Us Now uma produção da Banyak Films no Vimeo.
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Distracted by Everything (Distraídos por Qualquer Coisa) é um documentário sobre o estilo de vida de algumas das mentes mais brilhantes e hiperconectadas do planeta – mais precisamente alguns estudantes do venerável M.I.T. (Massachussetts Institute of Technology – Instituto de Tecnologia de Massachussetts).
É uma excelente oportunidade para que possamos compreender que a internet não é um estilo de vida dos ricos, nem um brinquedo de adolescentes e nem tampouco uma mera ferramenta de consulta. Excessos à parte – sobretudo no que tange a eventuais distorções naquilo que poderíamos considerar como uma sociabilidade “normal” (isto é, com interações presenciais e digitais em equilíbrio), o que importa é sempre o uso, a apropriação, a transformação e o rearranjo de hábitos comunitários, identitários, sociais e econômicos atravessados por essa tecnologia.
Após assistir a esse filme, editarei este post acerca das minhas impressões sobre ele. Por hora, agradeço à dica do amigo ciberativista @caribe! ;)
Definitivamente, o YouTube é uma rede social capaz de pulverizar o talento de alguém que não teria como tornar-se midiaticamente conhecido caso não tivesse um agente. O processo de remediação que envolve o papel de produsagem faz deste rapaz um criativo arranjador musical e um perspicaz montador de vídeo, cujo trabalho está em blogs como este, nos vídeos do Orkut da minha Lu e da nossa sobrinha Gaia e em tantos outros ambientes interativos na web.
O exemplo da arte remete para uma possibilidade de uso dessa mesma discursividade hipermidiática para a política, justamente para um público jovem, conectado, individualista, tribal e, acima de tudo, em busca do lado lúdico e hedonista para poderem tocar suas vidas adiante com uma preocupação séria, porém minimizando os efeitos do stress e reduzindo confrontos sem que possam oferecer uma resistência concreta.
Em um primeiro momento, a internet não é aquele espaço tão democrático como se pensava. Em termos técnicos e idealistas (muito em função de o Brasil possuir o maior e melhor programa de inclusão digital do mundo para a população de baixa renda), poder-se-ia até dizer que sim. Contudo, o fato de a internet possuir uma dimensão infinita e de proporcionar maior independência de criação e uma ampla pluralidade de opiniões não significa necessariamente poder e autonomia para todos os plugados.
A maioria esmagadora dos sites é encontrada através de um punhado de ferramentas de busca – ferramentas que põem freqüentemente no topo da página inicial do resultado de qualquer busca não necessariamente os links mais visitados, os mais completos sobre determinado assunto e nem tampouco os preferidos da maioria dos internautas, pois a preferência vai para aqueles que pagam mais para aparecer melhor. Apesar da enorme gama de inteligências e de produtos que vão além do site de buscas, o que vale mesmo é o binômio publicidade e negócio – uma fórmula bem antiga que muitos devem conhecer.
80% dos internautas não passam da primeira página de busca. Apenas 10% passam da terceira. Além disso, a proporção de resultados encontrados em inglês é maior do que a diferença entre a quantidade de sites existentes em inglês e a quantidade de sites encontrados em outras línguas.
À exceção dos sites de órgãos do governo (tanto daqui quanto de qualquer outro país – um serviço muito procurado em todo o planeta) e das grandes universidades, a terceira grande parcela dos sites mais visitados e mais referenciados do mundo são os portais da mídia corporativa.
Apesar da enorme queda na circulação de jornais impressos nos últimos 20 anos no mundo inteiro, da recente porém contínua queda da audiência da TV aberta no Brasil e do envelhecimento do público leitor dos jornalões e que assiste aos telejornais e ouve notícias no rádio, a maioria das pessoas tende a preferir encontrar na internet os mesmos assuntos com o mesmo viés dos seus gostos e valores desenvolvidos no cotidiano e também através da mídia de massa.
De fato, a mudança de hábito de apropriação técnica e de transformação de valores e de discursos pela qual estamos passando trouxe com muita força a percepção da necessidade de um sistema de relacionamento, de troca de informações e de aprendizagem horizontal cujos caminhos são 100% definidos individualmente, descentralizado, infinito e imensuravelmente segmentado imposto de cima para baixo em detrimento de um sistema intrusivo, massivo, segmentado, impessoal e que não lida com o interesse de cada um, apenas com interesses definidos por terceiros que juram que vão conseguir obter o mesmo efeito sobre uma multidão que se move junta somente enquanto for necessário resolver um determinado assunto em comum, mas que preza a liberdade e a individualidade acima de qualquer coisa.
Muito mais do que desencaixes, desencontros, falta de noção de identidade e uma tentativa muitas vezes perdida, desorganizada e até mesmo violenta (neotribalismo) de retornar à afetividade, ao encontro e ao reconhecimento de si, do outro e do mundo justificados por uma crença tardia na teoria hipodérmica, a dificuldade pessoal e coletiva da maioria das pessoas que têm acesso mas que passam longe de um computador é a de aceitar conviver em um ambiente ubíqüo no qual o tempo e o espaço estão dissociados e onde ainda não é possível perceber a relação mediada apenas por três sentidos (visão, audição e fala).
Todas essas constatações não apontam necessariamente para um mundo melhor e nem pior mas, sim, diferente. Hoje, creio que a questão da concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos é anti-democrática quando a maioria das pessoas humildes acredita piamente na TV ou no rádio e quando o alcance dos jornais feitos para donas-de-casa conservadoras de classe média passa a abarcar uma parcela muito maior da sociedade.
Nesse ponto, a população menos letrada porém mais curiosa é mais crítica. Mesmo com o ensimo público sucateado resultando em semi-analfabetos com 3º grau, há uma série de estímulos que aguçam a inteligência e despertam a pró-atividade rolando através de uma pedagogia informal e, não-raro, não-escolar.
Em função disso, as corporações de mídia precisarão gastar centenas de vezes mais recursos a fim de segmentarem seus veículos para uma audiência não apenas heterogênea e segmentada como quase individual, que prefere receber informações personalizadas. Na internet, isso é fácil e barato. No papel e na TV, mesmo com a TV digital (que também será concentrada nas mãos dos mesmos poucos e irá oferecer um nível de segmentação de conteúdo bem menor do que o da internet, dos jornais e das revistas – não se iludam), é uma brincadeira tecnicamente quase inviável.
Muito se idolatra a liberdade de expressão, a diversidade de opiniões, a criatividade, a multiculturalidade, a transdisciplinaridade, a convergência midiática e uma forma mais sensível de se relacionar através de um ambiente no qual não somos meros receptores mas, sim, produtores/usuários/interagentes ao mesmo tempo. Porém, toda essa liberdade só torna-se evidente no sentido de “cada um faz o seu do jeito que quiser” e “cada um vai atrás do que bem entender na ordem que quiser”.
O fato de executar uma série de ações simultâneas como, por exemplo, postar no blog, enviar o orçamento de um trabalho para um cliente por e-mail, fazer videoconferência com um professor, combinar uma cervejada por mensageiro instantâneo e acompanhar as últimas notícias do seu time no portal tende a pulverizar ainda mais as opiniões.
Dessa forma, creio que a auto-organização das redes sociais (tanto online como presenciais) tende a reproduzir reuniões visando reivindicar uma quantidade cada vez menor de pautas em comum, porém de uma maneira cada vez mais global, a partir de um número cada vez maior e mais heterogêneo de atores.
A isso dou o nome de metaefemeridade, ou uma efemeridade do efêmero, onde eu posso simultaneamente fazer parte de uma multidão que exige plano de saúde integral para todos em uma empresa japonesa, verba municipal para comprar o último terreno baldio da minha rua a fim de cultivar uma horta comunitária, a cabeça do técnico do meu time de futebol na Inglaterra e contribuir com um fundo contra a miséria no Uzbequistão.
Tudo isso se resolve ou não de maneira muito veloz e a simultaneidade de atividades é apenas parcial, assim como a intersecção de indivíduos com mais de um interesse em comum tende a ser cada vez menor.
Enfim, embora a sociedade urbana contemporânea esteja completamente midiatizada, vejo a mídia (tanto a ‘boa’ como a ‘má’) como um instrumento a serviço de um poder maior, ao invés de ser a materialização do poder. Porém, à medida que eu e centenas de milhões de leigos vamos nos apropriando da técnica e da discursividade como produtores e usuários de veículos não-massivos e em rede, grande parte do discurso midiático cai no ridículo.
E não pensem que ele cai no ridículo apenas para os tecnófilos ou para os ricos: do contrário, Serra teria sido eleito presidente – e em 1º turno.
Peço desculpas por não ter citado direta ou indiretamente vários autores que inspiraram este post. Perdoem-me também por não ter aprofundado diversos conceitos dos quais me apropriei, mas acho que pude dar uma idéia geral do que eu penso. Tem um quê de Bauman, Maffesoli, Giddens, Foucault, Marcondes Filho, Fragoso, Lèvy, Hardt e Negri, De Masi, Adorno, Horkheimer e outros.
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Como diz o pessoal da NOVA CORJA, a tropa de choque do jornalismo oligárquico “num sabe usá tenéti” e fica ameaçando com bravatas e denúncias vazias porque não tem por onde sair, já que seu modus operandi comercial compromete – e muito – a credibilidade de suas notícias e comentários.
Em época de uma nova campanha política no Brasil (a primeira cujo conhecimento prático e teórico no uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação – as NTICs – também demanda e é demandada pelos atravessamentos da sociedade midiatizada), precisamos estar sempre atentos para a ignorância da censura que instituições supostamente isonômicas como o TSE, o TRE, o STF e todos os MPs brasileiros têm realizado neste ano.
Pior: nosso Congresso tem a cara-de-pau, a ignorância, a estupidez ou até mesmo a má intenção de aprovar um projeto de arapongagem digital proposto pelo ex-desgovernador de MG tucanóide e atual senador EDUARDO AZEREDO (confiram a carta que o TRÄSEL enviou para o Senado e assinem a PETIÇÃO ONLINE que a dupla SÉRGIO AMADEU + ANDRÉ LEMOS abriu contra essa lei estapafúrdia), que – diz a mídia alternativa em Minas – parece possuir estreitas relações com uma enorme empresa de segurança em TI que deseja monopolizar a rede no país. Comprovem isso logo e, de uma lei ridícula, teremos apenas um reles castelo de cartas registrados nas páginas negras dos anais da internet.
Uma das melhores opiniões disponíveis sobre tal aberração é do IDELBER AVELAR. Interessante como todos os con$ervadore$ que criam e conseguem quorum para votar uma estupidez de tamanha magnitude, seja aqui ou em PALAU (com o devido respeito aos nativos daquele paraíso), não entendem patavina sobre internet.
Em suma: o uso do jabá por parte de vários “colonistas” e o uso da publicidade através da voz de blogueiros pagos para puxarem o saco ou detonarem um determinado produto ou serviço, nos incomodam e devemos resistir a tal arbitrariedade e falta de ética. Por hora, apesar desse empecilho temporariamente significativo para o pleno desenvolvimento da blogosfera brasileira estar diante de nós, adiante apresento um exemplo de como a comunicação e a articulação de redes sociais não pode ser controlada:
Sem entrar no mérito se ele é ou não um político honesto; se ele estaria mesmo voltado para satisfazer as demandas daqueles que mais precisam nos EUA e se verdadeiramente pretende tornar-se um líder pela paz e pela redução da miséria no mundo, BARACK OBAMA angariou centenas de milhões de dólares em doações de pessoas físicas e jurídicas e dezenas de milhares de voluntários espalhados por todos oe 50 estados de seu país porque sua assessoria soube trabalhar com ferramentas como e-mail marketing (spam para quem não gosta de receber e-mail no formato de mala direta) e pelo menos DEZESSEIS (16) diferentes sites de relacionamento voltados para nichos de eleitores completamente diferentes.
Como exemplos, cito o FACEBOOK (um site de redes sociais muito mais popular nos EUA do que o Orkut é no Brasil ou na Índia), o MY SPACE (site personalizado de notícias e de relacionamento vinculado ao MESSENGER, ao HOTMAIL e a um serviço de agenda e calendário disponibilizado pela MICROSOFT), vídeos da campanha no YOU TUBE, álbuns de fotos coletivos com fotos de Obama tiradas por amadores em todas as prévias e entrevistas das quais participou no FLICKR, ranking de notícias e artigos sobre OBAMA indicados pelos internautas no DIGG, a nova febre de comunicação em rede na internet, também utilizada pelo jornalismo conhecida como TWITTER, um perfil no site de relacionamento voltado para redes de colaboração profissional LINKEDIN e, finalmente, o envio massivo de torpedos via celular.
O problema é que, no Brasil, quem foi mais esperto em utilizar essas ferramentas e em estabelecer sociabilidades através dessas novas tecnologias foi a pseudo-esquerda da esperta MANUELA D’ÁVILA (E AÍ, BELEZA?) e a juventudi (bela expressão também “chupada” da NOVA CORJA – sorry, guys!) da direita e do – sem comentários – candidato a vice-prefeito pelo PP na chapa de ONYX LORENZONI (DEM), o deputado estadual MANO CHANGES.
Enfim, a campanha de OBAMA pelos democratas foi o maior exemplo mundial até agora da mobilização através da internet. E serve como mais um subsídio para a minha hipótese de que não há esvaziamento nem alienação política: o que há é o deslocamento da pertença local e terrestre para uma pertença global diretamente relacionada à satisfação das demandas pontuais de determinados grupos sociais, normalmente minoritários, periféricos ou marginais.
Mas aqui vai um recado para nossos juristas, políticos e aDEvogados (com todo o respeito aos advogados): se eu quiser dizer em quem irei votar no meu blog, eu digo. Se eu quiser dizer por que eu acho que eu e quem lê o que eu escrevo deveRIA ou não votar em fulano, beltrano ou ciclano do partido que for e para o cargo que for, eu vou dizer.
E não poderei ser processado: sabem por que? Porque a minha liberdade de expressão está garantida pela CONSTITUIÇÃO FEDERAL. No momento em que eu não estiver mentindo, caluniando nem difamando, posso dizer o que eu acho sobre qualquer coisa e está acabada a discussão.
Agora vocês sabem meus motivos por ter aderido à campanha NÃO SOU BLOGUEIRO DE ALUGUEL graças ao post do GLOBAL VOICES ONLINE, que repercutiu a excelente iniciativa do FREELANDO PRO DIABO. É por isso que creio ser tão importante vocês também levarem essa idéia adiante.
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