O MANIFESTO ING

A proposta do Manifesto ING (Indivíduo Não-Governamental) tem a minha cara e a cara de muitos dos criadores, divulgadores e apoiadores das causas postadas no PORTO ALEGRE.CC: é preciso ter iniciativa, crença e um forte espírito de solidariedade.

Isso é muito mais importante do que qualquer ideologia formal, pois as ideologias separam, dividem, desagregam em função de postulados incompletos e contraditórios.

Grande parte dos valores nos quais acredito e das ideias e utopias que motivam a minha participação política e social são conhecidas (do contrário, leiam aqui). Penso que o mundo atual depende muito da libertação das pessoas de certas amarras que geram dicotomias e as fazem conduzir o seu cotidiano pensando primeiro no pior em termos de viabilidade de seus sonhos.

Até segunda ordem, creio que a maioria seja pessimista, descrente, desmotivada e pouco participativa muito mais por causa da ignorância retórica, discursiva e pedagógica acerca da maneira de comunicar da juventude que será a classe dirigente de amanhã.

US NOW: SOCIABILIDADE, PARTICIPAÇÃO VOLUNTÁRIA,POLÍTICA E ECONOMIA NO ESPAÇO PÚBLICO DIGITAL

Us Now uma produção da Banyak Films no Vimeo.

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DAQUI ATÉ O DIA 31

De todas as tarefas, obrigações, prazeres, atividades e necessidades cotidianas que possuo hoje em dia (ComDig, Comunicação Cidadã e Grêmio), até o dia 31/11, neste blog e no Twitter, minha prioridade de conversação, diálogo, debate e pautas é, disparada, a eleição de DILMA PRESIDENTA. Entendam: demais assuntos serão necessariamente eventuais, quase fortuitos – com licença poética garantida para o TRICOLOR DOS PAMPAS.

Quem não se interessa e não concorda, pode simplesmente ignorem ou, para os mais exaltados e impulsivos, deixem de visitar o blog ou parem de me seguir no Twitter durante esse período.

Mas quem se interessa, bebam diretamente da fonte:

Vi o Mundo
Escrevinhador
Luís Nassif Online
Conversa Afiada
Blog do Rovai
Na Maria News
Monitor 13
Carta Maior
Carta Capital
Revista Forum
Caros Amigos
Blog da Cidadania

Jornalista bom não precisa ser formado em jornalismo: basta fazer bom jornalismo.

E é impossível ser imparcial ou isento, pois todos temos valores e referências.

Quem tem lado está protegido pela Constituição: ninguém pode coagir, corromper, agredir, prender, ameaçar ou demitir em função de ideologia ou credo.

Quem não quiser discutir, não discute. Quem não quiser se envolver, não se envolve. Mas ninguém pode calar ou constranger ninguém.

A mídia corporativa raramente faz jornalismo quando o assunto é política e economia. E eu encontro jornalismo de melhor qualidade na blogosfera.

A blogosfera tem gente que escreve muito mal, que é desinformada ou que age de má fé. Contudo, o contragolpe a essas práticas reside na colaboração e na investigação intensas sem hierarquias e sem a dependência de patrocinadores.

Quem faz por amor, faz melhor!

A VERDADE VAI GOLEAR A MENTIRA, ASSIM COMO A ESPERANÇA VENCEU O MEDO.

A ESQUERDA PRECISA DE UMA INJEÇÃO DE JOVIALIDADE

EDUARDO GUIMARÃES fez um post sensível, que merece todo o meu apreço e reflexão. Ele mostra fotos de sua linda filha Gabriela, na AUSTRÁLIA, feliz da vida, curtindo uma parada gay junto com seu noivo. Um casal jovem, feliz, de classe média, que juntou suas economias e foi aprender uma nova cultura, dominar um idioma OBRIGATÓRIO e FUNDAMENTAL e conhecer uma realidade muito menos sofrida e um tipo de cidadania e urbanidade anos-luz melhores do que os nossos.

A moça diz que, lá, a imprensa não insiste, não fala sistematicamente na “crise”. A imprensa australiana não fica nem masturbando a crise como o PIG faz por aqui. É fundamental pensar no que a vida tem de melhor, sobretudo naquilo que nos oferece sensibilidade, bom humor, criatividade e paixão. Pode ser uma mera impressão que sempre tive. No entanto, me parece que as pessoas alienadas são verdadeiramente mais felizes e mais bem-humoradas do que a maioria das pessoas politizadas. Eu ficaria mais feliz caso o pessoal ativista, militante, politizado, culto fosse mais alegre, relaxasse mais. Parece pecado falar em bens de consumo que nos trazem bem-estar e alegria, sejam eles caros, baratos, de grife ou marca-diabo; em cinema hollywoodiano; em futebol; em culinária; detalhar nossas viagens de férias como se a gente estivesse desfrutando de um prazer proibido. E também parece um erro criticar a forma com que os movimentos sociais resistem e lutam pelos seus direitos. Além da oligarquia e da mídia corporativa, esse pensamento isola e traz o rótulo de chatos à maioria dos esquerdistas PARTIDARIZADOS e ANTICAPITALISTAS.

SEESMIC, BLOG, TWITTER, LINGUAGEM, CONTEXTO, ATIVISMO, COMUNICAÇÃO

Mistura de vodcast com Twitter: excelente p/quem prefere discutir e conversar sem precisar ler/escrever

Mistura de vodcast com Twitter: excelente p/quem prefere discutir e conversar sem precisar ler/escrever

Quando tenho um pouco mais de tempo e saco pra escrever, eu escrevo. Do contrário, gravo um vídeo e converso com vocês de uma maneira mais ágil, embora infelizmente quase ninguém aqui no Brasil tenha ainda sacado a essência do SEESMIC, que não é apenas um serviço pra gravar recados com a webcam e postá-los mas, sim, estabelecer uma CONVERSAÇÃO MAIS DINÂMICA.

Explicando melhor o que já havia dito NESTE POST AQUI, o objetivo, a idéia ou o fundamento para o qual os desenvolvedores do SEESMIC pensaram o serviço não é, de forma alguma, exaltar o ego de alguém que cultiva a singela vontade de aparecer midiaticamente através de um recurso audiovisual: ele foi feito para que possamos estabelecer conversações ou particulares (dá pra configurar a visualização das respostas e do acesso a determinados tópicos restrita a um pequeno grupo de interagentes), ou – e aí é que está o grande barato da ‘brincadeira’ – para muita gente trocar idéias.

A maneira mais produtiva e gratificante de utilizar o SEESMIC consiste em iniciar a conversação a partir de uma pergunta ou de um comentário sobre uma questão cotidiana qualquer a partir de um usuário iniciador, estimulante, instigador. Depois, em resposta ao mesmo vídeo sem criar um assunto ou um título novo, surgem diversas pessoas, cada uma dando o seu pitaco.

Em outras palavras, o SEESMIC possibilita que se evite perder muito tempo para articular um texto complexo. E mais: pelo menos de acordo com observações preliminares sobre as pessoas que eu sigo, boa parte dos meus contatos são canadenses e australianos. A maioria dessa rede social que estou acompanhando apresenta alguns sexagenários, aposentados e free lancers (principalmente de setores que costumam trocar o dia pela noite) não tão jovens quanto a amostragem que a RAQUEL RECUERO e a GABRIELA ZAGO encontraram em relação ao usuário brasileiro do TWITTER. (IMPERDÍVEL: confiram resultados preliminares em três partes: UM, DOIS e TRÊS) Embora precise efetuar uma verdadeira pesquisa quantitativa, qualitativa e netnográfica, até o momento, o SEESMIC parece estimular mais a participação de um internauta mais maduro.

Nesse ponto, penso que o discurso de crítica das práticas jornalísticas e de ativismo político que costuma ser bastante combativo e bem argumentado dentro dos nichos de blogueiros como os compostos pela maioria dos meus amigos gaúchos e também por vários blogueiros espalhados pelo país (a maioria deles vinculada ao coletivo SIVUCA) poderia atingir um público um pouco diferente, tendo em vista dois aspectos (que, por enquanto, ainda não passam de uma mera impressão deste que vos fala):

a) JOVENS QUE NÃO GOSTAM/ACHAM QUE NÃO SABEM ESCREVER: esses, sim, depois de uma experimentação inicial provavelmente baseada no ego e, consequentemente, em um conteúdo singelamente CURCUBITAL, provavelmente tenderão a explorar o SEESMIC com menos filtros sociais e com maior desinibição. Passado o momento de autoidolatria ou de brincadeira, eles irão, aos poucos, passar a discutir sobre assuntos que os afligem ou que os atraem. E é aí que se pode diminuir radicalmente o DESENCAIXE (v. GIDDENS) entre a geração de militantes e ativistas que vivenciaram a ditadura militar e ainda creem em povo, classe operária e em comunicação massiva e a atual geração que, a meu ver, não é tão alienada nem tão hedonista quanto muitos teóricos franceses apocalípticos costumam crer. É a chance de aprender, de praticar e, sobretudo, de fazer parte, de conviver, de compartilhar uma estética e uma retórica condizentes com o contexto no qual essa geração está crescendo;

b) IDOSOS E PESSOAS COM PROBLEMAS DE VISÃO (falando em PNE ou Portadores de Necessidades Especiais e CMC ou Comunicação Mediada pro Computador, sugiro que acompanhem o relevante trabalho que a professora SANDRA MONTARDO faz no MESTRADO PROFISSIONAL EM INCLUSÃO SOCIAL E ACESSIBILIDADE da FEEVALE): definitivamente, esse é um público que apresenta dificuldades em ler e escrever. Além disso, pertence a uma geração que possui muito mais dificuldades em aprender a utilizar as Tecnologias da Comunicação e da Informação do que a juventude atual (aprendizado instintivo e inato) e do que a geração de meia idade (altamente influenciada pela imprensa escrita e pela televisão, meios cuja gramatologia é, para este público, inata).

Escolas, LAN houses, telecentros e, em ambiente doméstico, um contingente cada vez maior de consumidores dos estamentos chamados pelas pesquisas de mercado como ‘classes’ A, B e C que não tem por hábito blogar.

Portanto, considero fundamental jogar com o blog, com o TWITTER e com o SEESMIC em conjunto com as primeiras TICs (listas de e-mail e web fora).

Na primeira vez em que citei e mostrei rapidamente o SEESMIC para alguns amigos ativistas, houve algumas manifestações de preocupação em mostrar a cara. Digo que cada um sabe aonde lhe aperta o calo e que há certas pessoas que, infelizmente, nas empresas públicas ou privadas de qualquer área do conhecimento nas quais trabalham, correm o risco de sofrer perseguições políticas e ideológicas decorrentes de diferenças entre a sua crença em valores mais humanistas e entre a crença de donos e de executivos em valores mais dinheiristas. Outros, temem pela integridade física e moral de suas famílias em função de denunciarem interesses suspeitos.

Todavia, há uma série de questões sociais sérias e politizadas que oferecem um risco muito pequeno de sofrer represálias que não são discutidas à exaustão como deveriam ser, que podem contar com esse público menos afeito à leitura e à escrita como participantes ativos da construção e da retomada da cidadania plena.