[polldaddy poll=1000078]
Esta enquete, por sua vez, não me deixa baratinado como a anterior. Afinal de contas, meu voto está aberto.
Lembrando: respostas múltiplas SÃO permitidas.
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Esta enquete, por sua vez, não me deixa baratinado como a anterior. Afinal de contas, meu voto está aberto.
Lembrando: respostas múltiplas SÃO permitidas.
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Por mais tendencioso e nada científico que seja, não é que a MARIA e o PT atuais sejam grande coisa… Se é que se deve mesmo votar pensando que o voto irá solucionar as mazelas da cidade, há duas maneiras diferentes de votar, levando-se em consideração os candidatos que se ofereceram no 1º turno.
A primeira delas é chutar o pau da barraca, avacalhar, esculhambar: Vera Guasso, Onyx Lorenzoni, Carlos Gomes ou Marchezan Jr.
A segunda é achar que se vai fazer algo que preste pelos pobres, pela urbe de todos e por si mesmo: Fogaça, Manuela, Luciana Genro ou Maria do Rosário.
Sobraram Fogaça e Maria.
O voto em Fogaça é atestado de demência ou de midiotização: afinal de contas, a foto acima diz tudo – contra fatos não há argumentos.
O voto em Maria é aquela coisa: a menos pior, a que machuca menos, a que vai fazer um pentelho a mais do que a direita.
Na verdade, me arrependo de não ter votado em Luciana Genro no 1º turno: falem o que quiserem da filha do Tarso, mas ela é a única coerente e, aparentemente, a menos despreparada de todos.
Na impossibilidade do titânico “A gente quer inteiro e não pela metade”, vou de Cazuza então: “Raspas e restos me interessam”.
Maria é o que restou.
Dia 26, eu voto 13.
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As duas possibilidades predominantes na preferência pela manutenção dessas regras dão conta ou de se agir 100% de acordo com a lei a fim de se obedecer ao caro conceito de democracia, ou porque manter o sistema vigente é mais prático, mais barato e mais pragmático, pois parece ser o caminho mais objetivo para reivindicar demandas sociais de forma institucional.
Pois bem: iniciativas apartidárias que reúnem idosos, donas-de-casa e jovens altruístas organizadas a partir de empresas com marcas conhecidas mundialmente, clubes esportivos de bairros burgueses e apoio massivo da mídia corporativa fazem com que a maioria das ações de voluntariado e de arrecadação de fundos para entidades assistenciais sejam realizados por pessoas de classe média ultra-conservadoras, que odeiam o PT. Em uma época em que os falsos conceitos de “responsabilidade social” e de “responsabilidade ambiental” não passam de meros mantras publicitários a fim de conquistar consumidores convertidos em defensores das políticas neoliberais, a esquerda que está fora do governo tem perdido terreno não apenas pela ação da mídia ou pelo poder do capital mas, sim, pelo não-monitoramento das práticas do oponente. Nesse caso, não se pode dizer que toda a direita é excludente e egoísta, embora utilize-se dessa tática para vender mais e para obter menor interferência do estado em seus negócios com respaldo da classe média.
Os beneficiados e os voluntários não querem saber dos detalhes que envolvem as práticas de negociação nem as políticas das empresas. Para eles, que têm urgência, o que importa é que alguém ao menos FAÇA alguma coisa por eles, para eles e com eles. Esse é um dado muito levado em conta nas eleições: como é que alguém pode se negar a AO MENOS CONVERSAR CORDIALMENTE com o JORGE GERDAU se ele tem dinheiro a dar com pau? O importante é não deixar a existência, o investimento e o trabalho da PARCEIROS VOLUNTÁRIOS tornar-se moeda de troca a fim do empresário obter vantagens do Estado.
Uma verdade constrangedora para a esquerda, que se gaba de ser cidadã e de trabalhar sempre pelos que mais precisam, é o fato de que a direita faz muito mais caridade com resultados superiores aos proporcionados pelas políticas públicas e a rede social que eles mobilizam é anos-luz mais ampla do que o montante de dinheiro e de pessoas que a esquerda consegue mobilizar nessas ocasiões.
Quando a esquerda está no poder, realmente trabalha mais pelos pobres. Embora aja de forma mais racional e vise resultados duradouros, pensa a longo prazo e só considera boas as suas próprias iniciativas, minimizando a importância do papel da ajuda de quem não pertence ao “time”. Quando existe fome, doença, miséria, frio, preconceito e ignorância, a máxima de “ensinar a pescar ao invés de dar o peixe” morre, tanto à direita como à esquerda. O próprio pragmatismo lulo-petista sabe que, se não tivesse feito um programa de transferência de renda na forma de uma quase doação voltada sobretudo para o Nordeste, teria sido rechaçado assim como o PT gaúcho tem sido na última metade de década.
Admitamos que é uma estratégia política extremamente inteligente em termos de auto-preservação e de aumento em sua popularidade o cuidado que o presidente Lula tem para não comprar briga com os ricos quando não tem a menor condição de se defender: primeiro, porque o que vale para a propaganda de boca a boca se espalhar e para que a mídia e os empresários estrangeiros falem bem do Brasil é não ficar de fora das REDES SOCIAIS dos graúdos, que alcança todo o planeta.
AS REDES SOCIAIS valem muito mais como estratégia política do que todo o dinheiro do mundo.Logo, a esquerda antiga é altamente incompetente nesse quesito porque tem preconceito a todo e qualquer rico.
Todo ano, o INSTITUTO DO CÂNCER INFANTIL recebe ajuda do MAC DIA FELIZ, proporcionado pelas franquias da rede MACDONALD’S. Mesmo apesar de esconder a verdade que o documentário SUPERSIZE ME apresenta, por mais publicitária que seja, tal iniciativa tem ajudado anualmente a salvar a vida de dezenas de crianças na capital gaúcha e de milhares de doentes no Brasil inteiro. Nenhum governo e nenhuma empresa doaram, aumentaram a verba destinada a essas instituições ou sequer trabalharam, seja em conjunto, seja separadamente, uma política de saúde, de administração e de obtenção de resultados maiores de cura a cada ano.
Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que trate de fazer amizade sem preconceito com a parcela honesta dos empresários ricos. Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que não diga que certas iniciativas de caridade ou de mobilização urbana são ruins ou limitadas porque não existe um sindicalista, um político ou um líder comunitário filiado ao partido envolvido na organização da causa.
O PT GAÚCHO FEZ O BRILHANTE FAVOR DE ESPANTAR GRANDE PARTE DA CLASSE MÉDIA DA SUA REDE SOCIAL. Afinal de contas, agindo como age, ao invés de unir, acaba dividindo. Claro que a direita também divide e – pior – utiliza práticas usualmente inconfiáveis. Porém, a classe média não está nem aí para os partidos. Por isso, FOGAÇA e MANUELA foram muito mais espertos, mesmo que tendam a fazer muito menos e facilitem a vida dos especuladores.
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Portanto, preciso sempre lembrar de um detalhe importantíssimo que eu mesmo já cansei de falar aqui no blog: enquanto a Sociologia e a Filosofia clássicas falam em esvaziamento do debate político, as Ciências da Comunicação, que iniciaram pegando emprestada a forma de teorizar sobre Ciências Humanas Aplicadas dessas duas ciências seculares, hoje formam um campo autônomo e multidisciplinar, que analisa os fenômenos sociotécnicos de uma sociedade em um processo acelerado de transformação de práticas e valores em todas as áreas do conhecimento.
A Comunicação é estratégica, pois, segundo o pesquisador português ADRIANO DUARTE RODRIGUES, ela constitui um CAMPO SOCIAL (conceito de BOURDIEU que já discutimos em outros posts) na contemporaneidade. Porém, trata-se de um campo social com uma característica que nenhum outro campo (médico, científico, militar, empresarial, econômico, esportivo, etc.) possui: a de transitar por todos os demais campos, traduzindo a linguagem vicária de cada campo social em uma linguagem suficientemente inteligível para publicizar suas demandas, qualidades e idiossincrasias para toda a sociedade. A essa onipresença dos meios de comunicação ELISEO VERÓN chama de MIDIATIZAÇÃO.
Ora, se a forma de reconhecimento de si e do seu lugar de pertença hoje em dia depende muito mais da exposição mediada do que da percepção do ambiente urbano porque o homem contemporâneo é mais individualista, imediatista e vive dentro de um fluxo de trânsito, de idéias e de dinheiro cada vez mais dinâmico, torna-se impossível ignorar e evitar a mídia corporativa: ou se aparece através dela, ou se comenta qualquer assunto mostrado por ela.
Toda a minha raiva e a minha indignação com o lado dos erros e das escolhas não-alinhadas com o campo democrático e popular em todas as esferas governadas pelo PT devem ser ponderadas a partir das conquistas que, mesmo por linhas tortas, talvez só tenham podido ser obtidas mediante dolorosas concessões.
Desta feita, embora sem tempo nem entusiasmo para bandeirar, não posso ir contra minhas crenças e valores, nem tampouco ignorar a importância e a necessidade de exercer aquela que deveria ser a menor e menos importante relação do homem com a sua cidadania: o voto.
Vamos lá: seja a melhor, seja a menos pior das propostas, o que importa é que estou plenamente convencido de que não posso avacalhar a chance de melhorar alguma coisa por aqui.
Não é por mim, nem tampouco pelos ricos e pela classe mérdia: é pela qualidade de vida da classe média e pelos pobres.
VAMOS LÁ, ROSÁRIO!!!
Mas não te esqueças: o meu apoio é exigente e bastante crítico.
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