Como todo produto de qualquer área ou origem e dependendo do ponto-de-vista e da necessidade de cada um, o WP possui uma série de vantagens e de desvantagens em relação a outras plataformas.
A plataforma de CMS mais utilizada pelos blogueiros é o BLOGGER que começou sua história e ajudou a popularizar a blogosfera mundo afora em 1999. Hoje, o filho mais bem-sucedido do lendário PYRA LABS pertence ao Big Brother do conteúdo da web chamado GOOGLE.
O WORDPRESS, por sua vez, é uma iniciativa baseada em SOFTWARE LIVRE. O desenvolvimento do código e da ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO (visões 1, 2 e 3) desembocam em um trabalho de DESIGN de IHC [Interface e – não interação – Homem-Computador) robusto e extremamente intuitivo, baseado em pesquisas de opinião de seus próprios usuários via web e também através de grupos (focus groups) de testadores da interface. A empresa que gerencia e atualiza a plataforma WP chama-se AUTTOMATIC.
Ao contrário do BLOGGER, que permite copiar e editar o código em CSS (Cascading Style Sheets ou Folhas de Estilo em Cascata – v. DICAS AVANÇADAS), a versão gratuita do WORDPRESS (.COM) não o permite. Isso significa que o usuário do BLOGGER pode adicionar quaisquer “tranqueiras” desenvolvidas em JAVASCRIPT direto no seu blog gratuitamente. Na versão gratuita do WP, só dá pra adicionar nos WIDGETS de texto as “tranqueiras” que NÃO possuam Javascript. Apesar da liberdade em poder editar o código para adicionar novas funcionalidades ao seu blog, a concorrência do WP fez com que a GOOGLE se mexesse, preocupando-se em adicionar cada vez mais GADGETS (o nome bloggeriano para widgets) a fim de evitar que o seu usuário tenha que sujar as mãos em código.
A habilidade total para mexer no código só existe na versão paga. Já o domínio WORDPRESS.ORG apresenta FAQs, fora (plural de forum) e uma infinidade de dicas, widgets e templates. O ponto alto do .org é permitir download do CMS para a máquina do usuário, com direito a instalar zilhões de widgets também de graça. Neste caso, é a hospedagem em algum provedor e o registro de domínio que permitem liberdade total. de fuçar no código e em widgets. Particularmente, acho que vale muito a pena para quem deseja que seu blog seja um canal de relacionamento efetivo. Dessa forma, o usuário poderá baixar todo o CMS para o seu computador, atualizando seu blog de maneira mais rápida do que acessando o site e logando nos servidores da empresa – mesmo com o uso de um template gratuito.
Aparentemente, isso seria uma desvantagem. Contudo, a AUTTOMATIC não é a GOOGLE e precisa sobreviver de alguma forma. A versão gratuita do WP só é possível porque a robustez, a confiabilidade e a possibilidade do próprio usuário ou de uma empresa hospedeira são reconhecidos e amplamente utilizados por empresas e universidades, que pagam caro por isso. A UNISINOS é um exemplo de uso do WP em quase todos os blogs oficiais de seus grupos de pesquisa, publicações e cursos (DESIGN, PPGCC, COMDIGI, etc.).
Aqui no Brasil, alguns usuários com domínio e servidor pagos que servem como referências em suas respectivas áreas são: o prof. ALEX PRIMO, coordenador do LIMC/UFRGS (Laboratório de Interação Mediada por Computador); e o blog MACMAGAZINE, coordenado pelo meu amigo RAFAEL FISCHMANN. Nos EUA, a esmagadora maioria dos principais blogs profissionais sobre tecnologia, política e jornalismo de dentro e de fora da Grande Mídia utilizam o WP (THE NEW YORK TIMES, FORD, por exemplo). Confiram o SHOWCASE de blogs gerenciados através do WP.
Porém, os usuários do WP no Brasil que considero mais felizes em termos de auto-organização e de diversidade no uso tão customizado quanto diferente desse CMS são os blogueiros do coletivo INSANUS (dentre os quais um blog sempre visitado e citado por mim tanto para o bem como para o mal, o NOVA CORJA).
Nesse sentido, até mesmo a versão gratuita do WP apresenta uma série de vantagens significativas que o BLOGGER não oferece. O WP apresenta uma capacidade de armazenagem de dados, a possibilidade de backup do blog (para sevidores situados em outras cidades ou até mesmo países) e, acima de tudo, aceita uma quantidade de usuários simultâneos bem superior. Tais quesitos são muito importantes para quem pretende ampliar o público-alvo de seu respectivo blog para atingir maior audiência – independentemente do fato de pretender viver do blog ou não.
De maneira geral, a grande maioria de nossos blogs recebe apenas algumas poucas centenas de visitantes/dia. O BLOGGER segura alguns milhares de visitantes simultâneos numa boa. Mas quando o volume de visitas ultrapassa os cinco dígitos diários, o gargalo começa a espantar visitantes que não têm saco pra esperar o conteúdo carregar de maneira lenta. Pior: nesse caso, o blog pode até ficar momentaneamente inacessível até o tráfego dar uma reduzida.
Um detalhe que parece irrelevante mas não é: os templates do BLOGGER oferecidos em seu próprio site são utilizados por dezenas de milhões de blogueiros no planeta inteiro. Outros templates de terceiros normalmente apresentam uma estética muito brega e uma interface muito pobre em termos de intuitividade e de recursos padrão. Mesmo os templates mais chinfrins do WORDPRESS costumam oferecer uma maior organização nesse sentido. Como exemplo, cito uma jovem designer que costumava criar templates para o BLOGGER e, hoje, possui um blog oficial no WORDPRESS chamado simplesmente BY MARINA. Aliás, o template que a Marina utiliza é uma livre adaptação do layout e da interface criados por outra jovem talentosa, a DANI DANCZUK do SINOPSE.
Em suma: satisfeitos ou não com o CMS de cada um de vocês, pelo menos aos mais curiosos eu recomendo que, no mínimo, dêem uma olhadinha no site do WORDPRESS. Vocês irão se surpreender com a quantidade e com a seriedade das informações contidas nos FAQs e em como funciona
Falando nisso, estou pensando seriamente ou em voltar a utilizar o template anterior ou em testar algum outro, pois este aqui está me tirando audiência ao invés de aumentá-la. Eu gosto de layouts com imagem no cabeçalho e é um enorme risco utilizar uma interface com menos de três colunas ou com os widgets abaixo do conteúdo, pois as pessoas não irão rolar a página até o fim. Talvez o problema esteja na nova organização do conteúdo: por um lado, pensei que juntar ativismo + CMC + futebol fosse aglutinar os diferentes públicos, mas parece que os ativistas estão mais presentes, os acadêmicos mal se manifestam e o futebol definitivamente perdeu bastante.
Quanto aos acadêmicos, na minha área as pessoas não costumam gostar muito de futebol. E o segmento que gosta de política não se envolve muito, observando à distância pra criticar depois. Como eu ainda não participei de nenhum congresso, não publiquei nenhum artigo, não recebi meu título e, no momento, estou impedido de lecionar, sou um reles desconhecido. O ano pra esse público crescer é 2009. Porém, só na metade para o fim do 2º semestre.
O que vai mudar? 1) O número de links no meu BLOGROLL será muito menor: a seleção de sites por mim considerados como “coisa muito fina” e os blogs que eu acesso constantemente passará por um pente fino e abrangerá três temas: academia, futebol (+ GRÊMIO) e ativismo e b) Outras formas de me encontrar pra um bate-papo ou de acompanhar o que eu gosto, o que eu recomendo ou o que eu faço na rede (PLURK e TWITTER, entre outras TICs).
Mas essa é uma tarefa para os próximos dias, já que NETNOGRAFIA é tudo pra mim! :)
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