VOTAR 15 FOGAÇA

Se tu votas em FOGAÇA, por favor, responde atentamente à seguinte enquete. Esta é uma enorme curiosidade que está tirando o meu sono e a minha tranqüilidade.

Respostas múltiplas são permitidas.

Para evitar mais de um voto do mesmo leitor:

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QUEM CONSEGUIR PROVAR O QUE FOGAÇA FEZ PELO POVO GANHA UM DOCE

O RODRIGO CARDIA do CÃO UIVADOR postou o seguinte questionamento, com o qual concordo integralmente:
clipped from caouivador.wordpress.com
Ao invés de fazer “propaganda eleitoral” pelo voto na MARIA DO ROSÁRIO, faço uma pergunta aos que votarão em FOGAÇA: no que Porto Alegre ficou melhor nos últimos quatro anos?
Quem souber, cite pelo menos uma melhoria, pois eu não vi nenhuma.
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O MAIOR ERRO DO PT EM PORTO ALEGRE

Desde 1989, quando votei pela primeira vez aos 16 anos, sempre fui agredido das mais diversas formas por defender a esquerda. Sob este modelo falido de representatividade política através de partidos, mesmo que esteja ficando cada vez pior, o PT ainda é a minha opção. O problema maior é com o modelo, não com o PT em si. E o modelo distorce e aproxima partidos, candidatos, plataformas e maneiras de se comunicar, nivelando-os por baixo.

As duas possibilidades predominantes na preferência pela manutenção dessas regras dão conta ou de se agir 100% de acordo com a lei a fim de se obedecer ao caro conceito de democracia, ou porque manter o sistema vigente é mais prático, mais barato e mais pragmático, pois parece ser o caminho mais objetivo para reivindicar demandas sociais de forma institucional.

Pois bem: iniciativas apartidárias que reúnem idosos, donas-de-casa e jovens altruístas organizadas a partir de empresas com marcas conhecidas mundialmente, clubes esportivos de bairros burgueses e apoio massivo da mídia corporativa fazem com que a maioria das ações de voluntariado e de arrecadação de fundos para entidades assistenciais sejam realizados por pessoas de classe média ultra-conservadoras, que odeiam o PT. Em uma época em que os falsos conceitos de “responsabilidade social” e de “responsabilidade ambiental” não passam de meros mantras publicitários a fim de conquistar consumidores convertidos em defensores das políticas neoliberais, a esquerda que está fora do governo tem perdido terreno não apenas pela ação da mídia ou pelo poder do capital mas, sim, pelo não-monitoramento das práticas do oponente. Nesse caso, não se pode dizer que toda a direita é excludente e egoísta, embora utilize-se dessa tática para vender mais e para obter menor interferência do estado em seus negócios com respaldo da classe média.

Os beneficiados e os voluntários não querem saber dos detalhes que envolvem as práticas de negociação nem as políticas das empresas. Para eles, que têm urgência, o que importa é que alguém ao menos FAÇA alguma coisa por eles, para eles e com eles. Esse é um dado muito levado em conta nas eleições: como é que alguém pode se negar a AO MENOS CONVERSAR CORDIALMENTE com o JORGE GERDAU se ele tem dinheiro a dar com pau? O importante é não deixar a existência, o investimento e o trabalho da PARCEIROS VOLUNTÁRIOS tornar-se moeda de troca a fim do empresário obter vantagens do Estado.

Uma verdade constrangedora para a esquerda, que se gaba de ser cidadã e de trabalhar sempre pelos que mais precisam, é o fato de que a direita faz muito mais caridade com resultados superiores aos proporcionados pelas políticas públicas e a rede social que eles mobilizam é anos-luz mais ampla do que o montante de dinheiro e de pessoas que a esquerda consegue mobilizar nessas ocasiões.

Quando a esquerda está no poder, realmente trabalha mais pelos pobres. Embora aja de forma mais racional e vise resultados duradouros, pensa a longo prazo e só considera boas as suas próprias iniciativas, minimizando a importância do papel da ajuda de quem não pertence ao “time”. Quando existe fome, doença, miséria, frio, preconceito e ignorância, a máxima de “ensinar a pescar ao invés de dar o peixe” morre, tanto à direita como à esquerda. O próprio pragmatismo lulo-petista sabe que, se não tivesse feito um programa de transferência de renda na forma de uma quase doação voltada sobretudo para o Nordeste, teria sido rechaçado assim como o PT gaúcho tem sido na última metade de década.

Admitamos que é uma estratégia política extremamente inteligente em termos de auto-preservação e de aumento em sua popularidade o cuidado que o presidente Lula tem para não comprar briga com os ricos quando não tem a menor condição de se defender: primeiro, porque o que vale para a propaganda de boca a boca se espalhar e para que a mídia e os empresários estrangeiros falem bem do Brasil é não ficar de fora das REDES SOCIAIS dos graúdos, que alcança todo o planeta.

AS REDES SOCIAIS valem muito mais como estratégia política do que todo o dinheiro do mundo.Logo, a esquerda antiga é altamente incompetente nesse quesito porque tem preconceito a todo e qualquer rico.

Todo ano, o INSTITUTO DO CÂNCER INFANTIL recebe ajuda do MAC DIA FELIZ, proporcionado pelas franquias da rede MACDONALD’S. Mesmo apesar de esconder a verdade que o documentário SUPERSIZE ME apresenta, por mais publicitária que seja, tal iniciativa tem ajudado anualmente a salvar a vida de dezenas de crianças na capital gaúcha e de milhares de doentes no Brasil inteiro. Nenhum governo e nenhuma empresa doaram, aumentaram a verba destinada a essas instituições ou sequer trabalharam, seja em conjunto, seja separadamente, uma política de saúde, de administração e de obtenção de resultados maiores de cura a cada ano.

Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que trate de fazer amizade sem preconceito com a parcela honesta dos empresários ricos. Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que não diga que certas iniciativas de caridade ou de mobilização urbana são ruins ou limitadas porque não existe um sindicalista, um político ou um líder comunitário filiado ao partido envolvido na organização da causa.

O PT GAÚCHO FEZ O BRILHANTE FAVOR DE ESPANTAR GRANDE PARTE DA CLASSE MÉDIA DA SUA REDE SOCIAL. Afinal de contas, agindo como age, ao invés de unir, acaba dividindo. Claro que a direita também divide e – pior – utiliza práticas usualmente inconfiáveis. Porém, a classe média não está nem aí para os partidos. Por isso, FOGAÇA e MANUELA foram muito mais espertos, mesmo que tendam a fazer muito menos e facilitem a vida dos especuladores.

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GRÊMIO: INCÓGNITA ≠ RUINDADE/QUALIDADE

A pré-temporada de verão no futebol brasileiro é um período vazio de notícias relevantes. A janela de contratações para a segunda metade da temporada européia é muito menor, o que, normalmente, resulta em contratações mais baratas e menos bombásticas por parte dos times europeus e em repatriações menos expressivas para o nosso mercado.

O atento e criativo Alexandre Perin no seu blog ALMANAQUE ESPORTIVO é mais um dentre tantos que utiliza o período para o exercício da comparação entre jogadores do mesmo clube entre o ano passado e o momento atual de remontagem dos plantéis.

Ninguém pode negar que tal operação tem lá o seu valor. É divertida. E, até certo ponto, existe um grau de confiabilidade em tais comparações. No entanto, é inevitável cair no erro de tomar como verdade a comparação do incomparável a fim de querer justificar o injustificável. Esta é a grande armadilha em torno das comparações.

Digo isso porque nem eu, que vou a pelo menos 95% dos jogos do GRÊMIO por ano em casa há quase três décadas, chego mais cedo para acompanhar as preliminares, tenho conhecidos que trabalham no clube e, sempre que tenho um tempinho, ainda acompanho torneios como o Brasileirão SUB-20 e a Copa São Paulo de Futebol Júnio, sou capaz de afirmar o quanto essa gurizada que está subindo agora para o grupo profissional é verdadeiramente “boa” ou “ruim”.

O máximo que posso ter são breves IMPRESSÕES. Nem mesmo os setoristas do clube (repórteres que vivem dentro do Olímpico) ou os próprios dirigentes (do presidente ao coordenador das categorias de base) tem certeza de que jogadores que foram apenas aplicados mas que não se sobressaíram tecnicamente serão apenas jogadores medíocres quando se derem conta de que, a partir da sua promoção, tornam-se HOMENS ao invés de meninos.

Em princípio, prefiro criticar os dirigentes por cornetas, bate-bocas e má condução de negócios mais vultosos com agentes, jogadores e dirigentes de outras paragens e também pela contratação de um jogador ou outro que já deram mostras suficientes de que sua índole e sua qualidade técnica e física são muito baixas para a exigência de um clube centenário multicampeão e conhecido no mundo todo.

Me abstenho de criticar a utilização massiva dos “pratas da casa” porque, simplesmente, a amostragem do que eles já apresentaram em brevíssimas participações no grupo profissional é quase nula.

Como maior exemplo de injustiça eu cito o bom lateral-esquerdo Bruno Teles. Em 2006, com o time em alta, ele teve que jogar deslocado como volante contra o Paraná, em um dos jogos mais difíceis do GRÊMIO em casa pelo Brasileirão daquele ano. Jogou muito mal, o TRICOLOR DOS PAMPAS saiu perdendo e teve uma dificuldade gigantesca para virar o resultado, em um final muito sofrido. Aquela impressão foi péssima. Porém, mais adiante, ele, na lateral-esquerda, demonstrou grande maturidade, vitalidade, excelente posicionamento na marcação e, se não foi brilhante no apoio ao ataque, pelo menos foi prudente em apenas subir “na boa”, sem correr o risco de dar as costas para o contra-ataque. É muito mais jogador do que Hidalgo ou do que as outras opções disponíveis neste começo de 2008 enquanto não estiver recuperado.

Não posso comparar Jhonatan a Everton. O primeiro jogou tão poucas vezes que não há como saber se ele é tão inseguro quanto o segundo, que já teve várias oportunidades e não correspondeu. Da mesma forma, hoje eu não sei dizer se o Itaqui é aquele que mal entrou contra o Esportivo no Ruralito de 2007 e entregou um gol na única derrota que sofremos no Olímpico na campanha do bi e que, mais adiante, sempre que chamado ocupou posições discretas de marcação ou se o Itaqui profissionalizado será mais próximo do capitão, cobrador de faltas e de escanteios e por quem passavam todas as jogadas do time semifinalista do Brasileirão SUB-2o.

Melhor conferir in loco hoje à tarde para termos uma prévia. Mas é uma prévia ainda repleta de possíveis perdões, já que a única certeza que temos é: o time ainda está desentrosado, o grupo ainda está incompleto, a musculatura de todos os jogadores ainda enrijecida em função dos pesados treinos físicos em Bento Gonçalves, há a tensão, a expectativa e o nervosismo da estréia, o público será pequeno em função das férias e, finalmente, o gramado estará pesado porque passou por uma reforma recente e chove em Porto Alegre.

Se eu vir muita raça, erros que não comprometam a defesa e uma capacidade ofensiva maior do que a média de 2007, considerarei o jogo contra o 15 de Novembro de Campo Bom uma estréia aceitável.