LULA: COBERTOR CURTO NO MEIO AMBIENTE

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NÃO DEIXE DE ASSISTIR AO DOCUMENTÁRIO “UMA VERDADE INCONVENIENTE”, com AL GORE.
NEM À ANIMAÇÃO WALL•E, da PIXAR.
Como bem abordado pelo CRISTÓVÃO FEIL no DIÁRIO GAUCHE a partir de notícia publicada pela FOLHA, considero, assim como o sociólogo gaúcho e a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) brasileira que a pior crise possível e imaginável não é a crise dos papéis podres e da especulação mas, sim, a crise de saúde, da habitação, da produção, do consumo e da educação em função da total perda de todos os padrões meteorológicos anteriormente conhecidos por causa do AQUECIMENTO GLOBAL originado pelas transformações desmedidas da natureza geradas pela especulação imobiliária, pela exportação e importaçào de porcarias feitas de material sintético não-sustentável e da insistência em, ainda hoje, se pensar em usinas hidrelétricas (represamento de rios), usinas termelétricas (carvão), usinas nucleares (morte sofrida, certa e em massa), no empilhamento de seres humanos (quanto mais verticalizadas as habitações e os ambientes de trabalho, mais dependente de terceiros sem necessidade o homem se torna) e, acima de tudo, na prevalência da cidadania plena ao automóvel sobre o homem que é conduzido por ele (agora um pária da sociedade de fluxos).

Com mais tempo disponível, pretendo postar, dentro de alguns dias, soluções técnicas, científicas e econômicas altamente sustentáveis. Embora não seja especialista, sou defensor e ativista incondicional da vida, por uma urbe mais bela e salubre.

O grande problema do egoísmo e da ignorância da maior parte da classe média urbana é aceitar sem questionar tanto a lógica TAYLORISTA e FORDISTA (piores ainda quando JUNTAS) quanto a sua involução para o NEOLIBERALISMO.

clipped from diariogauche.blogspot.com
Documento da Igreja Católica intitulado “Análise da Conjuntura”
critica a ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente à crise econômica e diz que “Lula entregará ao seu sucessor ou sucessora um país em situação tão precária quanto a que recebeu”.
“o presidente continua dando força ao agronegócio e à mineração, sem atentar para os danos ambientais”, e que isso gerará “a crise ecológica” no país.
“Tudo se passa como se o aumento da produção para a exportação fosse uma solução e não um paliativo que adia a crise econômica, mas antecipa a crise ecológica, que é muito mais grave e que prejudicará mais os mais pobres do que os ricos”
Os religiosos indicam que a política industrial do governo “vai no sentido de favorecer a indústria automobilística, como se ela tivesse futuro”.
texto de dez páginas assinado por padres e teólogos assessores da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
“este não é um documento oficial da CNBB”.
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MINISTRA MARINA SILVA: A GUERREIRA CANSOU

Quando fui extremamente rigoroso, indignado, impaciente e pouco tolerante com uma série de medidas anti-populares tomadas no Ministério do Meio Ambiente do Governo Lula não apenas pela titular da pasta, a senadora Marina Silva (PT-AC) como por uma série de atores privados brasileiros e externos com interesses políticos, industriais e comerciais totalmente avessos à preservação do meio ambiente, pedi para ela sair a fim de evitar que tamanho constrangimento e tamanha impossibilidade de poder peitar a todos esses perigosos interesses prejudicassem a sua linda história de luta e de vida.

Acho que ela agüentou até onde teve esperança de poder fazer muito mais. Um dia, a espera cansa quando a demanda não é atendida.

Não sei se a ministra ainda possui seu mandato como senadora. Espero que sim. Senão, que ela possa trabalhar mais diretamente ligada às questões do seu Acre. Por esse estado, ela sempre foi muito mais combativa, direta e competente.

Gostaria muito que ela um dia escrevesse um livro contando os pormenores dessas forças ocultas que querem acabar com o meio ambiente no Brasil, explicando com o coração aberto as razões que a impediram de realizar um trabalho de resultados infinitamente mais positivos para a sociedade brasileira do que os apresentados em seu longo mandato de quase cinco anos e meio.

Abaixo, a carta de demissão:

 

 

“Caro presidente Lula, 

Venho, por meio desta, comunicar minha decisão em caráter pessoal e irrevogável, de deixar a honrosa função de Ministra de Estado do Meio Ambiente, a mim confiada por V. Excia desde janeiro de 2003. Esta difícil decisão, Sr. Presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal. 

Quero agradecer a oportunidade de ter feito parte de sua equipe. Nesse período de quase cinco anos e meio esforcei-me para concretizar sua recomendação inicial de fazer da política ambiental uma política de governo, quebrando o tradicional isolamento da área. 

Agradeço também o apoio decisivo, por meio de atitudes corajosas e emblemáticas, a exemplo de quando, em 2003, V. Excia chamou a si a responsabilidade sobre as ações de combate ao desmatamento na Amazônia, ao criar grupo de trabalho composto por 13 ministérios e coordenado pela Casa Civil. Esse espaço de transversalidade de governo, vital para a existência de uma verdadeira política ambiental, deu início à série de ações que apontou o rumo da mudança que o País exigia de nós, ou seja, fazer da conservação ambiental o eixo de uma agenda de desenvolvimento cuja implementação é hoje o maior desafio global. 

Fizemos muito: a criação de quase 24 milhões de hectares de novas áreas de conservação federais, a definição de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade em todos os nossos biomas, a aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, do novo Programa Nacional de Florestas, do Plano Nacional de Combate à desertificação e temos em curso o Plano Nacional de Mudanças Climáticas. 

Reestruturamos o Ministério do Meio Ambiente, com a criação da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro; com melhoria salarial e realização de concursos públicos que deram estabilidade e qualidade à equipe. Com a completa reestruturação das equipes de licenciamento e o aperfeiçoamento técnico e gerencial do processo. Abrimos debate amplo sobre as políticas socioambientais, por meio da revitalização e criação de espaços de controle social e das conferências nacionais de Meio Ambiente, efetivando a participação social na elaboração e implementação dos programas que executamos. 

Em negociações junto ao Congresso Nacional ou em decretos, estabelecemos ou encaminhamos marcos regulatórios importantes, a exemplo da Lei de Gestão de Florestas Públicas, da criação da área sob limitação administrativa provisória, da regulamentação do art. 23 da Constituição, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais. Contribuímos decisivamente para a aprovação da Lei da Mata Atlântica. 

Em dezembro último, com a edição do Decreto que cria instrumentos poderosos para o combate ao desmatamento ilegal e com a Resolução do Conselho Monetário Nacional, que vincula o crédito agropecuário à comprovação da regularidade ambiental e fundiária, alcançamos um patamar histórico na luta para garantir à Amazônia exploração equilibrada e sustentável. É esse nosso maior desafio. O que se fizer da Amazônia será, ouso dizer, o padrão de convivência futura da humanidade com os recursos naturais, a diversidade cultural e o desejo de crescimento. Sua importância extrapola os cuidados merecidos pela região em si, e revela potencial de gerar alternativas de resposta inovadora ao desafio de integrar as dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimento. 

Hoje, as medidas adotadas tornam claro e irreversível o caminho de fazer da política socioambiental e da economia uma única agenda, capaz de posicionar o Brasil de maneira consistente para operar as mudanças profundas que, cada vez mais, apontam o desenvolvimento sustentável como a opção inexorável de todas as nações. 

Durante essa trajetória, V. Excia é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade. Ao mesmo tempo, de outros setores tivemos parceria e solidariedade. Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental. 

Tenho o sentimento de estar fechando o ciclo cujos resultados foram significativos, apesar das dificuldades. Entendo que a melhor maneira de continuar contribuindo com a sociedade brasileira e o governo é buscando, no Congresso Nacional, o apoio político fundamental para a consolidação de tudo o que conseguimos construir e para a continuidade da implementação da política ambiental. 

Nosso trabalho à frente do MMA incorporou conquistas de gestões anteriores e procurou dar continuidade àquelas políticas que apontavam para a opção de desenvolvimento sustentável. Certamente, os próximos dirigentes farão o mesmo com a contribuição deixada por esta gestão. Deixo seu governo com a consciência tranqüila e certa de, nesses anos de profícuo relacionamento, temos algo de relevante para o Brasil. 

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos. 

Marina Silva”