DIA SEM GLOBO: PENSAMENTO EM REDE

As formas de mobilização social normalmente costumam reconhecidas e aceitas pela maioria das pessoas ligadas a partidos e sindicatos somente se forem executadas sob a ótica marxista, para a qual a maioria dos conflitos sociais resume-se à luta de classes e à comparação entre fracos/oprimidos (que não são tão fracos assim) e burgueses/oligarcas (que têm, sim, pés de barro).

O ser humano é um ser social. Discordo – em parte – do julgamento simplista de que a sociedade atual seja majoritariamente despolitizada e alienada. Em função disso, considero que grande parte da população, consciente ou inconscientemente, não se comporta como receptora passiva do conteúdo da mídia de massa. Todavia, cada caso é um caso: as reações podem ser muito heterogêneas, oscilando entre mobilizações meramente locais até um alcance global, além da motivação de cada indivíduo poder ser meramente pessoal até um ponto em que haja total desprendimento. E, como lidamos com pessoas, não existe previsibilidade nos resultados dessas mobilizações.

Observo o predomínio da falta de interesse por parte de muitos intelectuais quanto à leitura atenta de autores sérios sobre as teorias de redes sociais. Não são apenas a História, a Sociologia, a Antropologia e a Ciência Política que acumulam teorias, pesquisas e estudos de caso seculares. Acredito que tenha havido um atraso na aceitação de experiências multidisciplinares no campo das Ciências Sociais Aplicadas, que sofrem preconceito de parte da comunidade científica justamente por não virem de uma única ciência ao mesmo tempo. Hoje em dia, felizmente, aceita-se juntar Matemática, Biologia, Antropologia e Ciências da Comunicação em trabalhos complementares, esclarecedores e – acima de tudo  – socialmente úteis, cujo alcance extrapola as estantes das bibliotecas e os congressos em que só se fala para os próprios pares.

Ao contrário do que costuma ser publicado por jornalistas que não se atêm a uma apuração mais aprofundada das pautas relacionadas a fenomenos multitudinários cuja emergência se dá através de fluxos de informação inicialmente originados no ambiente online, a grande maioria dos encontros, conversações e/ou debates online tem como objetivo transferir essa pauta para o ambiente presencial. Porém, muitos ainda pensam da maneira moderna, taylorista-fordista, em modelos de hierarquia e de ação institucionalizada, onde pensam que precisam depender de instâncias superiores para que algo realmente ocorra e, aí, se desmobilizam. E uma desmobilização online precoce resulta na inexistência da prática ou da repercussão desse fato no ambiente offline ou presencial.

É preciso reconhecer que até mesmo o pessoal de esquerda se desmobiliza facilmente. Por negar-se a compartilhar ideias com quem pensa ao contrário, infelizmente, aparenta ser ainda mais ignorante do que a direita, pois afasta-se da centralidade na rede, adotando um posicionamento periférico de onde dificilmente será solicitada. Sobre isso, escrevi recentemente sobre a minha visão acerca do porquê de Lula unir-se a Sarney. O viés das redes, a meu ver, parece muito mais lógico do que tentar procurar alguma razão na Sociologia clássica (embora eu deixe claro que nenhuma ciência ou teoria pode ser considerada em desuso, superada ou atrasada, até porque todos bebemos da mesma fonte). A esquerda é ainda mais obediente às hierarquias do que a direita – a não ser que tenha por filosofia e praxis a comunidade do Software Livre como uma diretriz para pensar em compartilhamento e não em propriedade.

Pensar em Maffesoli (neotribalismo), Multidão (Negri, Hardt), Emergência e Cultura da Interface (Steven Johnson), remidiação (Bolter, Grusin) e procurar entender um pouco mais sobre redes (v. Linked; Connected; Cultura da Convergência; A Cauda Longa) resulta em uma compreensão maior acerca do cotidiano atual das grandes metrópoles.

O cerne da questão é o seguinte: não é preciso ser de esquerda, não é preciso ser partidarizado e é possível sofrer a influência do #pig e, mesmo assim, ser solidário e engajado. Todavia, os sistemas ideológicos clássicos preveem uma inexistente “pureza”: as pessoas que votam em Lula e Dilma são extremamente conservadoras. E o conservadorismo é, usualmente, tido como uma característica da direita. Além disso, todos são egoístas e solidários ao mesmo tempo: sua ação dependerá de como, com quem e para que.

Os sistemas ideológicos e as reuniões de pessoas a partir de partidos, sindicatos, religiões, organização empresarial corporativa e sistemas militares pressupõem uma equivocada dicotomia: ou se pensa, se crê, se mobiliza e se executa TODAS AS AÇÕES POSSÍVEIS E IMAGINÁVEIS do nosso jeito, ou, então, não está do nosso lado.

As pessoas se unem a partir de nichos: pessoalmente, eu não me interesso por fazer crítica da mídia de massa, pois ela não irá melhorar nem mudar enquanto o seu interagente dela não cobrar uma postura diferente. Eu hoje valorizo as mídias sociais, que possibilitam a dissociação do tempo e do espaço e reunem instantaneamente pessoas do mundo inteiro com demandas e interesses em comum – coisas que nem mesmo em nossos vizinhos de porta ou em nossos irmãos de sangue poderemos reconhecer.

Não se pode exigir coerência nem participação de quem quer dar um alerta à Globo e de quem quer ajudar as vítimas da enchente de AL e MA. Não se pode exigir que alguém que lute contra a venda da FASE seja contra a Arena do Grêmio.

O conceito de emergência explica bem essa situação: pessoas de origens heterogêneas surgem de todos os lados para exercer uma determinada pressão. Assim que a sua demanda for satisfeita, cada um voltará a levar a sua vida de maneira normal.

Por exemplo: o movimento Defenda a Orla, que foi responsável pela valorização das associações de bairro de classe média, utiliza-se muito bem desse princípio. Caso a questão da Rua Gonçalo de Carvalho tivesse sido organizada com um cunho político-partidário anti-Fogaça ou petista, menos de 30% das pessoas que conseguiram o tombamento da rua e a não-construção do estacionamento de um suposto novo Teatro da OSPA ao lado do Shopping Total com saída para os fundos teriam participado da mobilização.

Outro grande erro do marxismo e da esquerda partidarizada é desconhecer que multidão não é povo e não é massa: a multidão age de maneira emergente, não pode e nem precisa estar sempre unida e é totalmente heterogênea e contraditória. O que vale é cada mobilização pontual para resolver-se um problema de cada vez, além da aceitação do fato de que, seja por uma questão de interesse, seja por julgar-se inapto, o mesmo grupo que ganhou uma determinada causa não precisa estar totalmente reunido para outra causa.

Negri e Hardt falam em RESISTÊNCIA, jamais em tomar o poder. O poder institucional pode ter o apoio ou o repúdio de um movimento emergente qualquer. Todavia, não possui necessariamente adesão ao candidato ou ao partido ao qual defende. A forma contemporânea de se criticar e de modificar as relações de poder consiste em não almejar o poder. Senão, ao tomar o poder, quem antes era “oprimido” passará a ser conservador, totalitário e excludente para os seus.

Ainda, sofremos com o fato de sermos pouco conectados e de termos uma baixíssima escolaridade média (75% de analfabetos funcionais). Isso faz com que seja necessário começar a mobilização a partir de causas relativamente fúteis ou, então, de haver o encontro presencial apenas em um momento de pressão máxima, pois ninguém quer interromper ou ter o seu fluxo interrompido: fluxo de mobildade urbana, fluxo de trabalho, fluxo de dinheiro, fluxo de pensamento.

Pra terminar, redes sociais sempre existiram. E redes sociais não dependem exatamente da internet, embora o seu fluxo e o seu alcance sejam infinitos e instantâneos. O Orkut, o Facebook, o Flickr, o You Tube, etc. não são redes sociais: esses serviços são mídias sociais nas quais seus interagentes estabelecem diversas redes de relacionamento entre si.

Outra coisa: não existe mundo virtual e mundo real mas, sim, ambiente digital e ambiente presencial. Primeiro, porque o mundo é um só. Segundo, porque virtual vem de “virtus”, falso, em latim. Terceiro, porque as relações e as trocas online são tão reais quanto as presenciais. Finalmente, tudo se complementa.

O BRASIL EMERGENTE I

Quando falamos em emergência, imaginamos dois sentidos básicos: primeiro, o de pronto-socorro médico; segundo,  a imagem de uma sequência de cabeças subindo para a superfície da água.

A grosso modo, o tipo de manifestação espontânea, não-hierarquizada e normalmente incontrolável do qual a aula do vídeo acima trata relaciona-se mais com o segundo sentido da expressão.

Já escrevi bastante sobre EMERGÊNCIA. Talvez não tenha sido tão didático nem tão competente quanto gostaria ao tentar demonstrar que eu e de vários pesquisadores consideramos muitas práticas socioeconômicas e políticas predominantemente analógicas superadas no meio urbano conectado. Vou recapitular alguns posts pra vocês:

A Esquerda Pós-Moderna
Blogs e Emergência
Emergência

De uma forma bem resumida, a emergência (livro) é um fenômeno que, segundo Steven B. Johnson, se dá quando um nível de elementos relativamente simples segue em direção a formas de comportamento mais sofisticadas. Um sistema emergente é auto-organizado: por isso, dispensa formas hierarquizadas de organização.

Em termos políticos, tal comportamento – que resulta das formas de atravessamento e de apropriação do homem pela interface e vice-versa – é compreendido com dificuldade e até mesmo com um certo preconceito. Dessa forma, a militância que se considera eminentemente socialista e permanece acreditando em termos  não conseguiu adaptar a sua

Pra aperfeiçoar minha falta de didática, eis a palavra dos especialistas do vídeo acima. ;)

O Ph.D. Gustavo Fischer hoje é coordenador do curso de Design da Unisinos no campus de Porto Alegre.

O M.S. Daniel Bittencourt assumiu a coordenação da Comunicação Digital no campus de São Leopoldo.

A Ph.D. Suely Fragoso leciona na Comunicação Digital e no PPG em Ciências da Comunicação da mesma Unisinos. Aliás, ela foi orientadora de doutorado do Gustavo e minha orientadora no mestrado.

POR QUE A ESQUERDA NÃO MUDA O MUNDO I

Este post é para todos. Mas, em especial, responde o excelente comentário que o VALDIR DALLA MARTA do blog TIMBLINDIM da belíssima CAMPO GRANDE (MS) fez há dois posts atrás.

Os leitores e os blogueiros que me dão o prazer, a amizade, o carinho e a honra de compartilhar comigo momentos de troca de informação, de inteligência e de solidariedade através de participações mútuas nos blogs de um e de outro e em alguns encontros presenciais (que, se dependessem de mim, seriam muito mais frequentes do que têm sido) estão cansados de saber que eu vivo insistindo na condição sine qua non de que a esquerda aprenda a trabalhar sem liderança centralizada e sem almejar tomar o poder político e coercitivo. O único poder possível de ser conquistado a partir das ferramentas que nos são disponibilizadas (mesmo assim, a duras penas) é o simbólico: no momento em que a sociedade amadurecer o suficiente a ponto de rever seus valores e seus conceitos para um mundo mais sustentável e mais tolerante, a tendência à alternância no poder político ora aumentar a miséria da esmagadora maioria e enriquecer estupidamente a raríssimos outros, ora inverter a hegemonia entre dois grupos de privilegiados semiantagônicos certamente diminuirá exponencialmente.

Sou um singelo iniciante na leitura e na interpretação (ainda um tanto pobre, admito) da obra de sociólogos e de filósofos clássicos cujas análises sociais, econômicas e políticas seguem valendo até hoje, dois ou três séculos depois daquilo que escreveram. Preciso aprofundar-me muito neles. Mas foi pra isso que serviu o mestrado: pra começar a ler e pra usar as teorias como muletas para justificar a ocorrência ou não de alguns insights que surgem a partir da observação de um determinado objeto empírico durante a pesquisa. Mais adiante, no doutorado, obviamente, meu discurso tornar-se-á muito mais sofisticado e eu deixarei de ser um mané, capacitando-me a inovar e a produzir conhecimento relevante para a sociedade.

Vou falar um pouco mais sobre uma maneira de resistir baseada na emergência e na articulação descentralizada e em rede que considero mais eficiente e adequada de ser posta em prática no atual contexto mundial.

Os livros IMPÉRIO e MULTIDÃO de ANTONIO NEGRI e MICHAEL HARDT obviamente são  passíveis de infinitas interpretações diferentes. Todos têm o direito de concordar e de discordar parcial ou integralmente com as idéias desses dois filósofos (o primeiro, italiano; o segundo, estadounidense). No caso, encontrei uma forma de discordar contraproducente, desinformada, desatualizada e limitada em relação à correlação de forças atual. E é sobre isso que eu quero falar.

Tais críticos defendem sempre a mesma maneira de resistir e de fazer o socialismo, além de crerem que as características daqueles que compõem tanto a classe privilegiada como a classe subordinada são quase imutáveis. Ora, se existe um pensamento em que a luta de classes ocorre sempre entre os mesmos entes de características sociais praticamente imutáveis, é sinal de que este pensamento não leva em conta o contexto sócio-econômico-político-cultural de cada período histórico como deveria. Estamos, pois, diante de uma significativa falta de capacidade de PROPOR algo DIFERENTE e TRANSFORMADOR a partir dessa crítica.

Pois bem: na crítica do link acima, entendo que a obra não foi devidamente interpretada como os autores esperavam que fosse. O pior dessa crítica é a sua ignorância em relação a uma série de ressalvas que NEGRI e HARDT fazem ao longo do livro: ao contrário do que diz o crítico em questão, Negri e Hardt NUNCA ignoraram ou minimizaram o papel das classes subalternas. Eles tão-somente constataram que a classe subjugada de hoje precisa utilizar novas formas de resistência compatíveis com as novas formas de dominação do império. Portanto, práticas antigas só oferecem capacidade de reação e de transformação quando confrontam práticas hegemônicas correspondentes em articulação financeira, social e tecnológica.

A esquerda leva laço porque não procura obter a bomba atômica, enquanto acha essa arma desleal e segue tentando vencer usando arco e flecha. É essa a comparação grosseira possível de fazer para explicar em outras palavras. Só que, ao possuir a bomba, não pode nem detoná-la, nem permitir que o império a detone. O fato de possuir a mesma arma serve para TENSIONAR e PREOCUPAR o outro lado. Quem não possui um adversário competente, não fica tenso nem preocupado. Não passa trabalho pra se impor e ainda pode dar-se o luxo de errar feio mas seguir “nas cabeças”.

Outro detalhe importantíssimo desse trabalho dos filósofos italiano e estadounidense nos leva à constatação de que essa classe subalterna não é mais predominantemente composta por trabalhadores rurais e, menos ainda, por operários: ela vive nas grandes cidades, com média de cerca de 80% da população  URBANA em quase todos os países do mundo. Logo, os filhos de operários da primeira metade do século XX que foram estudantes de classe média na época da ditadura militar hoje possuem filhos e netos que vivem uma realidade totalmente alheia àquela, pois não enxergam nem naquilo em que acreditam e menos ainda naquilo em que não acreditam o mundo de seus pais, avós e bisavós.

Vamos ver se consigo me fazer entender: as dificuldades emocionais, financeiras, de se manter no emprego, de como aproveitar o tempo livre e de como adquirir conhecimento e melhorar de vida almejando um mundo mais justo e mais solidário da classe operária pouco tem a ver com essas mesmas questões levantadas por um jovem que só não usa a internet como banheiro, cama, amante, bola, motor e avião porque não pode. É preciso entender que ele não é ignorante, alienado ou desinteligente: ele quer fazer política, desde que essa forma de fazer política e de trabalhar por um mundo melhor apresente a linguagem, a estética e uma forma de mobilização que ELES SEJAM CAPAZES DE ENTENDER.

Além do lixo da LEI AZEREDO e do ridículo TSE, o fato de a esquerda partidarizada e operária predominar em uma sociedade totalmente diferente daquela que originou a sua formação política não é um atraso nem tampouco um choque de gerações, mas significa um HIATO que impediu que o latim de uns e o provençal de outros resultasse em um francês comum a todos.

É esse gap que precisa ser superado para voltarmos a ter um papel transformador.

APROVEITEM AS BRECHAS DA MÍDIA

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Acho importantíssimo que a esquerda entenda que a RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA (MULTIDÃO, NEGRI e HARDT 2005) representa uma forma de ativismo cujo objetivo é abalar as estruturas do poder sem nenhuma ambição, interesse e nem sequer tentativa de tomá-lo de quem está lá.

A REDE SOCIAL estabelecida a partir da hiperexposição midiática de um fato que EMERGE do nada sem que a mídia corporativa possa deter o controle sobre AÇÕES INDIVIDUAIS, INDEPENDENTES, SISTEMÁTICAS e PONTUAIS pode significar que A SOMA DAS PARTES SEJA MAIOR DO QUE O TODO.

É difícil entender, pra quem baseia seus valores e suas esperanças em uma leitura equivocada do marxismo, que conceitos como povo, classe operária e proletariado são econômica e socialmente irrelevantes para a classe média urbana, que está aumentando de tamanho consideravelmente no BRASIL.

Uma classe média crescente resulta em um expressivo desenvolvimento da qualidade de vida através do investimento público, privado, coletivo e individual em educação, saúde, transporte, vestuário, alimentação, infra-estrutura, tecnologia e turismo. Todavia, uma classe média crescente inevitavelmente resulta em consumismo e em conservadorismo.

O vídeo acima, que assisti em um post do meu amigo RODRIGO CARDIA no CÃO UIVADOR, mostra um singelo exemplo de atitudes que se, por um lado, parecem bobas, irrelevantes ou ‘insanas’, na verdade possuem um potencial de espraiamento imensurável se houver o uso consciente e articulado das TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação).

O desconhecimento do conceito de EMERGÊNCIA (JOHNSON) impede que as pessoas saibam que ela significa UM MOVIMENTO DE NÍVEL BAIXO QUE EXPLODE NO NÍVEL MAIS ALTO de qualquer cadeia relacional.

Num festival de música televisionado pela GLOBO, durante uma entrevista AO VIVO (tem que ser ao vivo pra não poder cortar – eis aí o movimento do nível mais baixo consolidando sua entrada no nível mais alto), apareceu um carinha defronte à câmera com um boné BRIZOLA 12.

O show foi em 2000. É uma grande pena que a temporalidade desse evento não tenha sido a mesma do DIREITO DE RESPOSTA de BRIZOLA lido por CIDO MOREIRA em pleno JORNAL NACIONAL, ocorrido em 1994.

Hoje, em 2009, graças à blogosfera e aos canais de mídia alternativa da rede (confere meus links na coluna JORNALISMO à direita), isso poderia dar um BAFAFÁ ÚTIL e TRANSFORMADOR, mesmo que fosse em pequena escala.

No próximo post, um sugestão de emergência e de resistência pós-moderna para o MST.

EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO, NÃO DÁ PRA ESTUDAR, TRABALHAR E NEM DORMIR SOSSEGADO

(sáb 20/09/2008 – 16:05h) Acaba de descer a Nilo Peçanha em direção à Praça Carlos Simão Arnt uma minicarreata com um bando de puxa-sacos pagos e gratuitos de classe mérdia fazendo campanha para o Fumaça – com buzinaço, bandeiras e um jingle horroroso a todo volume.

Nem se fosse do PT eu suportaria. Esse tipo de expediente só chama a atenção de gente que acha que campanha eleitoral consiste em aporrinhar o saco de quem não tem nada a ver com o pato.

Campanha é o que o OBAMA faz nos EUA. O resto é arremedo.

A população pobre da GRANDE POA e de outras regiões do interior é anos-luz menos conservadora e mais inteligente do que a da capital.

Aconteça o que acontecer, é chegada a hora da esquerda decidir se quer permanecer viva fazendo sua ideologia e suas crenças serem mais disseminadas e levarem a uma verdadeira pressão sobre os três poderes a partir de demandas comunitárias sem nenhum vínculo partidário ou sindical atraindo a classe média para junto de si…

…Ou, então, fazendo papel de trouxa, participando de um esquemão falido por pura ilusão.

A MERDA É SEMPRE A MESMA: O QUE MUDA SÃO AS MOSCAS!!!

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