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GRÊMIO EM CAMPANHA CONTRA O RACISMO NO FUTEBOL

O GRÊMIO se adianta e realiza uma campanha contra o racismo no futebol brasileiro, segundo resolução da FIFA.

GOLAÇO!!! \o/

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BALANÇO DA COPA 2010

 

Troféu mais famoso do esporte mundial, disputado apenas a cada quatro anos, não poderia estar em melhores mãos. Fonte: Getty Images

Rafael Nadal, pentacampeão de Roland Garros e bicampeão de Wimbledon morde a COPA DO MUNDO FIFA junto do seu amigo, o goleiro e capitão da FURIA, Iker Casillas, com o qual já protagonizou várias campanhas beneficentes

Após oito dias sem postar nada neste blog em função da sempre atarefada semana final do semestre na @comdig @unisinos, retomo o contato com os antigos e os novos interagentes. ;)

O PVC costuma dizer que, desde que a UEFA conseguiu tornar as suas competições interclubes mais rentáveis e muito mais expostas mundialmente em todas as mídias do que quase todos os eventos da FIFA, o calendário da Copa do Mundo passou a cada vez mais tornar-se um empecilho para o desempenho completo dos principais jogadores e das principais seleções do Velho Mundo. Afinal de contas, quem atua em cerca de 70 partidas por ano e – de quebra – ainda precisa doar-se para o seu país exatamente naquele mês em que deveria estar gozando férias reparadoras, terapêuticas e desopilantes dificilmente conseguirá manter o mesmo foco e a mesma sanidade que demonstrou na temporada anterior.

Paulo Calçade afirmou que a Copa do Mundo é um torneio no qual os melhores não são necessariamente os melhores ao longo do tempo mas, sim, os melhores daquele mês especial que ocorre somente a cada quadriênio.

A mística não é baseada em fatos concretos cientificamente comprovados e exaustivamente testados ao longo de muito tempo a partir da alteração da intensidade de todas as variáveis que a compõem. No entanto, significa a esperança, a curiosidade e a crendice popular, muitas vezes utilizada como uma forma de estímulo para os jogadores e para a comissão técnica. A grosso modo, serve para divertir e vender produtos midiáticos. Diz um desses mitos que as seleções que chegam desacreditadas e que não obtêm resultados avassaladores nem apresentam atuações convincentes no início da competição têm a chance de ser os próximos campeões.

O Barcelona e o Real Madrid disputaram a liga espanhola ponto a ponto e gol a gol até a última rodada. O Barcelona foi eliminado apenas nas semifinais da UEFA Champions League. E a FURIA conquistara a Euro há apenas dois anos atrás com a mesma base de jogadores que, naquele momento, também abdicaram de suas férias no período normal.

Dentre os titulares, o goleiraço e capitão 1 Iker Casillas; o lateral direito 15 Sergio Ramos e o centromédio 14 Xabi Alonso são todos merengues, assim como a dupla de zaga 3 Gerard Piqué e 5 Carles Puyol mais o outro centromédio Sergio Busquets, os habilidosíssimos meias 6 Andres Iniesta e 8 Xavi além dos atacantes 7 David Villa e 18 Pedro são todos blaugrana.

Como se dez titulares dos dois maiores clubes espanhóis em todos os tempos não fossem o suficiente, o Real Madrid abastece LA ROJA também com o zagueiro 2 Raúl Albiol e o lateral-esquerdo 17 Alvaro Arbeloa. E a lista do Barça não termina em seus sete titulares, não: o terceiro goleiro 1 Victor Valdés também faz parte da constelação catalã.

Treze jogadores em um plantel de 22 seriam uma exceção à hipótese de Paulo Vinicius Coelho ou tal fato representaria uma nova ordem?

Outra informação que contesta essa antiga observação do melhor comentarista do país é o fato de que o melhor jogador da Copa de 2010, o uruguaio Diego Forlán, disputou a Europa League até o seu final. Aliás, El Jefe Rubio marcou os dois gols que deram o título ao seu Atlético de Madrid em maio último.

Cabe ainda salientar algumas observações unânimes entre o melhor trio de comentaristas brasileiros (o mesmo PVC, Paulo Calçade e Mauro Cezar Pereira, todos dos canais ESPN e da Rádio Eldorado ESPN), a saber:

– Um dos maiores favoritos pode, sim, conquistar a Copa do Mundo;

– Esporte é continuidade, repetição e crença na metodologia: a antiga fama de “amarelona” da Espanha cai por terra quando listamos os seus últimos resultados desde as categorias de base a partir de pouco mais de uma década para cá. O investimento na maioria dos nomes citados desde a tenra idade formou um grupo maduro, consciente daquilo que executa, objetivo e pragmático, ainda que sensacionalmente técnico.

Aliás, como bem lembrado por Calçade e Mauro Cezar, o próprio Brasil tetracampeão em 1994 possuía muitos ex-campeões mundiais Sub-20 de 1983 e de 1985 no seu plantel (Taffarel, Jorginho, Aldair, Branco, Dunga, Müller, Bebeto e Romário – apenas para citarmos alguns).

Cito que a boa campanha de Gana, a melhor seleção africana do Mundial, teve pelo menos quatro campeões mundiais Sub-20 em 2009 – inclusive o melhor meio-campista da equipe, Andre Ayew, filho do ídolo Abedi Pelé (carinhosamente apelidado por mim como ‘Araghorn, filho de Arathorn’). No caso dos Estrelas Negras, a manutenção de cerca de 60% do plantel que disputara a Copa de 2006 foi, ao contrário do que infelizmente tem ocorrido com Camarões nas últimas décadas, não o fruto do envelhecimento em meio a uma entressafra mas, sim, o aproveitamento de uma geração jovem e bem-sucedida que ora mostra-se amadurecida e ainda jovem.

A encantadora Alemanha apenas revigorou-se e pôde apresentar um futebol envolvente a partir do aproveitamento dos campeões europeus Sub-21 de 2009 em posições-chave, tais como o zagueiro 14 Badstuber, o lateral esquerdo 20 Jerome Boateng e os excelentes meias 8 Mesut Özil e 13 Thomas Müller (este último eleito o Chuteira de Ouro da Copa, com cinco gols e três assistências).

Diria que a máxima de PVC aplicou-se claramente às seleções do Uruguai e da Holanda: tanto o quarto colocado como a vice-campeã possuem pouquíssimos jogadores que disputaram títulos desgastantes pau a pau contra rivais poderosos até o desfecho da última temporada europeia. As exceções foram justamente o melhor jogador de cada uma dessas boas seleções e o fiel escudeiro da segunda: o já citado 10 Diego Forlán dos charruas e o 10 Sneijder, que foi fundamental para a conquista da UEFA Champions League pela Internazionale, assim como o vice-campeão 7 Arjen Robben, pelo Bayern München.

Outra boa desmentida da antiga “máxima” de PVC é o fato de a seleção da Alemanha contar com o vice campeão da Champions e campeão da Bundesliga Bayern München como base: o goleiro reserva 22 Butt; o lateral-direito 16 Philipp Lahm; o zagueiro 14 Holger Badstuber; o centromédio 7 Bastian Schweinsteiger e o meia 13 Thomas Müller, além dos atacantes 11 Miroslav Klose e 23 Mario Gomez.

Um detalhe importante: as seleções que fracassaram e que delas se esperava muito mais (Brasil, França, Itália e Inglaterra) não seguiram o mesmo padrão. Por isso, torna-se bastante difícil diagnosticar exatamente se o seu fracasso foi meramente técnico-tático caso alguns de seus convocados tivessem sido outros atletas.

A Inglaterra e a Itália contam com uma ampla maioria de seus jogadores atuando nas suas fortes e ricas ligas nacionais. Isso facilita as convocações e também o entrosamento em função da proximidade da vivência entre eles. Já Brasil e França apresentaram uma geração envelhecida e menos privilegiada tecnicamente do que de costume.

África, Ásia, América do Norte/Central/Caribe e Oceania apresentaram apenas  uma única seleção capaz de impressionar: a mescla amadurecida e rejuvenescida Gana, que foi vítima de seus próprios nervos no jogo mais sensacional da Copa frente a um bravíssimo, orgulhoso, experiente, frio e competente Uruguai.

COPA’10: VEREDICTO APÓS 1ª RODADA

A despeito da minha péssima atuação como palpiteiro no Bolão da Catarse referente aos dezesseis primeiros jogos da Copa do Mundo FIFA 2010 e de uma quantidade acima do normal de jogos técnica e plasticamente muito ruins, ainda assim é possível destacar alguns aspectos positivos em parte das seleções.

Digam o que disserem, adoro palpitar. Mas tenho algumas posições, assim como o meu amigo Cão Uivador.

Vamos lá:

GRUPO A: escrevo antes do jogo entre #rsa e #mex. Para mim, ambas as seleções aparentam ter maior qualidade e menos problemas técnicos do que o #uru, além de não precisarem se incomodar com os rumores de desentendimento entre vários jogadores da #fra.

GRUPO B: creio mais em #arg e #kor do que em #nga e #gre . Os gregos tendem a ser o saco de pancadas do grupo. A Coreia do Sul jogou bem, mas a derrotada Nigéria também. O duelo entre ambos promete ser um dos mais interessantes da Copa, independentemente dos “mata-mata”.

GRUPO C: apesar do pavoroso empate entre #eng e #usa , ambos classificar-se-ão quase sem dúvida nenhuma. E, apesar dos pesares, ainda acho que os ingleses serão os primeiros. Pobres #alg e #svn , tão ruins. Este foi o grupo de piores atuações até aqui.

GRUPO D: a sólida e agradável #ger será a primeira do grupo. #gha , séria porém sem dar espetáculo, será a segunda. #srb e #aus são duas seleções de futebol melancólico.

GRUPO E: a #ned é a única seleção que nada de braçada nesse grupo. Apesar dos pesares, ainda não considero #cmr mortos, pois o futebol da #den é fraco e o do #jpn ainda não enfrentou um adversário com um ataque mais estável e com uma defesa mais segura.

GRUPO F: #par e #ita classificam-se. Arrisco dizer que nesta ordem. #nzl e #svk completam o grupo com uma ruindade de dar dó. Salvo algum imprevisto, creio que será um grupo de jogos feios e de poucos gols.

GRUPO G: #bra classificar-se-á com dificuldade. Creio que #civ também passará adiante. #por ficará pelo caminho. E a #kor também tirará alguns nacos de carne dos demais. Será uma eliminação heroica e honrada.

GRUPO H: #chi e #sui largaram na frente. A #esp tem que se cuidar, pois sua única vitória deverá ser contra a fraca #hon (pero no mucho).

A ECONOMIA POLÍTICA DO FUTEBOL BRASILEIRO II

No post anterior, falei sobre a importância da manutenção dos regulamentos dos campeonatos em função da regularidade exigida pelos organismos internacionais e também expus o intercâmbio das entidades clubísticas brasileiras com órgãos europeus. É sempre bom lembrar que, no futebol, quem manda é o Velho Mundo e não o Novo Mundo, mas que a mão-de-obra mais qualificada e os mercados consumidores de maior potencial situam-se  a priori na América Latina.

Pois bem: a UEFA, principal entidade do futebol europeu de seleções e de clubes (cujos torneios são melhor organizados, possuem maior repercussão midiática e obtem os maiores patrocinadores do mundo até mesmo em relação à FIFA – entidade máxima do esporte no planeta) tem, atualmente, os seguintes patrocinadores: Unicredit, Ford, Sony, Mastercard, Playstation, Heineken (Champions League) e Seat (Europa League). A FIFA – por sua vez –  tem Adidas, Coca-Cola, Emirates, Kia/Hyundai, Sony, Visa e os patrocinadores da Copa de 2010 na África do Sul (Budweiser, Castrol, Continental, McDonald’s MTN, e Satyam).

Aqui ao lado, a AFA (Associação Argentina de Futebol) adotou o calendário europeu e não possui campeonatos estaduais (o grande câncer do calendário brasileiro). Sua postura obviamente atraiu patrocinadores interessantes e rentáveis bem antes do Brasil. Ei-los: Volkswagen, Quilmes, Coca-Cola, Claro, YPF, Italcred, Standard Bank, Fibertel, Noblex, Dasani, Powerade e Aerolineas Argentinas, além da Adidas – fornecedora oficial de uniformes.

Hoje, a CBF possui como principais patrocinadores o Banco Itaú, o Guaraná Antarctica, a operadora de telefonia celular Vivo, Gilette, supermercados Extra e TAM linhas aéreas, além da fornecedora de material esportivo Nike. Porém, não sabemos ainda se esses patrocínios são mais em função das seleções do que de um Brasileirão de regulamento e veiculação televisiva previsíveis.

Apesar do prestígio do presidente da CBF, Ricardo Teixeira (ex-genro do presidente de honra da FIFA, João Havelange) como membro do Comitê Executivo da FIFA e como membro do COI, grande parte do faturamento da entidade via patrocínios e direitos televisivos não é utilizada para subsidiar o futebol como um fator de educação, de inclusão social e de reforço da identidade nacional. Para a entidade, as seleções nacionais são muito mais importantes como um produto do que uma possível equidade a partir de uma melhor distribuição de renda. O modelo de negócio da confederação é mais verticalizado e mais voltado aos interesses da vitrine midiática do esporte de alta performance inclusive do que o marketing dos principais clubes do país tem tentado realizar.

A ECONOMIA POLÍTICA DO FUTEBOL BRASILEIRO I

A proposta de mudança do regulamento do Brasileirão – pelo menos da Série A – proposta pela Rede Globo soa como um escárnio. E, caso o Clube dos 13 a aprove, mostrará que é subserviente e que pouco se importa com a regularidade que um campeonato sério precisa ter a fim de afirmar a sua credibilidade.

O Juca Kfouri levantou a lebre (“Viva! Quem Diria?”, “Pontos Corridos x Mata-Mata: o que já saiu neste blog” e “Eis o monstro que a Globo quer criar”). Isso me lembra um post meu bem antigo (de 2007), que foi corroborado pelo Rodrigo Cardia do Cão Uivador a partir de argumentos históricos bem interessantes. O Bruno Coelho do Grêmio 1903 também apresentou mais um conjunto consistente de argumentos pró-pontos corridos.

Em um primeiro momento, o fato de o Brasil sediar a Copa 2014 e a Olimpíada 2016 fazem com que o país passe a ser extremamente visado, observado e fiscalizado por organismos internacionais como a FIFA e o COI. Na rebarba, virão FMI, Banco Mundial, ONU e UNESCO, Conferência para o Comércio e o Desenvolvimento, Fórum Social Mundial, etc. Tudo isso influi decisivamente na prospecção de novos investimentos eeconômicos em todas as áreas do conhecimento tanto no ambiente sociotécnico (“mercado de trabalho”) como no ambiente acadêmico (ensino, pesquisa e extensão do conhecimento junto à sociedade).

Não entro em nenhum mérito acerca da índole, da competência e do histórico por vezes suspeito de boa parte dos principais entes envolvidos no lobby que favorece o país na sua aceitação por parte da comunidade internacional. Excluo deste post o componente político-partidário, bem como a análise teórico-prática das ideologias. Independentemente desses fatores, o Brasil é – mais do que nunca – OBRIGADO a virar um país bem mais cooperativo e menos concentrador do que sempre foi em curto prazo. Ponto.

Em função dessa necessidade iminente de evolução da respeitabilidade do país no cenário mundial, o Clube dos 13 tem-se aproximado da ECA (União Européia de Clubes – o antigo G14), da UEFA, da FIFA e da própria ONU.

Isso posto, os grandes clubes brasileiros agora estão com a faca e o queijo na mão: primeiro, porque cresce seu poder coletivo de barganha junto às federações e à televisão em questões que tangem ao marketing e à comunicação. Segundo, porque  as políticas de relacionamento suprainstitucional aumentam a sua autonomia em relação à CBF e à CONMEBOL acerca do calendário e do  regulamento das principais competições. À medida que a rede de contatos lhes proporciona uma massa crítica mais recheada de informações consistentes, as desculpas a favor do formulismo vão diminuindo. Por que? Ora: por causa do dinheiro! Afinal de contas, os patrocinadores melhores e mais vultosos podem finalmente vir pra cá sem medo.

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