GRENAL 375: GRÊMIO PARECE MAIS FORTE

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Expectativa para o GRENAL do dia 01/03/2009 no estádio José Pinheiro Borda (Beira-Rio) pela final do 1º turno do Gauchão 2009.

GRÊMIO 2009: COMENTÁRIOS, EXPECTATIVA, DEBATE, VÍDEO

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Convido a todos os amigos com banda larga e webcam para um DEBATE pautado pelo vídeo acima no SEESMIC. É muito fácil criar uma conta, adicionar amigos, criar ou escolher um assunto para discussão. O TUTORIAL explica direitinho como fazer.
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Voltando ao que interessa: de maneira geral, estou bastante contente com a performance apresentada pelos titulares contra a UNIVERSIDAD DE CHILE (na quarta) e pelos reservas ontem (sexta-feira), contra o VERANÓPOLIS. Temos dois times bastante diferentes – ambos de boa qualidade. Porém, até agora, mostraram que funcionam melhor cada um a seu turno do que quando misturados.

Acho que a explicação para isso chama-se entrosamento e esquema tático definido.
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ESPERO VOCÊS pra gente trocar figurinhas em vídeo! ;)

[G'08 5ª] GRÊMIO 1×2 T.A.

O importante é ser coerente com tudo aquilo em que eu acredito no futebol e fiel aquilo que eu vi. Qualquer um pode pensar futebol, GRÊMIO, GAUCHÃO, a importância de um clássico de maneira bem diferente de mim. Mas a minha opinião é a seguinte:

– No momento em que um clube passa a frequentar a zona da LIBERTADORES quase todos os anos, o GAUCHÃO, que é um reles arremedo, não vale absolutamente nada. Afinal de contas, se quem joga LIBERTADORES não pode jogar a COPA DO BRASIL, pra que jogar essa naba?!

– O T.A. tem uma folha de pagamento quase igual à do SPFC (o verdadeiro multimilionário do futebol brasileiro). Isso dá mais do que o triplo da folha do GRÊMIO. Portanto, ser campeão da COPA SULAMIRANDA, brigar pelo título do BRASILEIRÃO e disputar a LIBERTADORES sempre é, desde que eles se assumiram como GALÁTICOS GAUDÉRIOS, OBRIGAÇÃO, pois o plantel deles possui jogadores mais técnicos, mais fortes e mais velozes do que a maioria dos nossos em praticamente todos os setores do campo. Dado o montante da nossa dívida, diria que, sempre que eles NÃO conseguirem enfiar no mínimo três gols de diferença no GRÊMIO, é sinal de que jogaram muito mal. Nesses termos, é uma VERGONHA, uma HUMILHAÇÃO fazer só 2×1 na gente;

– Se eles estão em um nível mais alto do que o nosso ou se, na melhor das hipóteses, estamos um degrau quebrado abaixo deles, é sinal de que NENHUM DOS DOIS deveria considerar grande coisa ganhar ou perder para o outro, já que a mentalidade da disputa dos certames que REALMENTE valem, isto é, o campeonato nacional mais difícil do mundo e o torneio continental mais tradicional que proporcion prestígio midiático por todo o planeta e dá o direito de decidir o título MUNDIAL contra a máquina européia da vez, é baseada ou em pontos corridos, ou em uma parte de pontos corridos e em outra de mata-mata.

Em todo o BRASILEIRÃO e na primeira fase da LIBERTADORES, o SOMATÓRIO DE SUCESSOS é muito mais importante do que os detalhes de um único jogo isolado. O retrospecto mostra que o GRÊMIO JAMAIS desclassificou ou ganhou um título decente sobre o T. A. em mata-matas, mas ficou na frente deles na maioria dos BRASILEIRÕES de pontos corridos em que ambos participaram juntos.

No jogo em si, verificou-se o que tem sido a tônica dos últimos anos: eles tendem a ser mais fortes, mais velozes e mais técnicos, enquanto nós tendemos a manter a posse de bola por mais tempo e arrematamos mais à meta adversária, embora nossa eficiência seja menor. Como são estilos muito diferentes, o detalhe é quem decide se dará a lógica (time mais veloz, mais técnico E mais forte fisicamente) ou o menos lógico – porém jamais zebra (mais lento, porém mais compacto e mais preciso no bote defensivo).

Salvo em caso de expulsão, de desequilíbrio emocional, de sucessivos instantes de desatenção ou de falhas técnicas bisonhas, o que define um jogo de futebol é o xadrez entre qual individualidade saberá explorar melhor suas próprias qualidades sobre o defeito do marcador homem a homem ou do trabalho em equipe que tentará parar o ataque adversário por zona.

O mais veloz, se não for habilidoso nem tiver um bom arremate, não será bom o suficiente para superar um zagueiro bem postado e atento que não seja lento demais nem gratuitamente violento. Um grupo compacto de jogadores menos velozes que saiba trocar passes errando pouco às vezes pode ser mais eficiente.

O T. A. possui um goleiro, LAURO, quase do nível do nosso, VICTOR; o lateral direito gremista apoiou muito pouco hoje, assim como seu oposto MARCÃO. TITE rateou feio ao não iniciar com KLEBER e, mais ainda, ao colocá-lo no meio-campo.

No geral, os jogadores do T. A. foram mais mordedores, estiveram mais ligados durante todo o 1º tempo, mesmo que o GRÊMIO tivesse chutado mais vezes ao gol de LAURO: botes precisos, sem nenhuma falta perto de sua área defensiva e contra-ataques rápidos.

D’ALESSANDRO decide frequentemente com suas levantadas de bola peçonhentas – diria que bem mais venenosas do que as do lendário MARCELINHO CARIOCA: altura, velocidade e efeitos ideais para pegar mais o atacante de frente para o gol do que o zagueiro na direção do meio-de-campo.

Normalmente, não gosto de responsabilizar uma individualidade. Porém, o conjunto da obra do jovem WILLIAN MAGRÃO o tem comprometido. Primeiro, porque ele é um dos jogadores que mais erra passes no GRÊMIO desde o ano passado; segundo, porque dependia muito do suporte e da cobertura de TCHECO e, acima de qualquer outro, de RAFAEL CARIOCA. Ora, se o primeiro não precisa mais cobrir o lateral direito porque este é bem melhor do que os de 2008 e se há um único atacante, três zagueiros e dois volantes (contando o próprio MAGRÃO) e se o segundo não está mais no clube, as falhas individuais de MAGRÃO tornam-se mais escancaradas e suas qualidades aparecem menos. Falta-lhe maturidade, atenção e paciência. Foi isso o que verifiquei no 1º gol deles.

CELSO ROTH estava em uma encruzilhada: ou arriscava tentar atacá-los pau a pau dando o contra-ataque aos velocíssimos TAISON e NILMAR com o suporte dos lançamentos de ALEX e D’ALESSANDRO, ou procurava fazer o GRÊMIO jogar nos contra-ataques, mais fechadinho, porém, acontecesse o que tivesse que acontecer, jamais seria goleado nem tampouco demonstraria crassa falta de qualidade física e técnica. Dado o seu retrospecto, por uma questão de autopreservação, eu também teria apelado para uma cautela maior, pois sei que temos uma média de altura mais baixa, uma velocidade média muito menor e que eles possuem atacantes mais eficientes do que os nossos.

TITE, por sua vez, cometeu erros que foram salvos pela qualidade superior do seu plantel que, em 2009, deixou a soberba de lado (esta é corrente apenas entre seus dirigentes e torcedores) e fez uma pré-temporada decente, trabalhadora, honesta, sem exposição midiática exacerbada e canalizando marketing e comunicação para o consumo, para a informação e para a defesa de seus interesses ao invés de pensarem como popstars. Por isso, os vi voando. E não é que os jogadores do GRÊMIO sejam pouco inteligentes, desatentos ou tecnicamente deficientes, mas o biotipo médio dos FRAGÁRIOS apresenta um porte bem superior ao nosso.

Só que o técnico colorado fez tudo para dar sopa ao azar: D’ALESSANDRO fora para dar lugar a ANDREZINHO retira o grosso da capacidade de catimba, de lançamentos em velocidade, a bola parada e o chute de fora da área, principalmente em um raro dia no qual ALEX jogou muito pouco. Aliás, nem ALEX, nem os laterais e tampouco o multitarefa GUIÑAZU jogaram bem.

ROTH, por sua vez, poderia, sim, ter arriscado um pouquinho mais  – creio eu, muito provavelmente sem prejuízo, embora também não dê pra garantir que o GRÊMIO teria vencido caso ele procedesse como eu direi agora: se fosse pra jogar com um único atacante, teria apostado na velocidade de JONAS desde o início ao invés do lento e baixo ALEX MINEIRO diante de uma zaga ENORME, formada pelos excelentes ÍNDIO e ÁLVARO (um monstruoso conhecedor da posição: maduro, sereno e sem frescura nem violência).

Sua aposta pela cautela fez com que, em princípio, eu até tivesse concordado em manter o que, neste ano, até hoje, havia dado mais certo do que errado: começar o jogo com FÁBIO SANTOS ao invés de JADILSON. Porém, o segundo gol FRAGÁRIO saiu em um lance no qual o lateral tido como melhor marcador sequer estava perto de sua posição defensiva habitual e necessária. Além disso, eu creio que um esquema de três zagueiros deva necessariamente ser modificado nos 10 minutos finais, sob pena de passar a ser apenas atacado e de não ter mais o poder de retomada e construção de contra-ataques do tempo de jogo em que tanto  zagueiros como laterais e volantes ainda não estavam cansados física nem mentalmente.

Pra mim, TITE pediu para não ganhar e ROTH não conseguiu tentar ao menos não perder procurando reter mais a bola na frente para evitar uma blitz rubra no final. Se bem lembrarmos dos áureos tempos de TITE no OLÍMPICO naquela campanha da COPA DO BRASIL de 2001, embora o contexto fosse totalmente diferente, o 3-5-2 de ADENOR LEONARDO BACCHI apresentava maior retenção no meio com ZINHO e um ataque fulminante com MARCELINHO PARAÍBA. Naquelas memoráveis fases decisivas contra SÃO PAULO e CORINTHIANS, mesmo com três zagueiros e contando com mais velocidade do que o plantel que ROTH tem hoje em mãos, o TRICOLOR decidia muitos jogos no último terço das partidas. Nesse sentido, a estatística bem aplicada poderia ter sido uma aliada do GRÊMIO, já que apontaria a necessidade de mexer no esquema ao final.

Quanto à arbitragem, CARLOS EUGÊNIO SIMON, uma pessoa boa praça, inteligente e bastante profissional, não decidiu o jogo a favor de A ou B. Ele apitou mal, errando para os dois lados NA MESMA MEDIDA. Sou contra a sua escolha não porque ele seja “gremista” ou “colorado” mas, sim, porque ele trunca o jogo com faltas bobas em excesso porque tem medo de errar e porque, quando percebe um erro crasso, sempre procura compensar.

Nesse sentido, jamais se pode culpá-lo por utilizar dois pesos e duas medidas em seus critérios, onde ele é altamente coerente, por mais equivocado que esteja. Houve duas entradas violentas de cada lado que ele deveria ter punido com cartão e não puniu. Também evitou dar uma falta clara na entrada da área adversária para cada um dos rivais. E, finalmente, não deu vermelho para o zagueiro REVER, último homem, que deu um ippon em NILMAR, assim como se fez de louco para a posição legaíssima do sempre eficiente JONAS, que teria determinado a virada do marcador para o GRÊMIO.

Pra terminar, o segundo gol deles não pode ser creditado a uma falha de ADILSON. Primeiro, porque ele marcou bem melhor e errou menos passes do que WILLIAN MAGRÃO no tempo em que esteve em campo, comprovando que a paciência do técnico e a minha com o jogador que teve outros melhores como muletas em 2008 chegaram a um limite; depois, porque ele não poderia correr o risco de ser expulso e de dar um pênalti ao adversário, já que uma derrota normal e digna para um adversário técnica e fisicamente superior poderia ter sido convertida em uma goleada; e, finalmente, porque ele não era o homem da sobra e porque havia um zagueiro e um lateral fora do lugar, contribuindo para a insuperável velocidade de NILMAR.

Pessoalmente, pra mim, GRENAL é um jogo de três pontos como QUALQUER OUTRO, para o qual ninguém deve tentar o suicídio se perder nem considerar-se ‘the king of the world’ se ganhar.

Por isso, não considero importante analisar este tipo de jogo contra este adversário em particular como se ele valesse mais do que um duelo decisivo contra SÃO PAULO, CRUZEIRO, PALMEIRAS ou os próprios FRAGÁRIOS em uma circunstância bem mais exigente do que a de um reles GAUCHÃO.

Como eu disse há poucos posts atrás, coragem e tempo para fazer TORNEIOS DE VERÃO entre os cinco ou seis melhores da temporada anterior seriam muito mais úteis e verdadeiros e válidos como experiências sérias para todos os times.

POR QUE SOU CONTRA O GAUCHÃO

Não estou escrevendo nada sobre a CARAVANA DA MISÉRIA porque, infelizmente, não se trata de um campeonato cujo objetivo DEVERIA SER o de fomentar o profissionalismo REAL e SUSTENTADO nos clubes do interior. Diante desse quadro e do montante necessário para se investir em futebol profissional colhendo frutos em um prazo nunca maior do que cinco anos, tampouco existe um estímulo para que tanto os municípios como a iniciativa privada invistam nesses clubes.

Quem disputa as séries A, B e C do BRASILEIRÃO de pontos corridos, todos contra todos em ida e volta, jamais deveria ser obrigado a disputar esse torneio amistoso, desorganizado, onde o que prevalece é o jabá institucionalizado por relações empresariais das mais chinelonas que eu já vi. Nesse sentido, até mesmo para benefício dos clubes pequenos que ainda não atingiram esse patamar, sugiro a formação de uma LIGA, onde os próprios clubes seriam responsáveis pela organização do certame e pela constituição de um corpo de administradores, médicos, advogados, psicólogos, assistentes sociais, engenheiros, arquitetos e desenvolvedores de software que serviria como exemplo para que a FIFA reconhecesse que o modelo hierárquico CBF – federações estaduais – clubes de ponta – clubes pequenos está repleto de vícios dentro do BRASIL e que é necessária uma mudança radical desse quadro.

Hoje, observo que a COPA PAQUETÁ é um torneio que atrai mais público, que envolve mais as comunidades e que é, sem sombra de dúvida, mais organizado do que o GAUCHÃO. Quando o amadorismo supera o profissionalismo não apenas  no espírito lúdico, comunitário e integrador, estamos diante de uma séria crise de organização patrocinada por aqueles que possuem dinheiro, patrocinadores, tradição e o respaldo de seus filiados, por mais prejudicados que eles sejam durante a disputa desses certames.

Sempre que eu falo no exemplo top, não quero com isso dizer que o futebol brasileiro não presta: o que não presta aqui é a mentalidade reinante entre a maioria dos dirigentes e daqueles que patrocinam ou poderiam vir a patrocinar o esporte. Contudo, há uma abissal perda técnica relacionada à ida precoce de jogadores que também não são mais preparados para executarem jogadas mais técnicas aliando-as à objetividade. Pensa-se tão-somente na segunda.

Por isso, a emoção não está mais em respeitarmos e admirarmos clubes que jogam bonito e são estruturados quando o nosso próprio time vai mal. Então, sabemos que os gols em profusão surgem mais por ruindade da defesa do que pela qualidade do ataque, bem como a falta de gols reside mais na ruindade do ataque do que na qualidade da defesa. Torcer pelo futebol brasileiro profissional virou mais uma questão de hábito, de afeto e de alteridade do que de orgulho.

Mal comparando, o futebol inglês é sensacional porque há dezenas de ligas divididas em cerca de oito divisões. Aqui, temos séries A, B, C e D do BRASILEIRÃO, COPA DO BRASIL e CAMPEONATOS ESTADUAIS que, fora em SÃO PAULO, costumam apresentar apenas uma ou duas divisões.

Na INGLATERRA, se um grupo de amigos barrigudos regados a churrasco, cerveja, mulheres cricri, filhos barulhentos, falta de dinheiro e um emprego frustrante quiserem montar uma liga de times de bairro ou de ruas com um gramado comum (p. ex.: PRAÇA ARARIGBOIA em PORTO ALEGRE) ou com pequenos estádios particulares (p. ex.: FORÇA E LUZ, também em PORTO ALEGRE), esses caras serão federados, fichados na FEDERAÇÃO INGLESA como jogadores. O torneio deles faz parte de uma liga, na qual a federação só irá intervir caso haja desorganização ou falcatrua gritante e comprovada. Aí, os melhores dessas ligas vão subindo de posto aos pouquinhos.

Hoje, se pegarmos como exemplo apenas a SÉRIE A do GAUCHÃO, mesmo que tiremos fora GRÊMIO, FRAGÁRIOS, JUVENTUDE e CAXIAS e mesmo que, eventualmente, surja como força efêmera um ESPORTIVO, FRAGARINHO-SM, VERANÓPOLIS ou 15 DE CAMPO BOM, peguem a infraestrutura dos demais participantes. Tirando o COLOSSO DA LAGOA do YPIRANGA DE ERECHIM e, mais ou menos, o PASSO DA AREIA, me digam quem é que tem uma estrutura patrimonial, técnica e financeira minimamente digna para serem considerados superiores ao que possui o hoje gramado de aluguel sem time nem clube em âmbito reconhecido do FORÇA E LUZ?!

O que explica o quase desaparecimento do AIMORÉ DE SÃO LEOPOLDO; a neccessidade do NOVO HAMBURGO ter tido que se desfazer do SANTA ROSA e jogar em um gramado que quase não possui arquibancadas; a precariedade absoluta dos estádios ESTRELA D’ALVA (BAGÉ), DOS PLÁTANOS (SANTA CRUZ), ALTO DA GLÓRIA (VACARIA) e tantos outros? Por que cidades ricas do interior não investem nesses clubes?

Tenho gostado do GRÊMIO em 2009. Me parece promissor. Obviamente, sigo indo aos jogos.Também não deixo de acompanhar a política através dos blogs amigos listados na coluna da direita.

Todavia, em termos laboratoriais, considero essa opção muito pobre. Creio que deveríamos seguir o calendário europeu, a SELEÇÃO deveria atuar dentro do país sempre que possível e a pré-temporada deveria ser mais corajosa, mais audaciosa, mais arrojada: nossos grandes clubes, de maneira geral, se borram de medo de terem que enfrentar um clássico com a musculatura rígida, desentrosados e com alguns quilos a mais.

Na ARGENTINA, país vizinho, rival e de clubes ainda mais decadantes e piores tecnicamente do que a maioria dos nossos, os grandes se encaram na praia, no lendário ESTADIO MUNDIALISTA em MAR DEL PLATA, para os TORNEOS DE VERANO: BOCA, RIVER, RACING, INDEPENDIENTE e SAN LORENZO estão todos lá.

Seria o mesmo que GRÊMIO, FRAGÁRIOS, SPFC, CRUZEIRO e PALMEIRAS (dos grandes, os únicos cinco realmente organizados do país) se encararem em MACEIÓ, VITÓRIA, NATAL, JOÃO PESSOA em duas semanas de tiro curto.

Da mesma forma, nossos pequenos só irão crescer caso o parâmetro de comparação deles seja elevado a um patamar mais alto. Por exemplo: as campanhas dos nossos clubes na SÉRIE C do BRASILEIRÃO são, via de regra, vexatórias. Por que? Porque a FGF os obriga a disputarem Copa Borges de Medeiros, Copa General Neto e assim por diante dando-lhes vagas à COPA DO BRASIL e porque não existe comprometimento nem ajuda para que a estrutura do primeiro semestre seja mantida ou aperfeiçoada no segundo. Daí, quando surge pela frente um ‘grande’ de SC, CE, RN ou um ‘médio’ de SP, GO ou BA, nosso interior leva sumantas de dar dó.

Assim como está, prefiro dar uma caminhada ou pegar um T2A pra assistir a uns dois jogos no final da tarde de domingo ali na ARARIGBÓIA.

GRÊMIO, RUY CABEÇÃO, JONAS, ALEX MINEIRO

Tomara que ele faça história como fez meu idolo ALFINETE! ;)

Tomara que ele faça história como fez meu ídolo ALFINETE! ;)

Quase tudo pesava contra o GRÊMIO na tarde deste sábado, 24/01/2009. Vamos aos fatos:

a) Vinha de uma atuação fraca fora de casa contra os GALATIQUINHOS;

b) O senegalesco calor do verão portoalegrense – um castigo intenso que mina as forças da maioria dos desportistas;

c) A musculatura presa após duas semanas de muito treino na volta das férias;

d) Encontrar motivação para encarar um público pequeno para os padrões do GRÊMIO no OLÍMPICO MONUMENTAL;

e) Encontrar motivação para encarar um campeonato de baixo nível técnico;

f) A escalação e o esquema de jogo ainda indefinidos favorecem a precipitação da maioria do plantel no intuito de cada um tentar obter a sua vaga no onze titular.
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Ouvi o comentarista WIANEY CARLET, da RÁDIO GAÚCHA (a quem respeito muito) manifestar uma certa surpresa com a debilidade técnica apresentada pelo ESPORTIVO de BENTO GONÇALVES. Lembrou ele que o clube da Serra tradicionalmente obtinha resultados expressivos contra a dupla GRENAL.

Porém, ele esqueceu de uma informação muito significativa a respeito das condições financeiras e técnicas do alvicelúreo da capital nacional do vinho, fornecida pelo seu colega HILTOR MOMBACH, do CORREIO DO POVO: informou esse último jornalista que, a despeito da cidade querer bancar a pré-temporada de dois dos maiores clubes do mundo anualmente, a prefeitura havia reduzido drasticamente a ajuda de custo ao clube.

Para um clube que costuma vender barato um patrocínio específico para cada número de camiseta em função da sovinice do empresariado local (que é próspero e se faz de morto pra ganhar sapato novo, como a maioria dos grandes empresários da Serra Gaúcha), qualquer perda de receita resulta em proporções estratosféricas.

Dessa forma, não esperava menos de 3×0 para o nosso TRICOLOR DOS PAMPAS, apesar de todas as dificuldades.

Me estendi demais em um fator indireto porém decisivo para a campanha do ESPORTIVO que, por extensão, beneficiou ao GRÊMIO.

Como ex-lateral direito, fã de PAULO ROBERTO COELHINHO, LEANDRO, ALFINETE e CHIQUI ARCE, fico muito contente quando o GRÊMIO tem um lateral DE VERDADE, como é o nosso RUY CABEÇÃO.

Goleada justa e fácil. Mas não pensem que será sempre essa barbadinha…