BLOG: COPIAR VALE MENOS DO QUE LINKAR

Por que linkar é muito melhor para a blogosfera do que copiar conteúdo alheio

Por que linkar é muito melhor para a blogosfera do que copiar conteúdo alheio

O primeiro post oficial deste novo blog apresenta uma opinião estritamente pessoal bastante polêmica. Desde já, convoco tua participação nos comentários. ;)

Considero contraproducente postar o conteúdo original de um PDF, de um doc ou de um portal de notícias ipsis litteris por e-mail ou em um blog: afinal de contas, algumas citações capitais e o link para o original são mais do que suficientes.

Ora, se não existe nenhuma regra para blogar; se não existe uma abordagem ideal, nem um tema mais interessante e tampouco um manual de redação e estilo, como posso afirmar uma coisa dessas?!

Pra início de conversa, acredito que o “copiador maluco” e o plagiador desvalorizam a fonte e não informam. Parafraseando Deleuze, informação é o que produz diferença. Partindo desse pressuposto, copiar e colar conteúdo literalmente produzido por fonte externa é um procedimento que não costuma produzir diferença*.

Saliento, ainda, que produzir diferença não necessariamente implica em envolvimento partidário nem em evangelização ideológica. Implica, sim, em trazer à tona conhecimentos que possam ajudar a transformar a realidade de alguém ou de uma determinada comunidade. Fazer política e basear suas práticas a partir de uma crença ideológica é algo intrínseco à comunicabilidade do ser humano. As contradições são fundamentais para a construção de algo significativo e edificante tanto em nível pessoal como coletivo. Porém, de maneira consciente ou não, a partidarização consiste sempre na tentativa totalitária de afirmar uma verdade. Mais justo é ser consciente e honesto em relação ao fato de que tudo o que alguém escreve ou diz não passa de uma reles faceta da verdade.

Embora a inteligência coletiva (Lévy) seja um pressuposto da sociedade em rede (Castells), o plágio é condenável do ponto de vista ético e pode acarretar em problemas jurídico-legais.

Quanto à suposta solidariedade que alguns creem  justificar o copiar-colar desenfreado de tudo o que acham importante divulgar para o cluster que os lê, ela pode até aumentar a audiência em determinados momentos. Todavia, em função da Cauda Longa (Anderson), o link original quase sempre tende a ser muito mais visitado e muito mais citado – sobretudo no caso dos portais de notícias da mídia corporativa.

Muitos blogueiros-copistas consideram-se conectores (ou hubs – v.  Linked de Barabási) entre a informação por eles apreendida do mainstream para leitores que não acessam os mesmos links que o blogueiro acessa regularmente quando bastaria apenas fornecer o link para o site original da notícia ou do artigo.

A prática do webcopismo também decorre da negação da agenda conservadora da mídia corporativa. O índice de verdades veiculadas pela mainstream media (MSM) costuma ser menor do que o esperado segundo as crenças de muitos blogueiros. Dessa forma, eles sugerem ou que podem tirar audiência significativa caso apropriem-se de seu conteúdo sem fornecer o link nem os devidos créditos para a matéria original publicada pelos “grandões”, ou que estão prestando um serviço essencial

Todavia, há um atributo técnico muito relevante para o retorno e para o reconhecimento da existência de um blog independente desconhecido pela maioria das pessoas: o TRACKBACK.

Dependendo do código já incluído na plataforma de sistema de gestão de conteúdo desejada (CMS, Content Management System, como WordPressBlogger, Movable Type, Drupal e outros) que permite essa funcionalidade, cada link que o blogueiro adicionar a seus posts faz um caminho de bate e volta junto ao blog referenciado: caso esse blog ofereça um espaço para comentários, o trackback deixará um comentário no respectivo post citado com um link de volta, disponível para ser clicado pelos comentadores e leitores de comentários desse blog referenciado.

Em outras palavras: quanto mais referenciarmos através de links, mais seremos referenciados. Dessa forma, o capital social (Putnam, 1993; Fukuyama, 1999) do blogueiro que cita bastante aumenta consideravelmente em relação ao blogueiro que evita por links em seus posts.

Afinal de contas, o modelo de economia contemporâneo depende cada vez mais de relações de confiança e de reciprocidade em redes sociais.

Por mais lento que seja esse caminho, o modelo puramente concorrencial, verticalizado e centralizador está perdendo terreno para o modelo colaborativo e horizontal da atualidade.

A exposição online de idéias, independentemente de ser remunerada ou não, depende fundamentalmente dessa troca para ser reconhecida.

Pra terminar: a visão do @caribe sobre por que compartilhar é sempre melhor:

Fobia Informacional from João Carlos Caribé on Vimeo.

____________________
* Não ignoro que há muita gente que sequer se importe em produzir diferença ou não. Afinal de contas, como a maioria das pessoas ainda vive na modernidade, o trabalho, o estudo e o jogo  ainda estão dissociados na maior parte dos discursos. A
pós-modernidade (Lyotard), por sua vez, é o período contemporâneo no qual a dimensão histórica do jogo (Huizinga) está associado até mesmo às pautas mais graves. Isso implica no desencaixe (Giddens) sociocultural da geração forjada sob a ótica do moral judaico-cristão em relação ao ainda incompreendido e cada vez mais constante ócio criativo (De Masi) da sociedade urbana conectada atual.

EM BREVE, NOVO BLOG: http://www.heliopaz.com/ (1)

Muitos amigos já haviam lido, elogiado ou se queixado das frequentes experiências que eu tenho feito com a interface e com os recursos interativos disponíveis. Quanto a isso, este blog sempre será um laboratório que possa vir a me auxiliar na concretização de futuros projetos de pesquisa.

A agenda permanece a mesma:

– POLÍTICA: enquanto não precisar mudar de cidade ou até de estado por questões profissionais, as pautas prioritárias referem-se à análise e às queixas acerca dos fatos de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, com eventuais incursões em outros âmbitos. Agora… Caso precise sair daqui, a tendência é a de que eu passe muito tempo sem postar sobre a situação política seja daqui, seja de onde quer que eu passe a viver por uma questão que, a mim, parece óbvia: fora daqui, estarei desencaixado, desentrosado. Posso me adaptar facilmente à rotina urbana, mas vai demorar um certo tempo pra me inteirar de fatos e pessoas relacionados à política local. Além disso, Se for mesmo este o caso, sinto que estarei quase desautorizado a falar da realidade portoalegrense (e, talvez, até mesmo gaúcha) devido à distância física dos fatos e à falta de contato com possíveis fontes;

- CRÍTICA DAS PRÁTICAS DA MÍDIA CORPORATIVA: referem-se não apenas ao jornalismo, mas também poderão ser estendidas à publicidade. Todos os cursos da área da Comunicação oferecem um futuro promissor, criativo e gratificante para quem possui o dom de fazer um uso da técnica acima do esperado; tenacidade para não desistir diante das dificuldades; curiosidade para manter-se criativo, ágil, atualizado e disposto a aprender sem parar; honestidade, ética e comprometimento; competência no estabelecimento de suas próprias redes sociais e, dependendo do caso, disponibilidade financeira para tentar queimar etapas. O problema é que, infelizmente, no Brasil, sabe-se muito bem que as leis que deveriam regulamentar o setor são frouxas e que não existe democratização na mídia de massa. É nesse sentido que a crítica e a investigação serão realizados;

- ACADEMIA: estou longe de conhecer a fundo os meandros de uma série de temas relacionados às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) que minha querida orientadora de mestrado SUELY FRAGOSO possui, nem o capital cultural e social que a querida integrante da minha banca SANDRA MONTARDO tem pra pesquisar TICs voltadas à inclusão de Portadores de Necessidadees Especiais (PNE); também estou muito distante da experiência e do conhecimento em interatividade que o ALEX PRIMO apresenta; ainda não tenho a velocidade de assimilação de conceitos de redes sociais em Comunicação Mediada por Computador (CMC) que a RAQUEL RECUERO apresenta; e, finalmente, ainda me falta conseguir estabelecer um foco tão profundo na observação de focos de resistência na pós-modernidade do HENRIQUE ANTOUN ou da cada vez mais necessária procupação legal com a preservação da igualdade, da democracia e da pluralidade na internet que o SÉRGIO AMADEU costuma fazer. Terei o meu próprio estilo, o meu próprio caminho de pesquisa e me interessarei por objetos e temáticas semelhantes, porém sob outro viés sempre que possível.

Este blog não será especializado única e exclusivamente em interagir ou com pesquisadores, ou com alunos, ou com jornalistas e publicitários, ou com militantes e ativistas. Também não é um blog específico sobre o GRÊMIO e sobre diversos esportes. Sempre pensei em escrever pra quem quiser ler, pra quem se interessar em debater, ensinar ou aprender. A troca, o compartilhamento, o estabelecimento de relações profissionais e de amizade são muito mais importante do que os índices de audiência ou do que me preocupar em tentar arranjar patrocínios pra não escrever de graça. Sinceramente, nunca tive uma opinião formada sobre isso e, mesmo que quisesse, acho que o tempo de virar problogger já passou.

O meu interesse maior é aprender, deduzir e tentar comprovar coisas de uma maneira coloquial e compreensível pelo internauta em geral. Pra isso, tentarei ser um acadêmico não o sendo. Sei que blogs temáticos cujo conteúdo é voltado para um interagente definido de maneira bem específica e segmentada apresentam uma visibilidade muito maior, ainda mais se estiverem ou sob um blogring ou condomínio de blogs, ou se estiverem sob o guarda-chuva da mídia corporativa.

Mas não é isso o que eu quero: quero apenas ter liberdade pra experimentar ferramentas e para que o caldo de assuntos que atravessa a minha vida torne-se público.

A vida em sociedade, pra mim, depende substancialmente de tornar públicas as minhas posições em relação a tudo aquilo que me inquieta. Por isso, deixo bem claros tanto os meus gostos pessoais quanto o lado para o qual meus valores pendem.

METAMORFOSE AMBULANTE é a chave – exceto em termos clubísticos, religiosos e ideológicos. Então, quem já me conhece desde os deletados BLACKÃO e BASTANTÃO e que visita este aqui (HELIOPAZ), fica sabendo que farei um upgrade de plataforma ao registrar domínio e pagar hospedagem.

FIQUEM ATENTOS: será ainda neste fim de semana. Dependo da autorização do registro do meu domínio e da liberação das ferramentas de administração de conteúdo por parte do serviço de hospedagem para efetivar essa mudança para uma casa definitiva.

De qualquer forma, este blog ainda será atualizado durante alguns dias e ele não será deletado. Ninguém será pego desprevenido e não haverá perda nenhuma, pois, assim como migreui todo o conteúdo do meu antiquíssimo blog deletado no BLOGGER para os três blogs do WORDPRESS e como migrei o conteúdo dos blogs BLACKÃO e BASTANTÃO para HELIOPAZ.WORDPRESS.COM, nada será perdido no definitivo endereço

HTTP://WWW.HELIOPAZ.COM/

Peço aos amigos blogueiros que concedem a gentileza de endossar o meu blog na sua lista de links (ou blogroll) que, depois que a mudança tiver sido completada, mudem a URL de seus links para

HTTP://WWW.HELIOPAZ.COM/

RS SEM TV BRASIL = PRATO CHEIO PARA O PIG

[vodpod id=ExternalVideo.793573&w=425&h=350&fv=%26rel%3D0%26border%3D0%26]

Dica da @DeaVG no TWITTER. Não deixem de assinar o canal DeaVG no YOU TUBE.

Fiquei muito contente ao ver a repercussão da manifestação contra a #ditabranda na TV BRASIL. Todavia, permaneço muito chateado com o GOVERNO LULA e, sobretudo, com o seu ministro das Comunicações, meu xará HÉLIO COSTA (PMDB-MG), ex-funcionário da GLOBO, por não ter acesso à programação de um canal público que foi criado para oferecer informação de qualidade para todo o território nacional não como um veículo chapa branca mas, sim, como um contraponto à agenda conservadora mostrando um país diferente daquele que a mídia corporativa nos apresenta diariamente.

Meus amigos GUGA TÜRCK, TÊMIS NICOLAIDIS e JEFFERSON PINHEIRO do COLETIVO CATARSE DE COMUNICAÇÃO tem produzido muito material de qualidade mostrando a realidade das seriíssimas questões da homofobia, do racismo e da criminalização aos movimentos sociais do campo. Todavia, se eu não fosse leitor assíduo dos blogs ALMA DA GERAL e COLETIVO CATARSE, só saberia de sua existência através do YOU TUBE.

Ora, por que diabos a programação da TV BRASIL não passa em um canal exclusivo em VHF aqui em PORTO ALEGRE?

Vem cá um pouquinho: MINISTRO HÉLIO COSTA (PMDB-MG), por favor, abre o teu coração para o povo brasileiro. Se, por acaso, estiver havendo alguma espécie de PRESSÃO sobre ti ou sobre as políticas do teu ministério por parte de certos parlamentares megaempresários que possuem concessões de veículos midiáticos, DENUNCIA-OS IMEDIATAMENTE.

Agora, se não for o caso, mesmo assim, pronuncia-te o quanto antes, pois queremos saber por que o sinal da TV BRASIL não é captado em todo o país.

Não sou advogado, mas sei que, infelizmente, nem sempre há tempo para discutir o destino de erros crassos (seja por incompetência, seja por má fé) da administração pública com o país inteiro. Gostaria de saber a respeito da viabilidade de um canetaço do presidente para que as TVs por assinatura sejam obrigadas a transmitir a programação de canais novos como a própria TV BRASIL, a TELESUR e a FRANCE 24. Além dessas, fazem muita falta também a BBC WORLD, a DEUTSCHE WELLE, a RAI INTERNATIONAL, a TV5 e a AL  JAZEERA (a que mais cresce no mundo – essencial) entre outras.

Na mesma linha, todas as operadoras de TV por assinatura deveriam necessariamente ser obrigadas a oferecer todos os canais internacionais de notícias em seus respectivos pacotes básicos e sem majoração de taxa de instalação nem da mensalidade. Afinal de contas, o brasileiro ou o estrangeiro que mora em nosso país tem todo o direito de ter acesso a versões diferentes daquelas apresentadas pelas onipresentes CNN e FOX NEWS, cuja agenda é conservadora e praticamente idêntica.

Infelizmente, para minha decepção com a distribuição incompleta do sinal do canal para todo o território nacional (jamais por causa de sua programação, que é excelente pelo pouco que eu posso assistir exclusivamente via internet – muitas vezes postado em blogs), a amostra que a TV BRASIL me deu até o momento foi a seguinte: EU NÃO ESCOLHO, EU NÃO PROGRAMO, EU NÃO ASSISTO. E não é nem nunca foi porque eu não quero ou porque a emissora assim não o deseja…

Pois bem: em função da política correta de comunicação da TV BRASIL e da sua mantenedora e de uma série de exemplos de programas maravilhosos que não apenas os gaúchos como também os cidadãos brasileiros de mais seis estados que ainda não recebem o sinal desta emissora fundamental para tentarmos diminuir o desequilíbrio de forças entre o bom e o mau anunciante; o bom e o mau telejornalismo e a boa e a má política, gostaria de fazer um apelo à diretora de programação HELENA CHAGAS para que utilize a sua competência, a sua honestidade e o seu poder para que sugestões e cobranças como as que descrevi logo acima sejam melhor elaboradas e postas em prática (v. texto original da autora no ESTADÃO copiado e colado na íntegra pelo EDUARDO GUIMARÃES sob o título ‘EM DEFESA DA TV BRASIL’.

Cito apenas um exemplo da perda inestimável do contraponto que a TV BRASIL poderia ajudar a fazer em nosso estado: há muitos blogueiros gaúchos – desde jornalistas e sociólogos até funcionários públicos – com um bom texto e informados por fontes seguras a respeito das infindáveis acusações  e de algumas comprovações de corrupção no desgoverno da família Crusius e dos neocons do que existe de pior nas oligarquias agrária, midiática e industrial deste estado sulino.

Todavia, a mídia de massa (rádio, TV, jornal, revista) está hiperconcentrada e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul nunca investiu tanto em publicidade como na atual gestão. Isso significa que, a despeito do conservadorismo de colunistas, repórteres e fotógrafos de baixa qualidade profissional e de seu público predominantemente conservador, maniqueísta, reacionário e ignorante, o trabalho retórico desses especialistas em construção de subjetividades está sendo potencializado, repetido, sobrevalorizado e hiperveiculado sem que haja uma possibilidade mínima de desconstrução da visão neoliberal e oportunista hegemônica através de um veículo ético, potente e tecnicamente inquestionável.

Em uma época na qual todos são produtores e usuários de microconteúdo com um alcance pulverizado e ainda bastante restrito das opiniões plurais e divergentes, seria fundamental que tivéssemos acesso à TV BRASIL no RS. Afinal de contas, nosso discurso é transmitido através de mídias sociais na internet. Todavia, mídias sociais e mídias de massa precisam cooperar entre si.

DITABRANDA: RESISTÊNCIA CHAMA ATENÇÃO DA SOCIEDADE

Fiquei bastante contente com o resultado inicial e visivelmente superior para o campo democrático e social de esquerda desvinculado de oligarquias, empresas, sindicatos e partidos políticos de qualquer natureza (embora seu APOIO nunca como protagonista seja sempre bem-vindo) realizado hoje de manhã (sábado 07/03/2008) contra a DITABRANDA defronte à sede da ‘FALHA’ DE S. PAULO, na maior cidade da AMÉRICA LATINA. Hoje, depois de muitos esforços, o movimento andou para a frente de uma maneira que me dá esperanças de que não haja retrocessos.

Embora de maneira ainda tímida e envolvendo uma quantidade extremamente reduzida de cidadãos politizados, inconformados e motivados contra a manutenção do status quo conservador, arbitrário, oligárquico e judicialmente parcial a favor da mesma minoria de sempre, hoje, sim, pude verificar um progresso verdadeiro rumo ao que ANTONIO NEGRI e MICHAEL HARDT chamam de RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA (MULTIDÃO x IMPÉRIO) aqui no BRASIL.

Se a dimensão da EMERGÊNCIA (STEVEN JOHNSON) que levou o movimento de nível mais baixo (trocas de informações, organização descentralizada e repercussão do ato público via internet) ao nível mais alto (significativo volume de reação presencial com repercussão na mídia de massa e em comunidades alheias ao fato em si) foi suficiente ou não, isso só saberemos a partir do momento em que os três únicos veículos da considerada mídia corporativa presentes na cobertura do evento, a BAND, a RECORD e a TV BRASIL veicular e editar imagens e textos sobre o movimento. O cuidado agora é esperar a editorialização, a decisão do ‘aquário’ da BAND sobre o que e como mostrar ou omitir; como relatar, descrever, romancear, distorcer a manifestação pública e ordeira.

Pra mim, a maioria das tentativas anteriores de utilizar a internet para organizar, informar e, fazer um CHAMAMENTO À PARTICIPAÇÃO PRESENCIAL (BRETAS, 2006) aqui no BRASIL foi tênue e quixotesca. Porém os fatores que fizeram da manifestação de hoje defronte à ‘FALHA’ DE S. PAULO o início de uma reação em cadeia que poderá atingir o país inteiro conforme a motivação, as necessidades e a cultura de cada local fizeram toda a diferença.

Enquanto a crítica ao PIG feita por veículos alternativos, segmentados e de baixíssima tiragem com uma linha editorial e ideológica antagônica à editorialização da Grande Mídia brasileira ocorria sob o mesmíssimo procedimento de um colunista de maior exposição perante a classe média urbana, a repercussão de nossos argumentos arrazoados e inteligentes era abafada pelo efeito de empate, isto é, por utilizarmo-nos do mesmíssimo discurso do oponente, porém estando no lado oposto. Quando o uso de uma linguagem mais adaptada à ironia, à coloquialidade e à busca de um resultado imediato prevalecer, a juventude pós-moderna terá condições de juntar-se a nós. Eles são experts natos em movimentar-se através de redes e em aceitar um mundo descentralizado e auto-0rganizado com quem podemos aprender MUITO.

Também vejo como outro complicador para o crescimento de manifestações multitudinárias em rede aqui no BRASIL a intenção de muitos blogueiros alternativos em postar meras cópias integrais do conteúdo daqueles blogs e portais que deram o ‘furo’ e publicaram as primeiras críticas. Com essa atitude, eles não estarão agregando valor à blogosfera. Afinal de contas, a audiência deles coincide com um elevado percentual da audiência dos blogueiros com os quais possuem afinidades e trocam figurinhas, já que o critério de noticiabilidade da proximidade, isto é, de dar prioridade a fatos ocorridos em um local geograficamente próximo da audiência, atrai principalmente leitores, interagentes e outros blogueiros da mesma região, reduzindo a expansibilidade da massa crítica a fim de aumentar o alcance da sua mensagem e, consequentemente, de tentar fazer as pessoas refletirem a partir de um ponto-de-vista diferente.

Uma das maiores virtudes da blogosfera alternativa é o seu posicionamento político, econômico, social, cultural e desportivo plenamente justificado. A demonstração do lado em que o blogueiro acredita versus o lado antagônico do qual ele duvida resulta no tensionamento, na crítica, na denúncia, na investigação e em um agendamento diferenciado. Embora a mídia corporativa faça de tudo para abafar e omitir essas manifestações contrárias a si, seus pés são feitos de barro adocicado e os pequenos blogs são como formigas. Nesse ponto, nosso maior desafio consiste em convencermos o senso comum de que a maioria dos veículos que ele acompanha durante o dia inteiro também tem um lado e que não necessariamente por serem hegemônicos o seu lado seja o melhor.

O ato de blogar permite a utilização dos mais variáveis gêneros discursivos, sejam eles híbridos ou puros – se é que a remidiação ainda oferecem a existência de gêneros puros característicos de cada meio de comunicação. Dsse caldo, podemos criticar, denunciar, investigar, utilizar ironia, sarcasmo, humor, conto, crônica, reportagem, romance, etc. Estilo e gênero discursivo a serem utilizados são escolhas pessoais de cada blogueiro. Muitas vezes, uma escolha inconsciente. Afinal de contas, todo blog é auto-organizado e funciona como a casa e o ‘aquário’ particular de cada um. A agenda, a pauta e a linha editorial são decisões estritamente pessoais. Isso não é falha nem defeito. Faz parte. E que bom que é assim.

Salvo quando estou com pressa ou mal-humorado, procuro seguir a escola acadêmica francesa: primeiro, assopra, pra depois morder. Pois agora chegou o momento de usar meus dentes. Não se preocupem: eu não vou arrancar um naco. Algumas marcas na pele já me satisfazem… ;)

Copiar um trecho maior do que um ou dois parágrafos do conteúdo postado em outro blog é um ato contraproducente em todos os sentidos. Mesmo que se mande o link para a referência, como o texto está total ou parcialmente disponível no meu blog, meus leitores dificilmente irão visitar o blog do post original. Por melhor que seja a intenção (‘o cara escreveu sobre o que eu penso de uma maneira que eu não conseguiria me expressar’; ‘vou postar isso aqui porque meu leitor talvez não leia o blog/site de quem eu achei esse post tão interessante’), é fundamental termos em mente que, dentro de uma rede, os nós devem necessariamente estabelecer ligações que façam com que o público circule entre muitos dos blogs de um mesmo grupo. Do contrário, a rede terá apenas um caminho de ida e não chegará à circularidade que possibilitaria ao internauta encontrar um volume significativo de massa crítica alinhada aos seus valores porque os nós estão separados e não interligados.

Se eu copiasse um texto inteiro do site do PT, tiraria audiência do site do PT. Se eu copiasse um texto inteiro do EDUARDO GUIMARÃES, tiraria audiência do EDUARDO GUIMARÃES. Afinal de contas, se eu já li o mesmo texto no blog do fulano, por que entrar no site do partido? É bom lembrar que o comportamento do internauta tende a repetir o mesmo comportamento de busca midiática que ele realiza no ambiente offline. Isso significa que esse padrão tende mais a concentrar a sua visitação aos portais do PIG do que a aguçar a sua curiosidade a ponto de achar que vale a pena entrar e explorar outros conteúdos dentro do site do PT. Da mesma forma, mesmo que eu seja um nó de poucos laços, caso meus laços sejam bem mais significativos do que os laços daquele blog que consegue ser ainda menos conectado e, portanto, ainda menos conhecido do que o meu, se eu copio todo o post dele, então quem tende a concentrar a audiência dentro desse nicho sou eu. Ao invés de contribuir para a descentralização e para a auto-organização, eu estarei matando um aliado ou um parceiro.

O prof. HENRIQUE ANTOUN da ECO/UFRJ trabalhou em vários de seus artigos e também com seu ex-orientando e um outro negriano como eu, o prof. FÁBIO MALINI, da UFES, um conceito chamado ECONOMIA DO MÉRITO (cujo teórico ainda não estudei), que consiste em aumentar o prestígio, a referência, o respeito e a visibilidade em rede através da TROCA. Quem dá mais, é mais lembrado. Quem dá menos, vai para o limbo. A troca ou o escambo de arquivos digitais em redes telemáticas torna o reconhecimento de seus praticantes mais assíduos que, ao invés de apenas sugar, têm muito o que oferecer, muito mais valiosos dentro desse grupo do que a comparação do ‘valor’ de alguém que possui muitos bens materiais.

Logo, não é de graça que eu insisto tanto para que os blogueiros evitem ao máximo reproduzir as notícias dos portais ou os  posts de outros blogueiros. Se for algo legal, uma frase de efeito, um ou, no máximo, dois parágrafos importantes são mais do que suficientes. Afinal de contas, quem só copia perde valor dentro da economia do mérito, pois se eu copio o conteúdo integral do post de alguém, diminuo enormemente a possibilidade do meu leitor clicar no link para o blog que originou a minha cópia.

Outro ponto: quando um determinado blogueiro independente apropria-se de alguma matéria encontrada em um portal de notícias pertencente ao PIG e copia seu conteúdo para um espaço no GOOGLE DOCS para eliminar a possibilidade do seu leitor dar audiência para o portal da mídia corporativa, essa atitude trata-se de um enorme equívoco, que fará com que esse pequeno blogueiro perca uma chance de ouro de ter sua audiência aumentada. Mesmo que seja pouco em quantidade, só o fato de o portal possuir uma linha editorial e um público de valores normalmente opostos aos do blogueiro já é suficiente para funcionar como um potencial laço de expansão do blog independente rumo a uma rede social formada por pessoas diferentes. Mesmo que não se consiga mudar a cabeça da maioria, há sempre uma grande quantidade de pessoas e de blogueiros que pensam como a gente mas que não pertencem à nossa rede social, pois são sócios de outro clube, trabalham em outra profissão, vivem em outra cidade, resistem e denunciam o poder de outras formas e assim por diante. Por mais contraditório que seja, o portal do PIG é um hub gigantesco que, bem aproveitado, pode ajudar a reunir seus críticos antes dispersos.

Cada post feito em uma das mais conhecidas ferramentas chamadas de Sistema de Gestão de Conteúdo (Content Management System ou CMS) tal como o BLOGGER, o WORDPRESS ou o MOVABLE TYPE normalmente apresenta um recurso que poucos conhecem chamado PINGBACK. É preciso observar cada ferramenta para saber se o PINGBACK é arbitrário ou opcional. Se for opcional, é melhor habilitá-lo.

Se eu copiar um PEQUENO trecho de uma matéria do CLICRBS (mídia má, feia e golpista como bem diz a galera da NOVA CORJA) e puser o devido link para ele, não estarei sendo nada trouxa por colaborar com o aumento da audiência de uma corporação cuja linha editorial vivo a criticar: acima de tudo, serei compensado com a possibilidade de receber audiência do PIG através do link para o meu blog que estará registrado nos comentários da matéria original. Logo, o portal malévolo, que tem uma visibilidade diária centenas ou milhares de vezes maior do que a minha, estará enviando, como uma forma de agradecimento, um caminho que faz o caminho de volta do seu nó para o meu, trazendo-me parte de sua audiência.

Portanto, o PINGBACK significa o seguinte: o que parece uma pagação de pau para o barão da mídia é, na verdade, uma forma de obrigá-lo a me dar algo em troca. Afinal de contas, ele não pode nem me explorar, nem me ignorar o tempo todo. O fato de eu enviar-lhe um sinal de que um blogzinho mané perdido no ciberespaço o lê e também ajuda a multiplicar o alcance da  sua audiência automaticamente faz com que ele, queira ou não, também me endosse e proporcione que alguns de seus leitores cheguem até mim. O PINGBACK seria, mitologicamente falando, senão um portentoso cavalo, pelo menos uma espécie de PÔNEI DE TRÓIA.

OBAMA, POSSE, CERIMÔNIA

[vodpod id=ExternalVideo.773416&w=496&h=408&fv=config%3Dhttp%3A%2F%2Fnews.bbc.co.uk%2Fplayer%2Femp%2Fconfig%2Fdefault.xml%3Fv12%26playlist%3Dhttp%253A%252F%252Fnews.bbc.co.uk%252Fmedia%252Femp%252F7840000%252F7841200%252F7841278.xml%26embedReferer%3Dhttp%3A%2F%2Fnews.bbc.co.uk%2F2%2Fhi%2Famericas%2F7842993.stm%26embedPageUrl%3D%2F2%2Fhi%2Famericas%2F7841278.stm%26config_settings_autoPlay%3Dtrue%26config_settings_showPopoutButton%3Dfalse%26config_plugin_fmtjLiveStats_pageType%3Deav1%26config_plugin_fmtjLiveStats_edition%3DInternational%26preroll%3Dhttp%3A%2F%2Fad.doubleclick.net%2Fpfadx%2Fbbccom.live.site.news%2Fnews_america_content%3Bsectn%3Dnews%3Bctype%3Dcontent%3Bnews%3Damerica%3Breferrer%3D2hiamericas%3Bslot%3Dcompanion%3Bsz%3D512x288%3Btile%3D6%26companionSize%3D300x30%26companionType%3Dadi%26companionId%3Dbbccom_companion_7841278]

more about “OBAMA, POSSE, CERIMÔNIA“, posted with vodpod

Preparado como poucos.

Inteligente como raros.

Carisma e eloquência não se encontra na lata do lixo.

Ele pode não ser necessariamente de esquerda.

Mas a esquerda partidarizada brasileira precisa aprender que, mesmo tendo que ir para o embate, tem que ser a BOA LUTA da qual sempre falou OLÍVIO DUTRA.

Infelizmente, o grosso da esquerda gaúcha é amador demais, pois confunde PO-LÍ-TI-CA com partido e não sabe produzir mídia alternativa, em rede.

O discurso não pode ser rancoroso nem sisudo: falta ALEGRIA, falta OLHAR PRA FRENTE. E olhar pra frente não significa esquecer nem os próprios erros, nem os do oponente mas, sim, ser firme sem bater boca. Tal atitude também não é, nunca foi e tampouco será sinônimo de vergar a espinha ou de buscar o consenso sem um embate ideológico.

Tá na hora de ser tenista e não boleiro de várzea.

Tem que aprender a se expressar. Tem que aprender a olhar pra câmera. Tem que aprender a empostar a voz. Tem que aprender a jogar no campo deles.

Vocês ainda não entenderam aonde está a vitória de OBAMA?! Está em ENVOLVER O ELEITOR/CIDADÃO ATIVAMENTE NA CAMPANHA. Lembram quando JOHN KENNEDY disse “Não pergunta o que o governo pode fazer pelo povo mas, sim, o que tu podes fazer pelo governo”? OBAMA não será um MARTIN LUTHER KING JR., assim como LULA não foi e nem será um GANDHI. Contudo, de uma maneira ou de outra, a maioria das coisas vai andar melhor.

Pelo menos nisso e na classe, é mais do que certo que OBAMA é e será exemplo positivo para muitas coisas por vir. Ele vai errar – e FEIO – um monte de vezes, assim como LULA, que é obrigado a ceder a várias demandas da direita. Lá a coisa é até pior do que aqui nesse sentido, pois reaça é reaça, racista é racista, corrupto é corrupto, oligarca é oligarca e gangster é gangster.

HUMANISMO e SUSTENTABILIDADE são as questões mais importantes para as quais ele deveria concentrar seus maiores esforços. Se o mundo andar pra frente 10% que seja nessa direção, então o governo dele já terá valido a pena.