
Descaradamente copiado da @maria_fro via blog da própria! ;)

Descaradamente copiado da @maria_fro via blog da própria! ;)
A longa entrevista acima foi concedida pelo responsável pela maior investigação do jornalismo brasileiro no século XXI. Porém, antes de assisti-la, quero muito que @ amig@ interagente leia com muito carinho e atenção a este post. ;)
Mal posso esperar para por as mãos no livro A PRIVATARIA TUCANA, no qual o brilhante autor, o repórter investigativo Amaury Ribeiro Jr., desvenda, detalha, demonstra e comprova aquele que foi o maior saque ao patrimônio e ao serviço público no Brasil em todos os tempos. O livro vendeu tão rapidamente que sua primeira edição esgotou-se em menos de uma semana nas lojas de todo o país: foram 15.000 exemplares vendidos em um único dia (09/12/2011), além de uma nova edição de outros 15.000 ter sido impressa para esta segunda-feira dia 12/12/2011 e já estar quase esgotada.
Como “o povo quer saber” de tudo, não adiantou nem mesmo o próprio Serra tentar intervir de maneira arbitrária, ilegal e autoritária, pois a editora lançou a obra sem nenhum alarde.
O Eduardo Guimarães blogou uma tabela que consta no livro referente ao percentual de cada uma das principais corporações midiáticas do país na privatização das teles. Isso comprova que é impossível termos um jornalismo investigativo, detalhado, sem distorções e sem omissões em política e economia dentro dos grupos Folha, Abril, Estado, Globo e RBS (que mente MESMO). Apesar de conservadores, o SBT, a REDE TV! e a RECORD são menos inconfiáveis em relação a esses temas – mas apenas porque não participaram diretamente do saque.
Muito provavelmente, as quatro únicas revistas de circulação nacional que falam sobre o assunto são a CARTA CAPITAL (semanal), além da próxima edição da mensal CAROS AMIGOS, da LE MONDE DIPLOMATIQUE BRASIL (semanal) e da FORUM, do meu querido amigo Renato Rovai, que pôs um link para a leitura do 11o capítulo do livro. Afinal de contas, todas as outras (Veja, Época e IstoÉ) estão alinhadas com o neoliberalismo e com a oligarquia coronelista, corrupta e entreguista, sendo que Veja nem jornalismo faz mais: é um reles panfleto criminalizador e acusatório que não comprova seus factoides e, de quebra, ainda forja provas.
É importante, ainda, salientar o post do cineasta Jorge Furtado no magnífico blog da CASA DE CINEMA DE PORTO ALEGRE, com suas considerações acerca do que leu.
No Observatório da Imprensa, o jornalista Luciano Martins Costa tocou em um ponto que, particularmente, me é muito importante: a repercussão do livro nas mídias sociais tem sido muito mais ampla e as discussões tem sido muito mais ferrenhas do que nas centenas de veículos da mídia corporativa majoritária e de seus dezenas de sócios e parceiros espalhados por todos os rincões desta nação continental de mais de 8,5 milhões de Km2 de área e quase 200 milhões de habitantes. Em função do que o Edu expôs (aqui, de novo, o link para o seu post), é mais do que natural que a verdade dos fatos não seja a história editada ao gosto do dono da mídia, de seus financiadores e de seus amigos. Na mesma linha, a jornalista Maria Inês Nassif publicou na AGÊNCIA CARTA MAIOR sobre o “silêncio” da mídia corporativa em relação a essa pauta que, caso fosse contra pessoas ligadas ao PT, já teria virado n edições com mais de cem páginas a pipocar pelas bancas do país.
No site do JORNAL DO BRASIL (que já foi o melhor jornal de circulação nacional do país e perdeu bastante espaço por não ser propriedade de nenhum banco multinacional ou por não ter sido comprado por nenhuma corporação hegemônica), o jornalista Jorge Lourenço cita o fato de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter sido o único peessedebista a manifestar-se sobre o assunto. Afinal de contas, aos 81 anos de idade e relegado ao ostracismo, sem nenhuma ambição política e repleto de incompetentes como seu herdeiros políticos, nem o serrismo e tampouco o aecismo foram capazes de se defender publicamente – sem contar que o telhado do próprio FHC é de vidro por pelo menos duas razões: esta e mais esta…
De qualquer forma, o livro de Amaury também cita o deputado estadual do PT-SP Rui Falcão e o ex-ministro Antônio Paloci por relações de envolvimento com parte desse esquema. Por isso, Falcão proce$$a o jornalista.
Ontem, no Twitter, amigos de esquerda não-alinhados ao Governo Dilma e – em sua maioria – descrentes na política partidária e no atual modelo de democracia dita representativa comentavam comigo algo em que concordo: apesar do tamanho da gravidade do fato e de ser impossível que não haja ninguém do PT envolvido em uma série de outros escândalos (ainda que, num montante aparentemente menos vultoso e muito menos danoso ao erário do que os promovidos pelos neoliberais de fato), em política, não se deve torcer para nenhuma personalidade e por nenhum partido ou coligação como se torce por um time de futebol. Não se deve ter nenhuma reverência a ideologia alguma, seja ela pura ou híbrida, como se fosse uma religião. Mas, principalmente, não podemos JAMAIS tornar essa crença ou essa torcida algo hipócrita, preconceituoso ou revanchista em relação a nada nem a alguém. Afinal de contas, o sistema não dá mais conta da multiplicidade de demandas da sociedade e, ao invés de alterá-lo para melhor, quem antes clamava por mudanças infelizmente tornou-se um intransigente defensor de um legalismo injusto que perpassa a necessidade de, à luz do debate, procurarmos implementar uma nova legislação, aí, sim, legalmente mais justa.
Se alguém quiser me dar um presente de Natal que me faça pegar ainda mais nojo do que de pior há em termos de antidemocratização da Comunicação brasileira, será aceito de muito bom grado. ;)
Sonho Brasileiro from box1824 on Vimeo.
A pesquisa Sonho Brasileiro é um projeto sem fins lucrativos e sem viés de consumo. Fomos para 173 cidades em 23 estados perguntando para jovens de 18-24 anos “Qual é seu sonho para a nossa nação?”
Ajude-nos a divulgar os resultados da pesquisa que sairá em junho com conteúdo 100% aberto e livre na internet.
Música deste vídeo gentilmente cedida por Lucas Santtana
Realização: BOX 1824
Patrocínio: Itaú e Pepsi
Parceiros: RED, Colméia e Aktuell
Apoio: Rede Globo
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O fato da minha rotina profissional e de boa parte do ambiente familiar serem partilhados junto ao público-alvo da pesquisa O SONHO BRASILEIRO (leiam-na inteira) me leva a crer que o caminho para uma verdadeira revolução cidadã no Brasil precisa passar por um discurso essencialmente assertivo, desinstitucionalizado, horizontal e – sobretudo – colaborativo. A solidariedade, o engajamento cívico e o reconhecimento do outro como igual dependem da aprendizagem coletiva cujo fruto será o de desfazermos o rótulo de alienação e egoísmo atribuído à nossa juventude.
Essa minha crença não põe em segundo plano a colaboração e os ensinamentos dos bravos heróis da resistência à ditadura militar no país. Porém, o discurso que a maior parte deles conhece e sabe professar via blogosfera segue um modelo linguístico familiar ao seu grupo de interesse, mas que não surte o mesmo efeito diante de quem não vivenciou essa triste realidade e não tem como imaginar um panorama antidemocrático.
Todo e qualquer blogueiro “progressista“, e-blogueiro e mais a galera da Teia Livre e da Rede Liberdade, a despeito de uma série de aprendizagens e de adaptações ao pensamento em rede, infelizmente ainda apresentam uma série de opiniões formadas acerca do mundo dos jovens que não coincide nem com o mundo de quando eram eles próprios os jovens, nem tampouco com o mundo de seus pais e avós, que, salvo raríssimas e honrosas exceções, sequer tem noção do que seja exílio, tortura, censura e prisões. O Brasil “livre” que herdaram está distante demais de poderem compreender o que era não ter direitos nem poderes para fazer quase nada.
Conforme a pesquisa, os jovens entre 19 e 24 anos da atualidade desejam transições tranquilas, sem rupturas. Em oposição aos jovens marginalizados vítimas de todas as nossas mazelas sociais, eles não são de briga e não creem que a solução esteja no embate partidário ou sindical. Essa característica predominante mostra que a maioria dessa geração é mais afeita a realizar algo pelos outros sem muitas delongas ao invés de discutir leis ou de participar de manifestações presenciais de massa.
Infelizmente, os ativistas mais experientes tendem a considerar essa atitude passiva ou, então, incorrem no equívoco de culpar as redes sociais na internet como responsáveis pela “alienação”. Contudo, os resultados da pesquisa mostram que o egoísmo, o consumismo, a ignorância, a alienação, a passividade e uma agressividade projetada sobre objetos distantes do exercício da cidadania são a exceção e não a regra. Portanto, trata-se de uma forma diferente de representar o seu envolvimento social.
De fato, a quantidade de militantes políticos antigos que se tornaram exemplos diretos de ativismo nas ruas, nas ONGs, nas escolas e nas comunidades carentes é muito reduzida: vários deles já morreram, outros desiludiram-se e eles próprios tiveram o privilégio de proporcionar melhores condições a seus filhos e netos. E a pesquisa aponta que, para a galera de 19 a 24 anos em 2011, eles tem como exemplos de vida pessoas simples com as quais convivem no dia a dia. Portanto, o herói urbano de hoje não é alguém que erga uma bandeira mas, sim, alguém que está disponível aqui e agora pra dar o exemplo, para ser um tutor, para deixar fazer de maneira anárquica, sem apresentar-se como uma autoridade.
Por outro lado, há uma contradição entre o espírito de luta que os antigos militantes apresentam de fato e entre a atitude que gostariam que seus filhos e netos tivessem no atual contexto: primeiro, que as gerações anteriores de ativistas não tinham como pensar nem realizar uma mudança social dialogada porque havia um abismo muito grande entre a liberdade e a violência. Isso posto, não havia (entre 1964 e 1979) como pensar em uma transição suave quando a maior parte desses grupos acostumou-se a conviver com um retrocesso que violentou pelo menos quatro gerações de brasileiros; segundo, que a quantidade de informação disponível é imensurável e cresce exponencialmente dia após dia; terceiro, que a sociabilidade que atravessa e é atravessada pelos ambientes digital e presencial torna as causas pelas quais os jovens resistem dissociadas no espaço e no tempo, isto é, para muitos, é mais importante investir $5.00 contra o apartheid israelense sobre os palestinos via AVAAZ.ORG do que ajudar o filho do vizinho a passar em Química.
Sinto desapontar grande parte dos meus queridíssimos e valiosíssimos AMIGOS de todos esses foruns que se amalgamam por um sentimento bonito e comum, mas até mesmo a solução de problemas locais que afligem os nossos jovens necessitam cada vez mais da experiência de quem vivencia barras semelhantes porém muito mais pesadas em lugares muito pouco aprazíveis por eles descobertas na internet. Ao discuti-las em comunidades virtuais, o excedente cognitivo que produzem gera uma economia não-rival que resulta na adaptação da solução encontrada n’além-mar para a nossa realidade sociocultural sem armas, sem conspirações, sem terem como base o marxismo. E esse mesmo excedente cognitivo é apropriado por jovens de outras paragens com o mesmo intuito: nunca foi tão verdadeira a afirmação de que a soma das partes é cada vez maior do que o todo.
Parte dos ativistas mais experientes que lutaram contra a ditadura ou de seus herdeiros ideológicos – que lhes enchem de orgulho por causa de um modus operandi muito parecido (senão igual) – precisam tomar o cuidado de não esquecerem de que a sua credibilidade está balizada em um ethos que prima pela justiça equânime, pela razão, por balizarem os seus argumentos em uma série de referências mais profundas do que aquilo que a mídia corporativa geralmente costuma oferecer e pela verdade. No entanto, a verdade precisa ser a verdade verdadeira e não a mera verdade que oculta o lado incompetente, burocrático, autoritário, preconceituoso e hipócrita de seus pares que hoje ocupam cargos no atual governo federal.
Por mais difícil que seja apurar, denunciar e serem tão implacáveis na multiplicação da informação contra os “seus”, o grupo político-partidário-sindical que apoiam em função da compatibilidade de afetos e das afinidades, crenças e valores também deve ser desconstruído com o mesmo peso que tem a desconstrução da direita.
Felizmente, sei que a maioria não pensa assim: blogueiros de esquerda de 40, 50, 60 e 70 anos sempre mostram-se bastante dispostos a conhecer ideias novas e a conviver com as gerações mais recentes, que precisam dos mais velhos.
Ambas as gerações possuem diferenças muito grandes acerca de como surge o embasamento teórico e as motivações que envolvem as práticas políticas e sociais de contingentes que não são concorrentes e nem mesmo antagônicos. Nessa questão, a lacuna mais importante a ser preenchida é a do entendimento de que não é porque vivemos em uma sociedade mais consumista, mais individualista, mais competitiva e menos intelectualizada que não é possível pensar e agir de maneira cidadã.
Pra refletir… ;)
A necessidade da obra da usina hidrelétrica de Belo Monte é altamente questionável sob todos os aspectos. Na hipótese menos desonesta, menos agressiva e mais inclusiva possível, este blogueiro pós-moderno condena veementemente a manutenção de políticas que consideram a industrialização taylorista-fordista como a principal forma de desenvolvimento.
Mas me preocupa ainda mais a questão humana, animal e vegetal: quem diz que não haverá perdas significativas ou está mentindo, ou está muito mal informado. Para mim, a natureza finita precisa de um manejo sustentável do ponto de vista socioeconômico e cultural.
CHEGA DE POR O HOMEM ACIMA DE ANIMAIS E PLANTAS. AFINAL DE CONTAS, DEPENDEMOS DELES PARA SOBREVIVER.
Depois de muito tempo, volto a comentar uma partida. Sinto saudade também das minhas antigas análises sobre os confrontos clubes europeus. Todavia, os meus prazerosos compromissos com a @comdig e com a @agexcom @unisinos mais o @gremioprata felizmente tem me tirado o tempo necessário para posts dessa natureza.
Portanto, sinto-me mui grato pela audiência de quem tanto passou por aqui e se decepcionou pela falta de regularidade nos posts que, daqui para a frente, tenderão a ser mais frequentemente atualizados. ;)
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Assisti ao jogo junto da minha amada @lubelskina , de amigos queridos como o @claudiodoprata e a sua Camila Hoffmann mais o inteligente Marmita e sua simpática senhora no Brechó do Futebol , já um consagrado reduto tricolor em Porto Alegre.
O clima e a confiança jamais se arrefeceram até o apito do fraco árbitro mexicano (em breve, a ficha técnica definitiva no site da Conmebol). Saímos de lá ainda bastante confiantes em nosso taco. Apesar das falhas, vocês logo saberão por que.
Estou longe de ter feito um curso de técnico, de ter o arquivo histórico e a memória de um PVC ou de um Eduardo Cecconi. Sequer ouso me colocar como alguém com mais de 20% da qualidade monstruosa desses comentaristas. Padeço também do mal da tendência à parcialidade por ser gremista. Mesmo assim, permaneço muito otimista.
O gol de Borges com assistência de Douglas foi um início muito acima da expectativa da maioria absoluta dos gremistas: um golaço cedo, com o time mantendo a posse de bola. Em menos de 5′, já havíamos chegado lá.
Não existe lógica em considerar que há ou não um momento mais ou menos propício para se marcar um gol contra quem quer que seja. Tanto faz se for em casa ou fora, se for em um amistoso ou valendo a competição interclubes mais importante do hemisfério: o importante é marcar mais do que levar e – se possível – apresentar tanto iniciativa quanto poder de reação.
Nada disso faltou ao Grêmio. Todavia, além da contusão de Lúcio, tivemos alguns contratempos. Porém, ao mesmo tempo, felizmente, houve, em alguns casos, tanto a repetição de uma consistência recentemente apresentada após um período de desconfiança geral como também comprovou-se uma verdadeira sinuca de bico para Renato resolver, tendo em vista que isso se daria contra as suas convicções. Cito esses fatos e jogadores pontualmente, da seguinte forma. Por favor, acompanhem:
1. André Lima e Borges podem, sim, jogar juntos: eles tem se esforçado bastante desde a primeira experiência relativamente frustrante contra o Oriente Petrolero e a segunda atuação muito bem-sucedida contra o Ipiranga de Erechim. Independentemente da qualidade dos adversários e da intensidade do foco do nosso plantel em ambas as competições, mesmo ontem, com André Lima severamente marcado e com Borges tendo mais chances além do belíssimo gol marcado, entendo que a movimentação de um está cada vez mais próxima de complementar e de auxiliar ao invés de interferir na movimentação do outro. A ausência de reservas de qualidade tanto centralizados quanto abertos força Renato a investir na dupla. De qualquer maneira, sinto mais claramente que o problema maior do ataque do Grêmio não é ter um dos dois no banco mas, sim, não tê-los por qualquer motivo;
2. Paulão foi quase perfeito defendendo. Todavia, a marcação sob pressão do Junior sobre todos os nossos homens capazes de sair com a bola dominada e com um bom passe muitas vezes obrigou o nosso zagueiro forte mas ainda bastante jovem a se desesperar, lançando de maneira errada. Rodolfo, apesar de ter chegado atrasado na marcação do 15, autor do 2º gol, até aquele momento, fazia uma partida igualmente irrepreensível defensivamente. Como é muito mais forte e possui uma qualidade no passe superior à de todos os zagueiros disponíveis, mostra que essa dupla de zaga é mesmo a titular;
3. Gilson jogou bem quase o tempo inteiro. Ele pegou confiança no gol e na assistência contra o Oriente Petrolero, repetiu a boa atuação contra o fraco Ipiranga pelo Gauchão e confirmou ontem estar em um momento de qualidade e atenção crescentes contra um adversário duríssimo e em seus domínios. Renato mais uma vez me ensina que é, sim, um verdadeiro técnico – hoje, garante-se na primeira linha do cargo no Brasil;
4. Lúcio faz uma falta absurda. Naquela posição, aberto pela meia-esquerda, não temos nenhum jogador capaz de fazer sombra a ele. Além disso, a mecânica de jogo consolida-se a seu favor à medida que não pode ser repetida nem mesmo pelo lado direito, onde Carlos Alberto precisou mais cobrir e proteger o fantástico Gabriel. A entrada de Bruno Collaço trouxe maior consistência ao time como um todo, pois ele cumpriu exatamente o papel de Lúcio;
5. Já sabíamos todos que Fábio Rochemback é o jogador mais importante do Grêmio na atualidade: sem ele, o time fica capenga tanto na marcação quanto no início dos contra-ataques. Porém, em um mundo no qual é extremamente difícil para quase qualquer time ou seleção apresentar equilíbrio e consistência utilizando um esquema que não seja o 4-4-2, é natural que um time precise ter dois volantes e dois meias para manter-se no prumo. Isso posto, enquanto os meninos Mateus Magro e Fernando ainda não estiverem maduros (ambos tecnicamente muito bons, porém ainda fisicamente menos robustos e de estatura relativamente baixa), apesar de algumas indecisões, Adilson mantém-se como titular absoluto e necessário ao lado de Rochemback. Conversei anteontem por telefone com um profundo conhecedor, meu querido amigo Paulo Deitos, que me confirmou que, entre ambos, a sincronia entre cobertura e apoio é quase perfeita e que o mesmo não se repete quando precisamos atuar sem um dos dois. Isso indica que não é positivo em circunstância alguma para o time que Renato repita a experiência faceira do difícil primeiro tempo contra o modesto Oriente Petrolero. No entanto, o sinal de alerta está ligado para o querido “alemão” Adilson: muito em breve, ele poderá, sim, ser superado em muitos quesitos pelos seus dois jovens reservas;
6. Embora cada um tenha a sua convicção quando defende a presença ou a ausência de um determinado jogador, a palavra final é a de Renato. Por mais que o respeite, não preciso concordar com tudo o que ele faz. E não é por eu não ser técnico nem por não fazer parte da vida de trabalho no nosso Tricolor que estaria impedido de dar a minha opinião. Mas, enfim… Nunca fui fã da atitude de Douglas, embora admire muito o que ele consegue fazer com a bola. Renato recuperou um jogador contratado a peso de ouro que não rendia absolutamente nada com outros técnicos. E, como ex-boleiro que sabe muito bem lidar com quem gosta da noite, essa relação de confiança chegou a um ponto em que não pode ser desfeita.
Chegaram Carlos Alberto (destro, voluntarioso, menos cobrador de faltas mas melhor chutador do que Douglas) e Escudero (igualmente canhoto, muito mais ofensivo e com a virtude de correr com a bola grudada a seu pé). A meu ver, Carlos Alberto é um virtuose que tem como seu maior inimigo uma personalidade impaciente e explosiva quando agredido. E, por estar sempre disposto a colaborar, apesar de sacrifícios como o de ontem para cobrir Gabriel diante da pressão irresistível do Junior durante o 1º tempo, leva cartões bobos em demasia. Para corrigir isso, precisa entrar no lugar de Douglas.
Já o argentino Escudero, por sua vez, a meu ver, também concorre à mesmíssima vaga. Em uma condição de equilíbrio, ainda não consigo enxergar Douglas + Escudero + Carlos Alberto. Também não consigo ainda enxergar Escudero/Carlos Alberto + André Lima ou Escudero/Carlos Alberto + Borges: eu prefiro um meio-de-campo com Rochemback, Adilson, Lúcio e Carlos Alberto, tendo Escudero como primeira alternativa tanto para Lúcio como para substituir um dos dois atacantes quando necessário. No meio, Bruno Collaço seria uma outra alternativa a Lúcio para o uso de Escudero como ponta-de-lança ou enganche na ponta ofensiva do losango.
Todavia, com os mesmos jogadores, preferia muito mais poder apreciar os quatro jogadores do meio-de-campo postados em linha à inglesa do que como um losango, pois isso facilitaria a movimentação ofensiva e defensiva de ambos os volantes na cobertura um do outro, como também aperfeiçoaria a velocidade dos contra-ataques e intensificaria a quantidade de lançamentos para os atacantes.
Nesse caso, a mudança para um posicionamento em duas linhas de quatro (laterais + zagueiros atrás e volantes + meias no meio) requer uma atualização na mecânica de jogo, onde as linhas de meio e de defesa não podem estar distantes e também no fato de ser decisivo saber adiantar ambas as linhas para encurralar o adversário em seu campo de defesa a partir da diminuição dos erros de passes aliados a uma maior posse de bola.
Eu sugeriria essas medidas.