GRÊMIO CAMPEÃO GAÚCHO 1985

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BONAMIGO e CAIO JÚNIOR. MAZAROPI; RAUL; RUBENS MINELLI; GILBERTO TIM; IRANY SANT’ANNA; ADALBERTO PREIS; SAUL BERDICHEWSKI. Gremistas ilustres e jogadores que deixaram saudade.

Todas essas lembranças com a voz do melhor narrador de futebol gaúcho em todos os tempos, o hoje pacato pescador CELESTINO VALENZUELA, com todo o se carisma e simpatia low profile.Na época, eu tinha apenas 12 anos de idade.

Depois de uma infância complicada em nível estadual e nacional, depois do BRASILEIRÃO de 1981, da LIBERTADORES e do MUNDIAL em 1983, minha adolescência como torcedor passou a ser um céu de brigadeiro.

Muita saudade daquela época!

GRÊMIO: ROTH E 4 JOGADORES NO MELHOR DO BRASILEIRÃO

riu por último e riu melhor

ROTH: riu por último e riu melhor

Orgulho e reconhecimento para um plantel bastante limitado que só pôde chegar onde chegou atuando como time pequeno e no contra-ataque. Para 2009, ROTH e todos os gremistas esperamos por contratações pontuais de qualidade indicadas pelo próprio técnico, trazidas com o máximo de criatividade e ousadia  possível em função das péssimas condições financeiras do GRÊMIO.
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– O fato de o Grêmio ter mantido apenas dois jogadores do ano passado valoriza ainda mais o trabalho que foi feito em 2008 – disse o técnico, que não pôde votar nos atletas gremistas na eleição.
– A campanha do Grêmio deixa todos pensando que poderia ser muito melhor – lamentou o treinador, que acredita que ficou muito difícil conquistar o título do Brasileirão após a derrota para o Vitória.
Os gremistas indicados para o Prêmio Craque do Brasileirão foram o goleiro Victor, o zagueiro Réver, o volante Rafael Carioca e o meia Tcheco. Capitão do time, Tcheco escalou se time de melhores do campeonato: Victor; Léo Moura, Thiago Silva, Réver e Juan; Hernanes, Guiñazu, Ibson e Alex; Kléber Pereira e Nilmar. Para treinador, ele escolheu Celso Roth.
– O Celso poderia levar o troféu porque, pelos três que estão concorrendo, o Grêmio não estava cogitado para estar aqui. Pelo trabalho que o Celso fez, ele deveria levar este troféu.
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O GRÊMIO AINDA NÃO CONVENCE?!

Tenho lido a ansiedade, o ceticismo e até mesmo algumas crônicas de uma suposta morte anunciada do GRÊMIO escritos por alguns blogueiros extremamente atentos e inteligentes.

Não tiro a razão deles. Afinal de contas, ainda pode, sim, ocorrer uma grande reviravolta no BRASILEIRÃO 2008, tendo em vista que ainda faltam longas, emocionantes e angustiantes 14 rodadas ou 42 pontos a serem disputados por todos os 20 clubes. Ao mesmo tempo, o TRICOLOR DOS PAMPAS representa uma inesperada surpresa, pois não é um clube paulista: à exceção do brilhante CRUZEIRO de 2003, quem dominou as ações desde então foram SANTOS (2004), CORINTHIANS (2005) e SÃO PAULO (2006 e 2007).

Estar líder desde a 13ª rodada do 1º turno é um grande mérito, sobretudo porque o FLUMINENSE vice-campeão da LIBERTADORES está pela bola oito, rumo à SÉRIE B; o FLAMENGO perdeu a liderança e toda a sua regularidade anteriormente conquistada no instante em que negociou três titulares e ainda precisa remontar o time com nove contratações praticamente desconhecidas. No PALMEIRAS, a perda do habilidoso meia-atacante chileno VALDIVIA e do jovem zagueirão HENRIQUE (cotado por muitos como de seleção) é inestimável. Além disso, KLEBER é expulso a todo
instante e ÉLDER GRANJA também não tem tido mais aquele espaço no apoio que fez o
PORCO crescer no decorrer do 1º turno. O SANTOS, por sua vez, está abaixo da crítica; o CORINTHIANS está na “SÉRIE BRASIL” (como diz o JUCA KFOURI) e o CRUZEIRO também perdeu um jogador importante – o atacante MARCELO MORENO. Por último, seja pela sua soberba ou por seus incontáveis erros de planejamento neste ano, o TRADICIONAL ADVERSÁRIO também é carta fora do baralho.

Dentre os clubes emergentes, mérito para o VITÓRIA e para o CORITIBA, que manter-se-ão dignamente na “SÉRIE ARGENTINA” (outra hilária contribuição do JUCA KFOURI para o anedotário do futebol) e, obviamente, hurras para o BOTAFOGO de NEY FRANCO – um técnico com T maiúsculo que eu ainda quero ver no OLÍMPICO.

Isso posto, caso não ocorra nenhuma lesão grave, suspensões em cascata e nenhuma seqüência de erros de arbitragem contrárias, Vejo GRÊMIO, CRUZEIRO, BOTAFOGO, PALMEIRAS e SÃO PAULO (nesta ordem, considerando os dois primeiros como favoritos) como os únicos postulantes ao título.

Portanto, é preciso prestar atenção a uma série de detalhes que impedem o GRÊMIO de abrir uma vantagem ainda maior.

Pra começo de conversa, não há como negar que o nível técnico do futebol masculino adulto jogado por todo e qualquer clube brasileiro em qualquer divisão profissional tem caído ano após ano. Dessa forma, o plantel TRICOLOR também é tão fraco tecnicamente quanto a maioria de seus outros 19 oponentes desta temporada. O êxodo de jovens talentos que mal saíram das fraldas acontece cada vez mais cedo. Ao mesmo tempo, os pseudo-ricos (que hoje são, nesta ordem, SÃO PAULO, T.A. e PALMEIRAS) só conseguem repor o plantel ou com desconhecidos vindos do interior não mais em idade de revelação, ou repatriando veteranos e medíocres de qualquer idade que não tiveram força mental para suportar o fato de ainda terem que provar muito mais do que pensavam ser.

O futebol brasileiro atual é muito feio e mal jogado: vejo uma profusão de erros de passes, pouca competência nas bolas paradas de ataque e defesa e um monte de jogadores sem ousadia nem inteligência. Antes que alguém me pergunte sobre ela, quando a SELEÇÃO BRASILEIRA joga bem, só o consegue mediante intensa participação daqueles que já estão no exterior há pelo menos três anos. De lá para cá, a esmagadora maioria de quem saiu daqui foi parar em ligas pouco expressivas como na Rússia, na Coréia do Sul, na Ucrânia, nos Emirádos Árabes Unidos, na Arábia Saudita ou em clubes de segunda ou terceira linha de Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal ou França. Nesses países, ou quem tem um olho é rei ou, então, o cara desaprende.

As duas únicas diferenças são as seguintes:

1) O GRÊMIO tem um grupo de jogadores MAIS EQUILIBRADO: ao contrário de seus principais rivais, não possui nenhum craque mesclado a uma maioria inapta. Trocando em mmiúdos, enquanto os outros têm um ou dois atletas nota 7 e 20 e poucos nota 4, o plantel do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA é quase todo nota 5 (exceto ANDERSON PICO e ANDRÉ LUIZ, que são nota 2);

2) O TRICOLOR foi amplamente beneficiado por três fatos: a) não perdeu nenhum jogador insubstituível durante a “janela” para o exterior; b) teve um mês para treinar depois das eliminações na CARAVANA DA MISÉRIA e na COPA DO BRASIL e c) O contestadíssimo CELSO ROTH foi a única pessoa a dizer que os meses de julho e agosto, recheados de rodadas no meio da semana, seria decisivo para separar os homens dos meninos. E nenhum time obteve resultados tão bons quanto o GRÊMIO nesse período.

Enfim, por mais que o GRÊMIO esteja sendo sistematicamente “secado” por toda a imprensa especializada acima da margem esquerda do RIO MAMPITUBA como jamais fizeram com clube algum de fora do eixo RJ-SP em tempo algum e por mais corneteiros e céticos gaúchos que não se cansam de abrir fogo “amigo” contra nós, é preciso lembrar de dois “pequenos” detalhes:

- Qualquer clube sem um plantel numeroso apresenta muitas oscilações porque não dá pra manter a mesma pegada física ou mental o tempo todo;

- Do outro lado, também há onze jogadores querendo acertar e um técnico que estudou a mecânica coletiva e as individualidades do GRÊMIO.

QUE NINGUÉM DUVIDE: “SI, SE PUEDE!”

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GRÊMIO: INCÓGNITA ≠ RUINDADE/QUALIDADE

A pré-temporada de verão no futebol brasileiro é um período vazio de notícias relevantes. A janela de contratações para a segunda metade da temporada européia é muito menor, o que, normalmente, resulta em contratações mais baratas e menos bombásticas por parte dos times europeus e em repatriações menos expressivas para o nosso mercado.

O atento e criativo Alexandre Perin no seu blog ALMANAQUE ESPORTIVO é mais um dentre tantos que utiliza o período para o exercício da comparação entre jogadores do mesmo clube entre o ano passado e o momento atual de remontagem dos plantéis.

Ninguém pode negar que tal operação tem lá o seu valor. É divertida. E, até certo ponto, existe um grau de confiabilidade em tais comparações. No entanto, é inevitável cair no erro de tomar como verdade a comparação do incomparável a fim de querer justificar o injustificável. Esta é a grande armadilha em torno das comparações.

Digo isso porque nem eu, que vou a pelo menos 95% dos jogos do GRÊMIO por ano em casa há quase três décadas, chego mais cedo para acompanhar as preliminares, tenho conhecidos que trabalham no clube e, sempre que tenho um tempinho, ainda acompanho torneios como o Brasileirão SUB-20 e a Copa São Paulo de Futebol Júnio, sou capaz de afirmar o quanto essa gurizada que está subindo agora para o grupo profissional é verdadeiramente “boa” ou “ruim”.

O máximo que posso ter são breves IMPRESSÕES. Nem mesmo os setoristas do clube (repórteres que vivem dentro do Olímpico) ou os próprios dirigentes (do presidente ao coordenador das categorias de base) tem certeza de que jogadores que foram apenas aplicados mas que não se sobressaíram tecnicamente serão apenas jogadores medíocres quando se derem conta de que, a partir da sua promoção, tornam-se HOMENS ao invés de meninos.

Em princípio, prefiro criticar os dirigentes por cornetas, bate-bocas e má condução de negócios mais vultosos com agentes, jogadores e dirigentes de outras paragens e também pela contratação de um jogador ou outro que já deram mostras suficientes de que sua índole e sua qualidade técnica e física são muito baixas para a exigência de um clube centenário multicampeão e conhecido no mundo todo.

Me abstenho de criticar a utilização massiva dos “pratas da casa” porque, simplesmente, a amostragem do que eles já apresentaram em brevíssimas participações no grupo profissional é quase nula.

Como maior exemplo de injustiça eu cito o bom lateral-esquerdo Bruno Teles. Em 2006, com o time em alta, ele teve que jogar deslocado como volante contra o Paraná, em um dos jogos mais difíceis do GRÊMIO em casa pelo Brasileirão daquele ano. Jogou muito mal, o TRICOLOR DOS PAMPAS saiu perdendo e teve uma dificuldade gigantesca para virar o resultado, em um final muito sofrido. Aquela impressão foi péssima. Porém, mais adiante, ele, na lateral-esquerda, demonstrou grande maturidade, vitalidade, excelente posicionamento na marcação e, se não foi brilhante no apoio ao ataque, pelo menos foi prudente em apenas subir “na boa”, sem correr o risco de dar as costas para o contra-ataque. É muito mais jogador do que Hidalgo ou do que as outras opções disponíveis neste começo de 2008 enquanto não estiver recuperado.

Não posso comparar Jhonatan a Everton. O primeiro jogou tão poucas vezes que não há como saber se ele é tão inseguro quanto o segundo, que já teve várias oportunidades e não correspondeu. Da mesma forma, hoje eu não sei dizer se o Itaqui é aquele que mal entrou contra o Esportivo no Ruralito de 2007 e entregou um gol na única derrota que sofremos no Olímpico na campanha do bi e que, mais adiante, sempre que chamado ocupou posições discretas de marcação ou se o Itaqui profissionalizado será mais próximo do capitão, cobrador de faltas e de escanteios e por quem passavam todas as jogadas do time semifinalista do Brasileirão SUB-2o.

Melhor conferir in loco hoje à tarde para termos uma prévia. Mas é uma prévia ainda repleta de possíveis perdões, já que a única certeza que temos é: o time ainda está desentrosado, o grupo ainda está incompleto, a musculatura de todos os jogadores ainda enrijecida em função dos pesados treinos físicos em Bento Gonçalves, há a tensão, a expectativa e o nervosismo da estréia, o público será pequeno em função das férias e, finalmente, o gramado estará pesado porque passou por uma reforma recente e chove em Porto Alegre.

Se eu vir muita raça, erros que não comprometam a defesa e uma capacidade ofensiva maior do que a média de 2007, considerarei o jogo contra o 15 de Novembro de Campo Bom uma estréia aceitável.