MINHA ESCOLHA PELO GRÊMIO ACIMA DE TUDO II

Já que fui citado várias vezes com desconfiança no blog Grêmio Sempre Imortal e que há muitas dúvidas acerca da minha conduta, preciso escrever MUITO. Não sou ingênuo, deslumbrado e nem tampouco traidor. Sou crente nos meus princípios, fiel a quem me deu guarida e unido junto a meus amigos. Meu pai nunca deveu nada a ninguém e nunca vergou sua espinha. Poderia ter ganhado muito mais dinheiro do que ganhou, obtido muito mais prestígio do que obteve e sido ainda mais direto e crítico do que o foi. Mas ele me ensinou que não se pode ser desonesto, injusto e nem tampouco arrogante. Devo isso à minha família e aos meus amigos.

1) A quem quiser conhecer o meu sentimento e o meu comprometimento com o Grêmio Acima de Tudo, por favor, leia o seguinte post: http://heliopaz.com/2010/08/04/minha-escolha-pelo-gremio-acima-de-tudo-i/ (haverá mais um na sequência). Falo de sentimento, de comprometimento, de solidariedade, de honra. Não deixa de ser um desabafo e uma autocrítica;

2) Eu e alguns companheiros atuantes do MGAT propusemos em reunião que saíssemos do G7 (não é 6, agora é 7 – e a oposição é G4) em função da insistência de Duda em um processo autofágico nas categorias de base (demissão do nosso vice-presidente Paulo Deitos, o homem mais qualificado dentro do CD para exercer o cargo, independentemente do movimento a que pertence) e no futebol profissional (Meira, Silas, o empresário que só traz jogadores do Avaí e a falta de pulso no vestiário). O Guido Spengler moralizou o Departamento Consular, que agora não é mais clientelista: ser cônsul não é status nem troca de favor, é privilégio. E, para obtê-lo, é preciso trabalhar pelo clube em sua cidade. Se mudar o presidente, eu insistiria junto ao novo CA pela sua permanência;

3) Ainda considero como um suicídio eleitoral todo e qualquer vínculo ao trabalho direto junto a nomes dos Conselhos de Administração montados por Obino e por Duda, salvo Hélio Dourado (que era contra a aclamação de Obino e só entrou no futebol por puro gremismo, assim como fora do Patrimônio em Guerreiro – mais oposição ainda – pelo mesmo motivo), Irany Sant’Anna Júnior e Marcos Hermann (homens certos no lugar certo e na hora certa). As demais escolhas foram incompetentes e eu digo isso na frente de quem quiser ouvir.

Não tenho medo de ir para o pau e perder, pois é do jogo. Entro não como gostaria, mas, devido à essa pressão positiva da Chapinha, entro bem menos pior do que imaginava. Se não entrar no CD e se quem ganhar o CA for da atual oposição (e não considero uma 3ª via como oposição mesmo que não faça parte dela), não é isso o que vai me fazer trocar de movimento. E também será positivo para que todos aprendam a fazer alianças mais pró-ativas e menos comprometedoras. Mas o que eu quero é ganhar! ;)

4) Pelas virtudes da juventude, da impetuosidade, do ódio à injustiça, da construção e do resgade de uma identidade cultural futebolística e de comunhão do clube com a torcida, me identifiquei muito com os amigos do Grêmio do Prata. E sempre defendi que qualquer chapa só poderia ser completa e verdadeiramente comprometida com mudanças ESTRUTURAIS no Grêmio deveriam contar com esse movimento;

5) É mais do que sabido que não voto e não apóio nenhum movimento que defenda a Máfia do Detran, o ex-presidente estelionatário ou beije a mão de políticos profissionais. Apesar da maioria dos integrantes desses movimentos ser bastante honesta e agradável de se conversar, discordo veementemente da sua tendência de entregar a gestão do clube a consultorias terceirizadas que cobram os olhos da cara e nem sempre são competentes em detrimento da formação de um quadro funcional altamente capacitado para o clube: se a “aristocracia” forma cabides de emprego para incompetentes por clientelismo, a “alta burguesia” o faz para seus colegas de profissão e por aí afora. No fundo, dá tudo no mesmo;

6) A ideia da Terceira Via, da Chapa 3 ou da “Chapinha” não é minha, mas sempre fui simpático a ela em virtude da minha indignação com o status quo. Lamentei quando o Prata (por convicção e por princípios 100% dignos e respeitáveis) preferiu manter-se sozinho, apesar da necessidade de contar com conselheiros experientes para dar-lhes suporte. Afinal de contas, o G7 não se desfez e não surgiu NENHUM conselheiro insatisfeito nem com o G7, nem com o G4;

7) Não tenho mais certeza se é juridicamente impossível e antiestatutário propor uma chapa com menos de 150+30 nomes, embora minha interpretação de texto ainda me diga que sim. E eu adoraria que os movimentos que foram traídos, que cobraram pesadamente as escolhas de Duda, que não querem saber do excesso de nomes propostos por próceres e nem do controle e da vigilância dos articuladores supra-movimentos tivessem saído em massa do G7. Faltou coragem aos mais antigos e também houve um desnecessário constrangimento em relação a seus amigos de décadas. Eu queria que eles tivessem formado uma Terceira Via junto com o Prata e com novos associados interessados em entrar para o CD. Infelizmente, isso não foi possível;

8) Amizade, respeito, colaboração e aliança, pra mim, nunca foram sinônimos de vergar a espinha. Me irritei com o excesso de zelo e com a imensa perda de tempo em reuniões quase inócuas do G7;

9) Não pude ir à reunião do MGAT hoje por questões familiares. Mas havia deixado o recado ao meu amigo Eduardo Bernardon de que, caso o movimento permanecesse no G7 sob as condições já sabidas, estaria fora;

10) Conversei bastante com o Marcos Almeida sobre essa Terceira Via. Mesmo mantendo a fidelidade ao MGAT e me sentindo contrariado no G7, trabalharei pela nossa candidatura, apesar de me manter amigo, simpático e defensor do Prata no CD e de uma mudança bastante significativa não apenas na fotografia, mas, sobretudo, na maneira de pensar e de agir do nosso CD;

11) O Marcos pôs meu nome e o nome do Bernardon porque apoiamos entusiasticamente a Chapinha. Mas somos homens de equipe, leais ao nosso grupo. Leais porque vemos homens de princípios e o MGAT não possui nomes aristocráticos, apesar de a composição da aliança infelizmente apontar para um predomínio destes. No meu caso, vi no MGAT muita honestidade, interesse e receptividade à minha maneira de agir e de pensar. Não posso dizer que a maioria das pessoas de outros movimentos seja preguiçosa, elitista e desonesta, mas, certamente, tenho muita afinidade neste grupo;

12) Jamais poderia dizer que não trocarei um dia de movimento. Jamais poderia dizer que não fui tentado pela possibilidade de abalar as estruturas de um CD predominantemente amorfo e asséptico. No entanto, hoje, penso que não poderia começar a construir algo novo e sólido com um mês e uma semana antes da eleição sem o respaldo de conselheiros experientes;

13) O Hiltor Mombach vasculha todos os blogs e o Marcos postou o meu nome também. Não considero nada errado, desde que como entusiasta. Mas estou comprometido e interessado em trabalhar por uma causa que, se não é a mais simpática, também não é degradante de maneira alguma.

Não quero fazer média com ninguém. Quero apenas ser quem eu sou e fazer o que quero, mesmo que não seja exatamente com a intensidade nem com todas as pessoas com quem gostaria de contar no momento.

Tenho ambições. Porém, sei exatamente o tamanho que eu tenho. Ele ainda é bem pequenininho, mas não irá crescer na base da gula nem da traição.

Pra finalizar, peço o favor de não confundir lealdade e amizade como cooptação, ingenuidade, burrice ou covardia, OK? ;)

MINHA ESCOLHA PELO GRÊMIO ACIMA DE TUDO I

Não gosto de fazer média com ninguém: se eu gosto ou não gosto, digo na cara. E, embora eu saiba como fazer uma palavra se tornar uma ideia leve como um grão de pólen ou irremediavelmente letal como uma bomba atômica, pessoalmente, não gosto de ser verborrágico. Por escrito, procuro romper barreiras. Presencialmente, prefiro ser assertivo e amigo.

Não é de hoje que eu tento entrar na política do Grêmio. Em 2004, me senti incomodado com a iminência do rebaixamento (que eu sentia que iria acontecer e, infelizmente, aconteceu). Li no jornal que uma chapa para o Conselho Deliberativo cujos “padrinhos” eram os grandes Koff e Cacalo estava se formando com novos associados – Movimento Grêmio Novo era o convidativo nome daquele grupo.

Apareci do nada em um jantar na Associação dos Caixeiros Viajantes a fim de trocar ideias com gremistas ilustres e outros nem tanto. Após discursos e apresentações, apresentei-me ao Jorge Bastos (vinho de outra pipa, como diria o amigo recente porém um cara cujo jeito de demonstrar como se sente me traz admiração, que é o Dr. Carlos Josias).

Em poucas semanas, conheci o MGN e já me engajei naquela campanha. Percebi que havia ali um grupo de amigos que estava na luta desde 2000 e havia posto um único conselheiro em 2001. Naquela eleição de 2004, foram mais seis. Foi um crescimento lento, que resultou do conhecimento de conselheiros antigos e de uma atuação voluntária na vida do clube.

Mais adiante, meu tempo se escasseou, passei por dificuldades particulares e não pude mais me dedicar ao Grêmio como queria. Tive que adiar o desejo e a responsabilidade de ser um dos representantes dos associados na vida tricolor. Deixei o MGN sem nenhuma espécie de briga com os integrantes daquele tempo. Até hoje, quando nos encontramos, gosto de conversar com eles sobre o nosso time.

Ao longo do tempo, passei a não concordar mais com as coligações e com as alianças que o movimento escolheu como referência política. Mas isso não desabona as pessoas que estão lá de um modo geral. A diferença é mais – digamos assim – ideológica do que qualquer outra coisa.

Depois, veio o blog Grêmio Sempre Imortal. Ele se constituiu em um ponto de encontro digital que evoluiu para encontros presenciais, ligações telefônicas, torpedos e e-mails entre associados e conselheiros experientes.

Trata-se de um ambiente onde aprendo muito, troco informações e opino detalhadamente sobre vários assuntos (segundo alguns, demais). Já rendeu amizades, contatos e jantares fraternais.

Mas o que melhor define o meu retorno ao engajamento político no Grêmio é o Movimento Grêmio Acima de Tudo: ali, percebi que é fundamental misturar pessoas jovens e mais idosas; mais experientes e menos experientes (independentemente da idade).

Grupos compostos exclusivamente por jovens ou grupos formados totalmente por homens bastante maduros em geral são carentes: enquanto os primeiros perdem em experiência, em ponderação e em sabedoria, os últimos conteporizam demais e se tornam bastante receosos de arriscar – até mesmo quando poderiam e deveriam.

Considero o patrono do MGAT, o DR. Hélio Dourado, um homem ímpar em todos os sentidos: foi ele o divisor de águas que determinou o final de sete décadas e meia em que o Grêmio não passava de um Paraná Clube da vida para tornar-se o que ele é – bicampeão brasileiro, tetracampeão da Copa do Brasil, supercampeão do Brasil, bicampeão da Libertadores e campeão da Copa Intercontinental (o antigo modelo de Mundial de Clubes não-organizado porém amplamente reconhecido pela FIFA).

Conheci neste movimento pessoas incríveis, com as quais desejo trabalhar pelo bem do nosso Grêmio. O convívio com elas é verdadeiro, é digno e é baseado em admiração, respeito e companheirismo. Juntos, entendemos que o clube não pode morrer e que ele precisa retomar o seu caminho de títulos e da revelação de talentos para não deixar a chama que mantém coesa a identidade sociocultural de nove milhões de gremistas de todas as idades, de todos os credos, de todos os sexos e de todos os tamanhos de bolso.

Além disso, todo tipo de injustiça e de desrespeito à instituição (muitas vezes cometidos por ex-presidentes, ex-dirigentes, conselheiros, ex-atletas e ex-técnicos) é abordado com sintonia pela maior parte de seus integrantes. Não que isso ocorra nos demais dez movimentos. Porém, foi com esta maneira de demonstrar carinho e experiência que mais me identifiquei.

ARENA: FIM DO GRÊMIO COMO CLUBE É CULPA DO CONSELHO

Projeto atual, obediente ao Plano Diretor, compativel com a realidade do clube, de propriedade do próprio GRÊMIO

Projeto atual, obediente ao Plano Diretor, compatível com a realidade do clube, de propriedade do próprio GRÊMIO

POR QUE A ARENA NÃO FAZ SENTIDO:

1) A Itália reformou parte de seus estádios para a Copa de 1990 e não construiu nenhum novo estádio;

2) A França só construiu o Stade de France. Nem mesmo o lendário Velodrome de Marseille foi coberto;

3) A Arena da Baixada tem ingressos caríssimos, o público elitizou além da conta e o estádio raramente lota. A idéia do “multiuso” foi por água abaixo à medida que Curitiba é um centro menor, pouco atrativo, assim como Porto Alegre, para atrair uma quantidade de shows musicais, teatrais, circenses e de outros esportes capaz de pagar o investimento e gerar lucro. É a lei da oferta e da procura em seu estado básico;

4) A FIFA jamais exigiu da África do Sul estádios cobertos, estacionamentos para milhares de automóveis, metrô, zilhões de linhas de ônibus ou coisa parecida: seu caderno de encargos é realista de acordo com a realidade de cada país. As melhorias urbanas devem ser sustentáveis, com mais metrô, mais hidrovias, mais ferrovias, energia solar e eólica, diminuição de automóveis e concreto – jamais por causa da Copa do Mundo mas, sim, por necessidade;

5) Por acaso alguém ainda estava iludido achando que a propriedade do estádio no Humaitá seria do GRÊMIO? Se o estádio não é nosso, logo, por que diabos o futuro proprietário teria a necessidade, o interesse ou a obrigação de agir como se fosse um clube? Às favas com as gerações de trouxas que, ao invés de consumidores irracionais de todo e qualquer produto pintado de azul, branco e preto inventados por eles, ainda têm o desplante de terem o clube de futebol como ponto-chave de sua identidade como porto-alegrenses e como fãs de futebol;

6) Em várias entrevistas no rádio, todo e qualquer integrante da gestão Odone (principalmente o executivo Antonini) que falava sobre a questão do associado na Arena sempre dava respostas evasivas, tergiversava e, não-raro, gaguejava;

7) Um amigo economista experiente, alto executivo de uma empresa de capital misto do ramo petroquímico, afirmou que, em condições econômicas normais com base no tamanho de Porto Alegre e na atividade comercial e industrial da cidade, a Arena não sai. Pra ela sair, só mesmo com capital de risco (o conselheiro Cacaio Azambuja defende essa hipótese; eu, não, por causa das aventuras proporcionadas por Bandeira e Guerreiro) ou com propriedade de terceiros (e terceiros ligados ao carlismo baiano, definitivamente, são inconfiáveis ao extremo);

8) Seja porque o GRÊMIO está com a corda no pescoço, seja porque não existe outra área disponível para a construção de um estádio de futebol em Porto Alegre, não importa: mudar o Plano Diretor para construir espigões na já feia e insalubre capital gaúcha é falcatrua, é velhacaria, é pôr os interesses de alguns poucos que desejam colocar um clube de futebol na frente dos interesses econômicos, sociais e ambientais de quase 1,5 milhão de habitantes;

9) A reunião da Chapa 3 para as eleições do Conselho Deliberativo no final de setembro de 2006 trouxe muitos esclarecimentos na palavra dos hoje conselheiros Roberto Sommer, JORGE DEBIAGI (cujo modus operandi empresarial sou VEEMENTEMENTE CONTRA na questão do PONTAL DO ESTALEIRO, mas concordo com ele em relação ao GRÊMIO) e Paulo Roberto Ferrer. Estranhamente, aquela combatividade e a oposição que a chapa GRÊMIO IMORTAL E UNIDO ofereciam naquele pleito e que me convenceram a votar neles foi parcialmente perdida: na época, para mim, eles ainda representavam uma alternativa de resistência à política megalomaníaca, irresponsável e oportunista proporcionada pelos movimentos GRÊMIO NOVO e GRÊMIO INDEPENDENTE (bem como o BLOG LOBISTA vinculado ao primeiro), pela contaminação dos suspeitos da FRAUDE DO DETRAN nesta gestão (quem acompanha o RS URGENTE já sabia disso antes mesmo da bomba estourar em 2008) – todos amigos de ODONE que, por sinal, indicou BANDEIRA para a presidência mais malfadada da história do clube e que é amigo de GUERREIRO. Enfim, todos esses e mais os conselheiros omissos e falsamente opositores ao grupo citado neste parágrafo também são responsáveis pela aceitação da parceria não apenas com a OAS, mas com a presepada inicial da TBZ (outra empresa ‘idônea’, como podem ver).

O tipo de “MODERNIDADE” pregado por essas pessoas é comprovadamente falimentar e clientelista: observem bem COM QUAL TIPO DE EMPRESA ELES GOSTAM DE FAZER ACORDOS.

CADÊ A COMBATIVIDADE? CADÊ A OPOSIÇÃO? CADÊ O INTERESSE DO ASSOCIADO?! Ou, melhor: PORTO ALEGRE VAI TORNAR-SE UM LUGAR AINDA PIOR DO QUE JÁ É PRA SE VIVER.

No final das contas, apesar da discordância meramente pontual em determinadas questões, a esmagadora maioria do Conselho Deliberativo do GRÊMIO infelizmente não faz oposição, não critica publicamente, não esclarece as suas posições perante o associado que elegeu facções inclusas nas chapas e tem feito apenas um tímido movimento na direção de preservar os direitos do associado em geral.

Mesmo aqueles com quem concordo deveriam deixar de lado a covardia de vociferar em dezenas de blogs sem mostrar a cara. Afinal de contas, tem gente que sabe muito mais do que eu – um simples associado – que prefere a comodidade e o oportunismo de posicionar-se às escondidas. Opinar sem ofender e apresentar fatos sem mentir é o mais pleno exercício de cidadania e não o contrário. Por isso, admiro muito a coragem e o desprendimento do associado EDUARDO BERNARDON, responsável pelo melhor esclarecimento a respeito do papel de otário que manter-se sócio do GRÊMIO representará caso a OAS da família ACM respaldada pela gestão ODONE tome conta da vida do TRICOLOR.

Meu amigo GUGA TÜRCK e o pessoal do GRÊMIO

Como sempre, abro espaço neste blog para a manifestação dos conselheiros que não merecem ser jogados em uma vala comum, isto é, que não merecem ser incluídos na (até prova em contrário) necessária generalização que estou fazendo. Mas peço argumentações racionais, didáticas, reflexivas e especializadas, porém sem um tecnicismo desnecessário e sem abusar do apelo retórico.

Minha discordância é programática, técnica e ideológica. Pra quem ainda pretende enganar alguém com a retórica de que não deve-se ideologizar ou politizar a vida, recomendo conhecer mais sobre História, Ciências Sociais e Comunicação. Afinal de contas, tudo na vida é política (até mesmo o amor, o altruísmo e o hedonismo), toda aplicação técnica de qualquer área do conhecimento é ideológica e relacionada ao contexto sócio-econômico e cultural.

Estou profundamente decepcionado: afinal de contas, mesmo que haja profissionais capacitados e pessoas honestas no Conselho, infelizmente, sua maioria pensa de maneira oligárquica e excludente, ao passo que os fragários possuem diversos projetos de responsabilidade social e desenvolveram um modelo de negócio capaz de alavancar o seu crescimento sem jamais deixar de deter a propriedade de seus bens ou de jogar pelo ralo os direitos de seus associados.

Se o NOVO ESTÁDIO OLÍMPICO MONUMENTAL não sair com um projeto semelhante ao oferecido pelos arquitetos simpatizantes do GRÊMIO ACIMA DE TUDO no próprio lugar do OLÍMPICO, a vida do GRÊMIO e o prazer de torcer pelo clube correrão por entre os dedos como grãos de areia.

Sinceramente, ao contrário do que o respeitável e experiente conselheiro ANTÔNIO CARLOS AZAMBUJA (um senhor que já li e ouvi bastante e que encontrei algumas vezes porém sem ter o prazer de conversarmos pessoalmente) já escreveu no site do MOVIMENTO GRÊMIO UNIDO, ainda não considero inexorável a possibilidade de termos que mudar para o Humaitá: afinal de contas, ninguém contava com a pressão do FÓRUM DE ENTIDADES nem com o veto do prefeito José Fogaça contra o PONTAL DO ESTALEIRO, mas os vereadores da “bancada do concreto” tiveram que recuar.

Dizem que não se deve acusar nem ser pessimista até prova em contrário. Todavia, estamos no Brasil. E, seja em momentos de maior ou de menor crescimento, sob qualquer ideologia predominante em cada um desses momentos, HONESTIDADE e TRANSPARÊNCIA nunca foram O FORTE dessa CULTURA.

JAMAIS PODEMOS NOS ESQUECER DOS PODERES QUE DESEJAM LIQUIDAR COM A AUTONOMIA DO GRÊMIO E COM A QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE.

AZENHA: QUEREM LIBERAR PRÉDIOS DE ATÉ 72m

Por mais gremista que eu seja, não posso, de forma alguma, concordar com a transformação de PORTO ALEGRE em uma nova SÃO PAULO TURBOCAPITALIZADA ou, pior: em uma NOVA PEQUIM.

Portanto, SOU CONTRA qualquer alteração na qualidade de vida do porto-alegrense segundo estes motivos e também conforme a explicação clara e legal do vereador BETO MOESCH.
Não existe COPA DO MUNDO nem valorização do patrimônio de qualquer clube de futebol ou incorporadora imobiliária que justifique a morte lenta do trânsito, da poluição, do excesso de esgoto, do absurdo gasto de energia e, acima de tudo, da eliminação da nesga de vegetação nativa ainda existente naquela região de crescimento desordenado.

TEXTO ABAIXO COPIADO E COLADO A PARTIR DO BLOG GRÊMIO ACIMA DE TUDO. REPAREM NOS MEUS GRIFOS.

Eduardo Bernardon, associado do GRÊMIO pergunta:

Já conversei com vários conselheiros e TODOS TEM A MESMA DÚVIDA:

- EM QUANTOS MILHÕES DE REAIS ESTÁ AVALIADA A ÁREA DO OLÍMPICO MONUMENTAL?!

Se vamos entregar o nosso patrimônio para a OAS, eu quero saber quem fez o laudo de avaliação da área?

Nunca é demais lembrar que a Arena somente será do Grêmio e dos seus sócios após 20 ANOS.

Antes da resposta do consagrado advogado ANTÔNIO CARLOS AZAMBUJA, membro do Conselheiro Fiscal do GRÊMIO e, ao que tudo indica, profundo conhecedor do Plano Diretor e das práticas das construtoras e do parlamento porto-alegrense, lembro que o principal mentor do PROJETO PONTAL DO ESTALEIRO, arquiteto JORGE DEBIAGI, é VICE-PRESIDENTE REGIONAL da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA  (ASBEA), PRESIDENTE DA SOCIEDADE DE ENGENHARIA DO RS (SERGS) e também conselheiro do GRÊMIO. Seu escritório, assim como a CONSTRUTORA ROSSI de São Paulo (que já divulgou ao MOVIMENTO GRÊMIO NOVO ao qual pertence o ex-vice-presidente EDUARDO ANTONINI, principal relações públicas e articulador político do PROJETO ARENA, que pretende investir pelo menos R$50 MILHÕES DE REAIS em condomínios sabe-se lá com qual volumetria esperada para o bairro HUMAITÁ) estão entre os empreendedores mais interessados na ALTERAÇÃO DO PLANO DIRETOR DE PORTO ALEGRE, assim como, obviamente, todas as entidades representativas da indústria da construção civil do estado.

O VALOR DA ÁREA DO BAIRRO MEDIANEIRA, ONDE SE SITUA O ESTÁDIO OLÍMPICO, SERÁ DIMENSIONADO EFETIVAMENTE NO MOMENTO QUE A CÂMARA DE VEREADORES DE PORTO ALEGRE APROVAR O PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR QUE ALTERA AS ÁREAS DE APROVEITAMENTO HOJE EXISTENTES, EM FUNÇÃO DO PLANO DIRETOR.

NO DITO PROJETO, QUE TRANSFORMA A ATUAL ÁREA ESPECIAL, COM ÍNDICE ZERO, EM ÁREA DISPONÍVEL PARA CONSTRUÇÃO DE PRÓPRIOS COMERCIAIS E RESIDENCIAIS, PREVE-SE ÍNDICES CONSTRUTIVOS EXCEPCIONAIS, TAIS COMO ALTURA DE 72,00 E APROVEITAMENTO DE 3,4. ISSO SIGNIFICA QUE A ATUAL PROPRIEDADE, CONTABILIZADA ATUALMENTE POR R$ 46.000.000,00 SERÁ VALORIZADA DE MANEIRA FORMIDÁVEL.

O QUANTUM PROPORCIONAL DESSA VALORIZAÇÃO PODER-SE-Á APURAR A PARTIR DA APLICAÇÃO DESTES NÚMEROS SOBRE A DIMENSÃO DO TERRENO (MENOS DEMOLIÇÃO DO ESTÁDIO), QUE É DE 8,3 HA. ESTAREI EM CONDIÇÕES DE FORNECER NÚMEROS MAIS PRECISOS DEPOIS DA PASSAGEM DO PROJETO PELA CÂMARA (JÁ PASSOU PELO CAUGE E PELO CONSELHO DO PLANO DIRETOR).

TAMBÉM ESTOU PROVIDENCIANDO NA APURAÇÃO DAS VANTAGENS DO INTERNACIONAL, OBTENÍVEIS POR ELES ATRAVÉS DE OUTRO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR, TRAMITANDO EM PARALELO, MESMA FASE, E QUE CONTEMPLA OS NOVOS APROVEITAMENTOS DAS ÁREAS DOS EUCALIPTOS E DO ATERRO, ESTE DIVIDIDO EM MACROZONAS (SÃO 38 HA, ACREDITE, QUE ELES GANHARAM DA PREFEITURA, NESTES CINQUENTA ANOS, ENQUANTO NOSSOS DIRIGENTES DE TODOS OS TEMPOS FICAVAM CONTEMPLANDO ESSE DESPUDORADO FAVORECIMENTO, SEM NADA FAZER!).

SÃO EXCEPCIONAIS, TAMBÉM, OS ÍNDICES CONTEMPLADOS PARA A ZONA DO BEIRA-RIO. A DISTÂNCIA PATRIMONIAL DELES, JÁ EXISTENTE HOJE EM NÍVEIS MAGNÍFICOS, FICARÁ MUITO MAIOR.

O PIOR É QUE NÃO PODEMOS FAZER NADA, PORQUE A CIDADE TEM INTERESSE NESSAS DUAS OBRAS – ARENA E REFORMA DO GIGANTE – NA CONCORRÊNCIA QUE MANTÉM COM AS DEMAIS 17 OUTRAS CANDIDATAS BRASILEIRAS À SEDE DE JOGOS DA COPA.

HÁ, ENFIM, INTERESSE PÚBLICO SOBREPAIRANDO SOBRE ESSAS QUESILHAS GRÊMIO X INTER.

DE TODO O ESCLARECIMENTO DO CONSELHEIRO CACAIO, O QUE PENSO INTERESSAR AO FÓRUM DE ENTIDADES COMO FORMA DE AÇÃO ESTÁ POSTO ABAIXO:

SE HOUVER DISPUTA, COTEJO, OS PROJETOS NÃO PASSAM NA CÂMARA DE VEREADORES E PORTO ALEGRE SE PREJUDICA. DE FORMA QUE VAI LEVAR MUITO TEMPO, AINDA, PARA QUE O GRÊMIO SEJA COMPENSADO PATRIMONIALMENTE PELO PODER PÚBLICO EM FUNÇÃO DA POSIÇÃO DE SUCUMBÊNCIA, POR INÉRCIA, QUE TEVE NESTE MEIO SÉCULO PASSADO.

COMENTÁRIO DO ASSOCIADO E EX-CONSELHEIRO DO GRÊMIO MARCO SOUZA:

Todos estes elementos levam a certeza de que houve grande açodamento na forma como este assunto vinha sendo conduzido.

Eu, pessoalmente, fico contente que este assunto esteja sendo discutido, pois foi precisamente este o motivo de minha renúncia ao Conselho.

Grande parte dos conselheiros foi seduzida por um projeto (e por seus patrocionadores) não adequadamente estudado e que AINDA TEM MUITOS PONTOS EXTREMAMENTE OBSCUROS (ou será que esta alteração dos índices não justifica a incrível pressa que alguns vinham tentando determinar
para esse processo?).

Acho que tem uma pergunta que resolve esta questão (e que não é minha):

Quem de nós trocaria uma apartamento velho de 500 m2 na Azenha por um novo de 100 m2 no Humaitá?

O que não vale para nós, também não vale para o Grêmio.

DUDA PRESIDENTE DO GRÊMIO


A chapa 1 venceu a eleição presidencial do GRÊMIO FOOTBALL PORTO-ALEGRENSE para o biênio 2009-2010.

DUDA KROEFF, filho do saudoso patrono FERNANDO KROEFF, tem sua primeira chance de colaborar diretamente com o clube através do cargo de maior responsabilidade dentro do clube.

O resultado final divulgado pelo presidente do Conselho Deliberativo RAUL RÉGIS DE FREITAS LIMA foi o seguinte:

TOTAL DE ASSOCIADOS VOTANTES: 5.365 (100%)
CHAPA 1 (DUDA KROEFF): 2.909 (54,22%)
CHAPA 2 (ANTÔNIO VICENTE MARTINS): 2.452 (45,7%)
VOTOS EM BRANCO: 1 (0,01%)
VOTOS NULOS: 3 (0,05%)

Daqui pra frente, todo mundo se junta: parabéns a ambos os candidatos, que são cavalheiros. Vicente irá ajudar Duda, como deixou isso bem claro no abraço logo após o anúncio do resultado.

Vicente terá a sua vez. É um grande sujeito.

Pessoalmente, me parece que foi muito mais uma derrota pessoal de ODONE e de seus amigos também ligados a GUERREIRO por causa de uma postura pessoal ora inadequada, ora autoritária, que prejudicou a intenção dos movimentos políticos que apoiaram a chapa.

Seria bom se o MGN tivesse podido permanecer no Conselho de Administração em função do seu bom trabalho. Todavia, a “parceria” não ajudou. Daqui para a frente, só o tempo irá dizer se o MGN ainda será visto como um movimento independente com livre trânsito ou se acabará rotulado como um grupo identificado com a facção de ODONE. Particularmente, tenho muita fé de que o movimento não será prejudicado por isso.

O EDUARDO CAMINHA do MGI, só pra variar, quase sempre que me encontra, reclama das minhas escolhas. Concordamos apenas uma vez (e será muito difícil eu repetir aquela opção por ODONE). Mas o argumento dele não me convenceu.

Essa cantilena de “se não fosse pela gente, tu não estarias aqui votando agora” é inconsistente: o MGN aprendeu e conseguiu ter sua demanda pelo voto direto e pela diminuição da cláusula de barreira convivendo com todos os grupos políticos – quem não se lembra da chapa 2 GRÊMIO VENCEDOR KOFF E CACALO em 2004? Naquela ocasião, estavam com o MGN (ou o MGN estava com eles) movimentos como o GRÊMIO UNIDO – que é mais antigo, possui mais integrantes e apóia DUDA.

Então, dizer que eu estaria do lado dos caciques que não queriam permitir o voto do associado só porque vários deles estavam com DUDA e que estaria sendo incoerente é uma besteira sem tamanho. Como eu ouvi do JORGE BASTOS após o processo eleitoral de 2004, foi feita uma nova história no GRÊMIO e não tem mais volta. Tenho certeza de que vários dos caciques ligados a ODONE também eram contra a eleição direta, mas a pressão foi irresistível.

No mais, acho que é muito mais importante lembrar que RENATO MOREIRA e CACALO tiveram um papel muito mais decisivo na volta do GRÊMIO à SÉRIE A em 2005 do que ODONE e PELAIPE: em primeiro lugar, o nosso time não era grande coisa melhor do que os outros – tínhamos, sim, o melhor técnico.

Enquanto ODONE queria tirar o time de campo (conseqüentemente, o STJD puniria o GRÊMIO com uma derrota por placar mínimo – o que nos manteria no inferno), CACALO não deixou a torcida TRICOLOR invadir o gramado dos AFLITOS e RENATO MOREIRA convenceu a todos de que deveríamos deixar bater o pênalti e seguir jogando.

DE QUE LADO MOREIRA E CACALO ESTÃO?! Meritíssimo, sem mais perguntas…

É como eu digo: não se avalia política a partir de meras relações de causa e efeito que ficam apenas boiando na superfície das relações. Costuras e afinidades programáticas, profissionais, familiares e afetivas significam um mergulho mais fundo pra se compreender as engrenagens que movimentam o GRÊMIO.

No mais, o embate retórico e as ironias de parte a parte verificadas nos comentários, nos comunicados oficiais e também nos blogs de TODOS os movimentos sem exceção agora perdem o sentido.

Pelo menos até a próxima contradição surgida em uma reunião do CD…

Muitas vezes, esse papo furado entra para o folclore. Mas, às vezes, cansa.

Vamos seguir o baile: uma nova gestão precisa começar a partir de uma transição pacífica e transparente. Eleições no GRÊMIO representam um momento bianual onde senhores experientes que atuam como cabos eleitorais mas que não terão um cargo definido na futura gestão caso sua chapa seja eleita voltam quase ao jardim de infância. Isso é salutar, pois significa que eles ainda têm muita lenha pra queimar.

Afinal de contas, é melhor brincar de LEGO do que brincar de esconde-esconde.

Mas, quer saber de uma coisa? Caso eu tenha que sair de PORTO ALEGRE por motivos profissionais, esses momentos darão muita saudade.

Falando sério: façam como o cavalheiro ANTÔNIO VICENTE MARTINS e não torçam o nariz para a próxima gestão. Afinal de contas, O GRÊMIO É DE TODOS!