[B'10 30ª] GRÊMIO 2×1 CRUZEIRO

Paulão se redimiu completamente da falha no gol do Cruzeiro com uma atuação soberba. Até mesmo o claudicante Rafael Marques (em que pese que quase entregou um gol no fim pouco depois de ter salvado uma bola impressionante na pequena área), mesmo uns dois níveis abaixo, fez a sua melhor partida pelo Grêmio (pra ver o quanto é medíocre).

Fábio Santos é sempre um problema. Creio que Gilson finalmente terá a sua chance na posição correta desde o início.

O alemão Adilson tá fazendo muita falta. Não é pelo cada vez mais regular Vilson ou porque eu ainda tenha alguma desconfiança com o Rochemback, mas o alemão tá passando a bola melhor e chega na frente bem melhor do que esses dois. E, se for o caso de ele perder a posição, pelo menos vira primeira opção e não Ferdinando.

Renato corrige o time com perspicácia: ou ele, ou o auxiliar que trouxe consigo, ou o promovido Andrey Lopes conseguem ler rapidamente as falhas do time pra mudar bem no intervalo. Aquela inversão perigosa de Vilson e Rochemback facilitando a vida do Montillo no 1º tempo foi sanada bem cedo no retorno do vestiário.

Douglas, muito bem, a despeito de alguns exageros individualistas e de alguns contra-ataques entregues sem grandes consequências; Gabriel, menos virtuoso do que contra o São Paulo e o Itinerante (Barueri, Prudente…); Jonas, confiante e seguro, acerta bem mais do que erra; Júnior Viçosa tem estrela, assim como Diego Clementino.

Fomos bravos. Na maioria das vezes, seguros. Nosso padrão de jogo está bem mais equilibrado, ousado no ataque e seguro na zaga do que nos tempos de Meira e Silas. Renato é, sim, um técnico tático e não um treinador meramente motivador. Ele tem razão quando se queixa de que não é valorizado em termos de reconhecimento e confiança e – felizmente – mordeu a minha língua.

Percebam a enormidade da atuação do Grêmio: fomos pouquíssimo acoçados por Wellington Paulista, Fabrício, Montillo, Jonathan, Gilberto, Henrique, Marquinhos Paraná, Roger Chinelinho, Thiago Ribeiro e Farias.

Cuca amadureceu muito como técnico e o Cruzeiro (em que pese uma defesa que normalmente não trabalha tão bem como trabalhou hoje contra um Grêmio cada vez mais forte) possui o melhor plantel do país na atualidade.

Esse time, se não for campeão, é certo que irá para a Libertadores e brigará até o final.

Percebam: uma falha aqui e outra acolá de um jogaço com J maiúsculo, que conseguiu superar em qualidade a partidaça que fizemos contra o São Paulo há poucas semanas atrás.

Notem bem: encorpamos logo antes de pegarmos o T.A. e o Flu. E, mais adiante, teremos Santos na Vila e um adversário complicado que está sempre junto a nós na tabela que é o Atlético-PR.

Todo jogo é uma decisão. O campeonato está equilibrado, é um perde-ganha danado e até nós ainda temos chances de título.

E ainda preferem pontos corridos…

VAMOS LUTAR ATÉ O FIM PELO MÁXIMO QUE PUDERMOS CONSEGUIR NESTE BRASILEIRÃO.

Quem sabe se o máximo será uma vaga à Libertadores 2011? E, já que sonhar não custa nada, que tal o título?! ;)

JONAS MARAVILHA, NÓS GOSTAMOS DE VOCÊ!

O Jonas chorou e eu chorei junto. Ele é muito querido, joga mais do que parecia jogar e deve, sim, ser tão valorizado quanto Victor.

Sabem por que?! Porque ele não tem medo de arriscar. Ele chuta de direita, chuta de esquerda, cabeceia…

Cabeceia mal, é verdade. E ainda não perdeu o (mau) hábito de baixar a cabeça ao invés de olhar para acertar o passe ou o chute. E perde seus gols.

Mas, cá pra nós: de que adiantaria fazer caixa com ele agora se não há nenhum (repito: NENHUM) atacante de velocidade e com a idade em que os jogadores atingem o seu auge físico e técnico (dos 25 aos 28 anos) disponível com o mesmo nível de performance no país?!

De que adiantaria vendê-lo se a nossa base infelizmente passa por um período de entressafra em meio a uma má gestão e não forma atacantes de velocidade?!

Para aqueles que querem um Jardel, esse foi um só: vejam que goleadores incensados, veteraníssimos, caríssimos e em uma descendente como Washington e Fred jamais chegarão aos pés do melhor cabeceador da história do futebol mundial. Que Baltazar, tosco como era, que, apesar de fazer gols decisivos, fez mais gols do que esses dois citados do Fluminense. Que o bom Deivid não voltou eficiente da Turquia para o Flamengo.

Enfim… Não tiro a razão e respeito os critérios do Josias e do Marcos. Porém, diante de tantas evidências e procurando observar O CONTEXTO ATUAL de um futebol jogado no Brasil que é, perto da abundância de craques e da saudável continuidade que faz um ídolo e que forma plantéis vitoriosos, NIVELADO POR BAIXO, Jonas, que nunca foi chamado de craque por ninguém que eu conheça, É, SIM, O OURO!

Eu quero fazer caixa com títulos, com a venda de produtos, com a TV, com os patrocinadores e com a formação de jogadores melhores do que ele que, hoje (repito) inexistem.

Nem que o “Irany do Odone” tenha que fazer hora extra na José Bonifácio à meia-noite, #ficajonas .

Pra terminar, leiam o lindo post no blog do Lédio e apreciem os gols de ontem SEM MODERAÇÃO:

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/gremio/noticia/2010/10/apos-mais-um-show-jonas-chora-e-afirma-que-tem-o-coracao-gremista.html 

#GREMIO107: RENATO + FELIPÃO JUNTOS!

Com atraso, esta é a minha alegre contribuição para a promoção do departamento de Marketing e Comunicação do nosso amado Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense para a passagem dos seus 107 anos na próxima quarta-feira dia 15/09/2010 às 19:30h no Estádio Olímpico Monumental contra a Sociedade Esportiva Palmeiras (os fraternos #twitpigs da @janiceascari e do @joaosergio)

E DÁ-LHE, GRÊMIO!!! :D

[B'10 20ª] GRÊMIO 2×0 ATLÉTICO-GO

Mais uma vez, o que importa são os três pontos.

Mais uma vez, o que importa é fazer o dever de casa.

Mais uma vez, Renato armou um meio-de-campo “faceiro”.

Mais uma vez, Fábio Santos foi ineficiente no apoio e quase entregou atrás.

Mais uma vez, Jonas errou quando não poderia errar.

Mais uma vez, o mesmo Jonas foi decisivo.

Mais uma vez, comprovou-se que Souza e Douglas não podem jogar sozinhos.

Mais uma vez, percebi que Roberson, mesmo no meio, é pouco para o Grêmio.

Mais uma vez, Renato não confiou nos meninos das categorias de base.

Mais uma vez, o aproveitamento bem superior ao do Grêmio de Silas se manteve.

Mais uma vez, o ingresso barato trouxe de volta os cânticos do lado bom da Geral.

Mais uma vez, estive muito bem acompanhado por excelentes amigos (aqui e aqui).

Doze repetições que se tornaram rotina no Grêmio de Renato. Às vezes, desconfio bastante delas. Em outras, dou um voto de confiança.

Pelo menos o nosso time não é mais bipolar, maníaco-depressivo e nem sociopata.

Fortes emoções nos aguardam até o fim do Brasileirão 2010.