As federações em geral ferram o futebol de alto nível, os dirigentes são subservientes e oportunistas e o Clube dos 13 virou uma mera central de negócios de direitos de transmissão muito mal negociados, por sinal, pois são cedidos a um monopólio que engessa uma série de iniciativas baratas e altamente lucrativas como, por exemplo, poder vender por conta própria assinaturas da transmissão dos jogos no nosso site oficial.
Há quantos mandatos e há quantas décadas o Grêmio não possui uma diretoria que briga pelos interesses do clube junto a essas instituições engessantes?!
1 Campeonatos estaduais: só deveriam ser disputados por clubes da Série C brasileira para baixo: tomam tempo e dinheiro, desgastam, não se conquista nada de valor e oferecem o risco de lesionar jogadores importantes, além de matar quase três meses e meio do calendário – suficientes para uma temporada de amistosos no exterior pra faturar mais, uma pré-temporada decente com um mês de treinamento e um maior espaçamento, reduzindo as datas de meio de semana;
1.2 A bem da verdade, em nível PROFISSIONAL, sou contra todo e qualquer campeonato estadual para clubes que disputam das Séries A a E do Brasileirão. E a Série E seria como a Segunda B da Espanha: um montão de grandes grupos com ida e volta e mata-mata entre quase metade dos times de baixo da Série D contra a metade dos times de cima da Série E pra definir acesso e descenso;
2 Aumentaria a Copa do Brasil para 256 clubes, como são a Copa da França e a Copa da Inglaterra. O intercâmbio com outros estados é anos-luz mais importante do que as pseudo-rivalidades entre a fome e a vontade de comer entre cidades vizinhas. Ao mesmo tempo, acho que muitos dos clubes de futebol deveriam se transformar em clubes sociais e também buscar patrocínios para montarem times verdadeiramente fortes de futsal, vôlei e basquete. O custo é muito menor e eles realmente mobilizam a COMUNIDADE;
3 Calendário equivalente ao das principais ligas da Europa, com uma pequena imitação da Bundesliga: se, na Alemanha, existe a pausa de inverno, aqui deveria existir a pausa de verão na mesmíssima época. A grande vantagem seria a de programar a compra e a venda de jogadores, com reforços e desmanches previstos com bastante antecedência e sabendo-se que, na Europa, a janela da pré-temporada dura três meses e a janela entre os dois turnos dura apenas um mês. Se, por um lado, tendemos a perder os nossos principais jogadores no verão europeu, poderemos repatriar no inverno muitos dos que não deram certo em um momento em que os clubes do Velho Mundo investem menos. Assim como está, as maiores perdas para os nossos plantéis se dão em um terço do Brasileirão e a reposição ocorre nas nossas férias de verão. Aí, o cara vem da Europa e do Oriente Médio em plena temporada, não descansa quando o resto estiver engrenando e sofre uma fratura por stress ou uma lesão muscular grave;
4 Nunca, jamais, sob hipótese alguma a Copa do Brasil e a Libertadores poderiam ser interrompidos nem pela Copa do Mundo, nem por uma Copa América da vida;
5 Nunca, jamais, sob hipótese alguma o Brasileirão poderia ter sete rodadas e ser interrompido nem pela Copa do Mundo, nem por uma Copa América da vida;
6 Sendo franco e honesto, a Copa do Brasil não poderia dar uma vaga à Libertadores. Não é porque o Grêmio se beneficiou dessa possibiliddade várias vezes que eu tenho que concordar com isso. Isso não existe em nenhum lugar do mundo: as vagas ao torneio continental mais importante precisam ser obtidas da maneira mais difícil – via campeonato nacional, que premia a regularidade e a resistência;
7 Poucas coisas podem ser mais estúpidas no futebol mundial do que a CBF proibir que os times que disputam a Libertadores também disputem a Copa do Brasil. Chega dessa palhaçada!
8 A Sul-Americana deveria ter a mesma fórmula da Libertadores e ser disputada simultaneamente, nas mesmas datas. E deveria existir o mesmo regulamento da UEFA, que permite que um clube eliminado como 3º lugar no grupo da UEFA Champions League entre no primeiro “mata-mata” (oitavas-de-final) da Europa League. Isso garante não apenas uma sobrevida continental aos principais clubes do país como também valoriza uma competição disputada pela reba do continente;
9 Infelizmente, será necessário jogar mais vezes no meio de semana pra compensar os anos de Copa do Mundo, Copa das Confederações e Copa América nesses anos. Será então permitido inscrever uma quantidade bem maior de jogadores por competição, inclusive as continentais. Nas Olimpíadas, futebol masculino somente Sub-17. E a Copa América precisa ser de 4 em 4 anos, não mais de 2 em 2. A Europa também precisaria mudar, passando a Euro para o mesmo ano ímpar da Copa América. A África, idem: Copa Africana de Nações também de 4 em 4 anos, no meio do ano, em um ano ímpar, ao invés de 2 em 2 nos anos pares;
10 A exemplo da Alemanha, da Inglaterra, da Espanha, da França, da Itália, de Portugal, Turquia, Grécia, Bélgica e Holanda (ou seja, das ligas que prestam) a temporada deveria terminar da seguinte forma:
- Fim de semana 1: última rodada do Brasileirão;
- Fim de semana 2: final da Copa do Brasil;
- Fim de semana 3: final da Sul-Americana;
- Fim de semana 4: final da Libertadores.
Por que? Para valorizar financeira, midiática e animicamente TODAS as decisões. Nenhum campeonato profissional poderia ser disputado entre essas datas. É também por isso que os estaduais têm que acabar.
Isso movimenta a economia, gera muita receita com turismo e serviços e facilita a compreensão do calendário.
11 Somente será permitido um horário de jogo no meio de semana: 20:30h. Nos fins de semana, dois horários: 15 e 17h (inverno) e 16 e 18h (verão);
12 Com todas essas medidas, o trânsito melhora, a facilidade de ir e vir via transporte coletivo aumenta, não se sai nem se volta cedo nem tarde demais. Garanto que uma liga decente e uma entidade de clubes mais colhuda do que o Clube dos 13 poderia ELA deter os direitos de transmissão dos jogos, gerando muito mais receita para todos os seus afiliados e sem depender da grade fixa da programação de um monopólio.
E também é balela a história de perder patrocínio: alguns patrocinadores se retirariam e novos surgiriam.



