OS PROBLEMAS E AS SOLUÇÕES DO MELHOR GRÊMIO DO SÉCULO XXI

Este post de retomada do blog tem três pontos de inspiração: o primeiro foi o feliz e inesperado reencontro com o Dr. Mello, uma pessoa extremamente do bem, com muitas histórias do Grêmio das décadas de 1960 e 1970 pra contar, que passou o domingo em Porto Alegre, vindo diretamente de Farroupilha, onde vive com a família e atua como pediatra. O segundo foi o post relacionado à partida de ontem de um dos cinco blogs gremistas mais visitados, o Sempre Imortal. E o terceiro foi a presença de um cara a quem admiro muito, que abrilhantou o nosso canto da Social com o seu filho pequeno, que já demonstra um gremismo atento e cheio de sonhos, que é o cartunista Luciano Kayser.
1. Desde os 14 anos, as carreiras de quase todos os melhorezinhos (isto é, nem precisa ser muito bom) já estão sob a tutela e sob a procuração de agentes. Embora a mídia insista e tenha se tornado lugar comum chamá-los de “empresários”, empresário é quem é dono/gerente de empresa. Se o jogador não recebe por fora via CNPJ ao invés da carteira de trabalho e se quem cuida dessa parte dos rendimentos do jogador não for o agente então o empresário é outro. Ou, então, enquanto o jogador não tiver nenhuma agenda de trabalho junto a patrocinadores, quem o agencia não é necessariamente empresário;
2. Liguei ontem após o jogo para um homem com ampla experiência em formação de jogadores. Ele disse que o Grêmio possui mais de um jogador ainda melhores do que Leandro. Se isso se confirmar, então nossas categorias de base não andam mal como se dizia. Uma coisa é formar cidadãos e jogadores capazes de se virarem por si dentro e fora do país além de dominare fundamentos técnicos e aprenderem a manter a cabeça no lugar em momentos decsivos. Outra é achar que do sub-15 ao sub-20 os times só prestam se o Grêmio for campeão de alguma coisa. Renato, Paulo Roberto, Casemiro, China, Bonamigo, Paulo César Magalhães, Luís Carlos Martins e outros do início até meados da década de 1980 não conquistaram quase nenhum título na base. E vejam o que eles proporcionaram ao Grêmio no profissional;
3. Nem mesmo na base da experiência Renato poderia insistir em posicionar a equipe com um único volante. É preciso ter outro homem ao lado de Rochemback. Aqui, insisto novamente: seja o 4-4-2 em duas linhas de quatro, seja em forma de losango como Renato prefere trabalhar, não existem as figuras que tantos dizem existir, de “primeiro” e de “segundo” volante. No futebol atual, não existe mais a figura de um homem para quebrar e ser o cão de guarda da zaga e outro para sair jogando. Ambos cumprem a mesma função tática e revezam-se em tabelas triangulações e aproximações para chutes de longa distância e contra-ataques com laterais, meias e atacantes. Portanto, os dois volantes precisam necessariamente saber desarmar, passar, lançar e chegar à frente. Quando Paulo Vinicius Coelho da ESPN (pra mim, já há pelo menos uma década o melhor comentarista do país – perto dele, apenas seus colegas Paulo Calçade, Mauro Cezar Pereira e Leonardo Bertozzi – no SporTV, apenas o Lédio Carmona se salva, além de, nos portais, termos o Eduardo Cecconi, que é daqui; em termos de comentarista comum, isto é, daqueles que não trazem estatísticas e comparações táticas entre as equipes para incrementar a informação, um dos raros a se considerar é o Maurício Saraiva e, em um nível mais abaixo, nas rádios, apenas o Nando Gross – depois, entramos em um deserto frio e seco de ruindade). Enfim… O Grêmio sem Rochemback se torna pouco produtivo na frente e muito vulnerável atrás. Porém, sozinho ele fica sobrecarregado. Nesse sentido, por mais restrições à indecisão de Adilson que eu tenha, enquanto Fernando e Mateus Magro não estiverem FISICAMENTE prontos (falta-lhes força), o “alemão” ainda é a melhor opção disponível;
4. O meio de campo que considero o mais equilibrado e qualificado que o Grêmio pode escalar hoje seria Rochemback, Adilson, Douglas e Carlos Alberto. Se e quando Escudero estiver em plena forma e mais entrosado, creio que, se Renato não criasse seus “bruxos”, Douglas sairia da equipe para a entrada do argentino;
5. Sinceramente, não concordo com a cisma de Renato sobre a forma de Paulão e Mário Fernandes cabecearem. Nunca percebi em muitos jogos de observação de ambos uma deficiência gritante na execução desse fundamento em ambos os atletas. Tecnicamente, considero Mário Fernandes melhor jogador do que Paulão. Contudo, Poderia ser testado como volante, pois possui mais aptidões técnicas do que Adilson;
6. Neuton é o homem para jogar na lateral esquerda. Minha segunda opção, hoje, seria Bruno Collaço, que é mehor do que todos os outros no apoio e menos pior do que a maioria na marcação. Neuton é melhor marcador, embora apoie menos do que seus colegas. Porém, vejo um Grêmio mais protegido com ele que, apesar de ter como origem a zaga esquerda, sabe sair jogando muito bem. Dadas as proporções, ele pode fazer no Grêmio o que o melhor do mundo na posição, pra mim, o francês Abidal do Barcelona, faz lá na maravilhosa equipe blaugrana;
7. Por falar em Barça, ontem o Grêmio finalmente fez valer a sua estatura, a sua tradição e o peso imensurável da sua camiseta (camisa é de abotoar; a peça equivalente no uniforme de vários esportes chama-se camiseta!): melhor entrosado, melhor fisicamente e atuando em seus domínios, mesmo contra um adversário frágil, quase não ofereceu chances. Teve um tempo de posse de bola tipicamente blaugrana, errou poucos passes, mostrou um repertório de jogadas e de opções com vários homens diferentes. É isso o que eu espero ver do nosso time: que não desista jamais, mas que saiba jogar bola!
8. Renato não prestigia os guris das categorias de base como poderia e como deveria porque o que parece um defeito também inclui no pacote uma qualidade: ele é leal a seus homens e é assim que conquista a sua confiança. Por isso, embora não aceite por questões técnicas, entendo o porquê de ele ter tirado Lins e Mateus Magro da lista da Libertadores e não Viçosa e Clementino. Viçosa é fraco demais. E Clementino é um homem de uma jogada só. Lins mostrou personalidade e estrela no Grenal da fronteira, além de Wesley e deste Leandro de ontem serem superiores tecnicamente. Também considero que Maylson, criticado por muitos, é extremamente útil e decisivo quando lhe atribuem a responsabilidade de armar e de apresentar para concluir;
9. Tenho a convicção de que não possuo nenhuma má vontade em relação a Douglas. Ele é tecnicamente muito bom. Porém, não é craque porque não é aplicado. Ele arrisca chutar muito menos do que deveria da entrada da área, além de adorar inventar passes de calcanhar que, normalmente, tem o endereço do pé do adversário e oferecem contra-ataques perigosíssimos. A bola gruda no pé de Escudero, que possui uma movimentação mais ampla, mais garra e se apresenta mais para o chute. E Lúcio tem demonstrado ser imprescindível, não pode sair do time nem voltar a ser lateral porque marca pouco. Ele pode aparecer mais à frente como ocorre hoje justamente porque não precisa nem se preocupar em evitar levar bolas nas costas e nem ter que correr o campo inteiro;
10. Uma síntese do problema pelo qual o Grêmio passa atualmente e que já foi citada em tópicos anteriores pode ser a seguinte: não há como jogar com um único volante, nem como termos um lateral-esquerdo “faceiro”. Carlos Alberto é o melhor jogador do Grêmio em termos técnicos e Escudero tem tudo para ser o segundo. Porém, é injusto tirar Lúcio do time, é prejudicial recuá-lo para a lateral e Douglas, o terceiro expoente técnico do time, é homem de confiança que murcha animicamente se não tiver o respaldo da lealdade do treinador.
11. Estamos muito bem servidos de zagueiros. No lado esquerdo, temos o titular Rodolfo, que, ao longo das observações, comprova que eu estava errado sobre a sua estatura, pois ele é tão forte que parece mais baixo; temos também o antigo titular Rafael Marques, muito contestado nas mãos de Autuori e Silas mas que cresceu muito sob a batuta de Renato, com a virtude de ser o melhor cabeceador dentre todos os nossos defensores; e Neuton que, a meu ver, poderia ser o lateral-esquerdo titular por ser o melhor tecnicamente, mas não exatamente o mais forte nem o mais alto. Já pelo lado direito, temos o fortíssimo Paulão, que é sério, mas que apresenta algumas deficiências técnicas pequenas; o supertécnico Mário Fernandes, que talvez precise de um pouco mais de força física; e o guri Saimon, que carece de experiência, embora seja jogador de seleção;
12. Renato tem descoberto várias alternativas e deixado de lado outras, que já deram certo tanto com ele mesmo como pelo trabalho de treinadores anteriores a ele no Grêmio. Cada um tem as suas convicções e isso deve ser respeitado. Mas algo me diz que, por mais que o presidente Odone tenha declarado recentemente um apoio sincero e incontesti ao nosso ídolo-mor e uma confiança em suas decisões que, infelizmente, não havia demonstrado pouco antes de assumir formalmente a gestão do clube, falta discutir futebol com Renato de uma maneira mais presente, mais assertiva, mais envolvente. A relação com o nosso treinador precisa estar acima do profissionalismo e da liturgia dos cargos: com demonstrações de companheirismo, a amizade se estabelece e traz consigo a sensibilidade e a confiança necessárias para facilitar que o comandante ouça outras opiniões sem nenhuma resistência. Nesse sentido, gostei de ter conversado pessoalmente por breves minutos com o nosso atual vice-presidente de futebol, Antônio Vicente Martins (embora não tenha entrado nesse assunto com ele);
13. Finalmente, a cada dia que passa, podemos perceber que o Grêmio melhora bastante. Temos como grandes adversários o T.A., o Santos, o Vélez e o Cruzeiro (momentaneamente, considero-os em ordem crescente). Os acontecimentos recentes do Gauchão felizmente impediu que tivéssemos um clássico “glocal” prematuramente. Não digo isso por medo (nunca, jamais!) mas, sim, porque teríamos que dar menos importância ou ao clássico, ou ao próximo compromisso pela prioridade máxima do ano, que é a Copa Santander Libertadores;
14. Nenhuma dessas observações é conclusiva. Hoje, temos uma quantidade e uma qualidade que não temos há muitos anos, apesar da nitida deficiência na lateral esquerda e da séria indefinição quanto ao volante companheiro de Rochemback. Contudo, todas as soluções para os problemas apontados felizmente estão aqui em casa, no Olímpico Monumental. Embora haja especulações sobre um atacante de velocidade que viria do exterior e que jogue aberto para municiar os ótimos Borges e André Lima, apesar da diferença enorme entre Oriente Petrolero e Ipiranga, creio que a dificuldade dos dois centroavantes deu-se muito mais pela bola chegar com dificuldade ao ataque por causa da falta de um volante do que propriamente por eles terem dificuldade em atuar juntos. Porém, apoio essa contratação porque só vejo os meninos Leandro e Wesley em condições de substituí-los – e com uma perda significativa de presença física;
15. Por que não falei de Victor, Gabriel e pouco mencionei Lúcio? Já pararam pra pensar que esses são os homens que menos suscitam dúvidas e que tem jogado melhor? O único jogador de atuações quase sempre irrepreensíveis de quem falei mais foi aquele por quem quase todas as bolas passam e que, quando não está no time, é quem mais faz falta: Fábio Rochemback.
Desde a chegada de Renato Portaluppi como técnico do nosso Tricolor dos Pampas, temos passado por uma sucessão de acertos importantes em meio a erros trágicos cuja importância se dilui em meio aos acertos. Queremos e precisamos MUITO de um título de repercussão mundial (no mínimo, um Brasileirão; sempre em busca da Libertadores, o Mundial seria o ideal). De qualquer maneira, se não vir, acredito que será um bom período do qual nenhum gremista irá esquecer.

GRÊMIO, CONTEXTO, TÉCNICO, PLANTEL, FINANÇAS, 2009

Talvez eu seja um dos raros gremistas que nunca nutriu nenhum sentimento negativo em relação ao técnico Celso Roth, embora admita que suas convicções teimosas e o seu tempo no mercado tornam qualquer campanha imprevisível, já que é comum ele acertar quando menos se espera que ele acerte ou, pelo contrário, que Roth erre quando a maioria acha que ele iria acertar.

O Paulo Vinicius Coelho (é sem acento, mesmo), o PVC da ESPN Brasil e colunista da Folha, pra mim, é o melhor comentarista do país porque ele trabalha sempre baseado em estatísticas. O cara é uma enciclopédia ambulante da história e das escalações de todos os times lendários do país, não apenas os do eixo Rio-São Paulo. Ele deve ter uma biblioteca monstruosa e uma quantidade de contatos gigantesca, além de uma memória privilegiadíssima.

Ano passado, ele falou duas coisas que me marcaram bastante:

1) Roth nunca fez uma campanha pior do que 58% em nenhum campeonato que tenha participado. Isso garante vaga na Sul-Americana e, dependendo da temporada, pode também garantir um 4º ou 5º lugar e vaga na Libertadores. Quando seus times não chegaram a essas posições, foi porque ele chegou no meio da temporada pra apagar algum incêndio, isto é, pra salvar do rebaixamento;

2) O São Paulo tendia a dar poucas chances para o Goiás na última rodada porque jogava pelo empate e jogaria pela 11ª vez com o mesmo trio de zagueiros (Rodrigo, Miranda e o outro não lembro) que não havia perdido nenhuma partida. E, até aquele momento, o São Paulo não dava mostras de nervosismo, pois seu número de cartões e de expulsões estava abaixo da média.

Parece bobagem, já que o futebol é apaixonante justamente por ser um dos raros esportes em que o favorito nem sempre ganha (os outros considero os esportes a motor, que dependem de máquina e clima). Contudo, esse detalhe, que parece uma preocupação “americanizada”, é superimportante, pois determina uma TENDÊNCIA MUITO FORTE, com uma margem de acerto muito alta (acima de 80%).

Então, eu parei totalmente de ouvir rádio, só dou uma passada de olhos no Correio do Povo e não assisto mais a programas de debates entre comentaristas gaúcho. Sinceramente, eles são muito amiguinhos de alguns dirigentes (Fernando Carvalho, que os recepcionava com churrascos em seu escritório) e jogadores e “inimiguinhos” de outros (Celso Roth, por não submeter-se com sangue de barata às suas inquisições inócuas) pra serem levados a sério. Podem até ser senhores de respeito e profissionais tecnicamente corretos. Porém, a postura, o vocabulário, o tipo de análise e, finalmente, o fato de defenderem e valorizarem o Gauchão, que não leva nem os times do interior a lugar algum, me afastam desse tipo de discussão.

Se era pra trocarmos de técnico, isso teria que ter sido feito no verão, logo após o término do Brasileirão. Mas era justo que se tentasse manter Roth, apesar do time ter entregado o título, em função de sua posição inédita e da melhor campanha do GRÊMIO em um Brasileirão de pontos corridos. Dada a supremacia econômica do São Paulo, do Palmeiras, do Cruzeiro e do Internacional; ao trabalho profissional realizado pela parceria do Fluminense com a Unimed; à estabilidade nas contas do Santos e, finalmente, ao fato de que o Flamengo (mesmo em crise) possui um plantel parelho com o do GRÊMIO, considero que fizemos milagre em função da nossa penúria financeira, que nos impede de contratarmos jogadores experientes, porém não-bichados; com boa qualidade técnica E atitude. Por isso, nosso capitão é uma pessoa boa, porém instável emocionalmente e ele transmite um certo medo ao restante do grupo.

Insisto mais uma vez: aquele time campeão da Série B não teria mantido o GRÊMIO na Série A. O nível de exigência é muito diferente. Prova disse é que o pessoal da ESPN Brasil (principalmente os chefes de reportagem e principais comentaristas, PVC e Mauro Cezar Pereira – é com Z, mesmo) não duvidam, porém acham difícil que o Corinthians seja capaz de classificar-se à Libertadores 2010. Se nada mudar na janela de verão (europeu), com muita garra e uma dupla iluminada (Ronaldo e Dentinho), eles deverão garantir uma vaga na Sula. Pra Libertadores, o furo fica bem mais embaixo.

Não tenho o hábito de cuspir no prato em que comi. Eu relembro a história, reverencio ídolos, reconheço o trabalho competente que deu saudade e valorizo muito a contribuição de quem já passou pelo nosso GRÊMIO. De qualquer forma, apesar da regularidade e de uma certa surpresa com o 3º lugar em 2006 recém voltando da Série B, o GRÊMIO tinha, sim, um plantel um pouco mais qualificado do que os de 2007 (vice-campeão da Libertadores) e, mais ainda, do que em 2008. Hugo e Diego Souza entrariam com um pé nas costas nesse time, além de Pereira ser um jogador regular que não poderia ter sido excluído do clube. Lucas, Carlos Eduardo… Comparem: Roth só tem de melhor do que Mano à sua disposição os dois laterais.

E, de maneira geral, a maioria de nossos jogadores não tem COJONES pra chamar a responsabilidade pra si. Quando o fazem, o fazem com medo de errar. A única frase do prof. dr. Luxerlei Vanderburgo que considero interessante é: “O MEDO DE PERDER TIRA A VONTADE DE GANHAR”.

Por fim, como já falei em um recente post em vídeo, apesar das proporções serem quase incomparáveis (um técnico e 60% de um plantel tricampeões brasileiros, muito dinheiro e muito poder político), a campanha do São Paulo no Paulistão é praticamente igual à do GRÊMIO e nunca ninguém falou em mandar técnico e jogadores embora. Não se enganem: o SPFC põe muito dinheiro fora com contratações caras que não dão certo. Além disso, o Muricy já cansou de ser muito mais estúpido com a imprensa do que o Roth e já cometeu erros crassos em jogos.

Isso posto, por mais que eu queira, não vou cobrar da direção nem do plantel ou do técnico algo que, quase com certeza, infelizmente eles não tem condições de proporcionar à torcida do GRÊMIO em 2009: uma vaga à Libertadores 2010.

Contudo, mesmo que se mude de técnico após uma eliminação na Libertadores 2009 (a não ser que cheguemos pelo menos à final), irei torcer até o fim, elogiando o que tiver que elogiar e criticando o que tiver de criticar.

Ainda assim, em função de alguns jogos na altitude e da dificuldade de ganhar fora de casa, o percentual médio de Roth (58%) é mais do que suficiente para ser campeão da Libertadores – e bem.

Com tudo isso, não quero defender demais a quem não precisa de advogado de defesa, nem atacar com exagero e má vontade a quem não cometeu erros suficientemente graves para merecer ser tratado dessa maneira. Ao mesmo tempo, o fato de eu insistir na falta de atitude deste plantel (o que provavelmente irá levar o GRÊMIO a uma ‘cucana botafoguização’) e na penúria financeira (na qual ninguém mais fala) tem como objetivo evitar que a torcida se iluda. O trabalho é o POSSÍVEL, de acordo com nossos bolsos quase raspados. A farra da ISL quase acabou com o clube, que ainda demorará cerca de uma década de trabalho quase perfeito fora de campo para se estabelecer no mesmo patamar do SPFC, do Cruzeiro e dos fragários.

Por hora, o melhor que temos a fazer é apoiar, alentar, torcer, valorizar, respeitar. Mas, acima de tudo, criticarmos com uma certa compreensão desse contexto desfavorável. No fundo, o que eu quero não é me conformar mas, sim, SER SURPREENDIDO NOVAMENTE.

PAIXÕES CLUBÍSTICAS: ALGUMAS TEM EXPLICAÇÃO; OUTRAS, NÃO

A minha defesa sempre veemente da ética, da honestidade, da transparência e do profissionalismo sem exclusão social dentro do GRÊMIO soa estranho para alguns amigos como o EDUARDO BERNARDON (cuja entrevista no blog GRÊMIO ACIMA DE TUDO merece ser lida).

No comentário que fez sobre meu post preliminar de REAL MADRID x LIVERPOOL, Bernardon surpreendeu-se por eu torcer para um clube vermelho. A resposta vem abaixo e vale para que todos os gremistas procurem olhar o futebol de uma maneira mais aberta, menos preconceituosa, apenas porque nosso tradicional adversário veste vermelho e branco.

A COR PREFERIDA DE RENATO PORTALUPPI É O VERMELHO. APESAR DE TER SIDO COLORADO NA INFÂNCIA, JAMAIS TORCEU PARA O TRADICIONAL ADVERSÁRIO APÓS TER SIDO PRETERIDO POR ELES E ACEITO DE BRAÇOS ABERTOS POR NÓS.

Isso basta! :)