HELIOPAZ (DISSERTAÇÃO) O IMPACTO DA SOCIABILIDADE ONLINE/OFFLINE EM BLOGS DE CRÍTICA POLÍTICA: um Estudo do Blogring Sivuca durante as Eleições Municipais de 2008

heliopaz_dissertacao_2009

Já tuitei várias vezes o link, mas ainda não havia postado a dissertação aqui no blog. Em breve, meus dois artigos baseados em dois capítulos importantes do trabalho acima publicados nos anais de dois importantes congressos. ;)

BOA LEITURA! :)

Estou sempre disponível para discutir quaisquer aspectos desta minha primeira pesquisa acadêmica. Acho que pra quem nunca foi bolsista de iniciação científica; passou anos atrelado às práticas do mercado e já possui uma idade bastante avançada para os padrões atuais, este foi um começo promissor.

Enfim… Muito ainda está por vir. Daqui para a frente, a caminhada é ainda mais longa e difícil. Se é isso o que eu quero, vamos encarar! ;)

PELA DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NO BRASIL

Intervozes – Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.

Vídeo sobre direito à comunicação produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung retrata a concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman

Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri

Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez

Direção de Arte: Anna Luiza Marques

Produção de Locação: Diogo Moyses

Produção de Arte: Bia Barbosa

Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas

Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues

Animações: Pedro Ekman

Voz: José Rubens Chachá

CC – Alguns direitos reservados

Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra livremente com finalidades não comerciais.

Você pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.

Você deve dar crédito ao autor original.

APELO A MEC, CAPES, CNPQ, PPGs EM COMUNICAÇÃO E UNIVERSIDADES EM GERAL

Um post do Raphael Tsavkko Garcia retrata as dificuldades que ele enfrenta para obter um trabalho fixo remunerado e legalmente reconhecido. Tais dificuldades referem-se à enorme – e injusta – discrepância entre a experiência que a esmagadora maioria das pessoas pode oferecer no momento e entre as exigências que empresas privadas e públicas (inclusive por meio de concurso) fazem para contratar pessoas de um perfil muitas vezes inexistente.

O jovem blogueiro, um universitário carioca, ressalta também que a exigência de experiência acima de seis meses é ilegal. Portanto, trata-se de mais uma lei não obedecida no Brasil.

Seu caso é angustiante. Porém, genérico e já explorado à exaustão pela mídia corporativa – infelizmente, sem muitos efeitos sociais relevantes. É sinal de que não existe nenhuma política de recursos humanos e de empregabilidade setorial-demográfica no país. Voltarei a este tema mais adiante.

Enfim, parto dese caso como princípio para uma situação pessoal que – certamente – aflige a dezenas de mestrandos, mestres, doutorandos e doutores em Comunicação desempregados no Brasil inteiro.

Defendi minha dissertação de mestrado no dia 05/03/2009 no PPGCC/UNISINOS. Antes do mestrado, já havia lecionado por dois semestres como professor substituto na FABICO/UFRGS (instituição na qual obtive meu bacharelado em Comunicação Social na habilitação em Publicidade e Propaganda) e por mais um semestre na UNIFRA, em Santa Maria/RS. Já fui orientador de dois TCCs e participei de mais três bancas. Tudo isso ainda sem titulação e sem nenhum vínculo empregatício permanente. Professores experientes, exigentes e bastante críticos disseram que eu fui muito bem na experiência da UFRGS.

Tentei a seleção para ingressar no mestrado nos anos de 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007 no PPGCOM/UFRGS. Tentei, ainda, o mesmo PPGCC/UNISINOS  que me acolheu em 2007 também em 2005 e, em 2007, tentei também o PPGCOM/PUCRS. Embora inseguro em uma série de questões, persistência e convicção acerca do que considero minha aptidão não falta. E consciência acerca das minhas limitações, do quanto preciso aprender para poder obter uma maior reputação também não falta.

Isso posto, definitivamente, não se pode dizer que a minha experiência até aqui é irrelevante. Tampouco pode-se dizer que sou um “aventureiro”.

Tive o privilégio de ter sido representante discente da minha turma de mestrado. Aprendi muito em termos burocráticos e institucionais – sobretudo quanto às exigências da CAPES para avaliar os cursos de pós-graduação no país. Obtive meu título em uma instituição de ponta não apenas no Brasil, como certamente também na América Latina. Fui aluno de sumidades inquestionáveis que são consultores ad hoc do CNPQ e da CAPES; ocupam ou ocuparam cargos diretivos na INTERCOM e na COMPÓS; publicaram artigos e já deram cursos de extensão e palestras inclusive no exterior – incluindo aí as minhas queridas orientadora e a coordenadora do curso. Estudei em uma instituição nota 5, que busca incessantemente atingir o nível 6 na área.

Com isso, não nego que posso – e devo – ser questionado e submetido a entrevistas, provas escritas e que pode-se divergir ou cobrar-me acerca da minha até agora modestíssima produção intelectual. Porém, as oportunidades tem sido bastante escassas.

Gostaria muito de poder sair do sul e do sudeste do país para ajudar regiões com carência de profissionais graduados em Comunicação Social. O país é imenso e as melhores oportunidades não estão necessariamente nos grandes centros econômicos ou próximas a eles. Todavia, desempregado (o investimento contínuo de tempo, dinheiro e o foco em um objetivo específico acabaram desqualificando-me profissionalmente e tirando o meu interesse na atuação em empresas do setor privado), não possuo fundos para poder percorrer o Brasil e bater de porta em porta nas universidades particulares para me oferecer.

Minha esposa larga tudo para me acompanhar. Porém, ela está trabalhando e estudando para poder fazer o que gosta e ingressar em um curso superior. Seu salário não é muito alto e, se não fosse pelo enorme coração da minha mãe ao permitir que um filho de 36 anos e uma nora de 42 morem com ela. Já passei por uma experiência de largar tudo sem possuir um lastro para chegar com certa estabilidade em outra cidade e em outro estado… Caso fosse solteiro e caso minha mãe fosse mais jovem e plenamente saudável, provavelmente arriscaria alguma vaga do Oiapoque ao Chuí.

Embora essa seja uma questão meramente pessoal e o problema não seja nem do MEC, nem da CAPES, nem do CNPQ, considero que o Governo Federal deveria ser muito mais direto, objetivo e explícito acerca do seu investimento em bolsas de pós-graduação: afinal de contas, de que adiantou investir cerca de R$36.000,00 no meu mestrado sem mostrar aonde eu posso atuar?!

Os concursos públicos para professor são altamente excludentes. Da mesma forma, as questões econômicas falam muito mais alto do que a qualidade para as instituições particulares pequenas do interior. Algumas observações que tenho feito a partir da minha procura são as seguintes:

1) Se o mestrado é exigência básica e se não há vagas disponíveis para lecionar na maioria das universidades particulares do sul e do sudeste do país e também nas capitais do Nordeste, por que a exigência mínima para a maioria dos concursos é o doutorado?

2) No sul e no sudeste, o nível de exigência está tão alto que nem mesmo mestrandos estão sendo contratados – exceção feita para os raríssimos cursos iniciantes e para alunos de graduação e bolsistas de iniciação científica que são da própria região da universidade;

3) Universidades particulares que precisam de professores de Publicidade acabam fazendo professores de Jornalismo acumularem funções ou, então, contratam como professores bacharéis sem titulação porque sai mais barato encontrar alguém com essas características na região onde se encontra a instituição do que investir provisoriamente em um mestre de outra cidade e atraí-lo com uma certa estabilidade;

4) Os concursos públicos quase sempre exigem graduação, mestrado E doutorado na mesma área. Antigamente, havia oferta para pós em áreas afins. O mundo está ficando cada vez mais multidisciplinar, com uma série de profissões novas. Ao mesmo tempo, as àreas da Comunicação, das Ciências Sociais e da Educação estão intrinsecamente ligadas a partir de um atravessamento técnico, político, econômico e social cada vez mais forte – inclusive na graduação. Segundo a exigência da esmagadora maioria dos concursos atuais nas universidades federais, se eu sou publicitário e mestre em Comunicação, preciso necessariamente fazer doutorado em Comunicação. Do contrário, estou inelegível para qualquer concurso. Esse erro é grave: afinal de contas, um professor multidisciplinar pode contribuir muito mais do que um especialista de base teórica mais ortodoxa.

Será que o Ministério da Educação possui uma política estratégica de descentralização e de qualificação do ensino, da pesquisa e da extensão em Comunicação? Pergunto isso porque, se um mestre não possui a chance de trabalhar na sua área em determinadas regiões do país, por que então o CAPES financiou o meu mestrado se não ajuda a fazer valer o seu próprio investimento?!

Sem poder lecionar, não tenho vínculo com universidade alguma. Isso significa que não posso sequer ser pesquisador remunerado, pois nenhuma instituição pode aceitar a minha presença formal. E, mesmo que eu pudesse me sujeitar a trabalhar sem remuneração em dinheiro, também não seria aceito porque as instituições tem medo de que eu possa entrar na Justiça do Trabalho contra elas.

Por questões financeiras, não participei de nenhum congresso porque não tenho como viajar. Então, não teria como apresentar trabalho. Nesse meio, quem não é visto, não é lembrado. E, quanto mais tempo fora, menores serão as minhas chances de colocação.

Outra questão gravíssima: assim como no “mercado” de trabalho empresarial, também nas universidades dá-se preferência por pessoas mais jovens. Bolsistas de iniciação científica já possuem experiência de pesquisa e tem professores de pós-graduação como tutores. Não-raro, possuem artigos em co-autoria com esses mesmos professores em uma quantidade impressionante antes mesmo de se decidirem por entrar no mestrado. Independentemente da sua competência e de nenhum fator ilegal ou antiético envolvido nessa questão, é preciso salientar que a dificuldade de quem é mais velho e não passou pela mesma experiência não poderia jamais ser critério de seleção.

Atualmente, é mais do que necessário que eu exerça uma atividade remunerada ou, então, que tenha a chance de receber uma bolsa CAPES. Porém, a produção científica e a participação em congressos são critérios fortes na seleção para o doutorado e na destinação de bolsas. Sou muito grato por ter podido cursar o mestrado com uma bolsa CAPES. Porém, neste momento, só seria possível eu ingressar no doutorado se recebesse uma bolsa CNPQ ou, então, uma CAPES especial.

A vida de quem não tem família para manter e de quem é bem maos jovem e possui lastro familiar para bancar o aprendizado acadêmico é muito mais fácil. Respeitadas as proporções,  é uma situação tão desparelha e incômoca quanto um estudante da periferia vindo da escola pública que só pode entrar em uma faculdade se for na federal, onde irá concorrer contra estudantes de classe média alta oriundos de escolas particulares e de cursos pré-vestibular.

Além disso, deixo sugestões para a solução de problemas técnicos relacionados ao acesso às informações necessárias para se obter uma vaga de professor:

- Há dezenas de sites de universidades. Por questão de desinteresse ou de ignorância, a maioria dos coordenadores de cursos simplesmente não respondem e-mails. Nem sempre é possível investir em ligações telefônicas ou em viagens para conhecer instituições sem compromisso. Isso torna a busca extremamente frustrante para um candidato a professor, pois ele não obtém retorno algum sobre seu currículo, sobre o que precisa fazer para poder obter uma vaga naquela ou em outra instituição e assim por diante. Um banco de dados unificado entre as universidades com nome, e-mail, Lattes e links DIRETOS para os artigos e projetos de pesquisa dos coordenadores e de todos os professores deveria ser coordenado pela CAPES. Dessa forma, não precisaríamos entrar em um monte de sites ou termos que depender da boa vontade e de conhecer pessoas ligadas a todas as universidades para ter que pedir informações;

- Ao contrário da graduação, na pós cada PPG possui linhas de pesquisa totalmente diferentes. Até aí, nenhuma objeção. Porém, a busca e o estabelecimento de contatos instituição por instituição é um processo lento e complicado.  Por exemplo: no meu caso, muito provavelmente terei que ir para a UFRJ, pois não possuo produção acadêmica suficiente para poder me candidatar a uma bolsa na UNISINOS nem na UFRGS. Tentarei também na PUCRS, mas os orientadores e a linha de pesquisa mais adequados estão no Rio de Janeiro;

- Tanto as faculdades de Comunicação das universidades públicas como das privadas poderiam estabelecer um padrão de editais no qual fosse divulgado o CURSO, a DISCIPLINA e a QUANTIDADE DE VAGAS em primeiro lugar ao invés de termos que baixar ou navegar por zilhões de PDFs chamados de “edital nº xxx-2009″. Isso precisaria ser acessado diretamente do site do da CAPES, através de um padrão semântico de nomenclatura de arquivos e de tags;

- Por que não se reescreve a interface de atualização do Currículo Lattes? Uma estrutura fundada na chamada “web 2.0″ evitaria o recarregamento e as rolagens d páginas desnecessárias, que tomam muito tempo, caso fossem utilizados formulários atualizados “on the fly”;

- Meu pai, quando formou-se com muita dificuldade em Engenharia de Minas e Metalurgia na então URGS, no distante ano de 1956, recebeu uma carta da Petrobras oferecendo-lhe emprego no Rio de Janeiro. Ele não foi, mas obteve facilidade de colocação na Viação Férrea do RS (posteriormente encampada pela RFFSA). Ora, se o Governo Federal precisa expandir a educação no país e se há uma vasta área repleta de cidades com deficiência de formação, por que não indicar os mestres recém-formados para essas áreas?

Recentemente, fiquei sabendo pela coordenadora do PPG em Ciências da Comunicação da UNISINOS, profª Christa Berger, que ela participou de uma banca na UFSC para uma vaga de professor de Jornalismo com 22 CANDIDATOS COM DOUTORADO E TODOS DESEMPREGADOS. Ora, se a intenção do Governo Federal é a de qualificar o ensino e a pesquisa, não deveria justamente encaminhar mestres e doutores para locais distantes e até mesmo abrir novas instituições onde há demanda? Não deveria obrigar as universidades a desvincular graduação, mestrado e doutorado da mesma área para aceitar candidatos de áreas afins?

Caso não haja demanda para a área de Comunicação no país, como é claro que o objetivo do Brasil é tornar-se um país desenvolvido e líder mundial, então sugiro que seja incentivada a exportação de professores para países do Terceiro Mundo e também para a Europa que, por mais rica que seja, por incrível que pareça, ainda tem muito a aprender conosco.

O tempo de formação é muito longo. Idade e falta de capacidade de investimento não podem ser um empecilho. Do contrário, estaríamos diante de um desperdício imensurável de mão-de-obra qualificada

EU QUERO PROVAR POR QUE MERECI MINHA BOLSA E POR QUE MEREÇO ENTRAR PARA O DOUTORADO.

E EU CONFIO NO BRASIL. Mas preciso poder participar mais desse lindo processo de inclusão social através da educação.

FORTUNATTI: FUTURO PREFEITO DE POA E GOVERNADOR DO RS

…E governador por mais oito: porque seus laços supostamente fortes dentro do PT acabaram se rompendo e ele decidiu estabelecer laços com formadores de opinião que lhe proporcionassem chegar à sua aspiração pessoal de chegar a algum cargo majoritário no Executivo.

Entenda-se por formadores de opinião os caciques de partidos conservadores, os patrocinadores graúdos e os profissionais mais expostos da mídia corporativa. Assim, ele saiu de um gueto meramente portoalegrense para um universo mais ampl0o de contatos em todas as classes sociais e setores da economia.

Seu gueto anterior ainda é repleto de pessoas que, por mais bem-intencionadas que sejam, não têm por hábito ceder onde for inevitável nem se impor através da gentileza diante de seus antagonistas não por ignorância ou por excesso de radicalismo mas, sim, por preconceito em relação ao planejamento e às metas que suplantam as ideologias.

Questionável dos pontos de vista ético e afetivo, no que tange à um caminho essencialmente pessoal, a escolha de Fortunati hoje comprova que ele acertou, pois  detém um gigantesco capital social (seja legítimo em função da economia do mérito ou artificial por meio da mentira e/ou da coerção e da corrupção usualmente protagonizados pelos nós da rede que sustentam a sua permanência e o seu crescimento no poder).

A questão meramente partidária já foi suplantada por Fortunati. Para ele, assim como para a esmagadora maioria das pessoas, os fins justificam os meios. Com isso, não quero dizer que concordo ou que aceito suas escolhas. Todavia, seu capital social hoje é enorme. Tanto é que ele percebeu que, caso saísse do PT, teria acesso a mais dinheiro, a uma maior exposição midiática e a pessoas menos burocráticas e mais ágeis.

O desencaixe do qual tanto falo (Giddens), a midiatização da sociedade e a hoje estúpida obrigatoriedade do voto são muito mais responsáveis pelo voto na pessoa do que pelo voto em um projeto, em um plano e em um modelo de governo, de participação e de realização qualquer.

Hoje, Fortunati é aquilo que NINGUÉM na política gaúcha é capaz de ser: carismático, acessível, bem-articulado, inteligente, maduro, simpático, assertivo, sem nenhuma prova de corrupção financeira ou moral. Embora coligado com PMDB, PSDB, DEM, PTB e outros menos votados, ele escolheu o PDT porque o gaúcho é extremamente conservador e porque, no interior, o respeito aos idosos como formadores da opinião de uma família ainda é visto como um valor corrente. Como o PDT tem o rótulo do brizolismo e da Internacional Socialista, seja na prática, seja apenas na teoria, ninguém poderia afirmar que o ex-bancário teria mudado de time.

Pra terminar: oriundos do PT no RS, tão-somente José Fortunatti e Paulo Paim tem um potencial de crença e de adesão da classe média em geral, independentemente do partido ao qual estejam filiados.

Se Fortunatti pulou o muro da concentração e foi para a noite antes de um jogo decisivo, certamente que sua punição pessoal não poderia jamais servir como forma de punir a equipe. Caso o PT ainda tenha como deixar de ser um partido como um outro qualquer, vai pagar caro por décadas em função dessa decisão.

No RS, enquanto os atuais formadores de opinião mais carismáticos e mais poderosos não morrerem e forem substituídos por uma geração mais burra, o PT não governa mais.

Fortunatti é incomparavelmente superior a qualquer outro político gaúcho atual em termos de comunicação. Ele aprendeu a discursar. Ele é bem-articulado ao se expressar. Ele não possui rejeição significativa.

Certo ou errado, ele é a bola da vez. Certo ou errado, não duvido que seja possível diminuir o poder de seus assessores atuais e futuros ligados à pior das políticas partidárias existentes de maneira lenta e gradual. Afinal de contas, dourar a pílula é, ao contrário do que se pensa, fundamental. O PT gaúcho é a prova viva de que quem tenta uma ruptura tão brusca diante de adversários muito mais fortes do que se imaginava ter também é alijado do poder de maneira brusca.

Aliás, Lula ensinou o PT inteiro. No RS, ainda não se aprendeu a lição. E até Obama seguiu o exemplo de Lula. Hoje, Obama é o líder político mais poderoso do planeta e Lula é um dos mais carismáticos.

Do ponto de vista atual, quem é grosso, desajeitado e feio não vai longe. O marketing político e a comunicação vendem uma imagem ao invés de idéias porque as pessoas não entendem outra linguagem que não seja a linguagem do consumo. Dilma tinha mais é que fazer a plástica, mesmo.

Apesar dessa suposta superficialidade e ausência de fundamentação teórica, prática e programática, além da exposição midiática, das verbas de campanha e do tratamento do candidato como um bem de consumo, é preciso haver, SIM, conteúdo e clareza no discurso.

Afinal de contas, quem tem razão ou quem se acha mais honesto não pode falar difícil nem deixar de falar com certa parcela do eleitorado.

EM BREVE, NOVO BLOG: http://www.heliopaz.com/ (1)

Muitos amigos já haviam lido, elogiado ou se queixado das frequentes experiências que eu tenho feito com a interface e com os recursos interativos disponíveis. Quanto a isso, este blog sempre será um laboratório que possa vir a me auxiliar na concretização de futuros projetos de pesquisa.

A agenda permanece a mesma:

– POLÍTICA: enquanto não precisar mudar de cidade ou até de estado por questões profissionais, as pautas prioritárias referem-se à análise e às queixas acerca dos fatos de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, com eventuais incursões em outros âmbitos. Agora… Caso precise sair daqui, a tendência é a de que eu passe muito tempo sem postar sobre a situação política seja daqui, seja de onde quer que eu passe a viver por uma questão que, a mim, parece óbvia: fora daqui, estarei desencaixado, desentrosado. Posso me adaptar facilmente à rotina urbana, mas vai demorar um certo tempo pra me inteirar de fatos e pessoas relacionados à política local. Além disso, Se for mesmo este o caso, sinto que estarei quase desautorizado a falar da realidade portoalegrense (e, talvez, até mesmo gaúcha) devido à distância física dos fatos e à falta de contato com possíveis fontes;

- CRÍTICA DAS PRÁTICAS DA MÍDIA CORPORATIVA: referem-se não apenas ao jornalismo, mas também poderão ser estendidas à publicidade. Todos os cursos da área da Comunicação oferecem um futuro promissor, criativo e gratificante para quem possui o dom de fazer um uso da técnica acima do esperado; tenacidade para não desistir diante das dificuldades; curiosidade para manter-se criativo, ágil, atualizado e disposto a aprender sem parar; honestidade, ética e comprometimento; competência no estabelecimento de suas próprias redes sociais e, dependendo do caso, disponibilidade financeira para tentar queimar etapas. O problema é que, infelizmente, no Brasil, sabe-se muito bem que as leis que deveriam regulamentar o setor são frouxas e que não existe democratização na mídia de massa. É nesse sentido que a crítica e a investigação serão realizados;

- ACADEMIA: estou longe de conhecer a fundo os meandros de uma série de temas relacionados às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) que minha querida orientadora de mestrado SUELY FRAGOSO possui, nem o capital cultural e social que a querida integrante da minha banca SANDRA MONTARDO tem pra pesquisar TICs voltadas à inclusão de Portadores de Necessidadees Especiais (PNE); também estou muito distante da experiência e do conhecimento em interatividade que o ALEX PRIMO apresenta; ainda não tenho a velocidade de assimilação de conceitos de redes sociais em Comunicação Mediada por Computador (CMC) que a RAQUEL RECUERO apresenta; e, finalmente, ainda me falta conseguir estabelecer um foco tão profundo na observação de focos de resistência na pós-modernidade do HENRIQUE ANTOUN ou da cada vez mais necessária procupação legal com a preservação da igualdade, da democracia e da pluralidade na internet que o SÉRGIO AMADEU costuma fazer. Terei o meu próprio estilo, o meu próprio caminho de pesquisa e me interessarei por objetos e temáticas semelhantes, porém sob outro viés sempre que possível.

Este blog não será especializado única e exclusivamente em interagir ou com pesquisadores, ou com alunos, ou com jornalistas e publicitários, ou com militantes e ativistas. Também não é um blog específico sobre o GRÊMIO e sobre diversos esportes. Sempre pensei em escrever pra quem quiser ler, pra quem se interessar em debater, ensinar ou aprender. A troca, o compartilhamento, o estabelecimento de relações profissionais e de amizade são muito mais importante do que os índices de audiência ou do que me preocupar em tentar arranjar patrocínios pra não escrever de graça. Sinceramente, nunca tive uma opinião formada sobre isso e, mesmo que quisesse, acho que o tempo de virar problogger já passou.

O meu interesse maior é aprender, deduzir e tentar comprovar coisas de uma maneira coloquial e compreensível pelo internauta em geral. Pra isso, tentarei ser um acadêmico não o sendo. Sei que blogs temáticos cujo conteúdo é voltado para um interagente definido de maneira bem específica e segmentada apresentam uma visibilidade muito maior, ainda mais se estiverem ou sob um blogring ou condomínio de blogs, ou se estiverem sob o guarda-chuva da mídia corporativa.

Mas não é isso o que eu quero: quero apenas ter liberdade pra experimentar ferramentas e para que o caldo de assuntos que atravessa a minha vida torne-se público.

A vida em sociedade, pra mim, depende substancialmente de tornar públicas as minhas posições em relação a tudo aquilo que me inquieta. Por isso, deixo bem claros tanto os meus gostos pessoais quanto o lado para o qual meus valores pendem.

METAMORFOSE AMBULANTE é a chave – exceto em termos clubísticos, religiosos e ideológicos. Então, quem já me conhece desde os deletados BLACKÃO e BASTANTÃO e que visita este aqui (HELIOPAZ), fica sabendo que farei um upgrade de plataforma ao registrar domínio e pagar hospedagem.

FIQUEM ATENTOS: será ainda neste fim de semana. Dependo da autorização do registro do meu domínio e da liberação das ferramentas de administração de conteúdo por parte do serviço de hospedagem para efetivar essa mudança para uma casa definitiva.

De qualquer forma, este blog ainda será atualizado durante alguns dias e ele não será deletado. Ninguém será pego desprevenido e não haverá perda nenhuma, pois, assim como migreui todo o conteúdo do meu antiquíssimo blog deletado no BLOGGER para os três blogs do WORDPRESS e como migrei o conteúdo dos blogs BLACKÃO e BASTANTÃO para HELIOPAZ.WORDPRESS.COM, nada será perdido no definitivo endereço

HTTP://WWW.HELIOPAZ.COM/

Peço aos amigos blogueiros que concedem a gentileza de endossar o meu blog na sua lista de links (ou blogroll) que, depois que a mudança tiver sido completada, mudem a URL de seus links para

HTTP://WWW.HELIOPAZ.COM/