ENTENDENDO A CONJUNTURA ATUAL

O GUILLERMO e o GUGA TÜRCK fizeram dois comentários bem inteligentes e observadores sobre o post anterior. Eles viram os erros do PT aqui em PORTO ALEGRE (ou no RS como um todo com reflexo na capital) de uma forma que eu não havia abordado, através da lembrança das escolhas de candidatos errados para o momento errado.

Concordo com eles. E se fosse voltar no tempo com a ajuda de outros blogueiros (RS URGENTE, DIÁRIO GAUCHE, DIALÓGICO, AGENTE 65, PORTO ALEGRE DE FOGAÇA, CÃO UIVADOR KAYSER, A CARAPUÇA, JEAN SCHARLAU, JULIO GARCIA e tantos outros) pra lembrar de decisões pontuais – todas diretamente relacionadas às estratégias de articulação eleitoral e de propaganda política – certamente apareceriam ainda mais fatos.

Porém, eu acho que a conjuntura é muito mais complexa e foge do âmbito da discussão sobre tendências, candidatos e suas declarações pessoais; sobre o que seriam esquerda e direita; sobre até que ponto poder-se-ia aceitar ser vice; de quais partidos seria possível aceitar um papel de coadjuvante e sob quais condições…

…Faltou uma análise conjuntural, estrutural, contextual não do comportamento do eleitor ou do monitoramento da mídia corporativa mas, sim, da transformação da visão de mundo dos estamentos porto-alegrenses em função da maior capacidade de consumo dos pobres que migraram para o meio da pirâmide em função das políticas de distribuição de renda e de fomento realizadas pelo PT nacional: o lulo-petismo de resultados tão combatido por nós (alguns com menos concessões, outros mais condescendentes) fez emergir um grande contingente de pessoas.

Porém, o foco da nossa insatisfação em relação às escolhas à direita feitas em Brasília sempre esteve equivocado: nos preocupamos demais com políticos, partidos e com a mídia corporativa ao invés de observarmos mais atentamente à maior homogeneidade entre os ex-pobres (a quem chamo de classe média) e aqueles que nunca moraram na periferia e não passam dificuldades financeiras há pelo menos três gerações (a quela a quem chamo de classe mérdia).

Os pobres não tiveram suas cabeças feitas pelos seus patrões de classe mérdia quando votaram em Lula em 2002 e em 2006. Todavia, a ascensão social tornou a NOVA classe média mais alheia às suas origens. A fim de evitar ao máximo o risco de perder suas novas conquistas, passam a adotar uma visão de mundo conservadora não apenas pela preocupação econômica mas, sobretudo, para aproximarem-se da classe mérdia que ainda os discrimina, não aceitando dividir seu espaço como “pré-elite” com quem era pobre há até bem pouco tempo atrás.

Em termos de propaganda, de formação de alianças, da escolha de candidatos e das discussões programáticas e ideológicas dentro de TODOS os partidos, nada mudou. Sobre a forma com que a mídia corporativa produz subjetividades, mudam as moscas, mas a merda permanece a mesma…

…O que mudou foi a severa diminuição de pessoas mais interessadas em melhorar a sociedade a partir de uma visão coletiva e complexa para uma visão mais individualista e simplista.

Com isso, mais uma vez retorno à falência do sistema político-partidário-eleitoral, que precisa encontrar uma ponte provisória por sobre o abismo que separa os objetivos dos políticos, dos técnicos e dos empresários que financiam campanhas e alteram leis a favor de seus interesses comerciais e o ato prático independente e solidário de tentar melhorar o mundo sem ter que pedir a bênção.

Nesse ponto, os conservadores são mais ágeis. Através de clubes sociais e de ONGs vinculadas a empresas, os ricos reunem a classe média para receber desconto nos impostos e para fazer publicidade gratuita de suas empresas que, politicamente, passam a representar o “bem”, substituindo o papel do estado.

O estado de direita faz pouco pelo cidadão carente. Porém, seus defensores que não atuam na política partidária fazem mais do que o estado de esquerda em ações pontuais porém muito mais visíveis do que o macro que uma prefeitura competente e bem-intencionada realiza e mostra.

Portanto, a atual sociedade não se importa muito em COMO, POR QUEM e COM QUE OBJETIVO IMPLÍCITO os atos solidários e cidadãos são realizados: para eles, o que importa é que seja eficiente e que apareça bastante.

Em suma: o estado, por mais que distribua renda e melhore as condições de vida daqueles que mais precisam, inevitavelmente deixará uma enorme quantidade de demandas não-atendidas. Logo, assim como para o pobre o traficante pode não ser tão mau assim porque substitui o Estado ao suprir várias de suas necessidades, a classe média assim vê as grandes empresas. Não é à toa que os governantes sempre comparecem às inaugurações de fábricas, lojas e demais tipos de empreendimento: afinal de contas, o governo deixa o recado de que endossa as iniciativas que atraem mais impostos e geram empregos por parte do seu benfeitor, que, por tabela, dá uma demonstração de poder, reforçando sua imagem de marca e conqistando o respeito e a admiração da classe média emergente e também da classe mérdia.

No cassino das meias-verdades, a banca sempre ganha: ela pode perder três ou quatro rodadas seguidas para um cliente mais sortudo no poker. Porém, na roleta, ela logo se recupera…

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POR QUE VEJA ATACA PT E PSDB DO RS?

Como sou adepto das teorias da conspiração, especulo o seguinte: VEJA e a ala
FHC/AÉCIO/SERRA/ALCKMIN podem estar plantando uma subjetividade
anti-políticos sul-riograndenses porque DILMA e TARSO seriam os principais
candidatos a sucessor de LULA (principalmente a primeira)…

Quem viver, verá: o próximo passo é contar a mesma história que o CRISTÓVÃO FEIL conta no DIÁRIO GAUCHE. Afinal de contas, o maior embuste cultural e midiático empurrado goela abaixo dos sul-riograndenses é o tal “mito do gaúcho”.

Mentir
e omitir não são os únicos artifícios da produção textual de
subjetividades: pode-se dizer a verdade no momento e até o limite
daquilo que interessa a quem está bancando essa mídia.

O AGENTE 65 trata dos dois casos aqui e aqui.

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MACBOOK DO AGENTE 65

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eg7Kmavobeg]

O AGENTE 65, glorioso blogueiro gaúcho, militante de longa data e amigo recente, criou coragem e resolver vir para o “lado bom da Força“.Parabéns pela aquisição de seu MacBook. Certamente, te dará muitas alegrias e pouquíssimas incomodações.

Meu iMac Intel Core 2 Duo 1.83 GHz c/160 GB de HD 7200 RPM, monitor TFT de 17″, veio com drive Combo (infelizmente, não tive dindim pra comprá-lo já com gravador de DVD) e sem Bluetooth. Mas, assim que puder, compro um adaptador pra poder usar meu celular como controle remoto do iTunes, do iPhoto e das apresentações em Keynote. Profissionalmente, pra lecionar e fazer apresentações, a qualidade do resultado final é de babar, por um preço que não é proibitivo: um Mac é a diferença entre o barato que sai caro e o nada ostentoso que sai por um preço justo.

Os dois investimentos fundamentais que fiz nessa máquina foram: 2 GB de RAM (a velocidade de inicialização de todos os aplicativos bem como a quantidade de arquivos abertos simultaneamente multiplica horrores) e o AppleCare, programa de garantia estendida por mais dois anos e suporte em call center gratuito via Apple Brasil, totalizando três anos de garantia.

Ano que vem ou, no mais tardar, em 2010, precisarei de um MacBook com Bluetooth, Superdrive (nome que a Apple dá para leitor-gravador de CD-ROM, CD-R, CD-RW, DVD-ROM, DVD-R, DVD-RW e, provavelmente em meados de 2009, também DVDs Blue Ray como padrão de fábrica).

AH! Obviamente, assim que os planos das operadoras brasileiras der uma baixada legal, também comprarei um iPhone.Qualquer coisa, é só entrar em contato! :)