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SOBRE MIM

Nome: Hélio Sassen Paz
Naturalidade: Porto Alegre/RS
Data de Nascimento: 23/05/1973, às 04h
Nacionalidade: Brasileira
Signo: Gêmeos (ascendente em Áries)
Clube: Grêmio Football Portoalegrense
Profissão: professor de Hipertexto e Mídias Digitais na Comunicação Digital da UNISINOS
Desejo: ser um professor e um pesquisador cada vez melhor,
ficar com minha Lu até morrer, viajar pelo mundo
e ajudar zilhões de pessoas divididas em pequenos grupos, um de cada vez.

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Me deu vontade de escrever algo que pudesse demarcar o meu chão e mostrar de onde venho. A maioria das pessoas não costuma fazer isso. Eu já acho que contextualizar não é perda de tempo nem enrolação mas, sim, uma necessidade pra quem deseja ser compreendido.

Quem ainda não sabe, vai ficar sabendo agora: normalmente, prefiro discutir sobre educação, crítica do jornalismo, mídias sociais, sustentabilidade e política (não necessariamente nessa ordem). Costumo fazer as coisas de um jeito não-convencional, pois acho que textos sem profundidade não levam à reflexão, mas também penso que ser academicista demais é ser blasé. Acho que tenho o direito de falar umas bobagens e de demonstrar o meu lado midiota, de integrante rebelde da classe mérdia urbana, de bovinóide. O que mais vale é ter consciência de que dá pra ser ignorante, sanguíneo e piegas até mesmo quando se quer falar sério e transmitir informações não necessariamente científicas.

Já trabalhei com design interativo em grandes redações e já fui arte-finalista em algumas agências de publicidade, mas a minha praia mesmo é ensino, pesquisa e extensão universitária. Eventualmente, posso até pegar um trabalho como free lancer aqui ou ali, mas não é a minha prioridade. De qualquer forma, não se pode dizer jamais que eu não goste ou que não seja capaz de realizar com prazer, dedicação e profunda curiosidade algo relacionado à minha formação de publicitário.

Tenho sangue espanhol e amo o esporte em geral mais do que a muitos parentes e pseudoamigos. Em certos aspectos, um fato, uma pessoa ou uma determinada dinâmica observada e/ou vivenciada em outro esporte ou em outro time pode me encantar muito mais do que o sempre amado Grêmio.

Abrir a cabeça para a criatividade e para a cultura de outro lugar me faz sentir que não há uma maneira melhor ou pior em relação à fruição pelo esporte. Curto muito investigar as questões econômicas, comunicacionais e identitárias tanto de cunho massivo como de nicho que constituem a riqueza e a pluralidade de formas de torcer, de fazer negócio, de repercutir na mídia, de construir comunidades virtuais e de mobilizar capital social em torno do esporte.

Enfim, acho que vocês já puderam ter uma prévia do tipo de discussão que me apaixona e que envolve as minhas habilidades desenvolvidas em uma série de posts sobre a Economia Política do Futebol Brasileiro em três partes (I, II e III). Pode parecer complexo pra quem não gosta de ler ou pra quem não é detalhista. Outros podem até achar que esse tipo de debate não interessa  ao grande público nem àqueles que fazem dinheiro ou que estão dentro do olho do furacão…

…Eu já acho diferente: é preciso conhecer quem faz, quem compra e todo o ecossistema agregado. Comecei fazendo jornalismo e também já cursei boa parte de um MBA em Marketing, mas não julguei necessário completar nenhum dos dois cursos naquela ocasião. Durante o mestrado, aprendi muito sobre História e Antropologia, pois as Ciências Sociais Aplicadas (caso da Comunicação) pegam emprestadas a metodologia, alguns pilares teóricos fundamentais e apropriam-se das semelhanças verificadas em objetos de estudo cujas pesquisas apresentam um resultado parecido, porém voltadas para outros objetivos.

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Considero-me de esquerda, verde, democrático e capitalista (jamais taylorista-fordista, rentista e tampouco neoliberal). Sou gremista, usuário Apple e ateu. Defendo o ciberativismo e considero sinônimos de desenvolvimento ecológica e humanisticamente sustentável a arte, a cultura, a educação, a instrução, a autonomia, a solidariedade, a alteridade e o conhecimento sempre compartilhado. Só a ciência e a cidadania plena através da verdade e da participação politizada libertam.

Resisto e incentivo a resistência multitudinária através da ‘guerrilha’ midiatizada. Desejo um mundo mais justo, mais tolerante e menos belicoso, mas não cultivo a utopia de achar que haverá paz, respeito e ausência de ganância. Afinal de contas, se a pós-modernidade é repleta de facetas que configuram e são configuradas pelos fluxos e pela onipresença da mídia em todas as esferas da sociedade, se todos realizam algo, pelo menos parte do mundo segue o seu caminho. É de milhões de pequenas realizações segmentadas e pontuais que se faz o mundo contemporâneo e não do gigantismo das corporações.

Não creio na oligarquia, não creio na burguesia, não creio no sistema representativo político-partidário vigente, não creio no capitalismo liberal nem neoliberal. Sou contra toda e qualquer espécie de ditadura. Nunca fui e não sou filiado a partido nenhum. Por falta de opção e por obrigação, ainda voto no PT.

Sobre o Grêmio, critico o que devo criticar, elogio o que devo elogiar. As práticas da mídia corporativa são, por mim e pela rede de blogs a que pertenço, sistematicamente denunciadas e criticadas. Trabalho com pesquisa acadêmica em mídias digitais, redes sociais, blogosfera, Tecnologias da Informação e da Comunicação, Interface Homem-Computador, história, geografia, sociologia. Portanto, tenho a obrigação de manter-me técnica e socialmente na vanguarda e de fazer valer o ato político de ser professor e pesquisador trocando experiências, aconselhando e sendo aconselhado.