Me abstenho de ver o tradicional adversário (a quem não odeio, mas por quem jamais torço e seco apenas por diversão) e o Corinthians (em cujo belíssimo time da badalada “Democracia Corintiana” tocamos 3×1 no Olímpico e, poucas semanas depois, fomos campeões brasileiros pela primeira vez) decidirem a Copa do Brasil.
Com todo o respeito, não é desdém, inveja e nem tampouco raiva: simplesmente, considero os dois clubes como os maiores rivais do Grêmio e não pretendo prestigiá-los. Conforme o vídeo do último link do parágrafo anterior, o pênalti que deu o título ao Inter em 1992 foi inventado por um árbitro localista. E, em 1995, Marcelinho Carioca pisou no joelho de Roger e CUSPIU em cima do querido lateral-esquerdo tricolor no jogo de ida no Pacaembu. Não por acaso, o gol da vitória corintiana por 2×1 em São Paulo e a origem da jogada do gol do título no Olímpico em Porto Alegre deram-se pelo lado esquerdo de defesa do Grêmio.
Sinceramente, não há por quem torcer nem a quem secar nesse confronto. Acho bonitas as duas torcidas, tenho muitos amigos queridos que amam esses clubes e, assim como os bons dirigentes, bons técnicos e bons jogadores, os maus também vão e ficam. Chorei de emoção com a volta do Corinthians à Série A, pois só quem já esteve na B consegue entender o pavor e a humilhação que é estar lá. Também me revoltei com a roubalheira descarada que foi o título brasileiro de 2005 e fiquei comovido ao ver meus queridos conterrâneos colorados felizes por finalmente poderem tido a experiência de serem campeões do mundo em 2006.
Todavia, prefiro assistir à semifinal da Libertadores (torneio anos-luz mais importante – ainda mais quando o duelo se dá entre dois tricampeões) do que à final de um certame de alcance meramente nacional.
De coração, que os deuses dos estádios iluminem o Beira-Rio para que a injustiça de 2005 seja desfeita. Mas acho que , apesar de não faltar fé, esperança, apoio, time, técnico e nem direção ao Tradicional Adversário, falta banco - o resultado da semana passada no Pacaembu que o diga…