YEDA E COMISSÃO DO RS PARA COPA 2014 APROVAM ARENA

Notícia do SITE OFICIAL DO GRÊMIO.

Não há problema algum do clube negociar apoio do GOVERNO DO ESTADO para um projeto cuja expectativa financeira, logística e de significativa mudança na paisagem e no fluxo urbano da cidade. Afinal de contas, isso é normal em qualquer lugar do mundo.

Mais certo do que 2+2=4 é a certeza de que o TRICOLOR DOS PAMPAS deve ter ao realizar qualquer negócio: definitivamente, o EMPRÉSTIMO que a equipe da IMPERATRIZ fez não deve servir de exemplo pra ninguém.

Também espero de coração que os parceiros do clube na empreitada que promete mudar a história do futebol brasileiro neste primeiro quarto de século 21 não façam o TIPO DE INVESTIMENTO QUE OS AMIGOS DO ATUAL GOVERNO FAZEM. Afinal de contas, nada nem ninguém está livre de uma ISL turbinada.

Enfim, pra conversar com a RAINHA DAS PANTALHAS, se não for adepto da sua VONTADE NAPOLEÔNICA e da DEMÊNCIA se souber minimamente o CAOS QUE VIVE O RS, haja estômago…

Espero que HERR KOMMANDANT MENDES, chefe da GESTAPO GUASCA, não mande bater nos gremistas que não quiserem DANÇAR CONFORME A MÚSICA

Onde quer que seja (parece que deverá mesmo ser no Humaitá), a nova casa do GRÊMIO precisa ser fiscalizada por SENHORES COMO ESTE

ALEA JACTA EST.

Blogged with the Flock Browser

CALENDÁRIO CBF E CONMEBOL PRECISA MUDAR

A TISE e a KAKÁ do FUTEBOLISTAS ROXAS manifestaram sua preocupação diante do êxodo de jogadores brasileiros em meio ao BRASILEIRÃO. As duas gurias espertas avaliaram que os clubes brasileiros estariam melhor protegidos e seus respectivos plantéis manter-se-iam sem perdas significativas durante mais tempo caso o calendário da CBF fosse adaptado às mesmas datas da UEFA.

Diante de várias observações que fiz sobre essa questão, constatei que, neste caso, alterar o calendário da CBF não adiantaria nada, pois sempre haveria uma janela de três meses entre o término de uma temporada e o início de outra e mais um mês entre o final do 1º e o começo do 2º turno dos campeonatos nacionais. Portanto, pagou, levou. É tudo uma questão de tempo.

Então, o que deveria ser feito? Infelizmente, azar das pequenas comunidades que ficariam um ou mais anos sem ver os grandes clubes nacionais visitando as suas cidades. Porém, pelo bem geral do futebol de alto nível, competitivo e voltado para resultados como se fosse uma empresa, nenhum dos clubes que disputam a série A do Brasileirão poderiam disputar nenhum campeonato estadual.

Como primeiro benefício, o BRASILEIRÃO SÉRIE A passaria a ocupar uma distância maior entre datas, proporcionando mais tempo para treinamento e para recuperação de viagens e lesões, enfraquecendo menos e punindo menos o investimento dos clubes. Certamente o padrão de jogo melhoraria como um todo.

A CBF foi além de todos os limites e os clubes foram extremamente vassalos ao aceitarem a resolução que determina que quem joga a COPA SANTANDER LIBERTADORES não pode jogar a COPA DO BRASIL. Dessa forma, a Copa do Brasil tornou-se um torneio extremamente fraco tecnicamente e com pouca emoção, já que os poucos grandes clubes que a disputam não passam da reba da temporada anterior. Quando algum deles estiver ou em situação calamitosa (zona de rebaixamento) ou na ponta do nacional (título ou vaga à Libertadores do ano seguinte), a COPA NISSAN SUL-AMERICANA deixa de ser uma fonte de renda e de exposição midiática no exterior para tornar-se um enorme empecilho, obrigando a seus participantes a escolha entre aquilo que pode lhes trazer maior resultado financeiro ou evitar-lhes o pior dos prejuízos.

Portanto, assim como ocorre na Europa com a UEFA CHAMPIONS LEAGUE e com a UEFA CUP e na África com a CAF MTN CHAMPIONS LEAGUE e com a CAF CONFEDERATION CUP , a Libertadores e a Sul-Americana deveriam ocorrer em paralelo, com as copas nacionais passando para o semestre seguinte. Assim, a atenção de todos os interessados (torcida, mídia, clubes e patrocinadores) estaria 100% voltada para as competições continentais com o começo do Brasileirão em um semestre e com a Copa do Brasil e o Brasileirão se decidindo no semestre seguinte.

Nesse sentido, só o fato de a CBF adaptar os seus torneios ao calendário europeu não resolveria em nada nem o êxodo dos jogadores, nem a melhora da qualidade de todos os campeonatos da América do Sul. Em primeiro lugar, porque os presidentes de federações e os patrocinadores de cada estado querem mamar na teta dos estaduais. Em segundo lugar, porque a CONMEBOL também deveria cumprir com a sua parte na reforma do calendário do continente, colocando finalmente suas duas competições ao mesmo tempo.

A obrigatoriedade dos grandes clubes disputarem os estaduais e o fato de a Copa do Brasil (um torneio de baixa qualidade técnica e de fórmula de disputa muito mais fácil) dar uma vaga à Libertadores nivelam o futebol por baixo e estragam a preparação dos clubes para aquilo que realmente vale.

Se a CONMEBOL mexesse os seus pauzinhos, as seleções nacionais de todas as categorias seriam altamente valorizadas e não seria mais necessário pedir penico para a FIFA, para a Corte Arbitral do Esporte e nem tampouco ficar à mercê dos clubes europeus para que eles liberem seus jogadores.

Pra terminar: é preciso acabar com esse ridículo marketing da inclusão de clubes da América Central pela CONMEBOL. Como integrantes de outra federação, a CONCACAF, os melhores clubes desses países já têm a sua chance de obterem prestígio, dinheiro e uma vaga na COPA DO MUNDO DE CLUBES FIFA através da CONCACAF CHAMPIONS LEAGUE.

A MÍDIA CORPORATIVA DENTRO DE UM SISTEMA CONSERVADOR

A mídia corporativa, Grande Mídia ou MSM (Mainstream Media) é um problema. Porém, não é exatamente um problema para todos. Mesmo com os Trump, Murdoch, Berlusconi e Marinho da vida atuando em muitos países, há um incontável contingente de seguidores dos valores irradiados por esses protagonistas. O problema maior é a forma como a mídia corporativa estabeleceu-se no Brasil. As corporações de mídia daqui estabeleceram-se através de oligopólios familiares associados a grupos midiáticos estado-unidenses, banqueiros, megacorporações globais, latifundiários e políticos corruptos. Essa casta jamais irá regular o setor do qual tomam conta em prol da sociedade.

Tal modo de produção baseado nesse modelo econômico é extremamente nocivo e espraia-se através de milhares de tentáculos pelo mundo inteiro. No entanto, é preciso perceber que, apesar disso, não é exatamente a mídia corporativa (recursos financeiros + meios técnicos + mentalidade de seus donos + competência técnica, perspicácias e artimanhas dos editores) o principal problema da democracia. Dentre tantos problemas poíticos, econômicos e sociais, embora este seja um problema que, de certa maneira, interfere nos demais, ao mesmo tempo, essa mídia não representa o pior dos problemas que nos afligem.

Contraditório? Não: é apenas uma constatação. O problema maior é o baixo grau de solidariedade, de compaixão, de capacidade de desenvolvimento sustentável, de auto-estima, de confiança e de empreendedorismo consciente e responsável. Embora os valores dos donos do capital sejam reverberados pela mídia corporativa, caso houvesse interesse em promover o esporte, a cultura e o respeito, já teriam sido adotados valores capazes de originar um verdadeiro projeto de nação.

A mídia corporativa não manda nada: ninguém lê, ouve ou assiste o seu conteúdo com uma arma apontada para a cabeça. Mesmo na falta de qualidade conteudística, ninguém é obrigado a manter seus olhos e ouvidos antenados para a mensagem dela: há várias outras formas de lazer, cultura e informação disponíveis – mesmo sem dinheiro, há muito o que ver pela cidade e muita gente para conversar. Quem acredita ou deixa de acreditar em alguém ou em alguma coisa, ou acredita que acredita e sente-se bem com esse condicionamento, ou acredita que não acredita e vai buscar outra coisa pra fazer.

Como não existe unanimidade nem consenso (apenas uma tentativa discursiva de), seus donos e editores conseguem apenas um determinado grau de convencimento junto a determinados nichos dentro do universo que julgam compor sua audiência. Assim, o fazer técnico da mídia corporativa busca satisfazer os interesses dos políticos, do latifúndio, dos bancos e das megacorporações globais através de demandas que, caso atingidas, por tabela também irão beneficiar o negócio dos donos da mídia e tornarão mais famosos os seus funcionários mais pelegos.

Obviamente, como o negócio deles é grana a qualquer custo, se eles não tivessem uma ampla base de consumidores conservadores, mesmo que jamais pendesse à esquerda, seu discurso seria menos extremista, a fim de evitar perder pontos na audiência. Conseqüentemente, os abusos da mídia corporativa só ocorrem porque a sociedade em geral não é necessariamente influenciada mas, sim, porque ela alimenta o conservadorismo e os valores neoliberais de volta para a mesma mídia corporativa. Esta, por sua vez, aperfeiçoa e modifica o seu discurso em função do retorno (feedback) desse receptor, seja ele conservador ou não, procurando agradar mais ao perfil dos conservadores.

O procedimento técnico e a ideologia escolhidos para defender os interesses dessas oligarquias (manipulação, mentira, omissão, espetacularização, etc.), por sua vez, também é utilizado pela mídia dita pequena, seja esta militante de esquerda ou não. Afinal de contas, todos têm um lado e isso não pode ser escondido. A única verdade é que a maioria dos indivíduos deseja convencer o outro de que estão certos. Todos adorariam que houvesse um pensamento único voltado para a preservação dos seus próprios valores e do status quo. Em uma análise sincera e sem hipocrisia, o mundo seria muito mais tranqüilo, seguro e a vida seria muito mais fácil se não houvesse necessidade de discutirmos, certo?

As únicas regras
estabelecidas pela mídia são as regras que ela impõe aos integrantes de outros campos sociais para discursarem sob a formatação de suas técnicas e enunciados quando precisam aparecer através dela. Isso posto, a mídia como um todo (até mesmo a pequena, alternativa ou não-corporativa) serve como um megafone para espraiar toda e qualquer
ideologia, pois a política, a economia e a comunicação estão presentes em tudo e em todos. Ela serve de tradutora do discurso dos vários campos sociais através de uma gramática (falas, gestos, entonação, vocabulário)
didaticamente genérica, a fim de que os mais diversos segmentos da
sociedade laica conheçam aquilo que cada campo deseja revelar de si ou
como os seus mediadores acham que enxergam esses campos sociais.

Dessa forma, a denúncia e a investigação sobre tudo e sobre todos não faz parte desse modelo econômico. A pluralidade, a neutralidade e a objetividade não passam de simples mitos, já que o jornalismo não exprime “A” verdade mas, sim, uma dentre tantas verdades possíveis contada e editada por alguém que, como sujeito, interfere na sociedade e é afetado por ela, de tal sorte que essa vivência define a forma que sua história irá tomar e para quem ela será contada.

Então, os veículos que EU escolho para me dar a sensação de estar bem informado ou os veículos que EU escolho para criticar através de suas contradições que fazem com que eu me sinta mal informado também dependem da minha vivência, das minhas influências e do meu poder individual e exclusivo de intervir em meu próprio ambiente.

O fato de eu acreditar que acredito ou de acreditar que não acredito em algo ou em alguém pode mudar. Porém, esta mudança, na maior parte das vezes, far-se-á de maneira lenta e gradual. Mudando ou não, nada garante que eu esteja certo depois de mudar, ou que eu estivesse certo enquanto pensava da maneira anterior. Ao mesmo tempo, os valores são tantos que há diferentes pesos entre certezas e incertezas. Portanto, mesmo um analfabeto faminto perdido no meio do mato com uma TV onde só pega o canal 12 não é necessariamente influenciável por todos os enunciados da mídia.

O cerne da discussão não deve
ser técnico mas, sim, de uso: não importa se a mídia é grande ou
pequena, se é militante ou não, se é declaradamente de esquerda ou de
direita e nem tampouco se é plurigenérica ou se transmite um único
gênero específico: o que não pode é haver o abuso de práticas que
prejudiquem a vida, que julguem, que rotulem ou que defendam um lado
sem apresentar ou – pior – demonizar o outro.

O poder da mídia corporativa é
menor na pós-modernidade – pelo menos nas grandes metrópoles do planeta
altamente conectadas. Mesmo no Brasil nota-se essa perda de poder. Caso
contrário, o “nordestino preto analfabeto desempregado feio e burro”
teria dado ouvidos às milhares de emissoras de rádio e TV, revistas e
jornais que circulam neste imenso país.

Por conseguinte, quem decide o que é notícia, quem deve ser promovido, quem deve ser defenestrado, a quem defender, a quem atacar, quando, como, aonde, por que e a quem investigar e denunciar possui a mesma formação conservadora dos patrocinadores, de seus chefes e de boa parte da sua audiência. Essa questão explica parcialmente o fato de que o gaúcho médio não
é “tapado” do jeito que é pura e simplesmente por causa da atividade
midiática: ele é “tapado” porque, antes de existir a mídia, já haviam a
retórica, o discurso, a boataria e a coerção.

O quarto poder atribuído às corporações de mídia não existe como tal. Nem o discurso e nem as personas dos editores e dos donos das corporações de mídia possuem controle sobre a audiência e sobre o seu próprio modo de fazer. O verdadeiro primeiro poder (e não segundo, terceiro ou quarto) está muito acima do executivo, do legislativo e do judiciário. Trata-se do poder simbólico circulante na rede, onde os bancos, o latifúndio, as indústrias de armamentos, tabaco, bebidas alcoólicas, medicamentos, a indústria farmacêutica, parte do crime organizado (contrabando e tráfico de drogas, animais silvestres, plantas e pedras preciosas), políticos corruptos com as costas quentes e políticos donos de concessões das afiliadas das nove famílias articulam-se em rede. Todos se conhecem. Todos fazem negócios entre si. Todos pedem coisas uns aos outros e se esforçam ao máximo para atender e ser atendidos, custe o que custar. E todos possuem patrimônio, investimentos, perdas e ganhos em diferentes segmentos econômicos.

A questão é: como desconstruir esse sistema de redes sociais altamente profissional, competente, ágil e adaptável? Em toda a história da civilização ocidental, sempre houve uma casta nababesca e excludente que só pôde ser derrubada pela parte mais ambiciosa e mais esclarecida da casta colocada imediatamente abaixo da primeira. Ambas as castas precisam deum grande volume de pessoas, a fim de defender um lado ou outro. A massa é constituída por uma série de inocentes úteis, que não passam de meras buchas de canhão. Quem luta pelo poder político e simbólico fica na retaguarda, pois não vai correr o risco de morrer. Feita a troca de bastão, no período histórico seguinte, a mesma massa permanecerá sendo excluída. A única diferença é que a aristocracia anterior agora é decadente e serve muito bem à burguesia emergente como referência de dominação. Isso sempre ocorreu, com ou sem mídia de massa, com ou sem internet, com ou sem naves espaciais, com ou sem cavalos.

Com base na teoria dos campos sociais de Pierre Bourdieu, na caracterização dos mídias (grande, pequena, ruim, boa) como um campo social (Adriano Duarte Rodrigues) e na midiatização da sociedade (Eliseo Verón), chega-se à conclusão de que o campo dos mídias é o único campo social que atravessa e é atravessado pelos outros campos. Essa intromissão dos mídias nos demais campos sociais (jurídico, esportivo, médico, político, científico, religioso, militar, etc.) não necessariamente coincide com uma posição de maior poder (seja ele econômico ou simbólico).

O papel da mídia não é nem deseducar, nem educar. A mídia é tão-somente um instrumento técnico. O tipo de uso que se faz dela depende da intenção das pessoas que a patrocinam. E a crença sobre como deve-se “ensinar” a audiência a viver depende sobremaneira da ideologia e dos valores dos produtores de cada programa.

É preciso mudar a maneira de pensar e de viver como um todo. Afinal de contas, se há desinformação, omissão, manipulação descarada, tentativa de consenso através de um pensamento político e econômico único, é porque existe tanto um grupo de financiadores, de produtores e de legisladores como sobretudo uma enorme parcela de público cidadão e consumidor como protagonistas desse processo. A mídia corporativa alimenta sua audiência…

…Mas também é fartamente alimentada por ela.