Sábado eu vi um GÊNIO confirmar boa parte do que se falava dele. Se não
quebrarem o guri e se o CELSO ROTH (que não está entre os melhores nem
entre os piores e não há mais tempo pra mudar de técnico) se tocar de
que o GRÊMIO precisa acelerar o passe, então vai ter que mudar o
esquema tático.
Tava pensando: o 3-5-2 não funciona contra times de contra-ataque
rápido ou que têm um passe melhor do que o nosso e ficam mais tempo com
a posse de bola. O 4-4-2 (mais equilibrado no meio-de-campo) já foi
testado um monte de vezes e não deu certo porque nossos laterais são
uma bosta.
Então, lembrei do 4-5-1 do Mano Menezes: Thiego de lateral esquerdo/3º
zagueiro (SEM SUBIR AO ATAQUE), Léo, Pereira e Tcheco (sabe marcar e
tocar a bola pro meio acelerar o jogo). O Tcheco passou quase metade da
passagem anterior cobrindo o Patrício. O Paulo Sérgio não tem bom passe
pra jogar como ala e o Mattione não marca nem a sombra de uma formiga.
Os cinco do meio: Souza, Magrão, Makelele, Rafael Carioca e Douglas
Costa. O Rafael Carioca jogou a melhor partida dele com a camisa do
Grêmio contra o Botafogo, já que mostrou uma qualidade até então
desconhecida – ele chega muito bem junto ao ataque, algo que o
posicionamento anterior como volante pela direita o impedia de fazer.
No ataque, só o Chengue, que sabe fazer a parede e enfia o pé na bola de qualquer jeito.
Dá pra manter o mesmo esquema quando faltar o Souza colocando o Soares
aberto pela esquerda e o Mattione no lugar do Douglas Costa (tá bom, é
menos jogador, mas é o que tende a jogar melhor naquela faixa do campo).
Eu só pensei nisso agora porque não sou técnico e ainda não conhecia o
Douglas Costa. Mas o Roth poderia ter tentado isso no grenal: 5 no
meio, marcação mais forte em cima do D’Alessandro e contra-ataque mais
rápido e mais perigoso.
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