[EWC'10 CAF G] EGITO x ARGÉLIA É GUERRA

Diante de tanta tradição dentro do continente africano, o que diabos faz o Egito degringolar na hora H? Síndrome de Roth?!

Hoje, a Argélia é o grande rival. No 1º turno, em Argel, os donos da casa enfiaram 3×1 com certa facilidade:

Como não poderia ser diferente, o assunto da semana no Cairo é o jogo decisivo de hoje. Os egípcios precisam vencer por três ou mais gols de diferença para carimbarem seu passaporte para a África do Sul. Uma vitória por dois gols provoca um jogo extra em campo neutro:

Desconheço questões políticas e econômicas que porventura incitem a violência por motivos extra-campo, mas o clima lá está pesadíssimo: o ônibus dos argelinos foi alvejado por pedras em sua chegada ao Cairo e quatro jogadores ficaram feridos. A FIFA exigiu por parte das autoridades egípcias garantias de segurança por escrito para os visitantes.

Como sempre, eu tenho lado: por mais que seja apaixonado por egiptologia como um profundo admirador das ciências humanas, sou algeriano desde pequenininho. Se querem saber por que, tenho várias razões para pensar assim:

1) O Egito é a grande pedra no sapato de Camarões;

2) Quem formou sua paixão por seleções a partir da Copa de 1982, é torcedor do Porto e viu Madjer acabar com Alemanha, Bayern, Peñarol e Nigéria não pode pensar diferente;

3) O Egito deixou uma péssima imagem no pior grupo F da história das Copas: Egito, Inglaterra, Holanda e Irlanda empataram cinco de seis jogos em 1990 na Itália, quando os hooligans foram isolados na Sicília e na Sardenha.

Vamos ver no que dá. Com paz, por favor! ;)

DUNGA NÃO VAI LARGAR O OSSO

                Dunga ouve Jorginho durante o empate de 0 a 0 com a<br />                     Bolivia, no Engenhão<br />

Minha Lu havia dito algo tão original quanto divertido e verdadeiro ao mesmo tempo logo após a vitória sobre o CHILE:

- MAS AH, DUNGA, HEIN?! CONSEGUIU TIRAR O [PIII!!!] DA BRASA!!! :P

Ao que tudo indica, ele gosta de viver perigosamente: contra a “fortíssima” BOLÍVIA em pleno ENGENHÃO, um reles empate em 0×0.

Não tem perdão nem para ele, nem para os jogadores.

Engraçado: ele não obteve resultados mais expressivos quando utilizava mais JÚLIO BAPTISTA e ELANO pra carregar o piano e dar uma ajuda lá na frente ao invés de JOSUÉ, MINEIRO, HERNANES e LUCAS? Tudo bem que RONALDINHO e KAKÁ estão no estaleiro há tempos e, quando em forma, eram os diferenciais de qualidade da seleção. Porém, nenhum dos dois mostrou futebol decente e regular ao mesmo tempo durante toda a ERA DUNGA.

Também não gosto de MAICON nem de JEAN. O último, útil no FLAMENGO, provou não ter personalidade pra vestir a camiseta da seleção.

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DUNGA NÃO ACEITA CRÍTICAS

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Dunga foi – só pra variar – antipático, melindrado, desrespeitoso e ignorante. Reconheço que ele foi anos-luz menos estúpido do que Ronaldo e Júlio César contra o presidente Lula. Contudo, embora cada um acredite naquilo que deseja acreditar e duvide daquilo que deseja duvidar, neste caso específico, qual a diferença entre mim e Lula? Apenas a exposição midiática que o presidente tem e o peso do cargo que ocupa. Nada mais do que isso.

Não sou jornalista, nunca fui jogador profissional, técnico, dirigente, gestor e nem tampouco político. Só ganho o prazer de trocar comentários e links com vários outros blogueiros e leitores espalhados mundo afora. O meu papel é de um entusiasta assíduo do futebol cuja posição é a de alguém que se interessa em ver o esporte ser visto com mais respeito, a fim de que a diversão que ele me proporciona seja cada vez melhor. Não foi nesse sentido que Lula se referiu ao criticar a seleção brasileira utilizando as virtudes dos argentinos como exemplo?

Ricardo Teixeira não confronta os interesses da mídia corporativa. Da mesma forma, deu um jeito de fazer com que os interesses comerciais da Globo passassem a conviver em simbiose com os interesses da CBF. Isso é muito perigoso, na medida em que existe aí uma interferência nociva para o futebol brasileiro.

Se fosse apenas por isso, eu continuaria defendendo a manutenção de Dunga no comando técnico da seleção. Porém, agora é uma questão de postura, pois a imagem do futebol brasileiro está sendo mais uma vez arranhada em outro período de transição entre gerações, assim como o fora com Falcão logo após a Copa de 1990.

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