II SEMINÁRIO DE FUTEBOL (GRÊMIO/ESEF UFRGS)

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Se há algo que funciona muito bem no nosso GRÊMIO é a capacidade de realização de alguns profissionais jovens, bastante estudiosos e altamente preocupados com a evolução do clube. Enfim… Ter iniciativa e – acima de tudo – saber movimentar a sua rede de relacionamentos é um fator chave para o sucesso não apenas individual mas, sobretudo, do coletivo onde se pode fazer a diferença.

Tive o imenso privilégio de ter podido participar do II SEMINÁRIO DE FUTEBOL dentro da sala Patrono Fernando Kroeff do Conselho Deliberativo do Tricolor dos Pampas. Agradeço entusiasticamente ao esforço de produção da RRPP Melissa Motta, do nosso Departamento de Marketing e Comunicação e dos mediadores Marcelo Koslowsky e Thiago C. Duarte, coordenador da nossa Central de Dados Digitais pois não é nada fácil reunir as “feras” que tanto nos ensinaram a podermos fazer um Grêmio melhor.

Para a minha imensa tristeza, os inesquecíveis e utilíssimos ensinamentos oferecidos pelos seminaristas Jordi Melero (coordenador de prospecção de talentos do FC BARCELONA), Toni Lima (coordenador de prospecção de talentos do FC INTERNAZIONALE MILANO), Nuno Amieiro (ex-auxiliar técnico dos profissionais do FC PORTO), João Paulo Medina (consultor de gestão e idealizador da UNIVERSIDADE DO FUTEBOL) e Alberto Monteiro (professor da ESEF/UFRGS) mostram claramente que o TRICOLOR DOS PAMPAS está pelo menos 15 anos atrasado em termos de consenso acerca de um modelo de formação, prospecção, aproveitamento e negociação de atletas; defasado em termos de não saber escolher diretores de futebol e técnicos; absolutamente indeciso e ignorante acerca da definição de uma marca, de um modelo de jogo, de uma postura, de um caráter que deixe bastante claro a qualquer fã, adversário, patrocinador ou profissional de mídia quem é e do que é feito o Grêmio. A nossa cultura está atomizada e dispersa de uma forma que não é nada fácil retomá-la enquanto a política tricolor for a Torre de Babel e a anarquia que é.

Nas próximas semanas, espero poder ter em mãos o material que a organização do evento prontificou-se a fornecer aos participantes inscritos que solicitarem os vídeos das mesas de debate e as apresentações em Powerpoint dos convidados. No mais, irei postar várias considerações baseadas nas mais de 20 páginas de anotações.

BARCELONA 2011: NADA PODE SER MAIOR

Nunca antes na história deste esporte houve um time que jogasse com tamanha fluidez, segurança, paciência, técnica e precisão.

Técnico Josep Guardiola, jogadores Victor Valdés, Dani Alves, Carles Puyol, Gerard Piqué, Éric Abidal, Xavi Hernández, Andrés Iniesta, Sergio Busquets, David Villa, Pedro Rodríguez, ele – LIONEL MESSI – e mais: Gabriel Milito, Adriano, Maxwell, Javier Mascherano, Seydou Keita, Ibrahim Afellay, Jeffren e Bojan Krkic: todos nomes inesquecíveis e com um bom tempo de bom futebol pela frente.

 

RONALDINHO E O BARÇA

Pra bom entendedor, meia palavra basta: hoje, não faz a menor diferença discutir a questão da saída gratuita de Ronaldinho do Grêmio em meados de 2000 nem do ponto-de-vista jurídico (por que e quem não preparou a necessária garantia dos direitos do jogador para o clube na ocasião) e, menos ainda, sob a ótica revanchista que culpa seu irmão e agente Roberto de Assis Moreira pela liberação do craque.

Se ele não joga mais o que jogava antigamente e se ele não apresenta mais o mesmo comprometimento com o esporte que tornou-o incomparável, isso são outros quinhentos. O que importa mesmo é o respeito, a saudade e a reverência da instituição Barcelona (desde o plantel até as peñas blaugrana).

Não há melhor reconhecimento do que voltar como adversário a uma casa na qual se obteve tantas conquistas grandiosas, ser aplaudido de pé e, e – de quebra – ainda ser convidado para posar na foto oficial do ex-time junto a seus ex-companheiros pelo capitão do time, grande zagueiro da Espanha campeã mundial e seu grande amigo Carles Puyol (uma entidade no Barça: prata da casa, raçudo e um líder nato).

Rememorar o fato de que Ronaldinho teve atuação apagada tanto na final da UEFA Champions League de 2005/2006 (na qual o Barça venceu o Arsenal) quanto na derrota para o Tradicional Adversário na decisão do Mundial de Clubes ou considerá-lo “amarelão” estão entre os maiores absurdos que qualquer gremista poderia cometer.

Rancor, ódio, despeito e a incapacidade de saber reconhecer, respeitar e assumir que admira um trabalho mais competente do que o Grêmio são sinais de apequenamento da mentalidade da nossa torcida. É um apequenamento tão grave quanto o da falta de formação de novas lideranças que poderão vir a ser dirigentes no futuro.

CHAMPIONS: DOMÍNIO INGLÊS E SHOWS DE BARÇA E BAYERN

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Perdão por ter esquecido de falar sobre ROMA x ARSENAL: cada um ganhou por 1×0 em sua respectiva casa e, após uma prorrogação sem gols, o belíssimo ESTÁDIO OLÍMPICO de Roma virou um velório após a derrota romana por 7×6 nas penalidades.

O goleiro brasileiro DONI, sempre contestado aqui no país mas ídolo na Bota, pegou a primeira cobrança. O voluntarioso e qualificado JÚLIO BAPTISTA (injustiçado no ARSENAL, no REAL MADRID e na SELEÇÃO BRASILEIRA), por sua vez, foi quem cobrou melhor entre todos os 16 batedores.