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SEM PALAVRAS!!! Ah, se não fosse o excesso de empates em casa… Depois de 17 anos de jejum, mesmo com o tradicional adversário com quatro pontos à nossa frente e um jogo a menos, há, ainda 27 pontos em disputa para o nosso LIVERPOOL e 30 para o MANCHESTER UNITED.
É muita água pra rolar.
O lateral italiano ANDREA DOSSENA, em dois jogos decisivos consecutivos, marcou o chamado gol ‘pá de cal’ – pra enterrar todas as pretensões do adversário. Foi assim contra o REAL MADRID pela CHAMPIONS no meio da semana e a proeza repetiu-se hoje.
Quem foi ao OLD TRAFFORD, o chamado THEATRE OF DREAMS, pra ver CRISTIANO RONALDO e WAYNE ROONEY, viveu um NIGHTMARE avassalador: tiveram que engolir em seco a conhecida marcação adiantada dos REDS e a consequente retomada de bola por um dos contra-ataques mais velozes do planeta. A exemplo do GRÊMIO, o time treinado pelo espanhol RAFA BENÍTEZ não costuma deter o controle da posse de bola por mais tempo do que seu adversário.
Tal estratégia inevitavelmente resulta em um efeito indesejado: sua defesa é necessariamente obrigada a aguentar uma pressão muito pesada das hordas adversárias. No caso do LIVERPOOL, a tendência torna-se ainda mais explícita ao jogar fora de casa, quando o técnico BENÍTEZ saca o veloz, alto e inteligente atacante holandês RYAN BABEL para apostar em uma marcação mais forte no meio-campo adicionando um centromédio a mais.
Mal comparando, basta lembrar que o TRICOLOR DOS PAMPAS atual de CELSO ROTH e o saudosíssimo plantel multicampeão liderado pelo ídolo FELIPÃO SCOLARI tem por hábito jogar encolhidos fora de casa, apostando tudo na marcação e nos contra-ataques.
Claro, os esquemas táticos, a qualidade dos jogadores e o momento de cada time acima citado são diferentes. Só quis demonstrar que o comportamento esperado de times que privilegiam a força em função da falta de gingado, malandragem e velocidade no meio fora de casa é semelhante.
Voltando: times como o LIVERPOOL atual e o GRÊMIO felipônico ou rothiano só conseguem jogar bem e encaixar uma sequência de vitórias se e somente se TODOS OS 10 HOMENS DE LINHA pegarem juntos na marcação. Um atacante lento, pesado e que fica esperando a bola chegar, zagueiros que dão o bote na hora errada e meio-campistas acochambradores ACABAM COM TODO O TRABALHO DE UMA SEMANA DA COMISSÃO TÉCNICA.
Nunca, em hipótese alguma (nem mesmo depois de levar um cofre na cabeça), se pode comparar o 442 ortodoxo, certinho, obediente e repleto de jogadores competentes do LIVERPOOL beniteano com o FALSO 352 de FELIPÃO no GRÊMIO (ou o verdadeiro, na SELEÇÃO DE 2002) ou, ainda, com o 352 MAIS POR NECESSIDADE DO QUE POR VONTADE de ROTH no GRÊMIO de 2008 e 2009. Porém, essa idéia de SÓ ATACAR NA BOA FORA DE CASA e MARCAR ADIANTADO EM CASA é a mesma. Gosto sempre de lembrar que muitos técnicos possuem um modus operandi muito diferente, tipo TELÊ SANTANA ou qualquer holandês (RINUS MICHELS, LOUIS VAN GAAL, GUUS HIDDINK, apenas para ficarmos com os melhores), além daqueles que só sabem se comportar como comandantes de clubes e seleções pequenas, que jamais chamarão a atenção
Em uma tarde iluminada de dois dos futuros cinco melhores do mundo FIFA de dezembro ou janeiro próximo, o capitão, meia, exímio finalizador, exemplo de raça e de amor ao clube e imprescindível STEVIE G (mais conhecido como Steven Gerrard – um jogador que lembra muito o hoje comentarista e ex-ídolo fragário e romanista PAULO ROBERTO FALCÃO mas que me parece ainda mais completo) e o centroavante com C do tamanho da fachada das TAIPEI 101, o espanhol FERNANDO TORRES.
Eu adoraria ver o amado GRÊMIO voltar a me encantar como o LIVERPOOL me encanta: sinto muita saudade de vibrar com o TRICOLOR DOS PAMPAS com vontade de virar a casa de cabeça pra baixo ou de correr, pular e berrar ensandecidamente na rua ou no OLÍMPICO MONUMENTAL. Porém, hoje, só o LIVERPOOL e o BARÇA conseguem me fazer vibrar pra valer, como gostaria de fazer com o primeiro time do coração.
O que importa é que, pelo menos na PREMIER LEAGUE e na UEFA CHAMPIONS LEAGUE, ainda existe futebol DE QUALIDADE pra eu torcer e acompanhar.



