A DOR ENSINA A GEMER

Quando a aliança de MANUELA parecia ser de esquerda, confesso que me entusiasmei com a possibilidade em função da perda de espaço do PT na classe média porto-alegrense. Obviamente, desisti quando ela firmou parceria com o PPS. Não sei até que ponto o deputado estadual RAUL CARRION e a candidata a vereadora JUSSARA CONY deram seus depoimentos na propaganda eleitoral gratuita da candidata com sinceridade ou com profundo constrangimento – mas isso é outra história…

Enfim… Já pensei seriamente durante várias semanas em ANULAR MEU VOTO. Depois, intuí que continuar com o PT apesar de sua candidata ser MARIA DO ROSÁRIO e não MIGUEL ROSSETTO (que, infelizmente, entende tanto de ‘TENÉTI‘ quanto a candidata escolhida pelo partido) Também é conhecido por todos os que lêem este blog que eu estou muito decepcionado com o MODELO REPRESENTATIVO POLÍTICO-ELEITORAL (EIRO?) definido pelas leis brasileiras. Recentemente, dei minha opinião a respeito das FALHAS IMPERDOÁVEIS DO PT DE POA relacionadas ao excesso de complexidade para explicar as coisas e também pelo sectarismo em relação a uma parte significativa da CLASSE MÉ(R)DIA.

Não vou fazer campanha. Apenas abri meu voto, constrangido. Não tem mais bandeiraço, camiseta, bandana, button, distribuição de santinhos: todos os dias, só vejo MILITÂNCIA DE ALUGUEL. Sem entusiasmo, recebendo um trocado e um lanche – assim como todos os outros partidos sempre fizeram.

O PT NÃO É MELHOR NEM DIFERENTE: no momento em que começou a aparecer roubalheira (sim, houve mensalão – começou com os outros e tem origem bem antiga, mas por que diabos o PT aderiu a tudo o que mais abominava, hein?!).

Essa foi a derrocada da política partidária e de todas as crenças na bondade humana, na vontade política e na “participação popular”.

Ser de esquerda não é necessariamente ser comunista, socialista ou marxista: ser de esquerda é indignar-se com a ignorância, com a miséria, com o preconceito, com a injustiça, com a corrupção, com o moral de cuecas, com o autoritarismo e com o culto à religião e às “tradições”. É ser a favor do serviço público de qualidade. É ser contra as privatizações.

Mas é, acima de tudo, ser a favor da RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA, baseada em REDES SOCIAIS, transformando demandas locais em casos conhecidos globalmente, multiplicando os relacionamentos e o debate online para, no momento em que se atingir massa crítica suficiente, aí, sim, reunindo a MULTIDÃO presencialmente. Sem partido. Sem entidade de classe. Sem empresa. Sem clube. E sem interromper o fluxo.

A alienação é muito menor do que se imagina: ocorre, na verdade, uma PROFUNDA DECEPÇÃO. E o fato de a ágora pública ter-se transferido para a mídia não significa necessariamente o esvaziamento dos discursos e das crenças mas, sim, uma nova forma de fazer política que exigem uma nova linguagem e um novo discurso adaptados à gramatologia do novo espaço público.

Quem não entender isso, DANÇA.

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O MAIOR ERRO DO PT EM PORTO ALEGRE

Desde 1989, quando votei pela primeira vez aos 16 anos, sempre fui agredido das mais diversas formas por defender a esquerda. Sob este modelo falido de representatividade política através de partidos, mesmo que esteja ficando cada vez pior, o PT ainda é a minha opção. O problema maior é com o modelo, não com o PT em si. E o modelo distorce e aproxima partidos, candidatos, plataformas e maneiras de se comunicar, nivelando-os por baixo.

As duas possibilidades predominantes na preferência pela manutenção dessas regras dão conta ou de se agir 100% de acordo com a lei a fim de se obedecer ao caro conceito de democracia, ou porque manter o sistema vigente é mais prático, mais barato e mais pragmático, pois parece ser o caminho mais objetivo para reivindicar demandas sociais de forma institucional.

Pois bem: iniciativas apartidárias que reúnem idosos, donas-de-casa e jovens altruístas organizadas a partir de empresas com marcas conhecidas mundialmente, clubes esportivos de bairros burgueses e apoio massivo da mídia corporativa fazem com que a maioria das ações de voluntariado e de arrecadação de fundos para entidades assistenciais sejam realizados por pessoas de classe média ultra-conservadoras, que odeiam o PT. Em uma época em que os falsos conceitos de “responsabilidade social” e de “responsabilidade ambiental” não passam de meros mantras publicitários a fim de conquistar consumidores convertidos em defensores das políticas neoliberais, a esquerda que está fora do governo tem perdido terreno não apenas pela ação da mídia ou pelo poder do capital mas, sim, pelo não-monitoramento das práticas do oponente. Nesse caso, não se pode dizer que toda a direita é excludente e egoísta, embora utilize-se dessa tática para vender mais e para obter menor interferência do estado em seus negócios com respaldo da classe média.

Os beneficiados e os voluntários não querem saber dos detalhes que envolvem as práticas de negociação nem as políticas das empresas. Para eles, que têm urgência, o que importa é que alguém ao menos FAÇA alguma coisa por eles, para eles e com eles. Esse é um dado muito levado em conta nas eleições: como é que alguém pode se negar a AO MENOS CONVERSAR CORDIALMENTE com o JORGE GERDAU se ele tem dinheiro a dar com pau? O importante é não deixar a existência, o investimento e o trabalho da PARCEIROS VOLUNTÁRIOS tornar-se moeda de troca a fim do empresário obter vantagens do Estado.

Uma verdade constrangedora para a esquerda, que se gaba de ser cidadã e de trabalhar sempre pelos que mais precisam, é o fato de que a direita faz muito mais caridade com resultados superiores aos proporcionados pelas políticas públicas e a rede social que eles mobilizam é anos-luz mais ampla do que o montante de dinheiro e de pessoas que a esquerda consegue mobilizar nessas ocasiões.

Quando a esquerda está no poder, realmente trabalha mais pelos pobres. Embora aja de forma mais racional e vise resultados duradouros, pensa a longo prazo e só considera boas as suas próprias iniciativas, minimizando a importância do papel da ajuda de quem não pertence ao “time”. Quando existe fome, doença, miséria, frio, preconceito e ignorância, a máxima de “ensinar a pescar ao invés de dar o peixe” morre, tanto à direita como à esquerda. O próprio pragmatismo lulo-petista sabe que, se não tivesse feito um programa de transferência de renda na forma de uma quase doação voltada sobretudo para o Nordeste, teria sido rechaçado assim como o PT gaúcho tem sido na última metade de década.

Admitamos que é uma estratégia política extremamente inteligente em termos de auto-preservação e de aumento em sua popularidade o cuidado que o presidente Lula tem para não comprar briga com os ricos quando não tem a menor condição de se defender: primeiro, porque o que vale para a propaganda de boca a boca se espalhar e para que a mídia e os empresários estrangeiros falem bem do Brasil é não ficar de fora das REDES SOCIAIS dos graúdos, que alcança todo o planeta.

AS REDES SOCIAIS valem muito mais como estratégia política do que todo o dinheiro do mundo.Logo, a esquerda antiga é altamente incompetente nesse quesito porque tem preconceito a todo e qualquer rico.

Todo ano, o INSTITUTO DO CÂNCER INFANTIL recebe ajuda do MAC DIA FELIZ, proporcionado pelas franquias da rede MACDONALD’S. Mesmo apesar de esconder a verdade que o documentário SUPERSIZE ME apresenta, por mais publicitária que seja, tal iniciativa tem ajudado anualmente a salvar a vida de dezenas de crianças na capital gaúcha e de milhares de doentes no Brasil inteiro. Nenhum governo e nenhuma empresa doaram, aumentaram a verba destinada a essas instituições ou sequer trabalharam, seja em conjunto, seja separadamente, uma política de saúde, de administração e de obtenção de resultados maiores de cura a cada ano.

Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que trate de fazer amizade sem preconceito com a parcela honesta dos empresários ricos. Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que não diga que certas iniciativas de caridade ou de mobilização urbana são ruins ou limitadas porque não existe um sindicalista, um político ou um líder comunitário filiado ao partido envolvido na organização da causa.

O PT GAÚCHO FEZ O BRILHANTE FAVOR DE ESPANTAR GRANDE PARTE DA CLASSE MÉDIA DA SUA REDE SOCIAL. Afinal de contas, agindo como age, ao invés de unir, acaba dividindo. Claro que a direita também divide e – pior – utiliza práticas usualmente inconfiáveis. Porém, a classe média não está nem aí para os partidos. Por isso, FOGAÇA e MANUELA foram muito mais espertos, mesmo que tendam a fazer muito menos e facilitem a vida dos especuladores.

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EXEMPLOS DE BOVINOS POLÍTICOS

Sabem por que eu estou com raiva soltando as patas na classe mérdia? Porque ela é predominantemente bovina.

Como eu já falei, classe média não é classe mérdia. Mas é a mérdia que espalha que LULA tem uma fortuna de 47 milhões, que cria ASSOCIAÇÕES PELEGAS pra lutar pela queda nos impostos como serviçais dos ricos; que vestem preto na eleição perdida com antecedência e que considera PAULO SANT’ANNA, JÔ SOARES, ARNALDO JABOR, DIOGO MAINARDI & REINALDO AZEVEDO verdadeiros gênios; que dá moral para a “ABELHA-RAINHA” e que acha que o “mão calejada” e o “intelectual puro” (duas figuras inventadas por eles pra não justificarem seu conservadorismo e sua ignorância) não podem governar.

Tenho um conhecido que pertence à “JUVENTUDI PROGRESSISTA“. O sonho dele é ver a MÔNICA LEAL na Prefeitura de POA. COMO É QUE SE CRIA?! Pior é que o cara tá sempre mal de grana, trabalha como free-lancer e nunca houve ninguém sequer perto de ser empresário, latifundiário, banqueiro ou coisa parecida na família.

A ignorância da classe mérdia é a maior responsável pela INVERSÃO DE VALORES e por não admitir que o contexto da conjuntura brasileira atual não veio de longe como dizia o VELHO BRIZA, mas que há, sim, um PROJETO DE NAÇÃO em curso – algo que nunca ocorreu anteriormente – a despeito do ALTO PREÇO a pagar por esse progresso.

Enfim… Não tenho a menor vontade de ajudar a quem não se ajuda e não quer nem ouvir que precisa de ajuda.

O problema do modelo eleitoral brasileiro é esse: ao contrário de países com uma evolução econômica, cultural e humanística bem superior à nossa, aqui se ganha e aqui se perde eleição. Nos países nórdicos, ninguém faz do fato de ter sido preterido uma sangria desatada.

Definitivamente, este modelo não é o melhor. Teoricamente, é menos pior do que uma monarquia absolutista, do que um parlamentarismo oligárquico ou do que uma ditadura explícita. Contudo, ele está cada vez mais distante – e não mais perto – de funcionar para a maioria.

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NADAL, FEDERER E TV = CONHEÇA O HOMEM URBANO

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Acompanhem a emoção desses torcedores provavelmente pobres dos EUA assistindo à partida em uma antiga e pequena TV de 17″. A gravação do game final provavelmente deva ter sido feita com uma câmera fotográfica digital, dada a baixa qualidade da imagem.

O que fica é a explosão de alegria de dezenas de milhões de aficcionados por RAFAEL NADAL em todo o mundo e o reconhecimento de ROGER FEDERER pela mais doída derrota de toda a sua magnífica carreira.

Quem disse que é só no estádio de futebol ou na várzea que se vibra?! É bom acostumarem-se a torcer com mais fidalguia e ponderação, porém sem perder a ternura, a garra e a espontaneidade jamais: afinal de contas, o futebol está-se elitizando nos estádios, enquanto as transmissões cada vez mais populares do fidalgo, aristocrático e reconhecidamente distante tênis têm-se tornado cada vez mais freqüentes.

Em uma sociedade midiatizada onde o sentido de pertença e de alteridade e os antigos valores de solidariedade, justiça e igualdade confundem-se e são severamente questionados à medida que não se pode mais confiar nas instituições propostas pela modernidade, o plano fechado sobre a emoção explícita ou contida em um olhar; o plano aberto em um tique nervoso ou em uma teatral tentativa de esconder seus tiques procurando dar uma de homem-estátua; todos os olhares na arquibancada e do outro lado da TV focados não em uma equipe mas, sim, sobre um homem para o qual está reservado ou o Olimpo, ou o subsolo abaixo do mármore do inferno.

Não que as pessoas sejam egoístas, hipócritas, apolíticas, aculturadas ou ignorantes de maneira geral: esse determinismo não pode ser aplicado a uma sociedade multicultural, multifacetada e hiperbolicamente referenciada e referenciante. Há focos ora periféricos, ora hegemônicos dessas formas maniqueístas de tentar abarcar o mundo e puxar a sardinha para a sua brasa. Mas é melhor procurarmos observar o que há de mais particular e original em cada nicho para só então analisarmos seus pontos de intersecção com outros grupos sociais.

Repito novamente: ao invés do esvaziamento, não é mais lógico admitirmos que ficamos para trás na evolução da sociedade e que precisamos conhecer os seus valores, reconhecer a sua alteridade para então descobrirmos para onde podemos direcionar uma nova linguagem e uma nova institucionalidade política?

Não que o futebol deixará de ser o esporte número um nos próximos anos ou décadas. Nem que o tênis venha a substituí-lo. Mas o crescimento da cultura do acompanhamento do tênis já ultrapassa aquela pequena elite godê e esnobe de outros tempos. Nem ela mesma consegue compreender por que esses “novos ricos” ou por que essa “chinelagem” está tão ligada nesse esporte.

Cibercultura. Fragmentação, Globalização. Ver a si como um indivíduo e não como uma cabeça de alfinete indistinguível de uma massa cujo objetivo sabe-se lá se é mesmo claro ou se as suas demandas irão mesmo me interessar.

Quem aprende a ver o mundo através da mediação só pode ser compreendido como um ente político mediado. A transmissão esportiva de um evento de tamanha magnitude mostra algo que os movimentos sociais, os partidos políticos, os jornalistas doutrinados pelo mainstream e a classe mérdia que come galinha e arrota faisão não conseguem enxergar.

Quem mais perde com o desconhecimento desses fatos são os movimentos sociais, principalmente os do campo.

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A RAIVA DA CLASSE MÉDIA GAÚCHA EM AÇÃO

Às vezes, o blogueiro precisa ter sorte pra sustentar seu argumento em uma pauta proposta: eis um gancho para comprovar o que a dona NITA FREIRE, viúva do grande PAULO FREIRE, disse em entrevista ao Jornalista LUIZ CARLOS AZENHA no VI O MUNDO (OUÇA):

Extraí a seguinte conversação de um tópico em uma comunidade do ORKUT. Todos os membros possuem pelo menos 30 anos de idade e não há nenhum pobre ou rico (nomes e link suprimidos):
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1) Dessa vez eu reagi.

Eu não sei se isso é uma boa ou má notícia mas me senti bem mais aliviado, com o que aconteceu.

Lembram-se que no ano passado fui assaltado dentro de um ônibus, certo ? Pois é, aconteceu de novo hoje, pleno sábado, só que dessa vez eu reagi.

O cara fingiu que estava armado, mas não estava. Estava assaltando o cobrador bem na minha frente. Quando eu vi que ele estava blefando, agarrei o braço dele, por cima da roleta e meti um direto de direita que mandou o cara ao chão. Acertei o cara mais ou menos em cheio, o olho direito dele “tapou” na mesma hora. Mas ele tentou se levantar pra fugir.

Daí foi aquilo. Cobrador e motorista e um outro funcionário da empresa “grudaram” ele.

O carinha com o dinheiro na mão e não soltava !

O que esse cara apanhou não está no mapa. Sentaram uma verdadeira surra no cara, até que ele desistiu e entregou a grana. Eu nem fiz coisa nenhuma depois que derrubei o cara. Parecia que havia uma raiva e revolta gerais, não precisava mais ninguém pra conter o chinelão.

E é com um certo constrangimento que digo que fiquei bem contente.

Ele estava visivelmente sob o efeito de drogas, resistiu bastante, mas o ônibus rumou direto pra delegacia e ainda apareceu um carro da brigada pro apoio. Uma passageira ligou do celular e eles foram chamados.

Consegui descer perto da minha casa mesmo e fui caminhando, tranquilamente, de volta ao lar..

A tentativa de assalto aconteceu por volta da 13;30 neste Sábado, dentro do ônibus T2.

Mas dessa vez o final foi diferente.

Um abraço a todos e cuidem-se sempre !!!
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2) Dááá-lhe Balboaaa!!!!!!!!!

é isso aí!
foste muito corajoso.

o direito do cidadão se defender é sagrado.
e pensar que quiseram e querem nos tirar até isso…

abraço
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É isso aí, Mike Tyson!!!

Ser sempre vítima também não dá. Ninguém agüenta mais tanta roubalheira de político, empresas, golpistas e ladrões. Eles estão achando que é fácil roubar, que ninguém faz nada, que ninguém vai reagir. Chega uma hora que a casa cai!

Não fique constrangido, amigo! Você fez o que todo mundo quer fazer.
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Tenho um grande amigo que, ao mesmo tempo em que é voluntário de um curso pré-vestibular para excluídos que obtém bastante resultados e está habituado a fazer trabalho social desde sempre, diz que, se um “vagabundo” atacá-lo no trânsito e ele tiver tempo de reagir com certa segurança, “não quer nem saber: passa por cima”.
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Eu mesmo postei um assalto do qual fui vítima defronte ao edifício ao lado do meu há cerca de 14 ou 15 meses atrás. Acabei com a sensação de otário, sem pena nenhuma de dois guris que não estavam sujos, fedendo, drogados nem mal vestidos e que, provavelmente, também não estavam armados.

O QUE FAZER?! EXISTE TER OU NÃO TER RAZÃO AO REAGIR OU DEIXAR DE REAGIR?!

Por que há formas de violência que matam mais gente no Brasil do que os crimes que não são tidas nem como crime, nem como violência?

A indignação e a falta de noção com o que atinge um único inocente de forma brutal são muito maiores do que a inação perante quem realmente rouba e mata milhares ou até mesmo milhões. Tal nível de ignorância faz com que a classe média (sobretudo a gaúcha, que é a pior do Brasil e uma das piores da América do Sul sem nenhuma dúvida) mantenha-se muito mais próxima da estupidez do que da lucidez.

Portanto, pergunto: à maioria da classe média gaúcha só resta reagir dessa forma porque ela é covarde, maniqueísta, chauvinista, estúpida, covarde e muito ignorante? Ou eu é que sou covarde e sensível demais?! Ou eu é que perdi minha paciência com essas questiúnculas transformadas em questões importantes e estou sendo preconceituoso em função do distanciamento que meu início de carreira como cientista me obriga a ter dos entes sociais a quem, mesmo sem querer, analiso?

A vida é muito complexa para determinismos, maniqueísmos e dicotomias. Por isso, não tenho como aplaudir a reação nem como achar prudente a inação.

De qualquer forma, vivemos em um estado e em uma capital onde o sensível se perdeu. Nesse ponto, a resistência globalizada da multidão pra mim faz muito mais sentido do que me preocupar ou dar mais valor a uma cultura regional que está longe de ser a prioridade do ativismo – embora não possa ser jamais negligenciada.

Em termos de RS e de PORTO ALEGRE, definitivamente, enchi o saco: a maioria não merece meu esforço. Aliás, nem sei se eles querem ou precisam do meu esforço ou se realmente acham que a qualidade de vida deles é ruim.

FODA-SE O RS E VIVA O PLANETA!!!

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