PATRÍCIA AMORIM: O QUE A ELEGEU PRESIDENTE DO FLAMENGO?

Adianto que, neste post, não pretendo avaliar se o formato de eleição presidencial do Flamengo é melhor ou pior do que o do Grêmio. Aqui, busco apenas expor as particularidades que foram expostas a partir da eleição de ontem no clube que (por enquanto) ainda conta com a maior torcida do mundo pra podermos traçar um paralelo. Como a quantidade de clubes tradicionais, multicampeões e de massa no Brasil é grande, pra podermos melhorar os processos dentro do Grêmio, considero importante saber o que os outros estão fazendo.

Outro adendo: buscar o aperfeiçoamento não significa afirmar nem que a maioria dos outros está mais adiantada, nem que o Grêmio esteja mais adiantado em relação a outros clubes. Simplesmente vejo como necessária a mudança de tempos em tempos, com o intuito de facilitar a fluência e a transparência nos processos que envolvem a política gremista.

O Alexandre Mello e o Kaspary podem contribuir melhor, assim como os conselheiros responsáveis pela comissão eleitoral quanto à quantidade de associados aptos a votar. Na eleição presidencial tricolor de 2008 que consagrou a vitória do presidente Duda Kroeff, 5365 associados tricolores compareceram às urnas. Segundo o estatuto, a cláusula de barreira de 30% e as articulações que cada chapa conseguiu a seu favor dentro do Conselho Deliberativo filtraram apenas duas candidaturas para a votação direta pelo associado: Kroeff venceu com 2909 votos contra 2452 de Antônio Vicente Martins. Houve apenas um voto em branco e três nulos.

No Flamengo (cujo estatuto contém particularidades bem interessantes das quais falarei em outra oportunidade), de um colégio eleitoral de apenas 5315 associados com suas obrigações em dia, apenas 2342 definiram a vitória da oposicionista Patrícia Amorim.

O clube carioca teve SEIS candidatos à presidência. Contudo, o pleito polarizou-se em torno do situacionista e atual vice-presidente campeão brasileiro Delair Dumbrosk e da presidente eleita. Segundo o GloboEsporte.com, Patrícia recebeu 792 e Dumbrosk 699 votos. Os candidatos minoritários tiveram, respectivamente, 388, 311, 89 e 49 votos. Houve ainda 11 votos em branco e três nulos.

Fiquei estupefato com esses números tão baixos. Afinal de contas, o Flamengo é oito anos mais velho do que o Grêmio e a população do Rio de Janeiro é quase quatro vezes maior do que a de Porto Alegre, além de a Cidade Maravilhosa possuir uma tradição muito maior da prática recreativa de vários esportes (algo que o Grêmio não leva a sério mas que faz parte da vida do flamenguista). Tudo isso sem contar o imensurável apelo midiático de um clube cuja sede coincide com a de um dos centros históricos, culturais, políticos, comerciais e turísticos mais importantes do hemisfério ocidental, berço do rádio e da televisão no país.

Até onde avancei no estatuto rubro-negro (ou seria rubronegro sem hífen?), todas as categorias de associação com suas obrigações em dia a partir de dois anos (para sócio proprietário) e a partir de três anos (para as demais categorias) tem direito a voto.

Diferentemente do Grêmio, o Flamengo não é um mero clube de futebol: é um clube social de classe média e alta voltado ao lazer e aos esportes olímpicos, tal qual o União, que é o clube com o maior número de associados em Porto Alegre (mais de 100 mil – todos da espécie Homo sapiens sapiens). Chega a ser inacreditável imaginar apenas 5318 sócios mais três ou quatro dependentes/cada usufruindo do clube mais importante do país, um dos poucos reconhecidos no mundo inteiro.

Creio que esta informação interessa especialmente ao Cacaio Azambuja: o CD do Flamengo possui um número ILIMITADO de membros permanentes, composto pelos membros das categorias Grande-Beneméritos, Beneméritos, Eméritos, Remidos e Proprietários – estes com pelo menos dois anos de vida associativa ininterrupta (Art. 86), sendo que apenas os Proprietários que desejarem ingressar no CD precisam manifestar-se por escrito nos três últimos meses do ano em que houver eleições para o CD (§ 1º). Quanto aos membros transitórios, são, NO MÍNIMO (Art. 87), apenas 120 conselheiros – mas poderão ser mais – pertencentes às categorias Patrimonial, Laureado e Contribuinte.

A pulverização entre seis candidatos trouxe um dado interessante: a exemplo da maioria das eleições político-partidárias, sindicais e classistas, independentemente do tamanho do Conselho Deliberativo, dos regimentos estatutários e do tipo de cláusula de barreira existente, NORMALMENTE o pleito polariza-se em torno de dois nomes – raramente alguém ganha de goleada ou há equilíbrio em torno de três ou mais nomes.

É bom lembrar que Patrícia Amorim tem apenas 40 anos de idade e está no Flamengo desde os oito. Foi nadadora olímpica do Brasil em Seul 1988 e foi vice-presidente de Esportes Olímpicos na gestão que se encerrou com o pleito de ontem. Patrícia não pertence a movimento político nenhum e deseja a participação das melhores cabeças do clube, vindas do movimento que vierem. A ex-atleta só saiu da atual direção porque, ao invés de poder tocar adiante uma série de projetos, houve corte total de verbas para a sua pasta.

Ao contrário do que aparenta, ela está por dentro da gestão do futebol e pretende manter o técnico Andrade e todos os jogadores que a disponibilidade financeira permitir. A idéia é reforçar o plantel da melhor maneira possível para ganhar a Libertadores 2010.

Se ela vai conseguir e se o seu discurso condirá com a prática, só o tempo poderá nos revelar. Porém, o formato de eleição do rubro-negro mais querido do Brasil e o tipo de barreira que define a composição do Conselho Deliberativo, do Conselho de Administração e que permite uma quantidade maior de candidatos à presidência definitivamente não constitui nenhuma bagunça.

Finalmente, a eleição no Flamengo durou TREZE HORAS, foi realizada com voto manual e o escrutínio durou absurdas TRÊS HORAS. Não houve envolvimento direto de nenhuma torcida organizada nem contra, nem a favor de nenhuma candidatura e não foi verificada nenhuma confusão.

No Grêmio, podemos nos orgulhar da parceria com o TRE, que nos permite o uso de urnas eletrônicas. Além disso, a votação durou apenas oito horas e o resultado saiu em cerca de 40 minutos após o fechamento das urnas.

Enfim… O Grêmio precisa sair do próprio umbigo para enxergar outras realidades, a fim de se reinventar. Ninguém precisa ser nenhuma sumidade em área alguma pra analisar um processo eleitoral tão simples e localizado como eu fiz aqui. As conclusões a que cheguei foram bastante suaves e há uma enorme diferença cultural. Porém, creio que A FORMA com que os movimentos políticos do Grêmio se relacionam não está sendo positiva para o clube.

“SE ENTREGÁ PROS HOME” É COISA DE GAÚCHO

O vídeo acima com o depoimento do ex-presidente Cacalo é uma forma extremamente honesta e digna de eliminar a velhacaria reinante na blogosfera e nas comunidades do Grêmio no Orkut: a responsabilidade e a necessidade são tanto o bônus quanto o ônus de quem disputa a ponta. Afinal de contas, ao contrário do Cacalo, considero a fórmula de pontos corridos em turno e returno a ideal e a mais justa, mesmo propondo uma pequena alteração nos critérios de desempate e torcendo para que a maior chaga do futebol brasileiro seja erradicada do calendário, a fim de torná-lo ainda mais emocionante. Logo, é preciso ser regular e pensar no somatório. Não se pode tentar enxergar cada jogo isoladamente.

Além dos compromissos sérios (burocracia urbana, orçamentária e familiar) do dia, passei os dois últimos dias acompanhando uma infinidade de links que contém tanto os motivos para o Grêmio achar “justo” entregar o jogo para o Flamengo com o intuito de impedir diretamente o Tradicional Adversário de ser tetracampeão brasileiro no ano do seu centenário como aqueles que evocam a importância, a seriedade e o respeito a todos os demais postulantes ao título caso o Tricolor dos Pampas opte por encerrar a sua participação nesta temporada dando o melhor que puder.

Pra entender o que eu quis dizer com o título deste post, vou situá-los pra que não achem que estou sendo belicoso, revanchista, preconceituoso ou generalista com o Rio Grande do Sul inteiro, é preciso LER BASTANTE*.

Vou pegar pesado com todos aqueles que defendem que o Grêmio entregue o jogo para o Flamengo. Guardem a minha citação e leiam com atenção ao texto abaixo:

SE O GRÊMIO TIVER O ESPÍRITO HONRADO E CORAJOSO DO SUL-RIOGRANDENSE, SERÁ DIGNO. MAS SE PENSAR COMO GAÚCHO, SERÁ VERGONHOSAMENTE VIL E INDIGNO.

O que realmente interessa neste discurso é alertar para o fato de que o comportamento de preferir secar do que torcer ou de considerar a rivalidade com o vizinho mais importante do que buscar as melhores práticas de gestão de futebol mundiais como parâmetro de evolução traz à tona as piores reações possíveis em termos socioculturais já vistas nesta terra.

Tanto a suposta “vingança” como o suposto “bom caráter” possuem várias justificativas nas próprias contradições históricas apresentadas pelos desvios de conduta do  próprio T.A.

Apesar dos atuais profissionais inteligentes e com personalidade do outro lado, o moral da instituição é uma cueca cheia de batom e patacas secas. Infelizmente, o apoio aparentemente brincalhão ou passional às pequenas hipocrisias da sociedade sempre evolui para as grandes corrupções – se não financeiras, claramente de caráter. De qualquer forma, virou um vergonhoso hábito o de procurar corrigir um erro com outro erro.

Se formos enxergar o lado lúdico e menos grave da questão, podemos dizer que a) este episódio entra pro anedotário popular e b) que existe justiça e coerência em cada um defender única e exclusivamente o seu lado porque a sua “vida” é mais importante do que a vida do outro.

No atual episódio, não estou dizendo que se deva ajudar T.A., Flamengo, São Paulo ou Palmeiras. Mas também não gosto da idéia de prejudicar dois por tabela quando a intenção é ferrar um.

A leviandade e a mesquinharia refletem a falência moral completa de ambas as torcidas. De maneira geral, parte significativa de ambas prefere sentir orgasmos com o aparelho reprodutor do vizinho ou negar a torcida pelo T.A. (da parte deles, no caso; ou nossa, eventualmente) quando isso pode levar o seu próprio clube a algo verdadeiramente importante. O maniqueísmo, o conservadorismo reacionário e a crença em dois contos da carochinha (o ‘tradicionalismo’ e a ‘Revolução Farroupilha’) se refletem diretamente nesse pensamento de arreios com esparadrapos nos olhos.

Não sou moralista e, como qualquer indivíduo, possuo o anjo e o demônio se digladiando sobre meus ombros. Da mesma forma, somos multifacetados. Por isso, não há como cobrar retidão, equilíbrio, convicção ou coerência absoluta de qualquer indivíduo. Mas acho importante procurar tentar enxergar o contexto sob um espectro mais amplo com o distanciamento que a análise merece.

O futebol é a faceta popular mais escancarada para provar que o pensamento médio do gaúcho é o do endosso à máfia do Detran, ao desgoverno Yeda e à crença na RBS. O pensamento médio do gaúcho é majoritariamente igual à conduta de seus representantes tão legítimos quanto dignos. A crença neste modelo de poder econômico, coercitivo, político e midiático é a sua imagem e semelhança. Quem paga vale pra malandro é malandro também.

Caiu-se de 3º para 17º estado em termos econômicos não direta ou exatamente por causa do fim do milagre brasileiro, da maxidesvalorização do cruzeiro ou coisa parecida mas, sim, porque prevalece o espírito de porco, o masoquismo, o coitadismo e a mais profunda canalhice neste estado. Isso vai muito além da política partidária: é um atraso de mentalidade que vem – ao contrário do que se pensa – de cima para baixo.

Enfim, acostumou-se a defender o indefensável e a justificar o injustificável.\

Logo, o Grêmio pode muito bem se virar sozinho, assim como o T.A. pode se enterrar sozinho. Afinal de contas, Victor, Rever, Mário Fernandes, Maylson e Douglas Costa tem nomes fortíssimos e um futuro brilhante pela frente.

Secar, definitivamente, não deveria ser a coisa mais importante da vida de gremistas e colorados. E o RS está mal porque essa mania de secar o país quando temos um Governo Federal que finalmente é respeitado internacionalmente comprova o quanto o gaúcho médio está se tornando culturalmente baixo.

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NOTAS:

*Poucos conhecem o verdadeiro significado de gaúcho. Como a esmagadora maioria da população do RS não é composta por tropeiros e – dentre estes – raríssimos são homens livres, autônomos ou ladrões de gado, não refiro-me à maioria da população do Rio Grande do Sul e nem tampouco à maioria dos torcedores do Grêmio e do Tradicional Adversário.

Além disso, há um desconhecimento absurdo acerca da história social e política do RS. Nesse ponto, o mote do resultado de uma revolução agropastoril promovida por latifundiários decadentes não foi o de libertar a província nem tampouco de fazer com que ela evoluísse para todos mas, sim, apenas para preservar o controle nas mãos de quem fazia grilagem, matava e expulsava índios, negros e pobres e tomava posse de terras que não seriam suas.

Por isso, eu prefiro ser chamado de sul-riograndense e chamar o lado honesto da nossa sociedade de sul-riograndense. Gaúcho é o gentílico que eu utilizo para toda sorte de picaretagem.

Enfim… Pra poder pensar assim, as fontes são muitas e é preciso ler muito para poder tomar pé da história e da sociologia da região. Poucos terão interesse ou paciência e muitos seguirão acreditando no mito do gaúcho. Recomendo a série de posts “Por que o Rio Grande do Sul é assim?” do sociólogo Cristóvão Feil para mais informações:

http://diariogauche.blogspot.com/2008/09/i-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

http://diariogauche.blogspot.com/2008/09/ii-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

http://diariogauche.blogspot.com/2008/09/iii-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

http://diariogauche.blogspot.com/2008/09/iv-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

http://diariogauche.blogspot.com/2008/09/v-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

http://diariogauche.blogspot.com/2008/09/vi-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

http://diariogauche.blogspot.com/2008/09/vii-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

http://diariogauche.blogspot.com/2008/09/viii-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

http://diariogauche.blogspot.com/2008/10/ix-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

http://diariogauche.blogspot.com/2008/10/x-por-que-o-rio-grande-do-sul-assim.html

Quanto ao título deste post, é o título de uma letra do músico Leopoldo Rassier. Percebam como o seu conteúdo defende o latifúndio e mistura alhos com bugalhos para, na enganação da “bravura”, exaltar o espírito do capataz subserviente que deve aceitar a grilagem e a “otoridade” dos “senhores de terras”.

SIMON DEFENDE ARBITRAGEM

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Parabéns ao gaúcho, jornalista, petista, bom marido e bom pai de quatro filhos: ele é experiente, consagrado, honesto e não deixa seus companheiros de profissão na mão.

Simon assumiu uma posição difícil, pois havia sido contestado pelo cartão vermelho por simulação dado ao flamenguista DIEGO TARDELLI na vitória do CRUZEIRO sobre o FLAMENGO por 3×2 no MINEIRÃO.

A televisão mostrou, dias depois, que o árbitro acertou. Nessa hora, quase ninguém pediu-lhe desculpas.

Tô contigo, com o GACIBA (tetracampeão como melhor árbitro do BRASILEIRÃO) e com a revelação LEANDRO VUADEN, que apitou a la européia, deixando o jogo correr e sem dar arrego para os reclamões e malandros de plantão.

APÓS GRÊMIO 1×0 SPORT

1) O plantel do GRÊMIO é extremamente desequilibrado: CELSO ROTH está operando um verdadeiro MILAGRE em manter o TRICOLOR disputando o título até agora;

2) Não temos NENHUM lateral em NENHUM lado do campo: NENHUM deles sabe cruzar pelo alto, só o PAULO SÉRGIO sabe marcar razoavelmente bem (mesmo assim, só a la PATRÍCIO – com a cobertura de TCHECO);

3) Na falta de WILLIAN MAGRÃO e/ou RAFAEL CARIOCA, não há centromédios reservas que prestem;

4) O desequilíbrio entre um grupo de jogadores experientes (VICTOR, PEREIRA, REVER, TCHECO e SOUZA) e um monte de guris explica MUITO a quantidade absurda de passes errados do GRÊMIO: o time fica afoito quando seu jogo não flui conforme o esperado;

5) Quem é forte não é veloz e quem é veloz não é habilidoso;

6) O plantel como um todo está MUITO INIBIDO em função do excesso de cartões e dos julgamentos que ainda não tiveram seu veredito final;

7) Não é por falta de esforço dos atletas nem por invencionices do técnico: o nosso GRÊMIO realmente é um time 8 ou 80.

Diante desse quadro, vejo SÃO PAULO e CRUZEIRO em situação muito semelhante à nossa e FLAMENGO e PALMEIRAS com plantéis bem mais equilibrados. Porém, a tabela favorece a FLAMENGO e CRUZEIRO (mais jogos em casa) e a SÃO PAULO (nenhum confronto direto até o final).

PALPITES? Não dá pra dar uma de MÃE DINAH, pois, felizmente, o equilíbrio de 2008 tem feito deste o melhor BRASILEIRÃO por pontos corridos disparado.

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ERROS DE ARBITRAGEM APÓS 26 RODADAS

O jornalista MAURO BETING sempre faz esse levantamento em seu BLOG no LANCENET, após rever várias vezes os lances polêmicos de cada rodada.

Por ser paulista e palmeirense confesso, confio em sua honestidade e bom senso. Vejamos o último levantamento do comentarista:

SALDO TOTAL DEPOIS DE 26 RODADAS


PREJUDICADOS:


-6 pontos: GRÊMIO

-5 pontos: Figueirense
-4 pontos: SÃO PAULO
-3 pontos: Portuguesa, BOTAFOGO, TRADICIONAL ADVERSÁRIO
-2 pontos: Goiás, Atlético-MG
-1 ponto: Ipatinga

SALDO ZERADO:

Vasco e FLAMENGO


BENEFICIADOS:


+1 ponto: Náutico, CRUZEIRO, Coritiba, Sport e Atlético-PR

+2 pontos: PALMEIRAS e Vitória

+3 pontos: Fluminense

+4 pontos: Santos

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