EXÉRCITO GREMISTA: 200000 ALISTADOS

A tela acima ilustra a nota no site do Grêmio. Pode parecer pouco, mas 200.000 cadastros no Exército Gremista é realmente um belo motivo pra se comemorar.

Pra quem ainda não entendeu, o Exército serve principalmente para três coisas:

1) Para cumprir com o requisito da CBF e do Ministério do Esporte de cadastrar seus torcedores, a fim de tentar reduzir a violência nos estádios. É uma bela iniciativa. Bem dizendo, apenas Grêmio e Flamengo levaram a recomendação a sério;

2) Para aproximar o torcedor que não costuma vir ao estádio, esteja ele em POA ou em outro país, a partir de uma colaboração singela de apenas R$5,00 em parcela única, com direito a um reconhecimento do clube (uma carteirinha + um pin) e um desconto de 50% em uma única compra de um único produto a escolher na Gremiomania. É melhor do que nada: ontem, fechamos 200.000 cadastros. No mole, o clube faturou no máximo um milhão de reais e no mínimo 800 mil (40.000 cadastrados já são sócios e não teriam vantagem alguma com a carteirinha do Exército);

3) A partir de agora, além de 40.000 sócios previamente conhecidos a partir do cadastro no Quadro Social, há pelo menos outros 160.000 que, por questões financeiras e geográficas, já estão mapeados e espera-se que cerca de 10% desses adira ao próximo plano de associação que será lançado em breve. Isso significa que cerca de 16.000 novos associados contribuirão com pelo menos R$33,00 por mês, gerando uma receita adicional de R$528.000,00/mês. Se parece pouco, isso dá R$6.336.000,00/ano e cobre o estouro no orçamento para o futebol.

Com isso, chegaremos a 70.000 sócios. 70.000 com no máximo três meses de inadimplência. Não são 103.000 dos quais se contabiliza alguns animais de estimação e sabe-se lá quantos inadimplentes com 12 meses de calote. Hoje, com os nossos 53/54000 x 103000 deles, nosso faturamento é de menos de 4 milhões/ano a menos. Com 30% a menos de sócios, faturaremos quase 10% a mais.

O Marcos Herrmann falou sobre outra importante iniciativa, que será bem barata e enormemente rentável para o clube em parceria com o Banrisul, além de proporcionar um retorno tangível e desejado para quem a ela aderir. Com isso, os 6,3 milhões de reais por 16000 sócios a mais vai virar TROCO.

Tudo isso com um investimento irrisório em publicidade de massa, com a predominância da propaganda de boca a boca das mídias sociais (blogs, comunidades do Orkut, Twitter, MSN, etc.). Cerca de 30 blogueiros associados trabalhando de graça para o clube sem pedir nada em troca.

O Grêmio precisa explorar bem mais essas ferramentas. Mas, por enquanto, embora ainda falte muita coisa, felizmente podemos dizer que, em terra de cego, somos reis porque, por enquanto, no futebol brasileiro, só o Grêmio parece ter um olho bom.

E vocês sabem muito bem que as críticas que tenho em relação ao nosso marketing não são poucas e nem suaves…

As Palavras Mais Escritas no Blog Heliopaz

Wordle: heliopaz
clique na imagem para aumentá-la

Acima, a imagem gerada em Java com a nuvem de palavras mais escritas neste blog a partir do site Wordle.

Claro que, se todas as palavras forem permitidas sem filtros, é natural que as conjunções serão as palavras mais repetidas. Afinal de contas, elas são os conectores que dão sentido às ideias materializadas sob a forma de vermos, substantivos e adjetivos.

O que mais me deixou surpreso foi a falta da palavra Grêmio nessa lista – que está longe de ser pequena, ainda mais em um blog com quase quatro anos de existência…

ME AJUDA A MELHORAR A CAMISETA DO GRÊMIO

sábado, 27 de fevereiro de 2010 19:34:44

Conforme o post anterior e também a partir de muitos comentários bastante divergentes e sérios observados em muitos blogs gremistas, decidi agir e conto com a ajuda inestimável de todos:

– VAMOS TRABALHAR PARA GARANTIR A INTEGRIDADE DO NOSSO MANTO SAGRADO? ;)

Esta série de posts acerca de sugestões e de objeções com o objetivo de determinar um padrão normativo que minimize ao máximo a descaracterização da camiseta nº1 do Grêmio tem como ilustração a foto de cerca de 70% da nossa coleção familiar – minha e da Lúcia.

Pra poder expandir a discussão, além dos comentários, gostaria MUITO que os interagentes deste blogs enviassem fotos de suas camisetas tricolores mais ou menos no tamanho das fotos que apresento a partir deste post e com boa iluminação nas mesmas poses.

Em especial, preciso de apenas três modelos pra completar todos os padrões que não consegui observar na minha coleção. Adianto que as réplicas da Puma NÃO SERVEM, pois estão longe de ser idênticas:

– Qualquer uma da Olympikus, entre 1981 e 1984;

– A da Adidas (1983-1984);

– Alguma entre 1962 e 1975.

O QUE PRECISO DESSES MODELOS? Basta uma régua, uma trena ou uma fita métrica e anotar escrever no e-mail as seguintes medidas:

a) A largura das listras (azul e preta quase sempre iguais e a branca também);

b) Medir o diâmetro do distintivo.

A partir das fotos, irei observar:

1) O número de listras no mesmo pano (frente ou verso, tanto faz);

2) Verificar os detalhes do corte e das costuras da manga;

3) Observar sobre qual(is) listra(s) está posicionado o distintivo: se apenas sobre a azul, ou apenas sobre a preta, ou vazando até o limite das listras brancas adjacentes à listra colorida por sobre a qual situa-se o distintivo ou, ainda, caso as listras azul e preta sejam finas, se o distintivo está sobre as duas e se, finalmente, as ultrapassa e invade as brancas adjacentes ou não;

4) Se prevalece uma listra branca dividindo a camiseta bem no meio do tronco e das costas ou não;

5) Se prevalece o encontro perfeito entre as listras do pano da frente com o de trás a partir da costura que as une por sobre os ombros.

NÃO ESQUEÇAM: TEM QUE SER A TRICOLOR. As reservas não interessam! :)

Favor enviá-las para o e-mail heliop@gmail.com com o título CAMISETA DO GRÊMIO (fotos).

Será que os amigos do blog CAMISAS DO GRÊMIO poderiam dar uma força? VALEU! ;)

ARGÉLIA 0×3 MALÁUI

Embora não tenha podido assistir a essa histórica e surpreendente partida, há que se destacar uma série de fatos interessantíssimos:

1) Pelo que tenho visto dos jogadores argelinos (sobretudo o falsamente incensado lateral-esquerdo Belhadj do Portsmouth), o time é veloz, porém não se diferencia muito daquele joguinho de toque de bola que tenta, tenta, tenta e consegue muito pouco – bastante observado na Tunísia da Copa de 2006. Classificou-se para a Copa do Mundo muito em função da rivalidade de morte contra o Egito, além de possui uma intimidade muito maior com a adrenalina principalmente quando atua contra equipes similares (Norte da África – principalmente países árabes como Tunísia e Marrocos). É um estilo de jogo que, diferentemente das n configurações étnicas, físicas e anímicas verificadas na África negra, nivela os árabes entre si. Essa rivalidade entre os países saarianos com margens para o Mediterrâneo lhes proporciona uma injeção extra de adrenalina;

2) O provérbio klingon no cartão do início do genial Kill Bill vol. 1 poucas vezes se mostrou tão adequado: “A VINGANÇA É UM PRATO QUE SE COME FRIO”. O Maláui havia sofrido 3×0 da mesma Argélia na CAN de 1984 na fase de grupos. Passou 26 anos comendo um mingau gelado e quase seco, até que, finalmente, a vitória veio. Diga-se de passagem, esta é a décima participação do pequeno e conturbado país do sul da África em uma fase de grupos da CAN e – pasmem – esta foi recém a sua primeira vitória na fase de grupos em todas as edições. Isso justifica a legenda bíblica do criativo produser que postou os gols do vídeo acima no YouTube;

3) Desta vez, a Argélia classificou-se para a Copa do Mundo como jogou o Grêmio de Mano Menezes na Libertadores de 2007: ganhou todas as partidas em casa e perdeu todas menos uma fora. Garra e fator local superaram – e muito – a qualidade técnica da equipe;

4) As Raposas do Deserto estão em pé de guerra: como infelizmente é habitual na África (seja a seleção árabe do norte ou negra subsaariana), os jogadores e o técnico Rabah Saâdane parecem não estar se entendendo bem. É preciso dizer que o velho e bom Saadane foi quem classificou a Argélia para a Copa de 1986. Até prova em contrário, não lembro de outro técnico de seleção africana ter classificado a mesma seleção para mais de uma Copa do Mundo, pois eles trocam de treinador como quem troca de cueca. Um cara que treina a seleção argelina pela quinta vez desde 1981 e que possui em seu currículo passagens pelos grandes clubes africanos Raja Casablanca (Marrocos) e Ètoile du Sahel (Tunísia) definitivamente não é pouca coisa para os padrões continentais.

Saâdane foi zagueiro até do outrora grande clube francês Stade Rennais (equivocadamente conhecido por aqui como Rennes, o nome da cidade). Esse homem foi o primeiro técnico a classificar a seleção Sub-20 da Argélia para um mundial da categoria. Foi no distante ano de 1979, quando este blogueiro estava no jardim da Infância da Escola de Ensino Fundamental General  Daltro Filho em Porto Alegre, no bairro Auxiliadora. Pois essa seleção de cadetes dirigida pelo professor Saâdane atingiu as quartas-de-final da competição, quando parou somente na poderosa Argentina de Diego Maradona (não por acaso a campeã).

No comando do Raja Casablanca, ele foi “apenas” campeão marroquino e campeão da CAF Champions League. “Só” isso.

O costume com os frequentes camaroneses, argelinos, marroquinos, tunisianos, egípcios, nigerianos, ganeses, marfinenses, senegaleses e malineses nas principais ligas européias desde que comecei a acompanhar o futebol africano em 1982 tornou seus nomes e sobrenomes originários de uma plêiade de línguas e dialetos nativos um lugar comum. Porém, a sonoridade e a novidade dos nomes dos malauienses (ou seria malauianos?) é um bálsamo para os ouvidos. Sempre senti uma enorme simpatia por essas palavras que, independentemente do seu significado original (que confesso desconhecer maioria das vezes), fazem com que se queira cada vez mais conhecer a África: Russel Mwafulirwa, Elvis Kafoteka, David Banda (homônimo do bebê aditivo de Madonna).

Aliás, vale aqui o TROCADALHO infame que poderia ter virado uma bela manchete caso houvesse uma versão brasileira do corneteiro espirituoso diário esportivo argentino Olé cobrindo a CAN 2010 com afinco:

“ARGELIA VIU ‘A’ BANDA PASSAR” ou, ainda, “RAPOSAS DO DESERTO CERCADAS PELAS CHAMAS”.

Melhor dizendo, quem viu toda a fanfarra malauiense passar (e quem mais se chamuscou na brincadeira) foi o goleiro Faouzi Chaouchi. Tudo bem: ele tem 1,94m de altura, apenas 25 anos e raspa a cabeça como qualquer goleiro. Até muito recentemente, ele era um “bancário” com pouquíssima experiência na seleção até o jogo que pôs a Argélia na Copa do Mundo. Enfim, contra o poderoso Egito de Hassan Shehata e Abou Atrika (é assim que está nas costas da sua camiseta e não Aboutrika), chegou a ser escolhido para a seleçao africana da semana pelo site Goal.com.

Porém, o fato de ter tido a sorte de estar no lugar certo e na hora certa não necessariamente é sinônimo de qualidade nem tampouco de estabilidade. Como todos sabem, goleiro é um cargo de confiança, que exige continuidade, ritmo de jogo. Salvo em raríssimas e honrosas exceções, não se troca a titularidade do arco por causa da superstição. Os fatos mostram que o antigo titular, que fora suspenso pelo cartão amarelo para o jogo de desempate em Cartum (Sudão), possui experiência e, acima de tudo, estrela: Lounès Gaouaoui foi tricampeão da Copa da CAF (equivalente à Liga Europa e à Copa Sul-Americana) em 2000/01/02, campeão argelino em 2004 e 2006 pelo Kabylie, o  clube mais popular da Argélia. Foram 43 partidas pela seleção.

Exceção ou não, Chaouchi cometeu contra o Maláui não uma mas, sim, duas presepadas que dificilmente são vistas até mesmo no glorioso Parque Ararigboia – palco da fina flor da várzea portoalegrense e de um sensacional exemplo de cidadania.

Embolou tudo. E o raio não costuma cair duas vezes no mesmo lugar. Angola vem no desespero contra o Maláui, que não pode sequer pensar em se deslumbrar com o resultado merecido porém bastante fortuito de ontem. A Argélia, por sua vez, tende a realizar o jogo mais importante do grupo, contra o encorpado Mali.

Tá bom esse grupo, heinhô, Batista? :P