FUÇANDO NA INTERFACE DO BLOG

Como todos sabem, dentre o admirável volume de blogueiros ativistas políticos, sociais, ambientalistas e de esquerda (ou não) da Grande POA, este blog, o CÃO UIVADOR, o AMIGOS DA GONÇALO DE CARVALHO e o POA VIVE, estão entre alguns exemplos de uso da plataforma de gerenciamento de conteúdo (CMS ou Content Management System, em inglês) WORDPRESS. Outros blogs de extremo impacto na informação ativista que também utilizam o WP são o ÁRVORES VIVAS, o ECOTECNOLOGIA, o FOLHA VERDE (isso me lembra os tempos de matrícula analógica na UFRGS – folha verde era a folha pra preencher os códigos das disciplinas obrigatórias do curso; folha branca era para pedir matrícula em disciplinas optativas e a folha rosa era para solicitar disciplinas de outro curso ou curso dois – bons tempos…).

Como todo produto de qualquer área ou origem e dependendo do ponto-de-vista e da necessidade de cada um, o WP possui uma série de vantagens e de desvantagens em relação a outras plataformas.

A plataforma de CMS mais utilizada pelos blogueiros é o BLOGGER que começou sua história e ajudou a popularizar a blogosfera mundo afora em 1999. Hoje, o filho mais bem-sucedido do lendário PYRA LABS pertence ao Big Brother do conteúdo da web chamado GOOGLE.

O WORDPRESS, por sua vez, é uma iniciativa baseada em SOFTWARE LIVRE. O desenvolvimento do código e da ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO (visões 1, 2 e 3) desembocam em um trabalho de DESIGN de IHC [Interface e – não interação – Homem-Computador) robusto e extremamente intuitivo, baseado em pesquisas de opinião de seus próprios usuários via web e também através de grupos (focus groups) de testadores da interface. A empresa que gerencia e atualiza a plataforma WP chama-se AUTTOMATIC.

Ao contrário do BLOGGER, que permite copiar e editar o código em CSS (Cascading Style Sheets ou Folhas de Estilo em Cascata – v. DICAS AVANÇADAS), a versão gratuita do WORDPRESS (.COM) não o permite. Isso significa que o usuário do BLOGGER pode adicionar quaisquer “tranqueiras” desenvolvidas em JAVASCRIPT direto no seu blog gratuitamente. Na versão gratuita do WP, só dá pra adicionar nos WIDGETS de texto as “tranqueiras” que NÃO possuam Javascript. Apesar da liberdade em poder editar o código para adicionar novas funcionalidades ao seu blog, a concorrência do WP fez com que a GOOGLE se mexesse, preocupando-se em adicionar cada vez mais GADGETS (o nome bloggeriano para widgets) a fim de evitar que o seu usuário tenha que sujar as mãos em código.

A habilidade total para mexer no código só existe na versão paga. Já o domínio WORDPRESS.ORG apresenta FAQs, fora (plural de forum) e uma infinidade de dicas, widgets e templates. O ponto alto do .org é permitir download do CMS para a máquina do usuário, com direito a instalar zilhões de widgets também de graça. Neste caso, é a hospedagem em algum provedor e o registro de domínio que permitem liberdade total. de fuçar no código e em widgets. Particularmente, acho que vale muito a pena para quem deseja que seu blog seja um canal de relacionamento efetivo. Dessa forma, o usuário poderá baixar todo o CMS para o seu computador, atualizando seu blog de maneira mais rápida do que acessando o site e logando nos servidores da empresa – mesmo com o uso de um template gratuito.

Aparentemente, isso seria uma desvantagem. Contudo, a AUTTOMATIC não é a GOOGLE e precisa sobreviver de alguma forma. A versão gratuita do WP só é possível porque a robustez, a confiabilidade e a possibilidade do próprio usuário ou de uma empresa hospedeira são reconhecidos e amplamente utilizados por empresas e universidades, que pagam caro por isso. A UNISINOS é um exemplo de uso do WP em quase todos os blogs oficiais de seus grupos de pesquisa, publicações e cursos (DESIGN, PPGCC, COMDIGI, etc.).

Aqui no Brasil, alguns usuários com domínio e servidor pagos que servem como referências em suas respectivas áreas são: o prof. ALEX PRIMO, coordenador do LIMC/UFRGS (Laboratório de Interação Mediada por Computador); e o blog MACMAGAZINE, coordenado pelo meu amigo RAFAEL FISCHMANN. Nos EUA, a esmagadora maioria dos principais blogs profissionais sobre tecnologia, política e jornalismo de dentro e de fora da Grande Mídia utilizam o WP (THE NEW YORK TIMES, FORD, por exemplo). Confiram o SHOWCASE de blogs gerenciados através do WP.

Porém, os usuários do WP no Brasil que considero mais felizes em termos de auto-organização e de diversidade no uso tão customizado quanto diferente desse CMS são os blogueiros do coletivo INSANUS (dentre os quais um blog sempre visitado e citado por mim tanto para o bem como para o mal, o NOVA CORJA).

Nesse sentido, até mesmo a versão gratuita do WP apresenta uma série de vantagens significativas que o BLOGGER não oferece. O WP apresenta uma capacidade de armazenagem de dados, a possibilidade de backup do blog (para sevidores situados em outras cidades ou até mesmo países) e, acima de tudo, aceita uma quantidade de usuários simultâneos bem superior. Tais quesitos são muito importantes para quem pretende ampliar o público-alvo de seu respectivo blog para atingir maior audiência – independentemente do fato de pretender viver do blog ou não.

De maneira geral, a grande maioria de nossos blogs recebe apenas algumas poucas centenas de visitantes/dia. O BLOGGER segura alguns milhares de visitantes simultâneos numa boa. Mas quando o volume de visitas ultrapassa os cinco dígitos diários, o gargalo começa a espantar visitantes que não têm saco pra esperar o conteúdo carregar de maneira lenta. Pior: nesse caso, o blog pode até ficar momentaneamente inacessível até o tráfego dar uma reduzida.

Um detalhe que parece irrelevante mas não é: os templates do BLOGGER oferecidos em seu próprio site são utilizados por dezenas de milhões de blogueiros no planeta inteiro. Outros templates de terceiros normalmente apresentam uma estética muito brega e uma interface muito pobre em termos de intuitividade e de recursos padrão. Mesmo os templates mais chinfrins do WORDPRESS costumam oferecer uma maior organização nesse sentido. Como exemplo, cito uma jovem designer que costumava criar templates para o BLOGGER e, hoje, possui um blog oficial no WORDPRESS chamado simplesmente BY MARINA. Aliás, o template que a Marina utiliza é uma livre adaptação do layout e da interface criados por outra jovem talentosa, a DANI DANCZUK do SINOPSE.

Em suma: satisfeitos ou não com o CMS de cada um de vocês, pelo menos aos mais curiosos eu recomendo que, no mínimo, dêem uma olhadinha no site do WORDPRESS. Vocês irão se surpreender com a quantidade e com a seriedade das informações contidas nos FAQs e em como funciona

Falando nisso, estou pensando seriamente ou em voltar a utilizar o template anterior ou em testar algum outro, pois este aqui está me tirando audiência ao invés de aumentá-la. Eu gosto de layouts com imagem no cabeçalho e é um enorme risco utilizar uma interface com menos de três colunas ou com os widgets abaixo do conteúdo, pois as pessoas não irão rolar a página até o fim. Talvez o problema esteja na nova organização do conteúdo: por um lado, pensei que juntar ativismo + CMC + futebol fosse aglutinar os diferentes públicos, mas parece que os ativistas estão mais presentes, os acadêmicos mal se manifestam e o futebol definitivamente perdeu bastante.

Quanto aos acadêmicos, na minha área as pessoas não costumam gostar muito de futebol. E o segmento que gosta de política não se envolve muito, observando à distância pra criticar depois. Como eu ainda não participei de nenhum congresso, não publiquei nenhum artigo, não recebi meu título e, no momento, estou impedido de lecionar, sou um reles desconhecido. O ano pra esse público crescer é 2009. Porém, só na metade para o fim do 2º semestre.

O que vai mudar? 1) O número de links no meu BLOGROLL será muito menor: a seleção de sites por mim considerados como “coisa muito fina” e os blogs que eu acesso constantemente passará por um pente fino e abrangerá três temas: academia, futebol (+ GRÊMIO) e ativismo e b) Outras formas de me encontrar pra um bate-papo ou de acompanhar o que eu gosto, o que eu recomendo ou o que eu faço na rede (PLURK e TWITTER, entre outras TICs).

Mas essa é uma tarefa para os próximos dias, já que NETNOGRAFIA é tudo pra mim! :)

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AINDA SOU O MESMO DE SEMPRE

Este blog nasceu quando eu ainda acreditava em muitas das instituições brasileiras que demonstram-se ora viciadas. Na mesma época, eu ainda acreditava em várias formas de reivindicação e de debate regidas pelas atuais leis brasileiras como a “melhor” forma de solucionar demandas sociais relevantes para tentarmos transformar a pirâmide social em um cubo.

Não vou deletar nem me arrepender de nada do que eu escrevi daqueles tempos em que ainda cria nos partidos, nos sindicatos, nas leis: eventualmente, um daqueles fatos pontuais pode ser fonte de alguma solução contemporânea porque a temporalidade de ambas as questões permanece semelhante e segue o mesmo ritmo dos ritos políticos modernos.

A transição da modernidade para a pós-modernidade é desigual e jamais terminará: mais cedo ou mais tarde, a mudança de época consolidar-se-á por diversas culturas de forma que a técnica e a comunicação atinjam o mesmo grau de fonte de poder e de meio de realização econômica ao qual o meio urbano já vive.

Por outro lado, algumas raras sociedades pré-históricas, medievais ou agrárias ainda poderão viver muito bem nesses estágios de temporalidades, culturas e alteridades distintas. Por uma questão de cidadania, tudo isso deve ser tolerado, respeitado e não-modificado de fora para dentro. O desafio é proteger essas culturas e ajudá-las a resistir ao bombardeio hegemônico, cujo objetivo de homogeneizar a sociedade é meramente comercial.

O problema maior surge quando defende-se como único modelo de sociedade a celebração dos valores iluministas da Revolução Francesa como um mantra; a modernidade industrial taylorista-fordista como uma forma de organização tão necessária como conflitante e a tecnofilia do fetiche, na qual o produto sociotécnico torna-se mais do que a forma com que a sociedade irá se apropriar do seu uso mais importante do que esse uso.

Cada indivíduo é responsável e interessado por uma determinada esfera da sociedade. Sua vontade de atuar coletivamente depende do quão consciente ele é da sua identidade e da sua pertença. Essa consciência da preservação de uma cultura local, hoje em dia, para a MINHA forma de atuar como ativista, significa pouco e não soluciona mais nem questões pontuais e imediatas, nem tampouco ajuda-nos a encontrar o primeiro floco que originou a imensa bola de neve na qual estamos todos presos.

Não tenho como ensinar nem como impor um jeito “certo” de blogar ou de resistir. Tampouco sei qual é o jeito “errado” de blogar ou de resistir. A única coisa que eu sei neste início de pós-modernidade é que toda a informação que circula pelo ar e pelas ondas eletromagnéticas vai reverberar em algum lugar. Depois, em outros. Mais adiante, em mais outros. Quando voltar, terá sido rebatida e transformada por incontáveis mediadores e remediadores daquele fato inicial.

Portanto, não creio que a solução para um problema local tenda a ser resolvida mais rapidamente se ela permanecer restrita a um conjunto extremamente pequeno de interlocutores locais: ela precisa circular e ser transformada no meio do caminho.

BLOGOSFERA E MIDIATIZAÇÃO

Reitero a importância da campanha NÃO SOU BLOGUEIRO DE ALUGUEL lançada pelo FREELANDO PRO DIABO: todo blogueiro amador que leva a sério esse movimento garante a sua preocupação com a ética e com a credibilidade dos blogs que se propõem a falar sobre política e a criticar as escolhas da mídia corporativa.

Essa ética que os blogs clamam para si precisa reconher um fato muito delicado que grande parte da esquerda simplesmente ignora porque esquece que seu telhado possui o mesmo vidro do telhado do vizinho: não há barreiras entre a blogosfera e os meios de comunicação de massa, quer falemos sobre veículos da mídia alternativa, quer falemos sobre a mídia hegemônica. Afinal de contas, as notícias, as críticas, as denúncias, as informações e a disponibilidade de provas documentais estão em um lugar e estão em todos os lugares ao mesmo tempo.

A pós-modernidade é a rede. As relações são encadeadas através de teias, nas quais cada um de nós representa um nó. E cada nó apresenta um número diferente de laços com outros nós, estejam eles geograficamente próximos ou distantes entre si. Ao mesmo tempo, estabelecemos laços mais fortes com alguns nós e laços mais fracos com outros nós, sendo que, em alguns casos, os laços podem simplesmente ser rompidos.

A midiatização está aí. Ela não é palpável, nem tampouco é um bicho-papão. Porém, dela, hoje em dia, praticamente ninguém escapa: afinal de contas, de onde vem tudo o que discutimos em nossos blogs, hein?!

Direta ou indiretamente, quer queiramos ou não, somos nós que apresentamos laços elásticos com a mídia alternativa e também com a mídia hegemônica, sejam eles diretos ou indiretos. Pode-se preferir um tipo de relação a outra. Podemos ignorar ou até mesmo negarmos a existência de um laço com um nó que não partilha da mesma agenda que defendemos em nossos blogs. Contudo, estamos todos ligados.

Vou continuar chovendo no molhado para que vocês entendam melhor o ambiente no qual decidiram se meter no momento em que decidiram publicar seus pensamentos na internet:

a) Mídia hegemônica: possui a seu favor milhões de leitores, ouvintes e telespectadores; nomes de profissionais conhecidos e famosos que lhes dão letras, vozes e imagens; uma gramática discursiva exaustivamente treinada e reconhecida pela massa há várias décadas; muito dinheiro e toda uma rede social arranjada no seio dos poderes econômico, político e coercitivo à sua disposição;

b) Mídia alternativa: possui uma massa crítica diferenciada, porém minoritária. Carece de verba para expansão do seu alcance e, acima de tudo, de aprender a discursar com mais imagens, menos texto e palavras-chave que evoquem a participação em rede;

c) Blogosfera política não-patrocinada: não pode negar a sua responsabilidade como elo em uma cadeia de eventos imprevisíveis, cuja vazão nem a mídia central e nem a mídia periférica têm como controlar.

Também não podemos negar a grande contradição contida nessa relação: sempre que nos interessa, somos oportunistas o suficiente para, eventualmente, deixarmos de lado a crítica e a denúncia do método de produção de subjetividades. Afinal de contas, é absolutamente impossível deixarmos de referenciá-los e de (mesmo negando até a morte) desejarmos ser referenciados por eles porque, bem ou mal, percebemos que blog não é mídia de massa.

Os blogs não são amigos nem inimigos dos meios de comunicação de massa e nem estes são amigos ou inimigos dos blogs: não se pode nem se deve esperar nada deles, muito menos fazê-los esperar de nós um comportamento ou um padrão de cooperação: todos eles, sem exceção, irão publicar pautas que não serão unanimidade na blogosfera. Seja na crítica, seja na denúncia, seja na adesão, seja no aprofundamento de uma questão qualquer, mesmo com muitos pontos em comum, somos multifacetados, multiculturais e diferenciados a partir de nossas referências exclusivamente individuais.

Reflitam bastante sobre o papel dos blogs políticos de esquerda: afinal de contas, a direita não tem obrigação de ser diferente do que ela é. Não tem necessidade de reinventar-se a cada fracasso, pois foi a partir dela que os sistemas econômico e político vigentes foram forjados.

Todo jogo tem suas regras – nem que elas existam para serem quebradas. E todo jogo é uma forma de competir. Infelizmente, são raríssimos os jogos nos quais todos são vencedores ou todos são vencidos.

Quem entra na chuva é pra se molhar: entrou em campo, tem que saber que é pra ganhar ou perder. Em relações sociais desiguais não existe empate nem resultado bom para ambos os oponentes.

Porém, que tal trocarmos “luta” por RESISTÊNCIA e “burguesia x proletariado” por INCLUSÃO + DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL? Que tal reivindicar por demandas bem pontuais ao invés de oferecer um calhamaço que ninguém irá ler até o final?

NÃO SOU BLOGUEIRO DE ALUGUEL

Infelizmente, há blogueiros contratados pela mídia corporativa e outros que dela se desincompatibilizaram cujos blogs possuem diversos anúncios (banners) tanto de empresas estatais como privadas. Essa opção pela parcialidade faz com que apenas parte da concorrência receba elogios e recomendações e a outra seja esquecida ou criticada de maneira imprópria.
Tal postura comprova uma ação profissional totalmente dependente da prática comercial e política de seus patrocinadores: de jornalistas, travestem-se como relações públicas e assessores de imprensa extra-oficiais em troca de uma viagem para conhecer a matriz e/ou de um belíssimo soldo, que sabe-se ser muito mais alto do que o ridículo valor do anúncio em uma página web.
Saindo do terreno das notícias e dos comentários sobre política e economia, a nova coqueluche em marketing viral e em publicidade online consiste no empréstimo de produtos materiais e na oferta da experiência de uso de bens intangíveis para blogueiros que recebem um agrado ($) para elogiarem ou criticarem determinados produtos ou serviços, pois a palavra de um blogueiro inteligente, bem articulado e educado pode ser mais eficiente do que a voz dos formadores de opinião da mídia de massa, tendo em vista o alcance desses blogueiros dentro de nichos bastante ecléticos, multiculturais, expressivos e distantes.
Não é uma atividade ilegal. Porém, considero tal procedimento um tanto baixo.

Como diz o pessoal da NOVA CORJA, a tropa de choque do jornalismo oligárquico “num sabe usá tenéti” e fica ameaçando com bravatas e denúncias vazias porque não tem por onde sair, já que seu modus operandi comercial compromete – e muito – a credibilidade de suas notícias e comentários.

Em época de uma nova campanha política no Brasil (a primeira cujo conhecimento prático e teórico no uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação – as NTICs – também demanda e é demandada pelos atravessamentos da sociedade midiatizada), precisamos estar sempre atentos para a ignorância da censura que instituições supostamente isonômicas como o TSE, o TRE, o STF e todos os MPs brasileiros têm realizado neste ano.

Pior: nosso Congresso tem a cara-de-pau, a ignorância, a estupidez ou até mesmo a má intenção de aprovar um projeto de arapongagem digital proposto pelo ex-desgovernador de MG tucanóide e atual senador EDUARDO AZEREDO (confiram a carta que o TRÄSEL enviou para o Senado e assinem a PETIÇÃO ONLINE que a dupla SÉRGIO AMADEU + ANDRÉ LEMOS abriu contra essa lei estapafúrdia), que – diz a mídia alternativa em Minas – parece possuir estreitas relações com uma enorme empresa de segurança em TI que deseja monopolizar a rede no país. Comprovem isso logo e, de uma lei ridícula, teremos apenas um reles castelo de cartas registrados nas páginas negras dos anais da internet.

Uma das melhores opiniões disponíveis sobre tal aberração é do IDELBER AVELAR. Interessante como todos os con$ervadore$ que criam e conseguem quorum para votar uma estupidez de tamanha magnitude, seja aqui ou em PALAU (com o devido respeito aos nativos daquele paraíso), não entendem patavina sobre internet.

Em suma: o uso do jabá por parte de vários “colonistas” e o uso da publicidade através da voz de blogueiros pagos para puxarem o saco ou detonarem um determinado produto ou serviço, nos incomodam e devemos resistir a tal arbitrariedade e falta de ética. Por hora, apesar desse empecilho temporariamente significativo para o pleno desenvolvimento da blogosfera brasileira estar diante de nós, adiante apresento um exemplo de como a comunicação e a articulação de redes sociais não pode ser controlada:

Sem entrar no mérito se ele é ou não um político honesto; se ele estaria mesmo voltado para satisfazer as demandas daqueles que mais precisam nos EUA e se verdadeiramente pretende tornar-se um líder pela paz e pela redução da miséria no mundo, BARACK OBAMA angariou centenas de milhões de dólares em doações de pessoas físicas e jurídicas e dezenas de milhares de voluntários espalhados por todos oe 50 estados de seu país porque sua assessoria soube trabalhar com ferramentas como e-mail marketing (spam para quem não gosta de receber e-mail no formato de mala direta) e pelo menos DEZESSEIS (16) diferentes sites de relacionamento voltados para nichos de eleitores completamente diferentes.

Como exemplos, cito o FACEBOOK (um site de redes sociais muito mais popular nos EUA do que o Orkut é no Brasil ou na Índia), o MY SPACE (site personalizado de notícias e de relacionamento vinculado ao MESSENGER, ao HOTMAIL e a um serviço de agenda e calendário disponibilizado pela MICROSOFT), vídeos da campanha no YOU TUBE, álbuns de fotos coletivos com fotos de Obama tiradas por amadores em todas as prévias e entrevistas das quais participou no FLICKR, ranking de notícias e artigos sobre OBAMA indicados pelos internautas no DIGG, a nova febre de comunicação em rede na internet, também utilizada pelo jornalismo conhecida como TWITTER, um perfil no site de relacionamento voltado para redes de colaboração profissional LINKEDIN e, finalmente, o envio massivo de torpedos via celular.

O problema é que, no Brasil, quem foi mais esperto em utilizar essas ferramentas e em estabelecer sociabilidades através dessas novas tecnologias foi a pseudo-esquerda da esperta MANUELA D’ÁVILA (E AÍ, BELEZA?) e a juventudi (bela expressão também “chupada” da NOVA CORJA – sorry, guys!) da direita e do – sem comentários – candidato a vice-prefeito pelo PP na chapa de ONYX LORENZONI (DEM), o deputado estadual MANO CHANGES.

Enfim, a campanha de OBAMA pelos democratas foi o maior exemplo mundial até agora da mobilização através da internet. E serve como mais um subsídio para a minha hipótese de que não há esvaziamento nem alienação política: o que há é o deslocamento da pertença local e terrestre para uma pertença global diretamente relacionada à satisfação das demandas pontuais de determinados grupos sociais, normalmente minoritários, periféricos ou marginais.

Mas aqui vai um recado para nossos juristas, políticos e aDEvogados (com todo o respeito aos advogados): se eu quiser dizer em quem irei votar no meu blog, eu digo. Se eu quiser dizer por que eu acho que eu e quem lê o que eu escrevo deveRIA ou não votar em fulano, beltrano ou ciclano do partido que for e para o cargo que for, eu vou dizer.

E não poderei ser processado: sabem por que? Porque a minha liberdade de expressão está garantida pela CONSTITUIÇÃO FEDERAL. No momento em que eu não estiver mentindo, caluniando nem difamando, posso dizer o que eu acho sobre qualquer coisa e está acabada a discussão.

Agora vocês sabem meus motivos por ter aderido à campanha NÃO SOU BLOGUEIRO DE ALUGUEL graças ao post do GLOBAL VOICES ONLINE, que repercutiu a excelente iniciativa do FREELANDO PRO DIABO. É  por isso que creio ser tão importante vocês também levarem essa idéia adiante.

clipped from freelandoprodiabo.com

Os anunciantes estão descobrindo a melhor maneira de usar esta ferramenta para chegar a nichos que beiram os meios convencionais de comunicação. Blogs são interessantes porque consistem em doses periódicas de conteúdo assinadas por alguém que cativa audiências com interesses afins. Muito já se tentou: blogs fictícios, personagens, banners, até o famigerado post pago disfarçado de post autoral, modalidade repudiada pelos blogueiros que prezam pela sua credibilidade e respeitam seus leitores.
Blogueiro de verdade fala a verdade, doa a quem doer.
Blogueiro de aluguel é quem não conhece a dinâmica do meio e tenta enganar.
Mas não adianta: o diálogo acaba não acontecendo porque fica mentiroso, vazio, falho.
Quem rouba no jogo é blogueiro de aluguel. Quem censura a livre expressão dos blogueiros não deveria nem participar da discussão. Antes de ser mídia ou veículo, blog é opinião registrada de quem tem voz ativa e diz o que pensa: eu não sou blogueiro de aluguel.
blog it

PROJETO PALANQUE DO BLACKÃO 2009

No dia 13/05/2008, data da “abolição” da escravatura assinada pela PRINCESA ISABEL em 1888 e aniversário da queridíssima ativista e amiga CLÁUDIA CARDOSO do DIALÓGICO, o PALANQUE DO BLACKÃO atingiu a marca de 50.000 visitas, desde 14/10/2006.

50.000 visitas em 19 meses de blog é um nada perto de blogueiros independentes experientes, conhecidos em diversos meios e pertencentes a redes sociais bastante amplas. Não os considero concorrentes e, se chegar a 20% do que eles possuem hoje, sei que não estarei retirando audiência deles mas, sim, tornando-me, mais do que agora, um parceiro de conversação e de opinião mais próximo.

Em relação aos blogs políticos da mídia corporativa, todos nós (até mesmo o RS URGENTE e o CIDADANIA.COM) são nanicos, com algo entre 700.000 e 850.000 visitas em todos os tempos, ao passo que estima-se a audiência de NOBLAT, REINALDO AZEVEDO, DIOGO MAINARDI e outros em algo entre 1,5 e 3 MILHÕES/MÊS.

Até mesmo POLÍBIO BRAGA, DIEGO CASAGRANDE e outros possuem, no RS, algumas dezenas de page views a mais do que os melhores blogs independentes de esquerda.

Apesar de tudo, meu “nada”, ao mesmo tempo, não deixa de ser uma pequena conquista, pois não sou filiado a partido nenhum; não sou sindicalizado; não pertenço a nenhuma ONG; falo do campo sem ser do campo; falo do empresariado sem pertencer a esse meio; não sou funcionário público e critico o jornalismo sem ser jornalista.

Eu trabalho com metas. Porém, fiquem sossegados: não vou virar um barão capitalista nem um pelego vendido. Afinal de contas, dentre meus objetivos com o blog definitivamente não estão os de tornar-me famoso, de virar comentarista da mídia corporativa e nem tampouco de escrever somente para agradar aos outros, pois eu sei que blog não é mídia de massa e que suas duas principais funções são a de divulgar um pensamento próprio que diverge da mídia corporativa e, acima de tudo, de funcionar como um espaço de conversação e debate informal representativo de um substrato mínimo da sociedade.

Não é um modelo grandioso mas, sim, gratificante de se aprender a produzir conteúdo utilizando as técnicas midiáticas e de se interagir com pessoas que, em condições presenciais normais, infelizmente jamais fariam parte de nosso círculo de convívio, amizade e trabalho.

Em 19 meses, obtive 50.000 visitas. Arredondando, é uma média de pouco mais de 78 acessos diários. Pois hoje, dia 21/06/2008, cheguei aos 60.000. Esses 10.000 acessos a mais em apenas 39 dias representam 20% do que eu havia demorado 19 meses para obter anteriormente. Portanto, houve um crescimento vertiginoso (que, por falta de investimento, ainda não pude detectar claramente como se deu) para mais de 256 page views diários desde a última comemoração/reflexão anual acerca da LEI ÁUREA.

Preciso aprender, acima de tudo, a gerenciar a audiência do PALANQUE como deveria. O primeiro passo será o de elaborar uma estratégia para que a audiência cresça substancialmente nos fins de semana: o público atual é um nicho muito específico que viaja bastante, ou, simplesmente, sabe que é raro ocorrer alguma notícia relevante sobre política aos sábados e domingos para discuti-las com o devido interesse? Qual tema poderia utilizar nos finais de semana a fim de atrair um público diferente, que utiliza a internet durante o sábado e o domingo?

Preciso correr atrás de anunciantes, pois o blog toma tempo, desvia a atenção da minha prioridade pessoal e profissional mais imediata e eu acho que mereço ser remunerado por isso de alguma forma. Contudo, quais seriam esses anunciantes, de forma que meu discurso e minha prática não fossem comprometidos? Não vou evitar criticar nem elogiar a quem EU acho que deve ser criticado ou elogiado, sem desculpas para o fato de estar financiando este espaço ou não.

Também preciso aprender a por o blog no topo das ferramentas de busca, através da inclusão de alguns pequenos comandos de linguagens de programação de páginas web conhecidas como HTML, CSS, Javascript e outras.

Ainda, preciso aprender a utilizar melhor e a disseminar entre os blogueiros ferramentas de multiplicação da audiência e da busca de posts e de blogs, tais como GOOGLE, YAHOO, DIGG, TECHNORATI, STUMBLE UPON, DEL.ICIO.US, MAG.NOLIA e outras.

Porém, como o layout influencia diretamente na leitura e na permanência do internauta dentro de um site ou de um blog tanto quanto o seu teor conteudístico, várias dessas possibilidades ainda estão em banho-maria porque eu fiz a escolha de trabalhar com o WORDPRESS, que, depois de muitas experiências com uma série de outras ferramentas de blogagem, considero a mais completa e flexível.

Porém, o WORDPRESS só é realmente completo e flexível em sua modalidade paga: seu único defeito (coisa que o BLOGGER oferece sem custos) é o de ter que investir 15 dólares/ano para poder mexer no código-fonte do meu template. Sem mexer no código-fonte, não posso, por exemplo, mudar as cores dos links, nem redefinir a fonte-padrão dos posts (caso não esteja satisfeito com as opções ora disponíveis). Tampouco posso adicionar anúncios (como do GOOGLE AD SENSE) ou badges (ícones) dos serviços acima citados.

Tenho, ainda, a idéia de pagar para utilizar um layout mais parecido com o de um portal de notícias, que costuma atrair mais audiência. Contudo, um bom layout WORDPRESS criado por terceiros custa 75 dólares sem exclusividade e quase 300 dólares com exclusividade.

Também estou em processo de escolha de um provedor de acesso nos EUA, parceiro da WORDPRESS, que me possibilite o máximo de vantagens possíveis (espaço em disco, tamanho de caixas postais, quantidade, meticulosidade e qualidade de ferramentas de gestão de audiência) a um baixo custo. Isso teria um custo médio de R$270,00 a cada dois anos.

Incluída na escolha do provedor está a mudança de domínio de todos os meus blogs para um só: assim que possível, PALANQUE DO BLACKÃO (política, sociedade, cidadania e midiatização – heliopaz.wordpress.com), APITO DO BLACKÃO (futebol – blackao.wordpress.com) e BASTANTÃO DO BLACKÃO (acadêmico, cibercultura – bastantao.wordpress.com) todos serão reunidos sob um único domínio, HELIOPAZ.COM. Haverá três abas diferentes direcionando para páginas de layouts parecidos, porém ligeiramente diferentes na imagem de topo e nas cores dos links. Minha previsão para que eu possa promover tais alterações é maio de 2009.

Todas essas medidas ajudarão sensivelmente a multiplicar exponencialmente a audiência para além dos limites de parte da esquerda gaúcha que desenvolve seu senso ativista político através da blogosfera. E tão importante quanto isso é expandir a rede social.

Finalmente, por falta de experiência, de tempo e de dedicação suficientes para isso, ainda faço um uso muito tênue do coletivo de blogs SIVUCA, de um contato mais próximo com o simpático pessoal do LE MONDE DIPLOMATIQUE BRASIL, da AGÊNCIA CARTA MAIOR, das revistas FORUM, CARTA CAPITAL, CAROS AMIGOS, do portal VERMELHO e, sobretudo, do GLOBAL VOICES ONLINE. Esses contatos não podem ser jamais desperdiçados ou desvalorizados.

Os valores não são altos. Todavia, não tenho como pagar, pois não posso ter vínculo empregatício por causa da bolsa CAPES e sequer tenho tempo ou vontade (confesso) de fazer trabalhos como free lancer, pois não me considero mais um publicitário ou um web designer e, sim, um aspirante a comunicólogo.

MUITO OBRIGADO A TODOS! ESPERO CONTINUAR CONTANDO COM VOCÊS!!! ;)

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