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Expectativa para o GRENAL do dia 01/03/2009 no estádio José Pinheiro Borda (Beira-Rio) pela final do 1º turno do Gauchão 2009.
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Expectativa para o GRENAL do dia 01/03/2009 no estádio José Pinheiro Borda (Beira-Rio) pela final do 1º turno do Gauchão 2009.
O importante é ser coerente com tudo aquilo em que eu acredito no futebol e fiel aquilo que eu vi. Qualquer um pode pensar futebol, GRÊMIO, GAUCHÃO, a importância de um clássico de maneira bem diferente de mim. Mas a minha opinião é a seguinte:
– No momento em que um clube passa a frequentar a zona da LIBERTADORES quase todos os anos, o GAUCHÃO, que é um reles arremedo, não vale absolutamente nada. Afinal de contas, se quem joga LIBERTADORES não pode jogar a COPA DO BRASIL, pra que jogar essa naba?!
– O T.A. tem uma folha de pagamento quase igual à do SPFC (o verdadeiro multimilionário do futebol brasileiro). Isso dá mais do que o triplo da folha do GRÊMIO. Portanto, ser campeão da COPA SULAMIRANDA, brigar pelo título do BRASILEIRÃO e disputar a LIBERTADORES sempre é, desde que eles se assumiram como GALÁTICOS GAUDÉRIOS, OBRIGAÇÃO, pois o plantel deles possui jogadores mais técnicos, mais fortes e mais velozes do que a maioria dos nossos em praticamente todos os setores do campo. Dado o montante da nossa dívida, diria que, sempre que eles NÃO conseguirem enfiar no mínimo três gols de diferença no GRÊMIO, é sinal de que jogaram muito mal. Nesses termos, é uma VERGONHA, uma HUMILHAÇÃO fazer só 2×1 na gente;
– Se eles estão em um nível mais alto do que o nosso ou se, na melhor das hipóteses, estamos um degrau quebrado abaixo deles, é sinal de que NENHUM DOS DOIS deveria considerar grande coisa ganhar ou perder para o outro, já que a mentalidade da disputa dos certames que REALMENTE valem, isto é, o campeonato nacional mais difícil do mundo e o torneio continental mais tradicional que proporcion prestígio midiático por todo o planeta e dá o direito de decidir o título MUNDIAL contra a máquina européia da vez, é baseada ou em pontos corridos, ou em uma parte de pontos corridos e em outra de mata-mata.
Em todo o BRASILEIRÃO e na primeira fase da LIBERTADORES, o SOMATÓRIO DE SUCESSOS é muito mais importante do que os detalhes de um único jogo isolado. O retrospecto mostra que o GRÊMIO JAMAIS desclassificou ou ganhou um título decente sobre o T. A. em mata-matas, mas ficou na frente deles na maioria dos BRASILEIRÕES de pontos corridos em que ambos participaram juntos.
No jogo em si, verificou-se o que tem sido a tônica dos últimos anos: eles tendem a ser mais fortes, mais velozes e mais técnicos, enquanto nós tendemos a manter a posse de bola por mais tempo e arrematamos mais à meta adversária, embora nossa eficiência seja menor. Como são estilos muito diferentes, o detalhe é quem decide se dará a lógica (time mais veloz, mais técnico E mais forte fisicamente) ou o menos lógico – porém jamais zebra (mais lento, porém mais compacto e mais preciso no bote defensivo).
Salvo em caso de expulsão, de desequilíbrio emocional, de sucessivos instantes de desatenção ou de falhas técnicas bisonhas, o que define um jogo de futebol é o xadrez entre qual individualidade saberá explorar melhor suas próprias qualidades sobre o defeito do marcador homem a homem ou do trabalho em equipe que tentará parar o ataque adversário por zona.
O mais veloz, se não for habilidoso nem tiver um bom arremate, não será bom o suficiente para superar um zagueiro bem postado e atento que não seja lento demais nem gratuitamente violento. Um grupo compacto de jogadores menos velozes que saiba trocar passes errando pouco às vezes pode ser mais eficiente.
O T. A. possui um goleiro, LAURO, quase do nível do nosso, VICTOR; o lateral direito gremista apoiou muito pouco hoje, assim como seu oposto MARCÃO. TITE rateou feio ao não iniciar com KLEBER e, mais ainda, ao colocá-lo no meio-campo.
No geral, os jogadores do T. A. foram mais mordedores, estiveram mais ligados durante todo o 1º tempo, mesmo que o GRÊMIO tivesse chutado mais vezes ao gol de LAURO: botes precisos, sem nenhuma falta perto de sua área defensiva e contra-ataques rápidos.
D’ALESSANDRO decide frequentemente com suas levantadas de bola peçonhentas – diria que bem mais venenosas do que as do lendário MARCELINHO CARIOCA: altura, velocidade e efeitos ideais para pegar mais o atacante de frente para o gol do que o zagueiro na direção do meio-de-campo.
Normalmente, não gosto de responsabilizar uma individualidade. Porém, o conjunto da obra do jovem WILLIAN MAGRÃO o tem comprometido. Primeiro, porque ele é um dos jogadores que mais erra passes no GRÊMIO desde o ano passado; segundo, porque dependia muito do suporte e da cobertura de TCHECO e, acima de qualquer outro, de RAFAEL CARIOCA. Ora, se o primeiro não precisa mais cobrir o lateral direito porque este é bem melhor do que os de 2008 e se há um único atacante, três zagueiros e dois volantes (contando o próprio MAGRÃO) e se o segundo não está mais no clube, as falhas individuais de MAGRÃO tornam-se mais escancaradas e suas qualidades aparecem menos. Falta-lhe maturidade, atenção e paciência. Foi isso o que verifiquei no 1º gol deles.
CELSO ROTH estava em uma encruzilhada: ou arriscava tentar atacá-los pau a pau dando o contra-ataque aos velocíssimos TAISON e NILMAR com o suporte dos lançamentos de ALEX e D’ALESSANDRO, ou procurava fazer o GRÊMIO jogar nos contra-ataques, mais fechadinho, porém, acontecesse o que tivesse que acontecer, jamais seria goleado nem tampouco demonstraria crassa falta de qualidade física e técnica. Dado o seu retrospecto, por uma questão de autopreservação, eu também teria apelado para uma cautela maior, pois sei que temos uma média de altura mais baixa, uma velocidade média muito menor e que eles possuem atacantes mais eficientes do que os nossos.
TITE, por sua vez, cometeu erros que foram salvos pela qualidade superior do seu plantel que, em 2009, deixou a soberba de lado (esta é corrente apenas entre seus dirigentes e torcedores) e fez uma pré-temporada decente, trabalhadora, honesta, sem exposição midiática exacerbada e canalizando marketing e comunicação para o consumo, para a informação e para a defesa de seus interesses ao invés de pensarem como popstars. Por isso, os vi voando. E não é que os jogadores do GRÊMIO sejam pouco inteligentes, desatentos ou tecnicamente deficientes, mas o biotipo médio dos FRAGÁRIOS apresenta um porte bem superior ao nosso.
Só que o técnico colorado fez tudo para dar sopa ao azar: D’ALESSANDRO fora para dar lugar a ANDREZINHO retira o grosso da capacidade de catimba, de lançamentos em velocidade, a bola parada e o chute de fora da área, principalmente em um raro dia no qual ALEX jogou muito pouco. Aliás, nem ALEX, nem os laterais e tampouco o multitarefa GUIÑAZU jogaram bem.
ROTH, por sua vez, poderia, sim, ter arriscado um pouquinho mais – creio eu, muito provavelmente sem prejuízo, embora também não dê pra garantir que o GRÊMIO teria vencido caso ele procedesse como eu direi agora: se fosse pra jogar com um único atacante, teria apostado na velocidade de JONAS desde o início ao invés do lento e baixo ALEX MINEIRO diante de uma zaga ENORME, formada pelos excelentes ÍNDIO e ÁLVARO (um monstruoso conhecedor da posição: maduro, sereno e sem frescura nem violência).
Sua aposta pela cautela fez com que, em princípio, eu até tivesse concordado em manter o que, neste ano, até hoje, havia dado mais certo do que errado: começar o jogo com FÁBIO SANTOS ao invés de JADILSON. Porém, o segundo gol FRAGÁRIO saiu em um lance no qual o lateral tido como melhor marcador sequer estava perto de sua posição defensiva habitual e necessária. Além disso, eu creio que um esquema de três zagueiros deva necessariamente ser modificado nos 10 minutos finais, sob pena de passar a ser apenas atacado e de não ter mais o poder de retomada e construção de contra-ataques do tempo de jogo em que tanto zagueiros como laterais e volantes ainda não estavam cansados física nem mentalmente.
Pra mim, TITE pediu para não ganhar e ROTH não conseguiu tentar ao menos não perder procurando reter mais a bola na frente para evitar uma blitz rubra no final. Se bem lembrarmos dos áureos tempos de TITE no OLÍMPICO naquela campanha da COPA DO BRASIL de 2001, embora o contexto fosse totalmente diferente, o 3-5-2 de ADENOR LEONARDO BACCHI apresentava maior retenção no meio com ZINHO e um ataque fulminante com MARCELINHO PARAÍBA. Naquelas memoráveis fases decisivas contra SÃO PAULO e CORINTHIANS, mesmo com três zagueiros e contando com mais velocidade do que o plantel que ROTH tem hoje em mãos, o TRICOLOR decidia muitos jogos no último terço das partidas. Nesse sentido, a estatística bem aplicada poderia ter sido uma aliada do GRÊMIO, já que apontaria a necessidade de mexer no esquema ao final.
Quanto à arbitragem, CARLOS EUGÊNIO SIMON, uma pessoa boa praça, inteligente e bastante profissional, não decidiu o jogo a favor de A ou B. Ele apitou mal, errando para os dois lados NA MESMA MEDIDA. Sou contra a sua escolha não porque ele seja “gremista” ou “colorado” mas, sim, porque ele trunca o jogo com faltas bobas em excesso porque tem medo de errar e porque, quando percebe um erro crasso, sempre procura compensar.
Nesse sentido, jamais se pode culpá-lo por utilizar dois pesos e duas medidas em seus critérios, onde ele é altamente coerente, por mais equivocado que esteja. Houve duas entradas violentas de cada lado que ele deveria ter punido com cartão e não puniu. Também evitou dar uma falta clara na entrada da área adversária para cada um dos rivais. E, finalmente, não deu vermelho para o zagueiro REVER, último homem, que deu um ippon em NILMAR, assim como se fez de louco para a posição legaíssima do sempre eficiente JONAS, que teria determinado a virada do marcador para o GRÊMIO.
Pra terminar, o segundo gol deles não pode ser creditado a uma falha de ADILSON. Primeiro, porque ele marcou bem melhor e errou menos passes do que WILLIAN MAGRÃO no tempo em que esteve em campo, comprovando que a paciência do técnico e a minha com o jogador que teve outros melhores como muletas em 2008 chegaram a um limite; depois, porque ele não poderia correr o risco de ser expulso e de dar um pênalti ao adversário, já que uma derrota normal e digna para um adversário técnica e fisicamente superior poderia ter sido convertida em uma goleada; e, finalmente, porque ele não era o homem da sobra e porque havia um zagueiro e um lateral fora do lugar, contribuindo para a insuperável velocidade de NILMAR.
Pessoalmente, pra mim, GRENAL é um jogo de três pontos como QUALQUER OUTRO, para o qual ninguém deve tentar o suicídio se perder nem considerar-se ‘the king of the world’ se ganhar.
Por isso, não considero importante analisar este tipo de jogo contra este adversário em particular como se ele valesse mais do que um duelo decisivo contra SÃO PAULO, CRUZEIRO, PALMEIRAS ou os próprios FRAGÁRIOS em uma circunstância bem mais exigente do que a de um reles GAUCHÃO.
Como eu disse há poucos posts atrás, coragem e tempo para fazer TORNEIOS DE VERÃO entre os cinco ou seis melhores da temporada anterior seriam muito mais úteis e verdadeiros e válidos como experiências sérias para todos os times.
— Temos que ficar atentos com o cai-cai perto da
área. Essa é uma característica do time do Grêmio, que a gente
vem observando ao longo do campeonato — declarou Luigi.O dirigente colorado também revelou um pouco de
preocupação com a arbitragem de Evandro Rogério Roman, que no
começo da carreira ficou conhecido por marcar muitos pênaltis:— É importante que os jogadores do Inter estejam
atentos para essa questão. São jogadas que o Grêmio apela
bastante, e a gente espera que a arbitragem também esteja atenta
para que elas não se repitam no jogo de domingo — concluiu.
____________________VALEU, GIOVANI LUIGI!!! A tua manifestação “inteligentíssima” acaba de virar o lado psicológico do clássico de amanhã a nosso favor!!! :P
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O presidente falastrão
A terça-feira da última Semana Grenal de 2008 foi marcada por declarações infelizes do presidente tricolor Paulo Odone: empolgado com o bate-pronto do perspicaz repórter de rádio, falou o seguinte, sem pensar:
“Eles são favoritos, mas VAMOS PASSAR A MÁQUINA EM CIMA DELES.“
Portanto, o presidente TRICOLOR não apenas incentivou a motivação do tradicional adversário como também obrigou o time de CELSO ROTH a obter como único resultado aceito pela torcida a vitória na casa de um adversário fisicamente na ponta dos cascos, motivado, confiante em virtude de três vitórias consecutivas, ciente de sua responsabilidade e totalmente de sangue doce, pois não tem absolutamente nada a perder. Felizmente, nosso técnico é inteligente e tratou de minimizar o estrago da diretoria (tentativa de condicionamento da arbitragem do diretor de futebol ANDRÉ KRIEGER, o ‘ atropelamento’ de Odone, o desdém do assessor de futebol deles, etc.). Contudo, terá sido tal providência suficientemente forte para conter a impetuosidade física e emocional do plantel TRICOLOR? Afinal de contas, o risco de lesões e expulsões sem sentido sempre aumenta exponencialmente após episódios como esse.
Se o GRÊMIO perder no domingo, a torcida culpará diretamente o treinador, contra quem muitos nutrem um preconceito e uma má vontade quase irracionais. Nessa hora, ninguém irá lembrar-se das causas realmente diretas caso o infortúnio se confirme (esta e esta).
A própria passionalidade do torcedor incendiada pela espetacularização da notícia encarregar-se-á de instaurar uma CRISE no OLÍMPICO MONUMENTAL, pois a escolha do dirigente pelo óbvio não foi feita.
Até onde sei, O GRENAL É APENAS UM JOGO DE TRÊS PONTOS, ASSIM COMO O SERIA CONTRA O REAL MADRID OU CONTRA O ÍBIS: embora apresente toda uma tradição de intensa rivalidade e de momentos tão insólitos quanto bizarros em 99 anos de história após quase 400 duelos, como o BRASILEIRÃO não é disputado em grupos, fases e mata-mata sucessivos, o GRENAL nada mais é do que um jogo qualquer.
A bem da verdade, tanto os maiores sucessos nacionais e internacionais do GRÊMIO e do TRADICIONAL ADVERSÁRIO foram obtidos mediante comparação única e exclusiva de si próprios em relação aos melhores do planeta em cada contexto: se o vizinho do lado não é o melhor, porque diabos deveríamos nos preocupar com ele se temos mais o que fazer?
Torçamos, pois, para que a retomada do caminho do TRI seja constante.

Talvez muitos aqui não se lembrem do habilidoso porém inconstante nº15 do tradicional adversário ANDRÉS D’ALESSANDRO. E nem poderiam: afinal de contas, depois do reconhecimento obtido no campeonato mundial SUB-20 em 2001 onde a ARGENTINA foi campeã dentro de casa. Permaneceu até 2003 no seu RIVER PLATE, onde, na LIBERTADORES 2002, levou duas belas sapecadas do mesmo GRÊMIO de ontem.
No dia 24/04/2002, a primeira derrota foi por 2×1 em pleno MONUMENTAL DE NUÑEZ. Em casa, D’Alessandro iniciou no banco e entrou cedo, por causa da lesão de ARIEL ORTEGA. Já no dia 02/05/2002 no OLÍMPICO MONUMENTAL, foi surrado por 4×0 pelo GRÊMIO. No jogo de volta, o argentino demonstrou toda a sua admiração e todo o seu respeito pelo manto sagrado, pela história, pela tradição e pela qualidade técnica do TRICOLOR DOS PAMPAS ao vesti-lo com muito orgulho após a eliminação dos MILLONARIOS. Um verdadeiro troféu para uma amarga lembrança.
Seu ciclo de cinco temporadas mal-sucedidas na Europa foi marcado pelo gitanismo: tal como um cigano, perambulou feito por clubes pequenos da Espanha e da Alemanha (WOLFSBURG, o provável novo clube do zagueiro LÉO, autor do gol de empate TRICOLOR; PORTSMOUTH, REAL ZARAGOZA e, novamente, Wolfsburg e Zaragoza). No início de 2008, foi repatriado para a terra do tango pelo SAN LORENZO. O clube de ALMAGRO pretendia conquistar a sua primeira COPA SANTANDER LIBERTADORES no ano do seu centenário.
No entanto, o CICLÓN infelizmente repetiu a sina da maioria dos grandes clubes brasileiros, para os quais o ano do centenário marca uma larga profusão de “quases”: ou é quase campeão, ou sagra-se quase finalista de quase todos os campeonatos que disputa, ou quase é rebaixado. O final melancólico da temporada centenária costuma ser o limbo.
Trazido pelo tradicional adversário como a última bolachinha do pacote, D’Alessandro estreou ontem à noite, de maneira pífia, marcado pelos zagueiros RESERVAS do Grêmio.
Isso mesmo: enquanto em 1986 o modestíssimo ponta-esquerda JORGE VERAS (atual técnico do FORTALEZA) estreou fazendo dois gols em um Grenal, o incensado argentino, com o apoio de sua torcida e jogando dentro de casa, cobrou mal duas faltas, quase não obteve vitórias pessoais em nenhum setor do meio para a frente, errou feio em suas duas únicas tentativas de assistência e deu apenas um chute a gol que, embora forte, esteve muito longe da categoria de conclusões indefensáveis.
Desde o final da semana passada, cansei de ouvir de colorados ilustres (alguns conselheiros sem muita influência junto à presidência e também funcionários menos conhecidos com os quais mantenho contato) que o TRICOLOR DOS PAMPAS era um time “ruim”, “fraco”. Que havia conseguido muitos de seus resultados através de “sorte” e de “ajuda da arbitragem” – inclusive no embate do 1º turno no OLÍMPICO MONUMENTAL, onde juram que o goleiro RENAN (excelente, porém de pouca estrela – portanto, vendê-lo para o VALENCIA foi um negócio da China) não deu aquele coice no atacante gremista.
Bem, PORTO ALEGRE está cheia de oftalmologistas bem formados para resolver esse problema. Contudo, o que não pode ser resolvido por terceiros é a arrogância, a empáfia e a esquizofrenia dos dirigentes fragarianos* que, com seu campo de distorção da realidade, produz o discurso de que eles são “tudo de bom sempre”.
Este jogo teve uma pequeníssima dimensão para o Grêmio, pois funcionou tão-somente para o técnico CELSO ROTH testar novas formações, dar a oportunidade a atletas que têm jogado pouco e poupar seus preciosos titulares para um VERDADEIRO CLÁSSICO contra um ADVERSÁRIO TEMÍVEL.
Eis que o EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA tomou a forma de um modestíssimo arranjo de jogadores conhecidos pela sua baixa capacidade de conclusão e por uma quantidade de passes errados acima do limite que separa um time do G4 de um time que luta para não cair. Mais uma vez, contrariando a todos os secadores e corneteiros, ROTH fez o GRÊMIO jogar no contra-ataque e com pouca posse de bola como tornou-se rotina em 2008. Mais uma vez, jogou melhor fora do que dentro de casa.
Finalmente, o que sobrou desse jogo foi a HUMILHAÇÃO DE ENORMES PROPORÇÕES para o clube “tudo de bom sempre”, cujo investimento e cujo marketing são incompatíveis com a verdadeira imagem que passam ao seu torcedor e a todos os seus adversários nesta temporada.
Para o GRÊMIO, o jogo trouxe a
possibilidade da reedição do BANGUZINHO (pra quem lembra dos anos dourados de 1995/96, eram nossos modestos reservas que, invariavelmente, ganhavam do tradicional adversário completo). Dependendo do adversário, caso consiga abrir uma vantagem maior na liderança do BRASILEIRÃO 2008, pode-se poupar novamente os titulares para compromissos mais acirrados.
Sem retranca e com pouca qualidade, na casa dos “tudo de bom sempre”, um empate com gols que dá a vantagem do 0×0 em casa no dia 28.
Enfim… A COPA NISSAN SUL-AMERICANA 2008 é apenas um aperitivo para o que realmente importa.