SELEÇÃO MELINDRADA PORQUE LULA DISSE A VERDADE

Não importa se as pessoas são reacionárias de direita, de esquerda ou enrustidas, nem se foi o presidente da república ou um homeless quem criticou a seleção brasileira: porra, quer dizer agora que só um monte de jornalistas de merda que nunca chutaram uma bola na vida ou, então, bandos de anônimos reunidos em botecos podem falar bem ou mal da seleção?!

Seria o mesmo que baixar uma lei ou instituir um código de ética no pior sentido da moral de cuecas que dissesse que apenas comentaristas comprometidos com os patrocinadores das empresas onde trabalham e que juram entender de economia, administração e sociologia tivessem a “autoridade” de opinar sobre esses temas. Ou, ainda, que o “eleitor anônimo” perdido dentro de uma massa não tenha inteligência nem capacidade de desconstrução suficientemente razoáveis para poder comentar sobre política.

COME ON: em qualquer instância da sociedade, todo mundo comenta sobre quase tudo. Se comenta bem ou mal, certo ou errado, se eu acredito em um e duvido de outro, aí são outros 500…

A grande verdade é que Lula não mentiu: ele disse o que nenhum comentarista da mídia corporativa teria dito (exceto a ESPN Brasil, que baixa o pau em tudo e não puxa o saco de ninguém) porque são todos comprometidos com o Ricardo Teixeira e com o Blatter pra não perder a transmissão da Copa do Mundo.

Ronaldo “Rolha de Poço/Joelho de Cyborg” Nazário e Júlio “Mauricinho” César só teriam tido uma pequena razão na forma grosseira com que referiram-se ao presidente da república caso tivesse havido alguma interferência do Governo na Seleção. E isso nunca houve: foi tão-somente uma opinião.

Imaginem agora se um governante ou um empresário, qualquer que fosse, ficasse melindrado porque um jogador de futebol falou publicamente o que pensa a seu respeito de maneira negativa: o país teria parado na Pré-História…

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MARADONA REVERENCIA RONALDINHO

Agência/AP

O verdadeiro tamanho de um homem se mede através do seu desprendimento através de gestos de atenção, carinho, respeito, alegria e engajamento. DIEGO ARMANDO MARADONA foi um verdadeiro craque. Hoje, ele é embaixador informal do esporte argentino sem ganhar um centavo sequer para torcer, encorajar, divertir e emocionar a todos com a sua história pessoal de altos e baixos.


Agência / EFE

Apesar de possuir uma população equivalente a apenas 1/6 da população brasileira e de viver um momento econômico muito pior do que o nosso, ainda assim a educação pública e privada além da margem ocidental do PRATA na área delimitada pelos ANDES, pela PAMPA e pela PATAGÔNIA antigamente conhecida como TIERRA DE LA PLATA.

E é a essa multidão de fala castelhana e de reações altamente dramáticas que DOM DIEGO representa. Ele não apenas significa muito para toda uma nação como também essa nação é tudo para ele.

Um dos vários párias a quem a bola deu o privilégio de tornar-se cavaleiro.

REY, DIÓS… Ele merece cada um dos superlativos pelos quais é chamado. Poderia ter apenas acenado de longe para os brasileiros ou até mesmo os ignorado. Mas não: ele foi BEIJAR A MÃO DE RONALDINHO (foto acima). Ele não beijou a mão de RIQUELME, do seu amado BOCA, nem de MESSI, a bola da vez do futebol mundial (na minha opinião, mais jogador do que o português CRISTIANO RONALDO).

Infelizmente, não podemos dizer o mesmo do supostamente melhor de todos os tempos: de sua dupla personalidade, parece que a do anjo PELÉ foi vencida pelas mazelas humanas que assolam o EDSON, que foi o que sobrou dele.

Uma pena.

ARGENTINA MELHOR: IDELBER AVELAR E PVC

Contra fatos, não há argumentos.

O melhor blog existente em língua portuguesa e em todos os gêneros temáticos, na minha opinião, O BISCOITO FINO E A MASSA de IDELBER AVELAR, desconstrói toda a balela ufanista, desinformativa, xenófoba e ignorante da GLOBO em relação ao futebol com detalhes que cercaram os enganosos confrontos recentes nos quais o BRASIL venceu:

Interessam-me esses lugares do indizível numa cultura. Tome o caso
dos EUA. Você pode espinafrar Bush, xingar os dois partidos, dizer que
o país passa a pior crise desde a grande depressão, criticar o
Congresso, o Judiciário, a imprensa. Pode tudo – ou melhor, quase tudo.
Experimente dizer que há anos os EUA já não estão entre os 20 países
mais democráticos do mundo; que qualquer país da Europa Ocidental tem
um sistema político mais democrático que os EUA. Experimente
demonstrar, por A + B, que as eleições brasileiras ou argentinas são
infinitamente mais democráticas que as americanas. Da esquerda do
Partido Democrata à direita do Partido Republicano, vão pirar, como se
você tivesse xingado a mãe. O sujeito sente que um mito essencial à sua
identidade está sob ataque e reage com violência. Claro que nós somos a
terra da democracia! Como ousa questionar isso?

No Brasil, acontece algo parecido com o futebol. Você pode xingar o
técnico da Seleção. Pode espinafrar a CBF. Pode discutir a escalação do
time. Pode pôr a culpa nos cartolas. Pode tudo – ou quase tudo. No
momento em que você questiona o mito de que o Brasil tem o melhor
futebol e os melhores jogadores do planeta, ou – heresia das heresias!
– ousa dizer que a Argentina tem um futebol melhor que o nosso, você é
execrado como uma espécie de lesa-pátria, um gringo de Iowa vendendo
segredos de estado a Brezhnev em plena Guerra Fria.”

Já o melhor comentarista esportivo da América Latina, PAULO VINÍCIUS COELHO da ESPN BRASIL, recordou que ARGENTINA e NIGÉRIA possuem a mesma base das seleções que fora, respectivamente, campeã e vice no MUNDIAL SUB-20 de 2005 na HOLANDA:

Nigéria e Argentina na final sub-20 de 2005

Há três anos, a Argentina tinha Messi, Aguero, Gago, Zabaleta,
Ustari e Navarro no Mundial Sub-20 da Holanda. Na semifinal, aquele
time argentina venceu o Brasil, de Rafael Sóbis, Renan e Rafinha, por 2
x 1, com gols de Messi e Zabaleta.

O jogo classificou a Argentina para a final daquele Mundial contra a
Nigéria. O time nigeriano dirigido por Samsom Siasia, o mesmo treinador
da Olimpíada de Pequim. Daquele Mundial, a Nigéria levou a Pequim o
goleiro Vanzekin, o volante Monday James, os meias Isaac e Okoronkwo,
os zagueiros Apam e Adeleye.

Não é coincidência a classificação dos mesmos times do mundial de
três anos atrás para a decisão olímpica. Se não são equipes com
preparação absolutamente adequada para a Olimpíada, a base do Mundial
ajuda.”

A cultura futebolística mais bonita e mais peculiar do mundo é a argentina. A história do jeito único do argentino cultuar e vivenciar o futebol é fascinante e muito bem contada, através de uma série de livros importantes cujo cozidão e referências estão NESTE VERBETE da WIKIPEDIA. Bem ou mal, isso também explica por que a educação deles tem muito mais qualidade do que a brasileira.

A maior quantidade de jogadores habilidosos em nível de seleção e também presentes nos numerosos títulos nacionais e internacionais de seus principais clubes veio da ARGENTINA.

Corrupção, negociatas, incompetência: o futebol brasileiro padece desses males há décadas. Senão, como explicar o fato de que a ARGENTINA, um país de população muito mais reduzida, de PIB muito mais baixo e de clima muito mais severo do que o do sul do BRASIL apresenta um índice de adaptação de seus jogadores aos clubes europeus muito maior do que o dos boleiros brasileiros?

Mesmo sendo subdesenvolvidos, eles possuem orgulho, gana e uma malandragem associada à frieza nos momentos decisivos que os faz vencer os brasileiros na maioria das vezes.

Bagunça, roubalheira, coitadismo e excesso de humildade jogam a auto-estima do atleta brasileiro no magma do núcleo central. O problema é tão psicológico quanto cultural.

Resta a nós torcer pelo verdadeiro belo, empolgante, cativante e emocionante futebol feminino.

Aliás, a despeito do preconceito, da falta de clubes, patrocinadores e infra-estrutura decente para as meninas aqui no país, vocês sabiam que elas tiveram que ir a um compromisso oficial na “Casa Brasil” (a papagaiada de R$ 10 MILHÕES que três ministérios bancaram para o COB promover a candidatura olímpica do país em 2016) de táxi, enquanto os derrotados do masculino foram com um ônibus cheio do bom e do melhor?!

ARGENTINA x BRASIL: UMA QUESTÃO DE ATITUDE

clipped from www.ole.clarin.com

El fútbol siempre da revancha. Y aunque digan que la venganza es un plato que se sirve frío, Brasil quedó bien calentito. Derrota en la final de la Copa América de Perú en 2004, derrota en la final de la Copa Confederaciones en 2005 y derrota en la final de la Copa América de Venezuela, el año pasado. Tres golpes durísimos para Argentina, un país y una Selección que respira fútbol.

Todo llega. La semifinal en los Juegos Olímpicos se presentaba como una oportunidad única para el equipo que conduce Sergio Batista, y no la iba a desaprovechar. Argentina aplastó, humilló, vapuleó a Brasil por 3-0 en Shanghai y se clasificó para disputar el oro ante Nigeria, el sábado (desde la 1 en nuestro país), en el Nido de Pájaro. Pero sobre todo, ganó como quiere la gente: con coraje y buen juego.
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Soberbo. Maravilhoso. Quase perfeito. Lindo. Nada de beleza física: belo é o futebol que a ARGENTINA tem jogado. Mesmo que eu não tenha assistido ao jogo, já li, vi e ouvi o que chega e o que não chega a respeito do jogo.Quando descobri que a ARGENTINA mandaria seus principais meias-atacantes e avantes (à exceção de CARLITOS TÉVEZ, ouro em Sydney) a BEIJING, não tive a menor sombra de dúvida de que, com ou sem o ouro, a AFA não apenas levaria muito a sério o certame como, no mínimo, voltaria a BUENOS AIRES com uma vitória convincente sobre o BRASIL.

Mesmo assim, não se deve fazer terra arrasada: afinal de contas, RAFINHA, MARCELO, LUCAS e RAFAEL SOBIS estiveram bem em quase toda a competição. Deverão ser aproveitados na seleção principal seja quem for o seu técnico daqui para a frente.

Enfim… Cada um tem o ídolo que merece: enquanto o do BRASIL é PELÉ, um dinheirista que, calado, é um poeta e vive feito uma eminência parda a la ZAGALO, o da ARGENTINA é um cara cheio de imperfeições, de dramas pessoais, de mancadas e de temperamento altamente passional que, pelo menos, é autêntico, verdadeiro, simpaticíssimo e viaja com seu próprio dinheiro, apoiando o esporte e seus compatriotas com tesão e não por merchandising.

Eu nunca gostei do bom mocismo e da passividade que se tenta impingir ao brasileiro.

Tem que bater no peito, dizer que é Deus e, na hora do pega pra capar, resolver a parada como fazia o inesquecível baixinho ROMÁRIO.

Cada seleção tem como técnico de primeira viagem o ex-volante campeão mundial que merece: SERGIO BATISTA é um sujeito muito mais motivador, muito mais profissional e anos-luz mais afável do que DUNGA.

Construir resultados e mantê-los depende de equilíbrio emocional, sacrifício e desejo. Sorte é um fator aleatório e imponderável com o qual só se preocupam os fracos.

GRÊMIO: BANGUZINHO 2008 HUMILHA MORANGUINHOS MARQUETEIROS

ESTRÉIA PÍFIA DO 'TUDO DE BOM SEMPRE' ANDRÉS D'ALESSANDRO CONTRA 'BANCÁRIOS' E 'SUB-BANCÁRIOS' DO GRÊMIO

Talvez muitos aqui não se lembrem do habilidoso porém inconstante nº15 do tradicional adversário ANDRÉS D’ALESSANDRO. E nem poderiam: afinal de contas, depois do reconhecimento obtido no campeonato mundial SUB-20 em 2001 onde a ARGENTINA foi campeã dentro de casa. Permaneceu até 2003 no seu RIVER PLATE, onde, na LIBERTADORES 2002, levou duas belas sapecadas do mesmo GRÊMIO de ontem.

No dia 24/04/2002, a primeira derrota foi por 2×1 em pleno MONUMENTAL DE NUÑEZ. Em casa, D’Alessandro iniciou no banco e entrou cedo, por causa da lesão de ARIEL ORTEGA. Já no dia 02/05/2002 no OLÍMPICO MONUMENTAL, foi surrado por 4×0 pelo GRÊMIO. No jogo de volta, o argentino demonstrou toda a sua admiração e todo o seu respeito pelo manto sagrado, pela história, pela tradição e pela qualidade técnica do TRICOLOR DOS PAMPAS ao vesti-lo com muito orgulho após a eliminação dos MILLONARIOS. Um verdadeiro troféu para uma amarga lembrança.

Seu ciclo de cinco temporadas mal-sucedidas na Europa foi marcado pelo gitanismo: tal como um cigano, perambulou feito por clubes pequenos da Espanha e da Alemanha (WOLFSBURG, o provável novo clube do zagueiro LÉO, autor do gol de empate TRICOLOR; PORTSMOUTH, REAL ZARAGOZA e, novamente, Wolfsburg e Zaragoza). No início de 2008, foi repatriado para a terra do tango pelo SAN LORENZO. O clube de ALMAGRO pretendia conquistar a sua primeira COPA SANTANDER LIBERTADORES no ano do seu centenário.

No entanto, o CICLÓN infelizmente repetiu a sina da maioria dos grandes clubes brasileiros, para os quais o ano do centenário marca uma larga profusão de “quases”: ou é quase campeão, ou sagra-se quase finalista de quase todos os campeonatos que disputa, ou quase é rebaixado. O final melancólico da temporada centenária costuma ser o limbo.

Trazido pelo tradicional adversário como a última bolachinha do pacote, D’Alessandro estreou ontem à noite, de maneira pífia, marcado pelos zagueiros RESERVAS do Grêmio.

Isso mesmo: enquanto em 1986 o modestíssimo ponta-esquerda JORGE VERAS (atual técnico do FORTALEZA) estreou fazendo dois gols em um Grenal, o incensado argentino, com o apoio de sua torcida e jogando dentro de casa, cobrou mal duas faltas, quase não obteve vitórias pessoais em nenhum setor do meio para a frente, errou feio em suas duas únicas tentativas de assistência e deu apenas um chute a gol que, embora forte, esteve muito longe da categoria de conclusões indefensáveis.

Desde o final da semana passada, cansei de ouvir de colorados ilustres (alguns conselheiros sem muita influência junto à presidência e também funcionários menos conhecidos com os quais mantenho contato) que o TRICOLOR DOS PAMPAS era um time “ruim”, “fraco”. Que havia conseguido muitos de seus resultados através de “sorte” e de “ajuda da arbitragem” – inclusive no embate do 1º turno no OLÍMPICO MONUMENTAL, onde juram que o goleiro RENAN (excelente, porém de pouca estrela – portanto, vendê-lo para o VALENCIA foi um negócio da China) não deu aquele coice no atacante gremista.

Bem, PORTO ALEGRE está cheia de oftalmologistas bem formados para resolver esse problema. Contudo, o que não pode ser resolvido por terceiros é a arrogância, a empáfia e a esquizofrenia dos dirigentes fragarianos* que, com seu campo de distorção da realidade, produz o discurso de que eles são “tudo de bom sempre”.

Este jogo teve uma pequeníssima dimensão para o Grêmio, pois funcionou tão-somente para o técnico CELSO ROTH testar novas formações, dar a oportunidade a atletas que têm jogado pouco e poupar seus preciosos titulares para um VERDADEIRO CLÁSSICO contra um ADVERSÁRIO TEMÍVEL.

Eis que o EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA tomou a forma de um modestíssimo arranjo de jogadores conhecidos pela sua baixa capacidade de conclusão e por uma quantidade de passes errados acima do limite que separa um time do G4 de um time que luta para não cair. Mais uma vez, contrariando a todos os secadores e corneteiros, ROTH fez o GRÊMIO jogar no contra-ataque e com pouca posse de bola como tornou-se rotina em 2008. Mais uma vez, jogou melhor fora do que dentro de casa.

Finalmente, o que sobrou desse jogo foi a HUMILHAÇÃO DE ENORMES PROPORÇÕES para o clube “tudo de bom sempre”, cujo investimento e cujo marketing são incompatíveis com a verdadeira imagem que passam ao seu torcedor e a todos os seus adversários nesta temporada.

Para o GRÊMIO, o jogo trouxe a

possibilidade da reedição do BANGUZINHO (pra quem lembra dos anos dourados de 1995/96, eram nossos modestos reservas que, invariavelmente, ganhavam do tradicional adversário completo). Dependendo do adversário, caso consiga abrir uma vantagem maior na liderança do BRASILEIRÃO 2008, pode-se poupar novamente os titulares para compromissos mais acirrados.

Sem retranca e com pouca qualidade, na casa dos “tudo de bom sempre”, um empate com gols que dá a vantagem do 0×0 em casa no dia 28.

Enfim… A COPA NISSAN SUL-AMERICANA 2008 é apenas um aperitivo para o que realmente importa.