BLOG, PINGBACK

Bem… Já falei sobre os comentários, bastante utilizados por todos nós. Agora, vou entrar em outro elemento de interação que, embora seja meramente eletrônico e não me dê uma margem muito intuitiva de alterar os seus parâmetros, foi aquele que possibilitou ao GUGA entrar em contato comigo: o PINGBACK.

Segundo a WIKIPEDIA, o PINGBACK é um dentre outros métodos de requisição de notificação enviados por autores web. Quando alguém se conecta a um artigo teu E o cita  através de um link para ti dentro do post de um outro blog, tu recebes um pequeno aviso sob a forma de um comentário. Isto permite aos autores monitorarem quem está estabelecendo conexões para eles ou, simplesmente, referenciando os artigos de seu site [blog] de alguma forma. Alguns sistemas de gestão de conteúdo (CMSs) como o MOVABLE TYPE, o WORDPRESS e o COMMUNITY SERVER suportam pingbacks automáticos e sua configuração é gratuita. Isso significa que todos os links existentes em um artigo postado podem ser pingados assim que o artigo estiver no ar.

O PINGBACK sob a forma de um comentário começa e termina com aspas e reticêncas e reproduz um pequeno trecho do teu post em poucas linhas de texto. Em outras palavras, o PINGBACK é uma partícula de informação que foi e voltou apenas para avisá-lo que alguém deu atenção e passou adiante a informação de um determinado post do teu blog.

Como esse pequeno comentário chamado PINGBACK informa o endereço do blog e, às vezes, o e-mail, torna-se fácil estabelecer novas relações com interagentes diferentes e também responder mais rapidamente a algum blog conhecido.

Sua única desvantagem é que ele torna a postagem um pouco mais lenta e mais pesada, pois ele precisa entrar em contato isto é, ‘pingar’ todos os servidores dos links que tiverem sido utilizados no seu post.

Porém, o ganho é bem maior do que a perda, pois um blog sem pingback é pouquíssimo lembrado nos sites de busca e também no TECHNORATI, que é uma espécie de GOOGLE exclusivo para blogs.

Termino esta breve explicação dizendo que há excelentes blogs com uma visitação muito fraca e com raríssimas intervenções de terceiros nos comentários que raramente são referenciados por outros blogs justamente por não possuírem PINGBACK.

Nos próximos posts, falarei sobre outras ferramentas simples e integradoras.

BLOGS, COMENTÁRIOS

Desta feita, o meu amigo GUGA TÜRCK postou, hoje, no ALMA DA GERAL, sua visão a respeito do CLÁSSICO de ontem pelo GAUCHÃO em ERECHIM. Para meu gosto, ele traz detalhes interessantes que eu não havia pescado pela TV, com poucos gremistas e um monte de colorados corneteando à minha volta em uma lanchonete. Tudo o que ele escreveu, na maioria dos pontos, pode ser complementado pelo que eu escrevi, enquanto também complementa a minha visão, embora haja algumas discordâncias. Considero que esse papo precisa necessariamente se desdobrar em um próximo post sobre o jogo e também desejo que ele atraia várias pessoas a fim de participar do debate. Senão, a função, o uso do blog, perde um pouco a sua graça – ao menos de acordo com o que eu espero produzir e receber de volta em uma relação causal que acredito precisar existir na blogosfera. Mas eu preciso saber como fomentar esse debate e como chamar as pessoas até aqui. Adianto a todos que isso não é nada fácil por uma série de razões. Vou ater-me a apenas uma delas – aquela que considero a mais significativa:

– Muitas vezes, fatores como o meu lugar geográfico; o meu conhecimento (ou desconhecimento) acerca das ferramentas complementares ao meu blog; a predominância de certos temas em detrimento de outros nos meus posts; a frequência das minhas postagens; a ocorrência e a velocidade das respostas personalizadas que eu dou a quem cita meus posts em outros lugares da internet; os links que faço para sites-referência; o uso ou não de publicidade nas minhas páginas; o fato de meus amigos íntimos serem ou não blogueiros ou leitores de blogs e, finalmente, a ocorrência e a subsequente medida da exposição do meu endereço na mídia de massa, seja analisados individualmente ou em conjunto e em contextos diferentes, NÃO NECESSARIAMENTE determinem o tamanho da minha audiência.

A afirmação acima basta para que eu perceba o quanto um blog em si ou um coletivo de blogs precisem de TICs (Tenologias da Informação e da Comunicação) complementares, cujo papel é o de potencializar o conhecimento acerca do meu blog com o objetivo de atrair públicos de características diferentes do meu público ‘tradicional’ (se é que existe tradição em um blog regional com dois anos e meio de existência).

Apesar do reconhecimento da importancia dessa intersecção, neste post deixo de fora a importância pouco explorada do uso da mídia de massa no BRASIL como forma de tornar conhecido um blogueiro e o endereço de seu blog. O que importa aqui é responder à seguinte pergunta:

– COMO FAZER UMA PROPAGANDA DE BOCA A BOCA DO MEU BLOG NA INTERNET?

Voltando à interação com o ALMA DA GERAL, eu sei o que ele escreveu porque tenho por hábito visitar uma série de blogs amigos como o dele várias vezes ao dia. Nem sei se ele leu o meu post sobre o GRENAL ou se ele leu e não quis comentar. De qualquer forma, isso não tem a menor importância, pois não há obrigação alguma de interesse ou de reciprocidade na mesma medida ou como uma reação de resposta instantânea. No nosso caso, nos conhecemos pessoalmente,  apesar desse tipo de relação não costumar ser predominante entre a maioria dos blogueiros e comentadores. Ao mesmo tempo, salvo quando as pessoas sofrem de carência afetiva ou de mania de perseguição, ninguém pode ou deve esperar ou cobrar a presença do outro no seu espaço e nem tampouco sentir-se obrigado a bater ponto no blog do outro. No ORKUT já participei de comunidades com pessoas cujos nervos estavam à flor da pele. Na blogosfera, acredito que esse comportamento quase surreal seja bem menor.

O que realmente importa é a possibilidade do acesso à informação e a disponibilidade de um espaço interativo dentro de um ASSENTAMENTO VIRTUAL [ou VIRTUAL SETTLEMENT, conf. JONES, 1997], que é um lugar ou um sítio (blog, perfil no FACEBOOK, presença frequente e com o mesmo nome em uma sala de bate-papo e assim por diante) no qual o internauta pode ser reconhecido e encontrado para trocas e referências posteriores. E isso tanto ele quanto eu oferecemos a partir dos COMENTÁRIOS em nossos respectivos blogs. De acordo com observações informais, o procedimento costuma funcionar mais ou menos assim: tu podes passar na frente da minha casa, ser meu amigo, ter uma porrada de interesses em comum comigo, morar na mesma rua e até ter um tempo livre. Contudo, eu não preciso estar na janela esperando pra ver se tu vais passar na calçada ou não e tu também não precisas bater na minha campainha só porque estás ‘de bobeira’ na rua.

Seguindo o baile, os COMENTÁRIOS podem lembrar telefonemas ou bilhetes. Também podem ser visitantes na minha sala de estar, na minha garagem, no meu pátio ou na minha churrasqueira: esse espaço é um filtro, um ponto de sociabilidade e de conversação normatizado e mediado por mim, que também pode ser considerado como uma forma de eu estabelecer o meu direito de manter um espaço privado e de fazer valer a minha personalidade junto a aquilo que me caracteriza tanto afetiva como materialmente. Em um outro caminho dessa discussão, poderia investigar se meus visitantes perceberiam ou não nos meus objetos pessoais virtuais indícios da minha alteridade ou não. Só citei essa possibilidade rumo a uma dentre tantas direções que a pesquisa em CMC (Comunicação Mediada por Computador) pode tomar.

Bem… Foi em uma dessas VISITAS RECENTES que o próprio GUGA me alertou para uma série de informações que eu desconheço em relação aos investimentos culturais que o Governo Federal anda fazendo por todo o país. E este é um subsídio para um outro post.

Vamos supor que ele não tenha visitado o meu blog como um leitor sistemático: então, como ele soube do meu post sobre o Governo Lula VIA INTERNET a ponto de quase prontamente informar-me e corrigir-me sobre o que eu escrevera pouco tempo antes?

Este é o assunto do próximo post. Aqui, só quis demonstrar a importância dos comentários: eles fazem parte de uma área da interface do blog que permite a interação direta com o interlocutor, leitor, consumidor, produtor, usuário, curioso, correligionário ou oponente, favorecendo a ocorrência de conversações e debates. Esse ambiente ou espaço de interação não pode jamais ser ignorado ou subvalorizado: o blogueiro só tem a ganhar caso passe a responder regularmente à maioria dos comentários que recebe.

Inclusive uma quantidade absoluta representativa ou uma alta média de comentários por post também funcionam como um fator de contribuição para o aumento da audiência do teu blog, pois a equação de comentários recebidos E respondidos ajuda no aumento do CAPITAL SOCIAL, responsável pela REPUTAÇÃO do blogueiro na REDE.

Blog sem capital social relevante possui baixa reputação e se mantém em um CLUSTER, afastado do “olho do furacão”, que é o ponto onde se encontram os sites e blogs mais conectados do seu segmento. Quem está quase que totalmente preso a um cluster não gera informação suficientemente capaz de produzir diferença na sociedade.

Por isso, interagir com públicos diferentes e publicizar o teu blog através de uma série de ferramentas ou gratuitas, ou baratas mas que não dependam de terceiros para serem implementadas é FUNDAMENTAL.

Do contrário, o blog não passará de uma mera ação entre amigos…

O BLOG: UMA MÍDIA SOCIAL

Mesmo que este blog não me dê um tostão furado e que tome um baita tempo, obviamente não estaria aqui com vocês caso esta atividade não fosse enriquecedora nem prazerosa. Seja quando a minha informação estiver incompleta, seja quando eu estiver redondamente enganado, tenho a obrigação de corrigir o mais rapidamente possível aquilo que eu fiz.

Aqui, estamos trocando informações dentro de uma REDE SOCIAL [v. blog de RECUERO, Raquel] na qual todos realizam a PRODUSAGE (o ato de produzir E utilizar conteúdo simultaneamente [BRUNS, JACOBS, 2006]). Em outras palavras, não há uma predeterminação intelectual ou cognitiva mensurável de quando a atividade de produção e a atividade de uso (em um blog, no YOUTUBE, no TWITTER, no ORKUT, no SKYPE, etc.) começa e a outra termina, nem mesmo o protagonismo da produção sobre o uso ou vice-versa durante a intersecção dessas práticas na web.

Definitivamente, não estou lidando com aquela audiência supostamente passiva apresentada a partir da visão que se tinha sobre a mídia hegemônica de massa, cujo aporte teórico baseava-se nas teorias da comunicação baseadas nos estudos de recepção pré-internet [v. WOLF, 1995; MATTELART e MATTELART, 2002; SILVERSTONE, 2002]. Apesar dessa ressalva, jamais invalido as teorias da recepção, mas aponto para o fato de que elas são mais adequadas para grande parte das análises sobre o jornalismo e a publicidade do que para dar conta da CMC ou Comunicação Mediada por Computador, como visto em PRIMO, 2003.

Dentre tantas outras diferenças, pra mim, a principal diferença entre mídia de massa e mídias sociais está no fato de que a mídia de massa costuma pretender ver a sua mensagem ‘dar o que falar’ para a maior quantidade possível de pessoas ao mesmo tempo (interação UM-MUITOS), enquanto as mídias sociais costumam dispersar conteúdo através de interações UM-UM. Em outras palavras, a mídia de massa seria como um megafone em praça pública e um blog seria como um papo de boteco com o meu melhor amigo que, se gostar da conversa, vai passar adiante pro chefe dele na volta do almoço e vai dar uma palhinha para a mulher dele (também minha amiga) por telefone no meio do expediente quando eles estiverem ao telefone [esses conceitos de interação e de conversação podem ser melhor traduzidos por PRIMO e SMANIOTTO, 2005].

Então, minha preocupação maior consiste no cuidado pra minimizar o efeito do dito popular ‘quem conta um conto aumenta um ponto’. Além de uma questão de interesse pessoal (postura, valores, objetivos, interesses ou quaisquer outras atribuições que vocês queiram dar ao uso e à produção pessoal de cada blogueiro), há ferramentas que integram a REDE SOCIAL, que INFORMAM mais rapidamente e a UM NÚMERO MAIOR DE PESSOAS do que meramente postar um novo conteúdo e esperar que alguém esteja monitorando o nosso blog e nos ofereça uma discussão.

O PODER DOS COMENTÁRIOS

A soma de cada uma das conversas torna-se maior do que o todo

A soma de cada uma das conversas torna-se maior do que o todo

Pra quem ainda não entendeu o porquê de alguns probloggers (blogueiros profissionais, que ganham muito bem para escrever amparados pela infra-estrutura privilegiada de algum portal de conteúdo e pelo nome que adquiriram na blogosfera e/ou na mídia corporativa) ou moderarem os comentários em seus posts, ou, simplesmente, negarem-se a oferecer espaço para o internauta dar a sua opinião, eis algumas hipóteses:

1) Estão totalmente desencaixados da realidade na qual o conteúdo não é proprietário mas, sim, compartilhado; de que a mídia de massa não se compara à internet que, por sua vez, é uma mídia de nicho, personalizada e que se espraia em rede, a partir de uma espécie de economia do mérito na qual os blogueiros políticos independentes de esquerda mais citados e mais comentados repercutem dentro de um ambiente permeado por uma massa crítica que dispersa a informação agregando-lhe valor e visões diferenciadas;

2) Pela arrogância de considerarem-se especialistas em comunicar e informar e pela vontade de brincarem de Deus, procurando utilizar a sua técnica como um laboratório de manipulação que não tem como funcionar, neste ambiente, já que nem mesmo a mídia de massa possui mais a crediblidade de antigamente;

3) Porque não percebem o quanto podem aprender com os leitores nem tampouco como o seu fazer jornalístico pode melhorar utilizando um estilo de escrita, uma maneira de investigar a notícia e, acima de tudo, de divulgá-la através de uma semântica compreensível pelo público que detém a experiência nata de ter nascido sob a era da internet.

Abaixo, um estudo de caso recentemente ocorrido no site da revista ÉPOCA que tem tudo para tornar-se emblemático, divulgado inicialmente pelo LUIZ NASSIF (ver O CASO ÉPOCA) e repercutido pelo LUIZ CARLOS AZENHA.

Confere também os [url=javascript:%20loadCommentsBlogFAC('9973',%20'_form_11');void(0);]COMENTÁRIOS[/url] do post do Nassif.

Essa riqueza de opiniões, de debate, de relacionamento e de massa crítica é a forma mais clara de empoderamento da sociedade, visando peitar o status quo através de argumentos que não são valiosos em função do nome de quem escreveu ou da marca da empresa para a qual trabalha mas, sim, de uma soma de posições cujo resultado é sempre maior do que a soma aritmética entre as partes.

Quem não se tocar disso, não entende nada de internet. Ao mesmo tempo, vai perder muito dinheiro no seu negócio baseado na média de massa.

clipped from revistaepoca.globo.com
Desconstrução pouca é bobagem.

Quero ver o editor autorizar fotos do Gilmar Mendes e Daniel Dantas com esta mesma técnica. Ou outra : capa da Epoca no mesmo estilo com os diretores da Globo. Esta seria a única maneira de mostrar que “não” houve má fé.

Jornalismo pobre

Está difícil achar jornalismo investigativo neste país. Revistas semanais, então… Desta vez Época caiu na vala comum, jornalismo de baixíssima categoria.

De Sanctis x $$$ Dantas

Opa! Até que demoraram muito para mostrarem para que vieram, heim?
Que nojo! Jornalismo de 5ª categoria. Falta de vergonha na cara, como diria minha mãe.

Época (Globo) e Dantas , tudo a ver!!!

Não sei pq a surpresa de muitos aqui, com essa nojeira que provem do Senhor Kamel

Cobertura seletiva

Muito estranho, pra não dizer outra palavra, a seletividade na cobertura da Satiagraha. Procuro e procuro por informações sobre o sr Dantas e nada vejo. Agora, sobre os investigadores há bombardeios diários… muito muito estranho.

blog it

OBAMA: CAMPANHA ELEITORAL PÓS-MODERNA

O MARCO WEISSHEIMER publicou hoje no RS URGENTE um post sobre a importância do papel da internet na vitoriosa campanha de OBAMA. Claro que ninguém é obrigado a pesquisar ou a desenvolver estratégias integradas de uso da técnica como os executivos das agências digitais ou analisar os fenômenos de sociabilidade, interatividade e comunicação mediada por computador como faz parte do meu trabalho. Mesmo assim, a esquerda brasileira apenas engatinha em relação ao ativismo social e ao empoderamento dos mais pobres quanto ao uso da blogosfera.

E isso ocorre porque a mentalidade da esquerda é meramente sindical e partidária – duas instâncias que, se permanecerem sendo geridas e legisladas sob o modelo atual, não servirão mais para nada dentro em breve. Aliás, diria que, hoje em dia, já servem muito pouco…

Com mais de 40 milhões de internautas que, em média, são os maiores navegadores do planeta (+de 28h/mês), não dá mais pra dizer que a internet no Brasil é elitista: elitista é a banda larga.

A maioria das escolas públicas e dezenas de telecentros nas maiores cidades brasileiras ensina as pessoas da periferia que, mesmo sem computador em casa, podem acessar em banda larga nas baratas LAN houses (R$2,00 a hora).

O programa de inclusão digital brasileiro é o melhor DO MUNDO (provavelmente uma das conquistas mais significativas do Governo Lula), segundo pesquisadores pagos pelos seus governos e universidades da Europa e dos EUA que passam até um ano percorrendo o Brasil para pesquisar o fenômeno, tais como o doutorando JEREMIAH SPENCE, da UNIVERSITY OF TEXAS, que esteve recentemente na UNISINOS palestrando para alunos e professores da MELHOR graduação em COMUNICAÇÃO DIGITAL (existente desde 2003, coordenada pelo meu grande amigo GUSTAVO FISCHER que, por sinal, está de aniversário hoje) e do PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO.

Porém, leis eleitorais retrógradas, arbitrárias e que modificam-se ou são julgadas pelos ventos que sopram à direita aliadas à desequilibradíssima concentração dos mídias brasileiros – praticamente sem igual no resto do planeta – impedem que se conheça essa realidade de maneira apropriada.

Não são apenas os blogs: é preciso dominar todas as possibilidades de interação mediada por computador como mensageiros instantâneos (tipo GTALK, WINDOWS LIVE MESSENGER, ICHAT, YAHOO! MESSENGER, AOL INSTANT MESSENGER), sites de microblogging (TWITTER) e TORPEDOS SMS. O JEREMIAH apresentou um interessantíssimo gráfico que mostra uma espécie de linha do tempo misturada com árvore genealógica dos diferentes MUNDOS VIRTUAIS (de 2005 a 2010).

Parece tecnofilia ou um excesso de informações e de ferramentas, mas não é: essas são as mesmas armas do império. E não se combate o império com armas incompatíveis com as armas das quais ele dispõe.

A campanha de OBAMA (já falei sobre isso AQUI) rolou quase toda via internet: a importância dos debates e das notícias veiculadas na mídia de massa foi maior para pessoas acima de 60 anos que comunicam-se prioritariamente via telefone e ainda consomem jornais e revistas mais do que o público abaixo de 40 anos.

Obama contou com uma assessoria em COMUNICAÇÃO DIGITAL extremamente antenada e ágil, que utilizou ÁLBUM DE FOTOS NO FLICKR (comunidade de fotógrafos amadores e profissionais do mundo inteiro), PERFIL NO FACEBOOK (uma comunidade virtual que deu mais certo lá do que o ORKUT – cujo sucesso restringe-se basicamente ao BRASIL e à ÍNDIA), PERFIL NO LINKEDIN (comunidade de compartilhamento de currículos profisionais p/indicação de postos de trabalho), PERFIL NO MY SPACE (pequenos sites pessoais da Microsoft) e PERFIL NO TWITTER, entre outras ferramentas.

Escrever bifes não basta. Realizar painéis em escolas, auditórios de igrejas, faculdades, sedes de partidos, sindicatos, entidades patronais, órgãos do governo, hospitais, etc. é interessante: porém, não basta; distribuir panfletos é legal, mas também não basta; dar a cara a tapa para o MENDES defronte ao PIRATINI é contundente pro causa do “bolo”, mas igualmente não basta; clamar pela democratização dos mídias me parece mais importante do que as sugestões anteriores mas, ainda não basta…

…Não é que tais reivindicações não sejam importantes ou que sejam inócuas. Porém, tais demandas por si só, pensadas como os secundaristas e universitários do período da ditadura militar no Brasil faziam, são apenas algumas poucas ferramentas de ATIVISMO e de EMPODERAMENTO, cuja eficiência normalmente só costuma ser significativa quando existe um PENSAMENTO EM REDE cujo objetivo jamais vise tomar o poder e que não pode ter uma liderança centralizadora da informação. Dentre os mais significativos coletivos de ativismo em rede através de MÍDIAS SOCIAIS pelo planeta cito: THE REAL NEWS NETWORK, CHANGE, AVAAZ, INDYMEDIA (e seu correspondente brasileiro chamado MÍDIA INDEPENDENTE).

O que importa é PENSAR E AGIR EM REDE, isto é, organizar a comunicação não mais no arcaico e – este, sim – inócuo modelo emissor-receptor-mensagem mas, sim, pensar em REMIDIAÇÃO (Bolter e Grusin),  MIDIATIZAÇÃO (Eliseo Verón) e no PRODUSER (Axel Bruns). Aliás, dicas interessantes pra quem quiser saber um pouco mais de uma forma não-superficial a respeito dessas questões está no post da querida professora SANDRA MONTARDO, coordenadora do MESTRADO PROFISSIONAL EM INCLUSÃO DIGITAL E ACESSIBILIDADE da FEEVALE, que foi extremamente gentil e generosa na minha banca de qualificação.

A rede não é massiva, mas aproxima MILITANTES ANÔNIMOS como qualquer um de nós e FORMADORES DE OPINIÃO que dominam um determinado conhecimento específico e participam intensamente da sociedade civil organizada.

Minha decepção com a esmagadora maioria dos jornalistas, publicitários, médicos, engenheiros, administradores, sociólogos, filósofos, psicólogos, professores e advogados de esquerda reside no fato de que eles  contraditoriamente procedem de maneira resistente e conservadora em relação ao manejo e ao domínio de uma ferramenta como qualquer outra para as quais desenvolveram competências tão banais que, nos casos mais radicais, descamba para a ignorância: parece que a eles basta ter a competência para ler e interpretar nas entrelinhas o que ficou escondido por detrás do discurso midiático através de jornais, revistas, rádios e TVs, mas fogem do manual de instruções ou da orientação de um filho ou de um neto sobre como se usa um videocassete para gravar um programa qualquer…

O ATIVISMO APARTIDÁRIO tem sido muito mais eficiente.

Pra terminar, eis várias opiniões que corroboram o título deste post. Pra quem não lembra, A CAMPANHA ELEITORAL DE BARACK OBAMA FOI A PRIMEIRA CAMPANHA PÓS-MODERNA DO PLANETA:

TIMOTHY MCCARTHY

SMARTMOBS

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

Todo o resto é século passado (ou até mesmo retrasado). Mas não é aquele século passado nostálgico, extremamente útil ou universal. E o pós-moderno não é um mero chavão, nem tampouco uma retórica enganadora da direita e da mídia corporativa: é adaptação, é reinvenção, é usar o passado como impulso para o presente e o presente com o passado como uma forma de antever as práticas sociais do futuro.

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