Já que fui citado várias vezes com desconfiança no blog Grêmio Sempre Imortal e que há muitas dúvidas acerca da minha conduta, preciso escrever MUITO. Não sou ingênuo, deslumbrado e nem tampouco traidor. Sou crente nos meus princípios, fiel a quem me deu guarida e unido junto a meus amigos. Meu pai nunca deveu nada a ninguém e nunca vergou sua espinha. Poderia ter ganhado muito mais dinheiro do que ganhou, obtido muito mais prestígio do que obteve e sido ainda mais direto e crítico do que o foi. Mas ele me ensinou que não se pode ser desonesto, injusto e nem tampouco arrogante. Devo isso à minha família e aos meus amigos.
1) A quem quiser conhecer o meu sentimento e o meu comprometimento com o Grêmio Acima de Tudo, por favor, leia o seguinte post: http://heliopaz.com/2010/08/04/minha-escolha-pelo-gremio-acima-de-tudo-i/ (haverá mais um na sequência). Falo de sentimento, de comprometimento, de solidariedade, de honra. Não deixa de ser um desabafo e uma autocrítica;
2) Eu e alguns companheiros atuantes do MGAT propusemos em reunião que saíssemos do G7 (não é 6, agora é 7 – e a oposição é G4) em função da insistência de Duda em um processo autofágico nas categorias de base (demissão do nosso vice-presidente Paulo Deitos, o homem mais qualificado dentro do CD para exercer o cargo, independentemente do movimento a que pertence) e no futebol profissional (Meira, Silas, o empresário que só traz jogadores do Avaí e a falta de pulso no vestiário). O Guido Spengler moralizou o Departamento Consular, que agora não é mais clientelista: ser cônsul não é status nem troca de favor, é privilégio. E, para obtê-lo, é preciso trabalhar pelo clube em sua cidade. Se mudar o presidente, eu insistiria junto ao novo CA pela sua permanência;
3) Ainda considero como um suicídio eleitoral todo e qualquer vínculo ao trabalho direto junto a nomes dos Conselhos de Administração montados por Obino e por Duda, salvo Hélio Dourado (que era contra a aclamação de Obino e só entrou no futebol por puro gremismo, assim como fora do Patrimônio em Guerreiro – mais oposição ainda – pelo mesmo motivo), Irany Sant’Anna Júnior e Marcos Hermann (homens certos no lugar certo e na hora certa). As demais escolhas foram incompetentes e eu digo isso na frente de quem quiser ouvir.
Não tenho medo de ir para o pau e perder, pois é do jogo. Entro não como gostaria, mas, devido à essa pressão positiva da Chapinha, entro bem menos pior do que imaginava. Se não entrar no CD e se quem ganhar o CA for da atual oposição (e não considero uma 3ª via como oposição mesmo que não faça parte dela), não é isso o que vai me fazer trocar de movimento. E também será positivo para que todos aprendam a fazer alianças mais pró-ativas e menos comprometedoras. Mas o que eu quero é ganhar! ![]()
4) Pelas virtudes da juventude, da impetuosidade, do ódio à injustiça, da construção e do resgade de uma identidade cultural futebolística e de comunhão do clube com a torcida, me identifiquei muito com os amigos do Grêmio do Prata. E sempre defendi que qualquer chapa só poderia ser completa e verdadeiramente comprometida com mudanças ESTRUTURAIS no Grêmio deveriam contar com esse movimento;
5) É mais do que sabido que não voto e não apóio nenhum movimento que defenda a Máfia do Detran, o ex-presidente estelionatário ou beije a mão de políticos profissionais. Apesar da maioria dos integrantes desses movimentos ser bastante honesta e agradável de se conversar, discordo veementemente da sua tendência de entregar a gestão do clube a consultorias terceirizadas que cobram os olhos da cara e nem sempre são competentes em detrimento da formação de um quadro funcional altamente capacitado para o clube: se a “aristocracia” forma cabides de emprego para incompetentes por clientelismo, a “alta burguesia” o faz para seus colegas de profissão e por aí afora. No fundo, dá tudo no mesmo;
6) A ideia da Terceira Via, da Chapa 3 ou da “Chapinha” não é minha, mas sempre fui simpático a ela em virtude da minha indignação com o status quo. Lamentei quando o Prata (por convicção e por princípios 100% dignos e respeitáveis) preferiu manter-se sozinho, apesar da necessidade de contar com conselheiros experientes para dar-lhes suporte. Afinal de contas, o G7 não se desfez e não surgiu NENHUM conselheiro insatisfeito nem com o G7, nem com o G4;
7) Não tenho mais certeza se é juridicamente impossível e antiestatutário propor uma chapa com menos de 150+30 nomes, embora minha interpretação de texto ainda me diga que sim. E eu adoraria que os movimentos que foram traídos, que cobraram pesadamente as escolhas de Duda, que não querem saber do excesso de nomes propostos por próceres e nem do controle e da vigilância dos articuladores supra-movimentos tivessem saído em massa do G7. Faltou coragem aos mais antigos e também houve um desnecessário constrangimento em relação a seus amigos de décadas. Eu queria que eles tivessem formado uma Terceira Via junto com o Prata e com novos associados interessados em entrar para o CD. Infelizmente, isso não foi possível;
Amizade, respeito, colaboração e aliança, pra mim, nunca foram sinônimos de vergar a espinha. Me irritei com o excesso de zelo e com a imensa perda de tempo em reuniões quase inócuas do G7;
9) Não pude ir à reunião do MGAT hoje por questões familiares. Mas havia deixado o recado ao meu amigo Eduardo Bernardon de que, caso o movimento permanecesse no G7 sob as condições já sabidas, estaria fora;
10) Conversei bastante com o Marcos Almeida sobre essa Terceira Via. Mesmo mantendo a fidelidade ao MGAT e me sentindo contrariado no G7, trabalharei pela nossa candidatura, apesar de me manter amigo, simpático e defensor do Prata no CD e de uma mudança bastante significativa não apenas na fotografia, mas, sobretudo, na maneira de pensar e de agir do nosso CD;
11) O Marcos pôs meu nome e o nome do Bernardon porque apoiamos entusiasticamente a Chapinha. Mas somos homens de equipe, leais ao nosso grupo. Leais porque vemos homens de princípios e o MGAT não possui nomes aristocráticos, apesar de a composição da aliança infelizmente apontar para um predomínio destes. No meu caso, vi no MGAT muita honestidade, interesse e receptividade à minha maneira de agir e de pensar. Não posso dizer que a maioria das pessoas de outros movimentos seja preguiçosa, elitista e desonesta, mas, certamente, tenho muita afinidade neste grupo;
12) Jamais poderia dizer que não trocarei um dia de movimento. Jamais poderia dizer que não fui tentado pela possibilidade de abalar as estruturas de um CD predominantemente amorfo e asséptico. No entanto, hoje, penso que não poderia começar a construir algo novo e sólido com um mês e uma semana antes da eleição sem o respaldo de conselheiros experientes;
13) O Hiltor Mombach vasculha todos os blogs e o Marcos postou o meu nome também. Não considero nada errado, desde que como entusiasta. Mas estou comprometido e interessado em trabalhar por uma causa que, se não é a mais simpática, também não é degradante de maneira alguma.
Não quero fazer média com ninguém. Quero apenas ser quem eu sou e fazer o que quero, mesmo que não seja exatamente com a intensidade nem com todas as pessoas com quem gostaria de contar no momento.
Tenho ambições. Porém, sei exatamente o tamanho que eu tenho. Ele ainda é bem pequenininho, mas não irá crescer na base da gula nem da traição.
Pra finalizar, peço o favor de não confundir lealdade e amizade como cooptação, ingenuidade, burrice ou covardia, OK? ![]()

