70.000 habitantes e mais de 70 igrejas. Uma das minhas alunas baixa os hinos pra treinar, pois ela canta no coral da igreja que frequenta.
Mesmo que eles estejam conosco graças a uma política pública de governo baseada em um projeto de deenvolvimento que não pode ser repetido e que não será superado por Serra em função da índole da sua aliança, um menino já me disse que Dilma é terrorista e outro disse que ela havia dito que “nem Deus a venceria na eleição”.
E aí?! Eu tô lá pra ensiná-los a blogar, a tuitar, a falar sobre a realidade deles de uma maneira mais positiva do que a que o #pig utiliza pra apresentar o bairro, estou dentro de um projeto do PT e, como professor da Unisinos, não deveria incentivar discussões partidarizadas e nem tampouco questionar o credo deles.
Definitivamente, a coisa não é nada fácil. Mas o PT não soube usar o conhecimento do Ben Self e o Marcelo Branco (que é muito bom, porém não é comunicólogo nem sociólogo) não pensou em atacar a todos os nichos na internet – ainda mais para defender a candidatura de Dilma.
Este 2º turno é a última chance do #pig: se perder, então teremos a esperança de mudanças reais – apesar de grande parte do pessoal que faz a CONFECOM não entender patavina de mídias sociais porque eles só pensam em termos de emissor, receptor e mensagem ao invés de pensar em redes descentralizadas, bancos de dados relacionais, informação ubíqua e no papel dos interagentes.

COERÊNCIA NO VOTO

Se aprendi algo relevante sobre política, aprendi que:

1) Infelizmente, a corrupção é um mal impossível de ser 100% derrotado;

2) Infelizmente, todos os partidos – sem exceção – misturarão cargos técnicos com cargos políticos e irão colocar os homens errados nos lugares errados e no momento errado em diversas pastas e instâncias do Poder Público;

3) Embora haja uma série de falhas humanas por erro ou por má fé, quem erra menos e quem realiza mais políticas públicas voltadas para o bem estar social (educação, saúde, segurança, previdência social, indústria e comércio, preservação do meio ambiente, redução do preconceito de gênero, cor, credo ou ideologia) com o intuito de equilibrar a renda e de incluir mais pessoas no mercado de trabalho e na sociedade de consumo precisa ser lembrado, respeitado e valorizado;

4) Não se vota em candidatos que não pertençam à mesma coligação: do contrário, por melhor que seja a intenção do eleitor, além da incoerência ideológica de se eleger pessoas que representam muitos interesses contrários, estará privilegiando a discussão vazia sobre pessoas ao invés de levar em conta o que interessa, que é discutir IDEIAS;

5) Finalmente, partidos nanicos insatisfeitos com algumas mazelas decorrentes da falibilidade humana que posam de defensores da moral, da ética, dos bons costumes e que pretendem realizar uma ruptura contundente com o status quo certamente irão levar o país a um golpe e à impopularidade;

6) Candidatos de um discurso só não possuem nem quadros em seus partidos, nem respaldo amplo da sociedade civil organizada para gerirem uma cidade, um estado ou um país contando com quadros técnicos alinhados às suas políticas (quando elas realmente existem) em quantidade suficiente para segurar o rojão.

Pra mim, votar em Plínio ou em Marina significa exatamente isso. E votar em Serra só por ser anti-PT é preconceito de classe e excesso de influência do PiG.

Ontem, mesmo, eu e @lubelskina estávamos conversando com a @claudiapoa do Dialógico sobre isso: a Cláudia acha (e a gente concordou) que o brasileiro ainda não aprendeu a votar, pois permanece discutindo pessoas ao invés de ideologias ou programas.

As pessoas ainda são muito conservadoras, egoístas e pensam com o bolso: o voto em @dilmabr é o voto de quem apenas compara a sua vida difícil de antigamente com o salto de qualidade que obteve nos últimos oito anos. Embora haja por tabela um certo reconhecimento das políticas públicas lulo-petistas, ainda não há a consciência de que o PT realizou uma enormidade de projetos decorrentes de pensamentos que precisam permanecer, ser aperfeiçoados e corrigidos sem uma ruptura. Caso @joseserra_ ou @silva_marina tivessem prometido algo melhor na mesma linha e não tivessem batido no Governo Lula e sem a chancela do PiG, muito provavelmente teriam tido chances reais de eleição.

Enfim… Ninguém é dono da verdade e ninguém pode ser gratuitamente taxado como ignorante ou como mal intencionado. Porém, a meu ver, o momento ainda não permite que tenhamos uma alternância respeitosa e não-patrulheira no poder, capaz de garantir um eixo de políticas públicas universalmente aplicadas, independentemente do partido, da coligação, da ideologia e, sobretudo, das pessoas.

POLÍTICA DE ALTO NÍVEL

Ao contrário do que muitos pensam, todo homem é político.

Todo homem é político porque é obrigado a fazer escolhas.

Toda escolha envolve a opção entre uma perda e um ganho, pois não se pode ganhar nem perder tudo: obrigatoriamente, deve-se abrir mão de uma coisa para poder ter outra.

A sociedade é coletiva: as pessoas não são iguais, mas compartilham o mesmo espaço e umas dependem das outras para sobreviver. É por isso que cada um tem uma habilidade diferente – para que a sociedade seja rica, plural, diversa, de forma que todos aprendam e, na medida do possível, dividam tarefas sem que a maioria precise ser sobrecarregada em benefício de poucos.

Por uma questão de sobrevivência, devemos tornar o ambiente pacífico. Para isso, é fundamental que as diferenças individuais sejam postas em segundo plano para que a prioridade represente um conjunto de ações e de normas que permeiem um interesse comum.

Mas que fique bem claro: a decisão da maioria não irá agradar a todos e nem tampouco resolver todos os problemas. Porém, é preciso ser respeitada sempre que for legítima.

E por falar em decisão, é sempre melhor que todos tenham direito de escolha do que deixar a decisão nas mãos de um ou de poucos. Afinal de contas, a decisão de uma minoria não raro consiste em uns poucos advogando em causa própria com o uso da boa fé da maioria.

Logo, é muito mais seguro ser representante de si e ter a consciência dos motivos pelos quais se outorga a representação da tua palavra a um punhado de escolhidos do que omitir-se de reivindicar e de propor algo diretamente.

A quem se considera “apolítico”, afirmo que vocês gostam e precisam de política o tempo inteiro. Sabem por que?

1) Porque a briga com o irmão menor pelo colo da mãe ou por um brinquedo e é mediada para evitar que um bata no outro é política;

2) Porque, independentemente do gosto pessoal na hora de optar entre um saco de feijão e um quilo de carne no supermercado, quando não se pode ter os dois em função da falta de dinheiro, essa escolha econômica tem origem na política que não permite que todos os cidadãos brasileiros tenham direito a comer nem mesmo os alimentos mais prosaicos;

3) Porque o governo que faz vista grossa para o tráfico de drogas aumenta exponencialmente a chance de te apontarem uma arma pra roubar o teu carro;

4) Porque a decisão de quem permite que se construa um arranha-céu defronte da tua casa impedindo o sol de alcançar a tua janela traz várias consequências ruins para a tua vida como, por exemplo: a) aumenta o teu custo com detergente pra limpar o mofo; b) aumenta os gastos com remédios e consultas médicas (pele, doenças respiratórias, alergias); c) te obriga a usar mais roupas e assim por diante.

Embora a propaganda eleitoral e os debates pouco expliquem as diferenças entre pessoas e partidos; e embora o noticiário da mídia corporativa sempre penda para o mesmo lado sem que tu percebas isso, independentemente das tuas referências, é muito importante que tu entendas que, do presidente da república ao vereador, é fundamental votar em pessoas da mesma coligação ou – de preferência – do mesmo partido.

Por que? Porque eles seguem um conjunto de crenças e de práticas permeados pela mesma linha de pensamento. E se tu acreditas que há uma forma de fazer com que a vida de todos melhore (não apenas a tua; não sejas egoísta, por favor – afinal de contas, ninguém ganha ou perde sozinho), desejo que tu te definas pela visão de mundo que mais se aproxima da tua.

Te informa.

Participa.

Não te omite.

Entendas tu que não há neutralidade nem isenção de lado algum e que, se tu não te definires; se tu não mostrares o que defendes e o que não defendes e por que, estarás deixando livre o caminho para que decidam por ti sem que tu tomes conhecimento sobre uma série de decisões que, no conjunto, jamais contribuirão para a melhora da tua vida e da vida da tua coletividade.

PENSA NISSO.

Eu tenho lado: o meu lado está no vídeo acima.

Tenho meus motivos pra acreditar nessa proposta. Mas não irei discuti-los neste post.

Também não me interessa fazer a tua cabeça. Afinal de contas, não mando em ti e não estou te julgando como alguém incapaz de tomar alguma decisão desse vulto.

No entanto, este blog está repleto de posts que mostram a minha visão política, econômica, social, esportiva e afetiva.

Eu não sou o dono da verdade.

Mas, caso tu me consideres como uma pessoa cuja opinião é válida, pode ser que tenhamos mais pontos em comum do que podemos imaginar. Afinal de contas, a afinidade aumenta a empatia.

Por outro lado, não faz o menor sentido eu te desvalorizar ou tu me desvalorizares caso pensemos a sociedade de uma maneira bem diferente.

Eu te respeito e tu me respeitas.

A única coisa que eu não posso fazer é me furtar de demonstrar por que eu acredito em A e não acredito em B. E, do meu lado, também não posso te negar o direito de expressares a tua posição.

Caso te interesse discutir essa questão comigo, poderemos levar essa pauta para um patamar mais alto: assim, ambos iremos expor as nossas visões de mundo sem xingamentos. Nesse instante, um procurará esclarecer o outro com fatos verdadeiros e detalhados.

Assim se faz política em alto nível.

E é assim que se aprende a conviver pacificamente com o oposto.

Contudo, é preciso saber que nem sempre se perde e nem sempre se ganha. E que, quando se perde, não se pode torcer contra o desenvolvimento da sociedade. Não se pode torcer para estar certo acerca das mazelas e dos erros que se vê no oposto vitorioso.

Não se pode deixar de propor, de acompanhar e de fiscalizar pra fazer patrulha e fofoca.

Afinal de contas, estamos todos no mesmo barco: se houver um rombo no convés, das duas, uma: ou afundamos todos juntos, ou todos ajudam a tapar o buraco.

Eu tenho lado e não me omito. Não te obrigo a te declarar, mas caso queiras tocar nesse assunto comigo, gostaria muito que deixasses bem claro:

– Em que acreditas e por que;

– Em que não acreditas e por que;

– De quais pontos dessa ideologia tu não abres mão;

– O que tu conheces sobre a minha ideologia e a partir de quais fontes;

– O que te faria mudar de ideia;

– Por que tu achas que vale a pena tentar me convencer sobre o teu ponto de vista;

– Até que ponto tu achas que podes me ensinar algo;

– Até que ponto tu achas que podes aprender comigo;

– Como tu achas que podemos conciliar os pontos em comum sobre as nossas ideologias diferentes?

O objetivo de toda esta longa conversa é podermos concordar integralmente acerca de determinados pontos. Mas para que isso aconteça, cada um de nós precisará ceder um pouco.

Infelizmente, não podemos resolver os problemas do mundo de uma vez por todas. Porém, só o fato de haver desprendimento e de um não querer impor suas ideias ao outro com o reprovável uso da desonestidade, da agressividade e do oportunismo significa que queremos verdadeiramente o melhor para a maioria.

Isso feito, saibas que às vezes, estaremos juntos. Mas, na maioria das vezes, não. De qualquer forma, respeito, admiração e solidariedade precisam ser os eixos que compartilharemos sempre.

Justamente por isso, não faz o menor sentido nos afastarmos. Afinal de contas, é mais do que certo de que precisamos uns dos outros – por menos que isso seja percebido no dia a dia…