[B'10 19ª] BOTAFOGO 2×2 GRÊMIO

Eu estava muito, mas muito pessimista durante o jogo (via Twitter). Ainda acho que, caso Renato não passe a escalar Pessali como enganche; deixe Souza e Douglas FORA DO BANCO em pelo menos três partidas consecutivas com ambos saudáveis e sem estar pendurados com dois cartões amarelos… Seremos candidatos seriíssimos ao rebaixamento.

Não credito ao mero pessimismo, ao não-reconhecimento de um empate com sabor de vitória como o de ontem ou a uma eventual miopia em relação às mudanças empreendidas pela visão e pela personalidade de Renato sobre o plantel. E, até determinado ponto, é preciso entender que muitos oposicionistas têm razão quando o seu comentário é técnico-tático.

Ainda vejo o Grêmio muito a perigo. O nosso campeonato é tão-somente escapar do rebaixamento. Nada mais almejamos porque não temos jogadores de personalidade – e os de pior atitude são os mais caros, os mais experientes (à exceção de Victor, Rochemback e Jonas).

Não há virtude pessoal em quem deveria servir de exemplo tanto aos recém chegados com currículos ainda incipientes quanto àqueles que deveriam ser encarados com muito mais carinho e responsabilidade por todos – os guris oriundos das categorias de base.

Quando é que uma criança irá comer salada? Quando vir seus pais comendo salada. Quando é que uma criança será querida mesmo quando estiver triste ou de mau humor? Quando não tiver pais gritões e quando tiver em seus pais tutores e também uma plateia atenta aos seus feitos.

Souza e Douglas já contaminaram o ambiente de uma maneira quase irreversível: eles são como tênias que minam a energia do corpo que lhes dá a vida.

O Brasileirão não é um campeonato difícil de se sobreviver: o Avaí está aí para provar. Uma gestão de futebol correta implica em disciplina, atenção e participação dos dirigentes no vestiário. Podem mudar os jogadores, pode não haver formação de atacantes de velocidade nem de meias de ligação na base e pode faltar dinheiro para contratar esses homens decisivos, mas dá pra aplicar um padrão “feijão com arroz” na preparação física (isto é, sem pôr toda a carga em um único semestre pra apostar todas as fichas do clube em uma única competição e estourar o grupo no semestre seguinte) e também taticamente (jogadores medíocres com tendência a APRENDER treinam mais motivados e demonstram PERSONALIDADE em momentos decisivos).

Pra cair, tem que querer. E, infelizmente, mesmo tendo apoiado Duda, Meira e Silas enquanto eles ainda não haviam sido suficientemente incompetentes, teimosos e sem atitude, ainda não sei se é isso o que o presidente quer.

Claro, falo em querer cair no sentido figurado: afinal de contas, ninguém deseja isso para si, para quem trabalha consigo e nem tampouco para quem financia o clube e, acima de tudo, para quem enxerga no clube um poço de paixão e de virtude que define grande parte da identidade sociocultural de tantas pessoas que vivem de maneira heterogênea mas que encontram no futebol um ponto de união.

Eu já vi batatas podres e um aproveitamento insuficiente dos meninos da base em 1991. Já vi uma falta de atitude melancolidamente parecida com a de 2010 em 2004.

Ainda não vi aquele brilho no olhar da maioria do plantel e nem aquela força emocional no departamento de futebol que nos levaram à reação de 13 pontos em 15 nas cinco rodadas finais de 2003.

Ontem, eu vi uma centelha de reação na iniciativa de Jonas e na escalação do único lateral esquerdo que sabe cruzar uma bola alta disponível no plantel do Grêmio: Lúcio. Também vi um progresso no fato de não termos levado um gol nos acréscimos do 2º tempo e de nós termos buscado um ponto quase aos 41′ do 2º tempo.

Esse é o dado positivo de um festival de horrores, de mais uma atuação lastimável, que não condiz com a grandeza do Grêmio.

Aliás, estamos no limiar de nos transformarmos durante décadas em um clube que só vive do passado, como Atlético-MG (que eu não considero grande), Santos (que demorou três décadas para voltar a ser grande) e Botafogo (que é menor do que nós mas que se comporta de maneira tão claudicante quanto o Tricolor dos Pampas).

O Grêmio precisa mudar ONTEM. Ainda estou desconfiado de que seremos rebaixados – a não ser que as batatas podres sejam eliminadas do saco e que o sangue novo seja imediatamente aproveitado.

Por que insisto nisso? Porque não há mais comprometimento nem identificação da esmagadora maioria dos jogadores com a torcida, com as cores, com a cidade, com a história do clube. Quem ainda sente isso são os jogadores criados pelo clube.

Já está muito cansativo (diria até insalubre) viver pressionado, correndo riscos graves sem uma compensação contundente.

GRÊMIO, TU NÃO PRESTAS. MAS EU TE AMO, PORRA!!!

GRÊMIO BOTAFOGUIZADO PERDE PARA GOIÁS

Não vi o jogo, pois recebemos visitas para almoçar e me neguei a pagar R$55,00 pra comprar o PPV. Embora o custo-benefício de pagar R$42,00/mês seja beeem menor do que o valor por jogo, mesmo assim, não estou podendo. Também acho que, para um casal, gastaríamos mais na rua pra assistirmos num bar.

Pelo que percebi, o Grêmio dominou o 1º tempo. Pelo pouco que ouvi, Tcheco, Jonas e Souza jogaram bem para uma partida fora de casa. Bem, mas nada de excepcional – apesar de eu ter assistido ao jogo no GloboEsporte.com e ter achado a jogada magnífica.

Com todo o respeito aos critérios (ou à falta de) dos dirigentes e do técnico Autuori e sobretudo ao profissional Túlio, sempre desaprovei a sua contratação. Infelizmente, trata-se de um atleta que, física e tecnicamente, acrescenta tanto quanto os já demitidos Ruy, Jadílson, Joílson e Makelele, ou seja, uma qualidade inferior à do pior dentre os guris dos juniores. Hoje, diria que, independentemente da necessidade do time, da estratégia do treinador e da sua atuação, considero-o como o pior jogador do plantel do Grêmio.

Prego que nenhum time vai pra frente com jogadores do Botafogo que assumiu quase que de maneira natural uma imagem de covarde, derrotado, mal treinado e sempre cheio de desculpas. Ruy, Joílson e Túlio formavam a espinha dorsal da zaga de um time do qual vingaram apenas três jogadores: o zagueiro André Dias, o meia Jorge Henrique e o atacante Wellington Paulista (mesmo assim, em relação aos dois últimos, tenho dúvida se estão dando certo apenas por terem chegado a times bem montados).

Não se contrata um centromédio de 34 anos lento e baixinho. Quando ouvi no rádio que Tcheco saiu para a entrada de Túlio, não vi apenas um erro de Autuori recuando o time a la Celso Roth mas, sim, a iminência da derrota pela simples entrada desse jogador em campo.

Pode parecer injusto crucificar e estigmatizar alguém. Mas Aquela agressão covarde de Túlio no Maracanã contra o São Paulo em 2007 quando chutou a cabeça de um adversário que estava deitado e fora de campo me trouxe uma péssima impressão acerca desse jogador.

Um Grêmio desbotafoguizado poderia indicar a nossa participação na Libertadores 2010. Já um Grêmio com resquícios do Botafogo coitadista quase determina o nosso adeus à nossa competição predileta no ano que vem.

O que confirma que essa minha hipótese não se trata de uma pegação de pé sobre o jogador? Simples: o fato de que a zaga do Grêmio quase sempre esteve mais vulnerável enquanto ele foi titular, além de, sempre que substituiu Tcheco no 2º tempo, o padrão de jogo do Grêmio sempre piorou. Embora ache que Adílson jogue melhor ao lado de Túlio do que de Rochemback, Rochemback contribui muito mais para o time do que Túlio em função de sua força física e de uma velocidade maior.

Hoje, mais uma vez, o Grêmio perdeu quando perdeu a ofensividade. E a substituição predominante que ocasionou resultados bastante passíveis de reversão nas últimas cinco rodadas fora de casa foi exatamente a de Tcheco por Túlio.

Finalmente, mesmo que as falhas individuais não tenham ocorrido por causa da presença de Túlio em campo, a sua entrada resultou na perda da posse de bola e na rarefação dos contra-ataques antes possíveis com dois homens e não apenas um na armação de jogadas.

A estratégia errada tem sido repetida. E isso nos custou, hoje, tanto o título como a vaga para a Libertadores. Não sou pessimista: apenas analiso a tabela e vejo que temos compromissos terríveis fora de casa.

[B'09 3ª] GRÊMIO 2×0 BOTAFOGO

Eis minhas cotações para o Almômetro e meu parecer geral sobre a atuação do Grêmio e do Botafogo, com atenção especial aos técnicos Paulo Autuori e Ney Franco:

Victor, 7,5: Seu costumeiro bom trabalho mostrou uma defesas difícil e decisiva, duas intervenções que mostram o quão bem sabe sair jogando com as mãos e que sempre podemos contar com ele. Porém, como a zaga foi tão bem e a armação do meio para a frente funcionou melhor do que o habitual, desta vez, felizmente não posso considerá-lo o melhor em campo, já que, depois de muito tempo, o goleiro da Seleção da CBF passou quase o jogo como um privilegiado expectador.

Rui Geodésico, 5,5: Apesar de ter errado diversos passes curtos e de não saber marcar direito como sempre, desta vez percebi uma evolução no seu posicionamento dentro de campo. O mais importante para Ruy e para os armadores foi o fato de ele não ter “viajado” na maionese trocando de lado como costumava fazer nos tempos de Roth e Rospide.

Léo, 7,0: Espero que esta atuação tenha sido o início da volta do excelente Léo de 2007 e 2007, que esteve sumido desde então. Aquele menino selecionável e por vezes capitão do time parece ter reencontrado sua autoestima. Foi mais atento e mais preciso do que de costume e, nas poucas vezes em que subiu, foi melhor do que Ruy Geodésico no apoio.

Rafael Marques, 5,0: cumpriu sua função com menos erros do que normalmente costuma apresentar. No entanto, cometeu uma das faltas desnecessárias que quase nos fizeram sofrer um gol e não pode, nem em sonho, sair jogando com a bola nos pés. Na área adversária, somente para cabecear nos escanteios. Normalmente, levaria um 4,5 ou 4,0. Foi premiado pelo conjunto da solidez compartilhada com seus companheiros de defesa. Só não levou um 6 porque, mesmo de boa vontade, deu um arremate desnecessário e bisonho. Além disso, lançou-se ao ataque em duas oportunidades tentando resolver sozinho e falhando feio quando poderia ter passado a bola para um dentre vários homens do meio para a frente disponíveis tanto na entrada da área quanto abertos pelas laterais.

Réver, 7,5: um dos melhores zagueiros do país que, mais uma vez, confirmou sua condição com uma atuação segura e sem alarde. No apoio, foi bem melhor do que Rafael Marques e pau a pau com Léo, porém mais contundente. A aparente volta de seu colega aos bons tempos fez com que ele deixasse de ser o centro das atenções por não ter tido a necessidade de cobrir falhas de posicionamento de Léo.

Thiego, sem nota: Jogou muito pouco tempo. Mas é um rapaz que faz por merecer seu bicho mesmo quando entra nessa condição.

Fábio Santos, 6,5: percebi uma evolução nítida na personalidade e no posicionamento deste experiente jogador que, não por acaso, está trabalhando pela quarta vez em sua carreira com Paulo Autuori. Marcou o gol do desafogo, foi voluntarioso e facilitou a vida de Réver pela esquerda do setor defensivo. Vai evoluir.

Túlio, 7,5: tornou o passe no meio de campo um pouco menos pior do que quando conduzido por Adilson e marcou muito melhor. Porém, não apresentou aquela voluntariedade toda dos tempos de Botafogo, onde até arriscava alguns bons chutes de fora da área. Caso tivesse apoiado um pouquinho que fosse, teria evitado o constrangimento de vermos Rafael Marques isolando a bola. Nesse caso, Túlio teria sido quase perfeito.

Jonas, 7,0: A falta de frieza e de antevisão contribui para seus frequentes erros de conclusões. Porém, seu ímpeto, seu posicionamento correto e sua velocidade fazem com que siga merecendo a titularidade no Grêmio. Ontem, mais acertou do que errou e fez o seu golzinho.

Herrera, 6,0: 5 é nota de quem não contribui decisivamente para o resultado (seja de maneira positiva ou negativa). Sem nota é para quem joga muito pouco tempo. No entanto, o argentino errou pouco e ajudou na dinâmica do ataque, pois forçou o Botafogo a centralizar a marcação. Isso abriu espaço para Douglas Costa fazer tanto em tão pouco tempo. Herrera foi uma engrenagem muito importante.

Sousa, 6,0: Ele tentou várias jogadas. Teve chances de gol e deu boas assistências. Até errou menos do que de costume, mas também não chegou a ser contundente. De qualquer maneira, não considero que o habilidoso alagoano de língua afiada e de uma admirável franqueza tenha decaído. O que aconteceu de fato foi que o Grêmio teve um Tcheco excelente e Souza não precisou tentar resolver tudo sozinho.

Douglas Costa, 7,0: cheguei a chorar em uma entortada dele pelo lado direito de ataque rumo à linha de fundo em uma de suas primeiras jogadas. Me lembrou o saudoso Dener. Contribuiu efetivamente para o gol do desafogo, cruzando rasteiro na medida certa para Maxi assistir a Fábio Santos. Se tivesse jogado pelo menos 20 minutos a mais no mesmo nível, garanto que teria dado ao menino no mínimo 8 e ele teria saído de campo consagrado.

TCHECO, 8,0: incentivado a usar sua personalidade para decidir e podendo apresentar suas melhores características físico-técnicas na posição em que, de fato, produz melhor ofensivamente, o capitão segue merecendo sua faixa e fez passes brilhantes. Fez a bola correr e bateu escanteios melhor do que de costume. Foi ousado nos tiros de longa distância e indignou-se com seus próprios erros. O melhor em campo, sem sombra de dúvida.

Maxi López, 7,5: La Barbie toca pouco na bola, mas é perigo constante à zaga adversária devido à sua movimentação e à sua técnica. Seu segundo tempo foi muito bom. Caso tivesse produzido com a mesma intensidade na primeira etapa e caso tivesse ou dado uma outra assistência ou marcado pelo menos um gol, teria levado um admirável 8,5.

———-
AUTUORI, 7,5: não é o salvador da pátria, mas, em uma semana de discursos francos e extremamente convictos, seguiu à risca tudo o que disse. Ainda falta tempo para o plantel assimilar uma nova cultura tática. De início, fico satisfeito com a zaga reorganizada, com o ímpeto de Ruy Geodésico devidamente controlado e com a recuperação de Léo e Tcheco. A tendência é a de que, mesmo sem reforços de peso, seja possível sonhar com a Libertadores e terminarmos o Brasileirão 2009 classificados à competição maior do continente em 2010. Ele não enrola, não demonstra insegurança, não procura justificar o injustificável e assume sua responsabilidade. Não interessa a ele aparecer mais do que o jogador. Liderança serena porém muito forte. Tem gente que grita e que cobra com veemência que não impõe respeito.

____________________
Também é importante ressaltar que o Botafogo não é nenhuma galinha morta: afinal de contas, Ney Franco é um dos melhores técnicos do país – embora ainda não seja possível identificar se ele não incentiva tanto a ousadia de seus comandados porque nunca teve craques à sua disposição ou se é porque ainda possui um resquício de seus anos de clube pequeno ainda não muito distantes no tempo.

Fisicamente, o alvinegro de Marechal Hermes também demonstrou muita força: como ambos os times marcaram adiantado, mesmo que a iniciativa e o controle das ações tenham sido predominantemente gremistas ao longo de todos os 90 minutos, o Botafogo apertou pra valer, mas com lealdade. Tecnicamente inferior ao Grêmio, em nenhum momento se acovardou. Sequer resignou-se com o resultado adverso. Nisso, vejo um mérito especial para a atuação do Grêmio que, caso tivesse sido comandado por Roth ou por Rospide, dificilmente teria vencido, pois o Botafogo, mesmo com um ataque pior do que o do Santos, apresentou um equilíbrio entre os três setores mais nítido do que o do nosso último visitante.

ERROS DE ARBITRAGEM APÓS 26 RODADAS

O jornalista MAURO BETING sempre faz esse levantamento em seu BLOG no LANCENET, após rever várias vezes os lances polêmicos de cada rodada.

Por ser paulista e palmeirense confesso, confio em sua honestidade e bom senso. Vejamos o último levantamento do comentarista:

SALDO TOTAL DEPOIS DE 26 RODADAS


PREJUDICADOS:


-6 pontos: GRÊMIO

-5 pontos: Figueirense
-4 pontos: SÃO PAULO
-3 pontos: Portuguesa, BOTAFOGO, TRADICIONAL ADVERSÁRIO
-2 pontos: Goiás, Atlético-MG
-1 ponto: Ipatinga

SALDO ZERADO:

Vasco e FLAMENGO


BENEFICIADOS:


+1 ponto: Náutico, CRUZEIRO, Coritiba, Sport e Atlético-PR

+2 pontos: PALMEIRAS e Vitória

+3 pontos: Fluminense

+4 pontos: Santos

, , , , , , , , , , , , , , , ,

Powered by ScribeFire.

GRÊMIO EM ALERTA II

CHULEANDO, SECANDO E ESPECULANDO

CHULEANDO, SECANDO E ESPECULANDO

Introduzo este post com um parágrafo que comprova o fato do BRASILEIRÃO ser o campeonato nacional mais parelho e mais difícil do planeta, cuja única certeza é a de que GRÊMIO e PALMEIRAS estão matematicamente garantidos na Série A em 2009 e que ambos ainda nutrem uma quase-certeza de participação na próxima LIBERTADORES. A briga pelo rebaixamento, por sua vez, será a mais emocionante de todos os tempos, com uma grande quantidade de clubes brigando para não ficar entre os quatro degolados até o final. Daí para a frente, o resto é tudo especulação.

VOLTEMOS À VACA FRIA. Em ordem decrescente do sétimo colocado até o líder, eis a classificação de cada um e os jogos restantes:

7º) FLAMENGO:
40 PG, 25 J, 11 V, 7 E, 7 D, 40 GF, 29 GC, S +11 (53% de aproveitamento)

Serão NOVE dos 13 jogos no Rio de Janeiro: SPORT, CORITIBA, GOIÁS e o clássico contra  o VASCO são todos jogos muito imprevisíveis. IPATINGA, ATLÉTICO-MG e PORTUGUESA devem ser vitórias a confirmar.

Fora, o NÁUTICO está desesperado, mas pode ser batido.

Há uma seqüência terrível de quatro jogos da 34ª à 38ª rodadas que certamente irá decidir o campeonato até mesmo a favor do GRÊMIO. Sim, o rubro-negro da Gávea é o nosso maior aliado: clássico contra o BOTAFOGO no Engenhão, PALMEIRAS no Maracanã, CRUZEIRO no Mineirão e GOIÁS de volta ao Maracanã. A última rodada será na Arena da Baixada contra o ATLÉTICO-PR muito provavelmente precisando dos três pontos para livrar-se da Série B.

Seja contra ou a favor do GRÊMIO, não importa: além de fazermos a nossa parte, o rubro-negro da Gávea dificilmente deixará de ser o nosso mais precioso aliado na reta final do certame. Briga até o fim pela última vaga à LIBERTADORES 2009.
____________________

6º) VITÓRIA:
40 PG, 25 J, 11 V, 4 E, 9 D, 34 GF, 26 GC, S +8 (53% de aproveitamento)

O rubro-negro da Boa Terra dificilmente irá vingar: de cara, enfrenta o TRADICIONAL ADVERSÁRIO e um dos líderes do 2º turno, o GOIÁS, ambos fora de casa. Depois, recebe a PORTUGUESA no Barradão, onde deverá vencer. Visita o BOTAFOGO em um jogo muito parelho no Engenhão, recebe o FLUMINENSE (este com grandes chances de ser rebaixado) na Bahia. Depois, vai ao Morumbi enrentar o SÃO PAULO e recebe o FLAMENGO na 32ª rodada. Na seqüência, visita o NÁUTICO nos Aflitos, recebe o ATLÉTICO-MG, vai até Curitiba encarar o ATLÉTICO-PR, recebe GRÊMIO e PALMEIRAS e encerra a sua participação em São Januário contra o VASCO.

Não deve se classificar para a LIBERTADORES. É um clube que significa uma grande armadilha, já que enfrenta três de quatro adversários diretos em casa e sai apenas contra o SÃO PAULO.
____________________

5º) SÃO PAULO:
42 PG, 25 J, 11 V, 9 E, 5 D, 41 GF, 26 GC, S +15 (56% de aproveitamento)

Ninguém mais estava dando a menor pelota para o Tricolor do Morumbi. Porém, ele está mais vivo do que nunca: primeiro, vai até a Ilha do Retiro encarar o perigosíssimo SPORT; depois, recebe o CRUZEIRO; na seqüência, tem IPATINGA (fora), NÁUTICO (casa), clássico contra o PALMEIRAS (fora), VITÓRIA (casa), BOTAFOGO no Engenhão, TRADICIONAL ADVERSÁRIO no Morumbi, PORTUGUESA no Canindé, FIGUEIRENSE (casa), VASCO (São Januário), FLUMINENSE (Morumbi) e, finalmente, se despede da temporada no Serra Dourada contra o GOIÁS.

O sucesso do SÃO PAULO está no fato de ser, dentre os grandes, o que menos costuma dar mole pra mané. Em uma incrível coincidência, enfrentará fora de casa a dois dos melhores clubes do returno (SPORT e GOIÁS) e, de resto, é tudo 8 ou 80: são CINCO adversários diretos (até agora, só jogou contra o GRÊMIO e perdeu) e nada mais nada menos do que SEIS candidatos ao rebaixamento (já enfrentou os dois Atléticos e o SANTOS, que incluo também nessa lista).

Considero sua vaga à LIBERTADORES praticamente certa e, dependendo do que obtiver contra SPORT, CRUZEIRO, PALMEIRAS, VITÓRIA, BOTAFOGO, TRADICIONAL ADVERSÁRIO e GOIÁS, se vencer 70% desses adversários, será o mais merecido campeão nacional da história.
____________________

4º) BOTAFOGO:
42 PG, 25 J, 12 V, 6 E, 7 D, 35 GF, 23 GC, S +12 (56% de aproveitamento)


Nas mãos do competentíssimo técnico NEY FRANCO no lugar do desanimado CUCA, a Estrela Solitária finalmente pode sonhar alto. Não com o título, mas com uma vaga à LIBERTADORES.

A saga alvinegra começa no Canindé, contra a PORTUGUESA; depois, enfrenta uma terrível encruzilhada de quatro partidas que irá selar o seu destino [clássico contra o cada vez mais desesperado FLUMINENSE (F), GRÊMIO (F), VITÓRIA (C) e SANTOS, (C) um dos melhores do returno e que deve começar a espantar o fantasma do rebaixamento mais ou menos a partir daqui]. Mesmo fora e contra um oponente quase batido, diria que é quase um refresco enfrentar o IPATINGA (F). Na 32ª rodada (que parece ser a que reserva os duelos mais difíceis para quase todos, de uma maneira geral), pega o SÃO PAULO (C). Os últimos seis jogos do Fogão: ATLÉTICO-MG (F, também é outro que deve escapar do rebaixamento por um triz), FLAMENGO (C), GOIÁS (F), ATLÉTICO-PR (C), FIGUEIRENSE (C) e PALMEIRAS (F).

A seqüência do Bota é extremamente complicada. E o desejo de todo gremista é que, ao contrário do que todas as tendências indicam, seja um oponente tranqüilo para nós no OLÍMPICO e que ele siga vivo até o fim na luta pela LIBERTADORES para azedar o chope de FLAMENGO e PALMEIRAS. Contudo, acho que ele não irá passar ileso pelos Quatro Trabalhos de Hércules entre as rodadas 28 e 31.
____________________

3º) CRUZEIRO:
43 PG, 25 J, 13 V, 4 E, 8 D, 38 GF, 26 GC, S +12 (57% de aproveitamento)

O alvicelúreo das Alterosas tem um começo de jornada molinho: FIGUEIRENSE (C). Depois, tem uma série de pedreiras pela frente [SÃO PAULO (F), SPORT e IPATINGA (C), clássico contra o ATLÉTICO-MG (F).

Tem uma breve folga contra o ATLÉTICO-PR (F), antes de pegar os duríssimos GRÊMIO (C) e GOIÁS (F). Depois, mais duas partidas aparentemente tranqüilas – contra FLUMINENSE (C) e NÁUTICO (F). Novamente, dois desafios da pesada, contra FLAMENGO (C) e INTERNACIONAL (F). Termina enterrando a PORTUGUESA (C) e, muito provavelmente, com uma vaga na LIBERTADORES.
____________________

2º) PALMEIRAS:
46 PG, 25 J, 14 V, 4 E, 7 D, 41 GF, 31 GC, S +10 (61% de aproveitamento)

Vejamos se o PALMEIRAS passa mesmo a ser o grande favorito depois da queda do GRÊMIO diante do GOIÁS na 25ª rodada ou não:

VASCO (C): os cruzmaltinos têm por tradição encresparem a vida do Porco, seja onde for. Apesar da situação caótica administrada pelo pobre presidente Roberto Dinamite, não tiraria os vascaínos para compadres.

NÁUTICO (F): outro jogo do tipo “nem tudo o que reluz é ouro”: o gramado dos Aflitos é um lixo, onde bola nenhuma é capaz de rolar. Um time técnico como o alviverde paulistano terá muitas dificuldades lá. Diria até mais do que o GRÊMIO, que foi lá e empatou na raça.

ATLÉTICO-MG (C): embora o Náutico seja o mais fraco desses três, tem a maior das vantagens, que é algo do tipo saibro x grama no tênis. O Galo tem o melhor time desse trio e joga no Mineirão. Já recuperados, creio que os veteranos Petkovic e Marques poderão aprontar das suas junto com a boa gurizada oriunda das categorias de base – que serão os grandes heróis do escape da degola bem ao estilo do capitão Jack Sparrow em Piratas do Caribe.

FIGUEIRENSE (F): barbadíssima JH Santos. Simplesmente não dá pra imaginar o Figueira na Série A em 2009.

SÃO PAULO (C): se o jogo for no Palestra Itália, é favorito. Se for no Morumbi, não. Porém, com o tricolor do Morumbi à essa altura de volta ao G4, deve dar empate, com preciosas expulsões e lesões que os adversários de ambos na 31ª rodada irão agradecer a todos os santos.

FLUMINENSE (F): como o Palmeiras deverá vir todo esgualepado e ainda não deverá ter caído a ficha de que a situação do Pó de Arroz é de caos total, vá que, de repente, consiga cometer um crime perfeito…

GOIÁS (C): é bem o tipo de adversário que o Luxa detesta enfrentar: de contra-ataques em velocidade e total atrevimento fora de casa. Resultado imprevisível.

SANTOS (F): mesmo na Vila Belmiro e com o Peixe em ascensão, ao contrário do jogo anterior contra o GOIÁS no Palestra Itália, este é o tipo de jogo que o Luxa adora jogar: aceita a pressão no 1º tempo em um campo pequeno, mas se impõe pelo melhor toque de bola. No 2º tempo, pode até matar o jogo.

GRÊMIO (C): OLHO DE TIGRE: o GRÊMIO está precisando apanhar como Rocky Balboa durante 11 assaltos pra se encorajar a ponto de mandar o adversário para a lona no último round. Mesmo que tenha dado tilt no TRICOLOR DOS PAMPAS duas rodadas antes no Mineirão contra o CRUZEIRO, pode ser dia do Luxa esbravejar pateticamente contra a arbitragem.

FLAMENGO (F): com o Maraca lotado?! No way, Beavis (UH-UH! UH-UH! COOL!). Este é o último de uma série longa e terrível de SEIS peleias das mais indigestas possíveis. O Palmeiras tem a pior tabela dentre todos os sete primeiros justamente no rebolo que irá decidir o campeonato.

IPATINGA (C): os mineiros do interior vão jogar fechadinhos que nem no Olímpico. Se suportarem a pressão, podem desestabilizar o Porco. Mas se levarem um gol cedo, como diria o CHINA (JUAREZ SOARES), “porteira por onde passa um boi, passa uma boiada”.

VITÓRIA (F): hummm…  Depende: se o VITÓRIA ainda tiver esperanças de ir para a LIBERTADORES, ganha – e bem. Do contrário, se os paulistas obtiverem pelo menos 60% de aproveitamento nos Seis Trabalhos de Luxa, encaminham o título aqui.

BOTAFOGO (C) – jogo parelho, franco, bem jogado. Um dos melhores do campeonato. Porém, o Fogão é bipolar: se estiver surtado, já era: vamos ter que engolir em seco o Galvão Bueno vibrando como se fosse o Flamengo dele.
____________________

1º) GRÊMIO:
49 PG, 25 J, 14 V, 7 E, 4 D, 41 GF, 18 GC, S +23 (65% de aproveitamento)

ATLÉTICO-PR (F), T.A. (F), BOTAFOGO (C) e SANTOS (C): eis os Quatro Trabalhos de Roth. Nem pensar em perder as quatro. Duvido muito que a gente ganhe os 12 pontos, mas devemos perder na Arena da Baixada e seja o que Deus quiser contra os outros três. Considero 7 pontos um indício de que a coisa não vai mais degringolar.

PORTUGUESA (F) e SPORT (C): não se admite outra coisa que não seja a conquista dos 6 pontos. Na pior das hipóteses, 4.

CRUZEIRO (F): não se assustem com a goleada. Nada estará perdido caso façamos pelo menos 11 pontos entre os 18 anteriores.

FIGUEIRENSE (C): ainda com a melhor defesa, chegou a hora de voltarmos novamente a termos o melhor ataque da competição.

PALMEIRAS (F): gostosura ou travessura, hein, Luxa? Podes vir quente que eu estou fervendo! ;)

CORITIBA (C): se formos para o vestiário com 2×0, tudo bem. Será um grande jogo e Roth terá que ousar como nos velhos tempos das vitórias fora no 1º turno.

VITÓRIA (F) e IPATINGA (F): se fizer um pacto pelos seis pontos, pode até ganhar. Mas eu já me contento com três pontos sem ser goleado pelos baianos e invertendo a lógica do mando do Ipatinga, que, após algumas rodadas de esperança fora da degola, dará uma relaxada e terá a sua cova cavada pelo mosqueteiro da Azenha.

ATLÉTICO-MG (C): vitória que garante o título ou, na pior das hipóteses, a terceira colocação.

____________________

DEGOLA:

Digo que o Figueira será rebaixado junto com a LOSER (perdão: LUSA) com quase certeza. O IPATINGA pode até escapar, desde que grandes desesperados como VASCO, FLUMINENSE, SANTOS, ATLÉTICO-MG e ATLÉTICO-PR permaneçam comendo uns aos outros e perdendo para os cabeças da tabela. Em princípio, aposto que o Galo e o Peixe podem escapar até com uma certa antecedência (de duas ou três rodadas).

Os cariocas e o paranaense que se matem. Eu não tenho nada com isso.

, , , , , , , , ,

Powered by ScribeFire.