PÚBLICO x PRIVADO + PROCESSOS: LIÇÃO PARA BLOGUEIROS

Presta muita atenção ao depoimento acima. O ator Pedro Cardoso é um cidadão de primeiríssima qualidade, altamente consciente e nada afetado. O fato de ser carioca da zona sul, de vir de família abonada, de ser ator televisivo exclusivo da Rede Globo e de ser primo do ex-presidente FHC não podem, de maneira nenhuma, desautorizar a sua posição. Até porque ele aparece rarissimamente no programa paparazzo da sua empregadora, o Video Show.

A chamada classe artística deveria mirar-se nesse espelho e aprender a diferenciar o que é notícia de interesse público e o que é prestar-se ao papel de um mero objeto vendável. A bem da verdade, há o predomínio de artistas, jornalistas e políticos que comportam-se como “celebridades”: infelizmente, sujeitam-se a aparecer de qualquer jeito só para ganhar dinheiro. Sua crença na máxima “quem não é visto, não é lembrado” os faz esquecer de que, do mesmo cume do vulcão de onde se mira o horizonte, pode-se morrer com um simples escorregão. E, para chegar a esse triste fim, não é preciso sequer tocar a lava…

A função social dessas criaturas dinheiristas, egocêntricas e – não-raro – de questionável qualidade profissional e cultural remete apenas ao entretenimento: pouco aprendem e pouco ensinam. Nesse sentido, impera a mediocridade responsável pela longa demora do país em poder finalmente alcançar um nível mais alto em sua evolução civilizatória.

Incontáveis exemplos me levam além nessa discussão. Dois deles, em particular:

– MARADONA E A IMPRENSA: longe de mim concordar, aceitar ou incitar a agressão ou a violência. PORÉM, é necessário compreender minimamente o porquê de um Diego Maradona ter ameaçado “periodistas” com um rifle defronte a sua mansão em Buenos Aires num momento delicadíssimo do seu primeiro casamento durante o auge da sua drogadição;

A MORTE DA PRINCESA DIANA: ela e seu namorado Dodi Al-Fayed morreram em um acidente automobilístico em 1997 durante tentativa de fuga não de bandidos, da polícia ou da justiça mas – pasmem – dos infames e onipresentes paparazzi.

Isso posto, vamos ao terceiro e mais importante exemplo dessa conflituosa relação: intrometer-se nos atos de pessoas públicas dentro de seus ambientes privados é fofoca, é ignorância (pelo menos ignorância jurídica), é estupidez (mesmo que não tenha sido movida pela maldade ou pelo oportunismo, o é pelo excesso de parcialidade) e é crime (independentemente da discussão entre o legal e o justo, não se pode corrigir um erro com um outro erro). Mesmo quando essas pessoas são suspeitas ou até mesmo formalmente acusadas de crimes graves e amplamente conhecidos, tal intromissão na vida privada não se justifica.

Nesse ponto, que me perdoem meus amigos blogueiros que estão sofrendo processo em nome dos netos da economista e (momentaneamente) política Yeda Crusius: hoje, o que menos importa é especular se ela quer levar algum, se a sua ação foi orquestrada (quer seja pelo seu advogado, pela classe que a sustenta no poder, pelo seu partido ou, ainda, pela intervenção de sua filha – a mãe das crianças). Importa menos ainda se ela processou inclusive o intelectual orgânico do poder econômico que transforma boa parte da classe média gaúcha em classe mérdia bovina a fim de supostamente devolver ao PIG guasca parte da sua credibilidade perdida…

…Na frieza dos códigos de lei sacramentados e atualmente válidos que determinam direitos e deveres relacionados à essa linha tênue que separa o interesse público do privado, seja para quem torce a favor, seja para quem torce contra ela e as forças que a sustentam no poder, é preciso admitir, respeitar, aceitar e acatar o fato de que –pelo menos neste caso (mesmo que, no frigir dos ovos, possa ser tão-somente neste caso) – ela tem toda a razão social e técnica a seu lado.

Sei que é indignante e quase impossível resistir ao impulso de querer fazer justiça com o próprio teclado. Todavia, há um gigantesco desconhecimento jurídico por parte de jornalistas profissionais (funcionários do PIG ou não) e de opinionistas em geral – principalmente os hoje dispostos na blogosfera, como muitos de nós.

A resistência contra um poder hegemônico (econômico, político e coercitivo) conservador, reacionário, oportunista e ignorante é fundamental. Porém, é preciso municiar-se de todas as armas disponíveis para, ao invés de ser um Flik, não passar de um pobre Don Quijote de La Mancha. O risco de errar, de pagar mico, de ser obrigado a gastar um dinheiro que não se tem e de virar a vida de cabeça para baixo em termos profissionais, afetivos e financeiros é muito grande quando não há interesse em buscar assessoria técnica adequada.

Deixo aqui a contribuição de um professor fantástico que me ensina bastante. O conheci graças às amizades que fiz pelo Twitter. Pra quem não conhece, o prof. de Direito da UFMG dr. TÚLIO VIANNA possui um blog no qual discute uma série de questões sobre direitos humanos, cidadania, política, software livre e as imbricações dessas questões com as práticas jornalísticas.

Sigam-no e leiam atentamente o artigo que escreveu junto com Cintia Semiramis sobre calúnia, difamação e injúria.

PROBLEMAS DO JORNALISMO COMO REFERÊNCIA HISTÓRICA

A minha querida amiga Cláudia Cardoso postou no Dialógico (que ela divide com as incríveis charges do Eugênio Neves) um artigo interessantíssimo chamado “O Comprometimento da Mídia Guasca com Yeda Crusius“.

Nesse post, os comentadores* Miguel Grazziotin e Turquinho consideram a hipótese bastante plausível de que a blindagem da corrupção do atual desgovnerno bovino não se deva apenas à preservação pura e simples dos interesses econômicos e simbólicos dos patrocinadores da mídia corporativa do RS, mas também a uma espécie de contrato social de baixo nível entre corruptores e corruptos. Segundo essa premissa, não seria nada difícil supor que a RBS e todas as suas concorrentes tenham se envolvido no processo de articulação responsável pela maior dilapidação que este estado já viu.

Ora, se a blogosfera possui (ao contrário do que o prof. Celso Schröder me levou a crer em debate recente – mas isso fica para um post que estou devendo) apuração, reportagem, investigação, denúncia e opinião responsável e metodologia de documentação a partir de jornalistas, sociólogos, filósofos, geógrafos, historiadores e uma série de cidadãos críticos e responsáveis, não é impossível desconstruir essa blindagem. Se essa blindagem for rompida por um necessário aumento do espectro que essa desconstrução atualmente em curso possa vir a alcançar, logo, tornar-se-á impossível à mídia corporativa manter a sua credibilidade perante a maioria da população.

No final do post, a Cláudia escreveu algo que me levou a uma preocupação. Preocupação esta que levarei à minha cunhada Rosângela Oliveira, aos professores de cursinho da minha Lu (que vai prestar vestibular para História) e para o já quase historiador Rodrigo Cardia do Cão Uivador.

Disse a Cláudia:

“…Quem recorrer aos jornais impressos, daqui há alguns anos, não poderá avaliar a situação dramática do RS nesse período…”

Nós, leigos em História, em Biblioteconomia, em Museologia e em Arquivologia, estamos todos acostumados a reunir jornais e revistas como documentação factual devido à facilidade de acesso e à cronologia que esse suporte de informação cotidiano nos fornece há pelo menos um século e meio no Brasil.

No entanto – e aí preciso do socorro do pessoal da área de História – parece que muitos historiadores prudentemente apresentam muito cuidado para evitar tanto quanto possível a relação direta entre a confiabilidade do conteúdo jornalístico como fonte histórica e a devida transformação desse material bruto em História. consagrada. Pessoalmente, creio que isso se deva a uma série de fatores:

1) A informação mediada sempre serve aos patrocinadores da mídia corporativa – que, por sinal, são aqueles que detém o status quo. Logo, tudo o que não interessa ou é omitido, ou é manipulado, ou, ainda, não é analisado com a devida profundidade;

2) O procedimento cuidadoso leva os historiadores a terem a imprensa como uma referência menos importante – ou, então, apenas como mais uma referência dentre tantas outras amostras documentais e testemunhais. Dessa forma, me parece que, tanto quanto possível, o processo historiográfico deve buscar reunir, além das provas materiais e documentais mais corriqueiras, um conjunto de depoimentos de protagonistas, antagonistas e de herdeiros relacionadas a um determinado contexto;

3) Em um futuro não muito distante, os jornais e revistas cujo suporte material ora é o papel ou o plástico estarão em desuso por causa da dificuldade de conservação, desse material, do alto custo de armazenagem de material com volume e peso significativos e, obviamente, também em função da sustentabilidade por uma questão de sobrevivência.

Isso posto, toda a informação que circula e pode ser reproduzida digitalmente não depende mais de nenhum suporte material. Todavia, a existência e o consumo da informação digitalizada só são percebidos a partir do momento em que esse conteúdo é reproduzido em uma série de interfaces cujos suportes são todos necessariamente alimentados por uma série de formas de energia que se transformam em eletricidade. Sem energia, o que está armazenado não pode ser recuperado nem tampouco reproduzido. Em outras palavras, a informação “desenergizada” não é informação. Afinal de contas, sob essas condições, todo e qualquer conteúdo não passará de um amontoado de bits presos em suportes sintéticos impossíveis de ser recuperados.

Por exemplo: o que é um HD? O que é um pen drive? O que é um cartão de memória? O que é um DVD? A apropriação básica para a qual esses produtos foram criados perde totalmente o sentido quando o seu conteúdo não pode ser visualizado.

Então, mesmo que o problema não seja um colapso energético involuntário, podem haver cortes de energia arbitrários que funcionariam como a Inquisição da Idade Média – os apagões seriam o poder do clero e da nobreza “queimando” os “livros” da pós-modernidade.

Hoje, discute-se muito a abolição dos direitos autorais, que é uma agenda decisiva. Outra agenda diretamente relacionada a essa é a da democratização e da desconcentração da propriedade e da livre expressão dos mídias. Porém, o que eu trato neste post deverá necessariamente se tornar uma questão crucial para a permanência da memória e para o respeito a todo e qualquer tratado capaz de organizar a sociedade.

Já está mais do que na hora de discutirmos garantias legais que sustentem uma certa materialidade para a informação que – desde o começo deste século – está sendo quase totalmente digitalizada.

Portanto, a democratização da comunicação depende também da preservação do acesso tecnológico necessário aos suportes de todo o conhecimento da humanidade que não cabe mais em bibliotecas, nem nos museus e tampouco nos órgãos do Judiciário.

Com a palavra, os especialistas! ;)

MÍDIA BRASIL: POR UM MODELO BBC

Este debate precisa ser expandido. Infelizmente, não tenho tempo nem dinheiro que me possibilitem viajar nem sei de alguma entidade disposta a me ouvir e que concorde em grande parte das questões que eu levanto nessa discussão. Mesmo assim, entre acertos e erros, considero-me razoavelmente apto a falar sobre a questão da democratização nos meios de comunicação no Brasil.

É uma questão muito importante, pois trata da soberania nacional e, acima de tudo, da autonomia social e econômica da maioria de nossa população em relação à sua capacidade de reconhecer o mundo a partir de um determinado conjunto de histórias contadas como se fossem a expressão da verdade de uma época sob um determinado contexto.

Assim como só vejo como possível a capacidade de se atrair novos atores sociais dispostos a exercer a sua cidadania política, econômica, social e simbólica pressionando o poder a partir de iniciativas em rede que podem retomar o espaço público como uma ágora eliminando-se uma visão partidária e sindicalizada,  considero o debate pela democratização dos mídias no Brasil a partir do viés acadêmico influenciado pela escola marxista que resultou na TEORIA CRÍTICA da Comunicação um tanto limitado. Afinal de contas, regular, regulamentar, moralizar, educar, propor ações sociais e quebras de paradigma com autonomia e liberdade é uma equação muito difícil de ser solucionada e, definitivamente, não há almoço grátis.

Um erro nessa resistência à mídia hegemônica é o de não reconhecer a importância da estética da linguagem como um fator de necessidade econômica e simbólica voltado para a produção de bens de consumo mais racionais e gratificantes a partir da experiência social resultante do contato com tudo o que é produzido, transmitido e discutido sob o olhar mediado. Considero que, invariavelmente, a limitação das conquistas em relação à democratização dos meios de comunicação deva-se muito ao fato de que reconhece-se muito pouco a fundamental importância do custo de produção e da falta de apuro estético.

O conteúdo só se torna atraente se a edição e o discurso tiverem uma linguagem adequada à linguagem do público predominante. Em termos de empoderamento de pequenas comunidades, qualquer equipamento serve. Porém, quando entra-se no broadcast, o furo é muito mais embaixo.

Embora sejam fatores nada desprezíveis em relação ao consumo de baixarias e da alienação oferecida por conteúdos frívolos que não podem ser chamados de informação (partindo-se do pressuposto bergsoniano de que informação é aquilo que produz diferença), deve-se levar em conta o fato de que, para muitas pessoas, a sua preferência por esse tipo de programação (bem como a preferência dos mídias pela sua produção) não decorre da ignorância nem da falta de escolaridade ou de politização. A preferência por uma estética funcional costuma estar de acordo com a dinâmica social de seu tempo. A maioria das pessoas não têm tempo nem saco pra assistir a um programa de TV com cenário pobre, trilha sonora mal gravada, linguagem de 10 anos atrás e assim por diante. Ser honesto e tecnicamente correto não é suficiente: é preciso ser surpeendente. E há muita surpresa mesmo naquilo que não possui conteúdo relevante. Essa é a fórmula do sucesso de quem está por cima da carne seca.

Talvez a preocupação moral e conservadora que, em certos pontos, também conquistou a minha adesão no momento em que se descobre o quanto certas mensagens podem transformar a educação de uma criança, não deva ser vista como um cavalo de batalha. Ignorá-la, jamais; porém, que ela não se torne a principal bandeira nessa modalidade de resistência política e simbólica. Digo isso porque cada vez menos pessoas assistem televisão. Conheço dezenas de pessoas que, ao começar a trabalhar e a fazer novas amizades, simplesmente perderam até o prazer de assistir aquilo que costumavam assistir.

TV aberta?! Rádio?! Jornal?! Revista?! A mídia de massa não é mais tão forte quanto já foi. É por isso que eu acho um exagero (e até perda de tempo) discutir algo que nunca irá mudar (isto é, o discurso de sempre da Grande Mídia). A RBS, a ABRIL, a FOLHA, o ESTADO e outros menos votados não exercem a menor influência na minha vida. Sinceramente, não me considero mais culto, mais inteligente e nem tampouco mais “esperto” ou “do contra” por preferir (com restrições) CAROS AMIGOS, CARTA CAPITAL ou coisa parecida. Eu acho que, mesmo sendo uma minoria, há um monte de gente que não é necessariamente de esquerda ou com alto grau de escolaridade capaz de fazer as mesmas escolhas.

Infelizmente, são poucas as pessoas com acesso a TV a cabo e internet. E, o que é mais grave, é a total falta de conhecimento de outros idiomas, a fim de fazer com que o Brasil descubra imediatamente tudo o que está sendo feito em termos de empoderamento.

A minha mãe só estudou até a 4ª série e assiste a todos os programas de fofoca e noticiários espreme-sangue da TV aberta. Ela não consegue acompanhar as legendas e não assiste nada em outras línguas porque não consegue entender.

O mundo, em todos os sentidos, é uma coisa extremamente complexa pra ela. Ela não se interessava e não tinha coragem nem saúde pra assistir a uma programação decente, até que vários dos canais a cabo voltados para questões de família, educação dos filhos, novidades da medicina, evoouções tecnológicas e sexualidade fossem duplados para potuguês. A visão de mundo dela pode até não mudar muito, mas, pelo menos, ela aprende um montão de coisas e apresenta assuntos bem mais interessantes pra gente conversar em casa.

Portanto, não podemos considerar a programação como um todo de baix qualidade ou excludente.

As origens dessas questões são muito mais profundas e complexas do que meramente discutirmos sobre quem são os donos dos poderes político, econômico e coercitivo ou por que a mídia corporativa emburrece a população em geral: por mais leis que se tente aprovar e por mais mecanismos de fiscalização, infelizmente, é tudo uma questão de desligar o botão ou de se arranjar outra coisa pra fazer. Ou, pelo contrário, seria a televisão um meio “hipnótico”?! Creio que não. O que deve-se quebrar é a barreira do condicionamento, a partir de uma campanha voltada à uma vida social mais intensa vivida presencialmente junto a seus afetos e atividades ao ar livre.

Por outro lado, há programas maravilhosos na televisão, em grande quantidade. A maioria deles a cabo.

Então, defendo um modelo igualzinho ao da BBC: 50% + 1 das ações pertencentes à emissora estatal, que oferece educativos de altíssima qualidade e interesse no horário nobre (das 19h às 21h) e possui quatro emissoras abertas com conteúdo diferente entre si, mais ou menos como os canais Discovery (só que com qualidade melhor).

A BBC produz programas de primeira porque contrata o melhr iluminador, o melhor fotógrafo, o melhor maquiador… DO MUNDO, por empreitada (como free-lancer).

Eis o grande impasse: a BBC cobra 10 libras/mês para fornecer uma set-top box  e corta o sinal de quem não paga a mensalidade. Essa set-top box, além de proporcionar todos os canais de qualidade educacional e noticiosa da BBC, também libera o acesso a uma série de outros canais.

No Brasil, há uma lei que fala sobre o direito universal à Comunicação. Com isso, a TV aberta foi baixando a qualidade técnica, subtraindo a relevância social e foi espetacularizando a sua programação, quase unificando o discurso em função da pequena quantidade de proprietários e de centenas de patrocinadores em comum.

Temos uma TV a cabo muito cara e de alcance restrito somente aos grandes e médios centros urbanos dos estados do Sul, do Sudeste e das regiões litorâneas do Nordeste. É uma programação cara, repetitiva e redundante, mas que possui, inegavelmente, uma qualidade média de discurso e de apuro técnico superior às produções abertas.

Há, ainda, a questão da TV PÚBLICA, que não é pública mas, sim, ESTATAL: qualquer governo pode optar entre torná-la chapa branca, extingui-la ou fazer dela um cabide de emprego. Caso a TV BRASIL operasse em condições ideais em TV aberta ou fechada no país, teríamos acesso a toda a sua programação em canal próprio – coisa que não ocorre.

Com o equivalente a R$10,00/mês de todas as pessoas interessadas em possuir programação de TV em suas casas, certamente teríamos acesso a um conjunto de canais de programação segmentada com programação de qualidade suficiente para dar um banho em todas as GLOBO, RECORD, RBS, BAND, SBT e emissoras estatais juntas.

Tudo custa dinheiro. E não se pode aumentar impostos ou realizar descontos compulsórios a torto e a direito. Ao mesmo tempo, leis que definem um percentual x do orçamento público ou privado para o investimento em qualquer setor dependem das oscilações de mercado muito mais do que a oscilação resultante do aumento ou da diminuição da audiência em si.

Por que a TV BRASIL não colou ainda?! Simples: porque sua política de distribuição e sua infra-estrutura são pífias, já que falta coragem e interesse nesse investimento pesado sem uma contrapartida.

No meio textual (impresso ou internet), o cara escreve como e sobre o que quiser. Acredita ou duvida dele quem bem entender. Porém, a propagação da voz e da imagem através de ondas eletromagnéticas é uma concessão pública, que deve obedecer a uma política social e educacional.

POLÍBIO BRAGA, NOVA CORJA, JUSTIÇA E BLOGOSFERA

O experiente jornalista e advogado POLÍBIO ADOLFO BRAGA teve seu pedido de Ação Ordinária Cominatória c/c Indenização por Danos Morais e Antecipação de Tutela no valor de R$950,00 cobrado do editor do blog NOVA CORJA, jornalista WALTER VALDEVINO OLIVEIRA SILVA, indeferida pelo juiz Regis de Oliveira Montenegro Barbosa da 18ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre.

Contra fatos não há argumentos: o blog dos jovens jornalistas safou-se do processo simplesmente por ter feito o seu trabalho. Um jornalismo tecnicamente correto e minucioso através de pesquisa, entrevistas, documentação e conferência que contou com a colaboração de um atento leitor. Braga pagou um micaço daqueles ao ter seu pedido de indenização acima citado (ele queria a “fortuna” de R$950,00) indeferido.
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PERRRGUNTAS:

1) Quantos jornalistas que formam ou formavam a tropa de choque do poder hegemônico local recebem ou receberam jabá?

2) Por que “ajudar” a manter o blog de um único jornalista (se não houver outros beneficiários desse ‘agrado’)?

3) O que a FENAJ pensa sobre isso?
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Só para constar, os patrocinadores do blog de POLÍBIO são os seguintes:

CREMERS (Conselho Regional de Medicina do Estado do RS)
“MEDICINA COM ÉTICA E DIGNIDADE”

TAURUS (ferramentas e ARMAS DE FOGO)
“GERANDO EMPREGOS/DIVISAS PARA A NOSSA INDÚSTRIA”

SIMERS (Sindicado Médico do RS)
“A VERDADE FAZ BEM À SAÚDE”

ALERGS – ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RS
“SOCIEDADE CONVERGENTE

BANRISUL (Banco do Estado do RS)
“QUEM TEM BANRISUL TEM TUDO”

ARACRUZ
“FAZENDO JUS AO SEU PAPEL”

DTD DATADROME
“DATA CENTER E HOSPEDAGEM WEB SOB MEDIDA”
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PORTANTO, MAIS PERRRGUNTAS:

4) Por que que duas entidades de classe dos médicos, cujo juramento é o de preservar a vida, investem em um blog sobre política lado a lado com uma empresa que fabrica uma linha de produtos cuja única função é lesionar, traumatizar, aleijar e matar (TAURUS) e com uma empresa que gera apenas um emprego a cada 167 hectares, planta milhões de pés de eucalipto onde, CADA UM, consome 30l/dia?

5) Não há uma grave contradição entre entidades médicas estarem lado a lado com um fabricante de armas? O que o CONAR diria sobre isso?

6) Qual o interesse da ALERGS e do BANRISUL em bancar o jornalista?

7) O parlamento gaúcho não deveria ser uma casa que prezasse o debate e a representatividade de TODA a sociedade gaúcha? Logo, por que não vemos banners de órgãos públicos em sites e blogs de ideologia contrária a fim de equilibrar as visões multifacetadas da sociedade?

8) Por que a desgovernadora pediu penico ao BIRD se há verba até mesmo para pagar um blogueiro amigo?

9) Por que o BANRISUL, lucrativo e
bem administrado que é, não fomenta o pequeno agricultor nem com
plaquinhas de madeira pintadas à mão na porteira de suas propriedades
humildes porém honestas, produtivas e sustentáveis?
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A blogosfera brasileira já dispersou, pulverizou, divulgou a torto e a direito esse triste caso de onipotência, presunção e negação daquilo que se fez, que se faz e que se é. Confiram abaixo nos vários links que pesquisei em poucos minutos:

POLÍBIO QUEM?

CARTA ABERTA A POLÍBIO BRAGA

POLÍBIO BRAGA? EU NÃO CONHEÇO

EU NÃO CONHECIA O POLÍBIO BRAGA

POLÍBIO BRAGA – IMBECIL JORNALISTA BRASILEIRO ESCREVEU…

POLÍBIO BRAGA: O PRÓPRIO

POLÍBIO BRAGA: INVEJA É COISA FEIA!

POLÍBIO BRAGA (Wikipedia)

EU NÃO CONHEÇO O POLÍBIO BRAGA

POLÍBIO ADOLFO BRAGA ATACA UNISINOS COM ÓDIO

POLÍBIO BRAGA RESPONDE NOTA SOBRE AÇÃO AJUIZADA CONTRA BLOG GAÚCHO

QUEM É POLÍBIO BRAGA?

EU NÃO CONHEÇO O POLÍBIO BRAGA

JORNALISTA GAÚCHO AMEAÇA BLOGUEIROS DO ‘NOVA CORJA’

POLÍBIO BRAGA CAI NO CONTO DE QUE O ABORTO DIMINUI A CRIMINALIDADE

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Só nos exemplos acima, o jornalista:

a) Quase criou um incidente diplomático com Portugal e acabou ridicularizado em outro continente;

b) Criou um incidente contra uma das maiores universidades privadas do Cone Sul só porque ela foi acadêmica, teórica, técnica e empírica ao defender dialeticamente o fato de que os movimentos sociais (no caso, o MST) podem – por que não – ser um excelente mercado de trabalho para os novos profissionais de comunicação;

c) Virou motivo de chacota não no meu blog ou na NOVA CORJA, mas em blogs como o BAR DO EDNEY, o IMPRENSA MARROM e o LADYBUG, que possuem MILHARES DE VEZES a audiência DIÁRIA que todos os 20 principais blogs gaúchos de política e mídia possuem SOMADOS.

Para um homem sério, respeitado, reconhecido e experiente (sem ironia), que até já foi chefe da Casa Civil estadual, secretário municipal de Alceu Collares e ainda é filiado ao PDT, a repercussão amplamente negativa que atingiu não foi pouca coisa.
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Por fim, eu não tenho nada contra o senhor POLÍBIO ADOLFO BRAGA, nem tampouco contra sua profissão ou família. Apenas repercuto o fato diante de algo que me soa como censura, arbitrariedade e uma visão juridicamente equivocada dos conceitos de calúnia e difamação.

A postura ameaçadora e agressiva deste senhor foi baixa, quase gangsterista.

A vida continua. O mundo gira. Ele continuará com seus leitores fiéis, com seus defensores contumazes e fazendo parte da mesma rede social que crê nos mesmos valores em que ele acredita. E, salvo raras exceções, até o final de sua vida, seguirá recebendo uma quantia mensal dezenas de vezes maior do que a de todos os blogueiros que o elogiam e o criticam eventualmente.