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A TURQUIA foi quem mais operou milagres na primeira fase. Classificou-se em segundo lugar pelo Grupo A sem muito alarde, após uma derrota na estréia para PORTUGAL e duas vitórias de virada sobre SUÍÇA e REPÚBLICA TCHECA.
Perder para PORTUGAL de FELIPÃO não era demérito algum. Vencer a SUÍÇA, apesar da empolgação da torcida anfitriã, convenhamos: não foi mais do que a obrigação para um país que possui quase sempre nos últimos 10 anos pelo menos um clube na fase de grupos da UEFA CHAMPIONS LEAGUE (FENERBAHÇE, GALATASARAY e/ou BEşIKTAş). Finalmente, uma virada espetacular saindo do 0×2 para um consagrador 3×2 contra uma das equipes mais técnicas da Europa, porém de resultados sempre duvidosos nas fases decisivas dos certames continentais e mundiais – a agora decadente REPÚBLICA TCHECA.
Quis o destino que a namoradinha da COPA de 1998, a CROÁCIA, que surpreendeu ao terminar o Grupo B em primeiro lugar vencendo a poderosa ALEMANHA (que eliminou os gajos ontem), enfrentasse a namoradinha da COPA de 2002. Casualmente, ambos os oponentes de hoje foram respectivamente, os terceiros colocados nas duas Copas citadas.
Pois bem: futebol chato, truncado, de poucas chances, com a TURQUIA surpreendendo nos contra-ataques e a CROÁCIA demonstrando um pouco mais de técnica no meio-campo. Uma técnica que morria na falta de qualidade da ligação com o ataque, pois a sensação LUKA MODRIĆ do DINAMO ZAGREB e o driblezinho curto a la futsal de NICO KRANJĆAR do PORTSMOUTH não resolveram muita coisa.
Meu bruxo croata, DARIJO SRNA, ex-lateral esquerdo agora fixado na meia, é experiente e cadencia bem o jogo, além de ser bom cruzador e lançador. Alto para a posição, é um dos destaques do simpático SHAKHTAR DONETSK. Pra mim, ele foi o melhor do time.
Meu destaque na CROÁCIA foi, mais uma vez, o sofrido e simpaticíssimo IVAN KLASNIĆ, atacante do WERDER BREMEN, que passou muito tempo fora dos gramados recuperando-se de um transplante de rim, que requer monitoração e cuidado constante.
KLASNIĆ marcou de cabeça (sua especialidade) aos 29′da prorrogação. Porém, ao apagar das luzes, depois que meia crônica esportiva mundial já houvera crucificado o veteraníssimo goleiro RÜSTÜ REÇBER (ex-BARCELONA) pela sua péssima saída no cruzamento que chegou até a cabeça de KLASNIĆ com o gol aberto, não é que o goleirão turco (que só jogou porque o titular VOLKAN DEMIREL estava suspenso pelo segundo cartão amarelo, contra a vontade de toda a imprensa turca) deu um lançamento espetacular que pegou a zaga croata com as calças na mão e, de virada, o bom centroavante SEMIH, de virada, deu uma varada da entrada da área no ângulo do excelente goleiro PLETIKOSA?!
Este post vai para o pior dos adversários possíveis para a ALEMANHA nas semifinais: uma seleção forte, parelha, que costuma não feder e nem cheirar, porém abarrotada de garra e de sorte.
A sorte de RÜSTÜ, que calou o planeta e, em uma atitude memorável, cumprimentou vários jogadores croatas com muito respeito, simpatia e reconhecimento: olhos nos olhos, abraços sinceros e apertados, nenhuma expressão de alegria no rosto.
RÜSTÜ é um cidadão do futebol.
Ao final, a torcida das mais lindas mulheres européias ovacionou seus ídolos derrotados:
- HRVATSKA! HRVATSKA! HRVATSKA!
Daqui para o final do EURO 2008, torço para uma final entre HOLANDA x TURQUIA.