Muito se fala de que Roger, 29 anos, é um ex-jogador em atividade. Dizem que ninguém mais o quer e que o projeto de craque que nunca se confirmou já teve várias chances de provar o seu valor tanto aqui quanto no exterior. Para mim, Hélio, até prova em contrário, PARECE que o caso dele é uma questão de desenvolver sua maturidade e refletir sobre o seu papel SOCIAL (junto ao torcedor pobre que mantém parte do seu alto salário e que crê na sua capacidade) e também COLETIVO (quanto melhor fizer por si, melhor será para TODOS). Com vontade, cobrança e foco no objetivo, ele consegue.Dando certo, o GRÊMIO terá feito uma verdadeira pechincha. Afinal de contas, um Roger precisando lutar contra tudo e contra todos naquela que talvez seja a sua derradeira chance de mostrar REGULARIDADE + ALTO NÍVEL. Um Roger a 70% de sua capacidade máxima é, de longe, muito mais jogaodor do que o excessivamente badalado Diego Souza, que possui boa técnica, competência e um bom chute. Contudo, está longe de valer os €4 milhões que o Benfica pedia por ele. Tampouco vale a perda de tempo e o desgaste em mais uma relação mal trabalhada pela direção TRICOLOR que, adolescentemente, cansou de alimentar animosidades desnecessárias junto a adversários ou a possíveis parceiros de negócios – muitos deles de baixa reputação futebolística.
COM VONTADE, Roger poderá tornar-se o meia de ligação perigoso, temido, respeitado e cobiçado que o EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA não possui desde o time tetracampeão da Copa do Brasil no já distante ano de 2001.
Como Diego Souza, a cada um ano e meio ou dois, nós usualmente temos algum jogador que consegue cair nas graças da torcida sem ser craque.
Diego Souza escolheu o Palmeiras por causa do dinheiro da parceria, do novo estádio e de Vanderlei Luxemburgo. AH! E também para estar no olho do furacão, onde a mídia corporativa esportiva é maior e onde sua mensagem reverbera com mais força – tudo isso sem contar o fato de que está a 45 min. de avião da sua casa, no Rio de Janeiro.
Roger, por sua vez, escolheu conhecer uma realidade sócio-cultural e também futebolística muito diferente daquela que permeou sua carreira em clubes brasileiros até aqui: ele experimentou o lado bom e – principalmente – o lado ruim de ter sua persona midiatizada ao extremo, em um ambiente cosmopolita, superdimensionado, superpopuloso, onde a proximidade do luxo é bem maior do que vindo para o sul.
Aqui, ele mesmo percebeu que terá que tornar-se um jogador mais CENTRADO.
Centrado, ele será de novo um SENHOR JOGADOR de futebol.