GUERREIRO, CONSELHO OMISSO E O GRÊMIO EM 2011

Discordo do caríssimo amigo Fábio Mundstock no post do MGAT quando diz que, mesmo louvável, também pareceu “patético” cerca de 60 associados terem ido gritar palavras de ordem e acompanhar a reunião do CD porque o resultado da votação infelizmente já era conhecido e seria contrário aos interesses da nação tricolor: afinal de contas, o Brasil carece de gente que mostre a sua cara, que tenha coragem de se expor. Toda grande manifestação começa assim, com pouca gente. Aos poucos, quando diferentes grupos sociais se dão conta acerca da causa, ou ela cresce, ou ela diminui.

Independentemente do nível de experiência política e institucional, os cerca de 40 gremistas (essa é a quantidade verdadeira) entre associados sem movimento (uns cinco) e integrantes dos Sócios Livres (um), do Núcleo de Mulheres Gremistas (uma), do Grêmio do Prata (cerca de 3/5 dos manifestantes) e da torcida organizada Geral do Grêmio (não mais do que dez) tiveram o desprendimento de ficarem ao relento sob um frio de sete graus Celsius acompanhando a votação pela Rádio Guaíba, a única que não teve o rabo preso e que entrevistou alguns dos manifestantes.

[Com isso, descobrimos também com quem se pode contar na mídia para podermos receber um apoio desinteressado para questões mais delicadas…]

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Alguns, trocavam torpedos. Outros, estavam no Twitter. E outros ainda trocavam ligações telefônicas com conselheiros e ex-conselheiros para manterem-se a par dos acontecimentos. Depois, bradou-se palavras de ordem sem nenhum palavrão contra Guerreiro e contra quem votou a favor da manutenção do arquivamento do caso. Foi um clima pacífico. Um tom de cobrança enérgico, porém sem nenhuma espécie de ameaça a quem quer que fosse. Mesmo assim, quase ao final da votação, “coincidentemente”, chegou uma viatura com policiais do BOE fortemente armados.

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Após o relato acima, volto à aparente descrença no resultado das manifestações públicas: se a causa crescer, ela terá, SIM, a capacidade de convencer os “representantes” políticos democraticamente eleitos a agirem de outra forma – no mínimo para que sejam reeleitos.

Só de telefonemas, e-mails, redes sociais na internet e reuniões em pequenas confrarias não há esforço para tentar mudar o mundo para melhor: a interação nas mídias sociais possibilita o compartilhamento e queima etapas, facilitando o encontro e o conhecimento de pessoas e de ideias. Contudo, o meio de comunicação e a armazenagem da informação não são substitutos acabados do espaço público.

Nenhuma ação per se funciona apenas na base da razão: ela precisa necessariamente vir acompanhada da emoção. E a presença física é uma forma de mostrar que há inconformidade.

Voltando no tempo e ligando os fatos: foram essa morosidade e esse excesso de protocolos, de ritos de passagem e de hierarquias que fizeram com que a chapa 2 ficasse de fora do CD. E a chapa 3 só não entrou porque a sua campanha foi muito efêmera. Portanto, a questão é ainda anterior à importância da redução da cláusula de barreira.

Hoje, tenho conhecimento de causa pra afirmar que apenas quatro movimentos teriam a capacidade de dar um sentido soberano, marcadamente baseado em uma forma de atuação característica e significativamente representativa à política do Grêmio: o G4, o G7, a 3ª Via e um quarto grupo formado pelo que de melhor há nos outros três.

Enquanto isso não ocorrer, a formação das chapas seguirá o critério ou do mais velho, ou do que tem mais dinheiro, ou do que tem mais tempo no CD, ou do que tem mais tempo livre, ou do que grita mais alto, ou dos que engraxam melhor as sandálias dos próceres. Assim como estamos, seguiremos vivendo de alianças ideologicamente incompatíveis e de ações entre amigos.

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Ah, como tem gente que gosta de uma carteirinha preta! Esses, infelizmente, adoram comer galinha e arrotar faisão: é um desfile de figuras decorativas, pobres de espírito, marias-vão-com-as-outras. Como sinto pena dos verdadeiros representantes do sócio e, acima de tudo, dos VERDADEIROS GREMISTAS… Não deve ser fácil ter que passar pelo constrangimento de querer fazer um trabalho bem feito e cumprir um papel parlamentar dividindo espaço com alguns que nem sabem direito como foram parar lá…

Se um dia o associado gremista me conceder a HONRA e a RESPONSABILIDADE de REPRESENTÁ-LO, continuarei indo na Social, no mesmo lugarzinho onde ia com os meus saudosos pai e avô (ou em posição equivalente na Arena). Afinal de contas, a minha vida não irá mudar por causa de um pedaço de plástico nem por uma responsabilidade a mais que estarei assumindo consciente de seus ônus e bônus por livre e espontânea vontade.

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Seguindo na veia irônica, viva o “culto do amador”! Basta apenas amar o Grêmio, ser meu amigo, ser meu médico, meu construtor, meu advogado, meu vizinho ou filho do amigo do meu pai. Vai lá, “bruxo”! Tu és gremistão. Então, podes pegar as categorias de base, a escolinha, o Quadro Social… Tu tens o “pelo peitudo”, então, podes ser diretor de futebol pra chutar a porta do vestiário e encher esses “boleiros analfabetos” de perdigotos!

Ah! E pra aquele “caga-regras” parar de me encher o saco, por favor, manda ele cuidar dos portões!

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Agora, falando sério: prestes a completar 108 anos, o Grêmio – salvo raríssimas e extremamente honrosas exceções – tem como regra o modelo de gestão acima interpretado nada condizente com um clube ou com uma empresa séria. Vivemos chuleando pelo triunfo das exceções. Dentre elas, algumas de longa data, como o @adalbertopreis e o @berdichevski; e outras, ainda jovens, como o @giulianovieceli e o @ducker_gremio. Peço a vocês que sigam tendo estômago, boa vontade e a capacidade de ensinar os inexperientes, apesar de tudo.

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Enquanto isso, do outro lado, eles passaram cinco anos com João Paulo Medina e hoje, tornaram-se uma potência continental. O Grêmio, por sua vez, não passa de um clube MÉDIO com uma torcida ENORME e um PASSADO CADA VEZ MAIS DISTANTE DE GLÓRIAS.

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De qualquer forma, que não se iludam acerca de alguns movimentos que se omitiram e mandaram pouquíssimos representantes à fatídica noite de 01/09/2011. E que não se iludam também nem sobre quem votou em peso a favor de Guerreiro, bem como àqueles que votaram maciçamente contra. Afinal de contas, haverá situações em que será necessário negociar com todos a adesão da maioria para causas de interesse DO FUTEBOL, DO CLUBE e DO SÓCIO.

Conhecer as pessoas, as ideias dos movimentos e, principalmente, quando O DISCURSO É DIFERENTE DA PRÁTICA mostra que não há mocinhos nem bandidos nessa história. Preparar-se para conviver sob essa perspectiva com o intuito de defender os VERDADEIROS interesses do GRÊMIO representando A MAIORIA é uma necessidade…

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Pra terminar: leiam o post do Bruno Coelho, gremistaço e jornalista SÉRIO, com uma opinião bastante crível em função da sua distância da aldeia.

E leiam ainda o brilhante post do querido @cajosias, que fala sobre a jurisprudência de Caim e Abel. Neste caso, diria que a fábula do escorpião e do sapo também se encaixa no fato.

ARENA: FIM DO GRÊMIO COMO CLUBE É CULPA DO CONSELHO

Projeto atual, obediente ao Plano Diretor, compativel com a realidade do clube, de propriedade do próprio GRÊMIO

Projeto atual, obediente ao Plano Diretor, compatível com a realidade do clube, de propriedade do próprio GRÊMIO

POR QUE A ARENA NÃO FAZ SENTIDO:

1) A Itália reformou parte de seus estádios para a Copa de 1990 e não construiu nenhum novo estádio;

2) A França só construiu o Stade de France. Nem mesmo o lendário Velodrome de Marseille foi coberto;

3) A Arena da Baixada tem ingressos caríssimos, o público elitizou além da conta e o estádio raramente lota. A idéia do “multiuso” foi por água abaixo à medida que Curitiba é um centro menor, pouco atrativo, assim como Porto Alegre, para atrair uma quantidade de shows musicais, teatrais, circenses e de outros esportes capaz de pagar o investimento e gerar lucro. É a lei da oferta e da procura em seu estado básico;

4) A FIFA jamais exigiu da África do Sul estádios cobertos, estacionamentos para milhares de automóveis, metrô, zilhões de linhas de ônibus ou coisa parecida: seu caderno de encargos é realista de acordo com a realidade de cada país. As melhorias urbanas devem ser sustentáveis, com mais metrô, mais hidrovias, mais ferrovias, energia solar e eólica, diminuição de automóveis e concreto – jamais por causa da Copa do Mundo mas, sim, por necessidade;

5) Por acaso alguém ainda estava iludido achando que a propriedade do estádio no Humaitá seria do GRÊMIO? Se o estádio não é nosso, logo, por que diabos o futuro proprietário teria a necessidade, o interesse ou a obrigação de agir como se fosse um clube? Às favas com as gerações de trouxas que, ao invés de consumidores irracionais de todo e qualquer produto pintado de azul, branco e preto inventados por eles, ainda têm o desplante de terem o clube de futebol como ponto-chave de sua identidade como porto-alegrenses e como fãs de futebol;

6) Em várias entrevistas no rádio, todo e qualquer integrante da gestão Odone (principalmente o executivo Antonini) que falava sobre a questão do associado na Arena sempre dava respostas evasivas, tergiversava e, não-raro, gaguejava;

7) Um amigo economista experiente, alto executivo de uma empresa de capital misto do ramo petroquímico, afirmou que, em condições econômicas normais com base no tamanho de Porto Alegre e na atividade comercial e industrial da cidade, a Arena não sai. Pra ela sair, só mesmo com capital de risco (o conselheiro Cacaio Azambuja defende essa hipótese; eu, não, por causa das aventuras proporcionadas por Bandeira e Guerreiro) ou com propriedade de terceiros (e terceiros ligados ao carlismo baiano, definitivamente, são inconfiáveis ao extremo);

8) Seja porque o GRÊMIO está com a corda no pescoço, seja porque não existe outra área disponível para a construção de um estádio de futebol em Porto Alegre, não importa: mudar o Plano Diretor para construir espigões na já feia e insalubre capital gaúcha é falcatrua, é velhacaria, é pôr os interesses de alguns poucos que desejam colocar um clube de futebol na frente dos interesses econômicos, sociais e ambientais de quase 1,5 milhão de habitantes;

9) A reunião da Chapa 3 para as eleições do Conselho Deliberativo no final de setembro de 2006 trouxe muitos esclarecimentos na palavra dos hoje conselheiros Roberto Sommer, JORGE DEBIAGI (cujo modus operandi empresarial sou VEEMENTEMENTE CONTRA na questão do PONTAL DO ESTALEIRO, mas concordo com ele em relação ao GRÊMIO) e Paulo Roberto Ferrer. Estranhamente, aquela combatividade e a oposição que a chapa GRÊMIO IMORTAL E UNIDO ofereciam naquele pleito e que me convenceram a votar neles foi parcialmente perdida: na época, para mim, eles ainda representavam uma alternativa de resistência à política megalomaníaca, irresponsável e oportunista proporcionada pelos movimentos GRÊMIO NOVO e GRÊMIO INDEPENDENTE (bem como o BLOG LOBISTA vinculado ao primeiro), pela contaminação dos suspeitos da FRAUDE DO DETRAN nesta gestão (quem acompanha o RS URGENTE já sabia disso antes mesmo da bomba estourar em 2008) – todos amigos de ODONE que, por sinal, indicou BANDEIRA para a presidência mais malfadada da história do clube e que é amigo de GUERREIRO. Enfim, todos esses e mais os conselheiros omissos e falsamente opositores ao grupo citado neste parágrafo também são responsáveis pela aceitação da parceria não apenas com a OAS, mas com a presepada inicial da TBZ (outra empresa ‘idônea’, como podem ver).

O tipo de “MODERNIDADE” pregado por essas pessoas é comprovadamente falimentar e clientelista: observem bem COM QUAL TIPO DE EMPRESA ELES GOSTAM DE FAZER ACORDOS.

CADÊ A COMBATIVIDADE? CADÊ A OPOSIÇÃO? CADÊ O INTERESSE DO ASSOCIADO?! Ou, melhor: PORTO ALEGRE VAI TORNAR-SE UM LUGAR AINDA PIOR DO QUE JÁ É PRA SE VIVER.

No final das contas, apesar da discordância meramente pontual em determinadas questões, a esmagadora maioria do Conselho Deliberativo do GRÊMIO infelizmente não faz oposição, não critica publicamente, não esclarece as suas posições perante o associado que elegeu facções inclusas nas chapas e tem feito apenas um tímido movimento na direção de preservar os direitos do associado em geral.

Mesmo aqueles com quem concordo deveriam deixar de lado a covardia de vociferar em dezenas de blogs sem mostrar a cara. Afinal de contas, tem gente que sabe muito mais do que eu – um simples associado – que prefere a comodidade e o oportunismo de posicionar-se às escondidas. Opinar sem ofender e apresentar fatos sem mentir é o mais pleno exercício de cidadania e não o contrário. Por isso, admiro muito a coragem e o desprendimento do associado EDUARDO BERNARDON, responsável pelo melhor esclarecimento a respeito do papel de otário que manter-se sócio do GRÊMIO representará caso a OAS da família ACM respaldada pela gestão ODONE tome conta da vida do TRICOLOR.

Meu amigo GUGA TÜRCK e o pessoal do GRÊMIO

Como sempre, abro espaço neste blog para a manifestação dos conselheiros que não merecem ser jogados em uma vala comum, isto é, que não merecem ser incluídos na (até prova em contrário) necessária generalização que estou fazendo. Mas peço argumentações racionais, didáticas, reflexivas e especializadas, porém sem um tecnicismo desnecessário e sem abusar do apelo retórico.

Minha discordância é programática, técnica e ideológica. Pra quem ainda pretende enganar alguém com a retórica de que não deve-se ideologizar ou politizar a vida, recomendo conhecer mais sobre História, Ciências Sociais e Comunicação. Afinal de contas, tudo na vida é política (até mesmo o amor, o altruísmo e o hedonismo), toda aplicação técnica de qualquer área do conhecimento é ideológica e relacionada ao contexto sócio-econômico e cultural.

Estou profundamente decepcionado: afinal de contas, mesmo que haja profissionais capacitados e pessoas honestas no Conselho, infelizmente, sua maioria pensa de maneira oligárquica e excludente, ao passo que os fragários possuem diversos projetos de responsabilidade social e desenvolveram um modelo de negócio capaz de alavancar o seu crescimento sem jamais deixar de deter a propriedade de seus bens ou de jogar pelo ralo os direitos de seus associados.

Se o NOVO ESTÁDIO OLÍMPICO MONUMENTAL não sair com um projeto semelhante ao oferecido pelos arquitetos simpatizantes do GRÊMIO ACIMA DE TUDO no próprio lugar do OLÍMPICO, a vida do GRÊMIO e o prazer de torcer pelo clube correrão por entre os dedos como grãos de areia.

Sinceramente, ao contrário do que o respeitável e experiente conselheiro ANTÔNIO CARLOS AZAMBUJA (um senhor que já li e ouvi bastante e que encontrei algumas vezes porém sem ter o prazer de conversarmos pessoalmente) já escreveu no site do MOVIMENTO GRÊMIO UNIDO, ainda não considero inexorável a possibilidade de termos que mudar para o Humaitá: afinal de contas, ninguém contava com a pressão do FÓRUM DE ENTIDADES nem com o veto do prefeito José Fogaça contra o PONTAL DO ESTALEIRO, mas os vereadores da “bancada do concreto” tiveram que recuar.

Dizem que não se deve acusar nem ser pessimista até prova em contrário. Todavia, estamos no Brasil. E, seja em momentos de maior ou de menor crescimento, sob qualquer ideologia predominante em cada um desses momentos, HONESTIDADE e TRANSPARÊNCIA nunca foram O FORTE dessa CULTURA.

JAMAIS PODEMOS NOS ESQUECER DOS PODERES QUE DESEJAM LIQUIDAR COM A AUTONOMIA DO GRÊMIO E COM A QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE.

DUDA ELEITO: COERÊNCIA

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Meu amigo GUGA TÜRCK do ALMA DA GERAL publicou a imagem acima que, certamente, muitos gremistas receberam por e-mail. Embora não goste de analisar nada baseado apenas em relações entre causa e efeito e no disse-me-disse, não vi apelação nem falsidade nela.

Pelo que eu ouvi da cornetagem presente no OLÍMPICO, concluí como deve ser constrangedor para um cidadão rico e conhecido entre o empresariado gaúcho ter seu nome gritado como sinônimo de tudo o que uma gestão desastrosa pode representar.

No caso do GRÊMIO, me parece que o fato de estar identificado com GUERREIRO talvez signifique, para muita gente, algo pior do que ser chamado de malufista em São Paulo ou coisa parecida.

Pena eu não tenho. Mas acho muito triste.

UM DUELO ENTRE IGUAIS

Por acaso o presidente Odone não foi acusado de ter tido uma atitude racista depois do que ele fez com o cunhado e com o sobrinho do Josias nas cadeiras e no vestiário?! O Wianey Carlet publicou o relato do conselheiro Carlos Josias, que não foi contestado e sequer processado. Logo, isso me leva a crer que ele não deva ter mentido.

Em termos de delegação de poderes e confiança, o Odone pôs o Antônio Dorneu Maciel e o Flávio Vaz Neto (que, segundo alguns conselheiros próximos, seria o nome que Odone desejava para sua sucessão – de preferência por aclamação) no Conselho de Administração. Isso não significa nada além de, pelo menos, uma falta de cuidado e de conhecimento a respeito de alguns assessores importantes.

Nunca foi explicado de onde vieram cerca de R$120.000,00 (segundo informante do Hiltor Mombach do Correio do Povo) pra bancar uma campanha totalmente desproporcional pra presidente de um clube de futebol que não chegou a 7.000 votantes em 2006…

Ter confiado na TBZ como parceira da Arena quando a Europa inteira sabia que essa empresa era a maior falcatrua também demonstra falta de cuidado na escolha de parceiros comerciais. Um erro na Arena pode ser fatal para o clube.

A bem da verdade, Odone, assim como todos os ex-presidentes do clube e do Conselho são caciques.

Eu já escrevi: essa história de situação e oposição no Grêmio é totalmente relativa, pois o AVC foi candidato pela chapa 3 em 2006 (não passou pelo Conselho Deliberativo) e, agora, está com Odone. O Krieger não tem nenhum tipo de inimizade com o Odone, mas está com o Duda.

Muitos conselheiros são irmãos, primos, cunhados, filhos, tios e netos de outros conselheiros. Meia dúzia de gatos pingados se importam se vai haver eleição direta ou não – inclusive entre alguns dos grupos que juram de pés juntos que são representantes do associado até debaixo d’água…

Enfim… Os novatos de hoje serão os caciques de amanhã: afinal de contas, grande parte dos conselheiros de 1º ou 2º mandato com menos de 40 anos de idade em 2008 que prometem revolucionar o mundo certamente consideram cômodo manter o absurdo de permitir a inscrição de seus nomes em todas as chapas possíveis. Que democracia é essa quando a ambição de qualquer postulante a dirigente é possuir poder, prestígio e, acima de tudo, influência? Em bom português, isso significa VONTADE DE VIRAR CACIQUE.

Os detratores de Cacalo, Obino, Marcos Hermann e Adalberto Preis não percebem que Obino foi aclamado por TODOS OS CACIQUES. Duvido que eles não tenham pensado que a situação financeira deixada por Guerreiro iria queimar o nome de qualquer um deles. Então, jogaram o menos esperto pra se safar. Não tiveram coragem de segurar o rojão e nem competência pra formar novas lideranças. Com isso, não quero dizer que Obino não tenha sido incompetente e nem que ele não seja um cacique. Obviamente, não se trata de um senhor ingênuo. Contudo, foi jogado aos leões.

Movimentos recentes tiveram sua primeira chance de mostrar trabalho justamente na gestão Obino. O bom trabalho de jovens conselheiros no Quadro Social também iniciou no final da gestão Obino. Eles iriam apoiar Preis, mas Odone deu a eles uma vaga certa no Conselho de Administração. Antes disso, a maioria de seus integrantes reclamava um monte do caciquismo dele. E não deixavam ninguém esquecer que Guerreiro era da mesma facção de Odone. Trocaram muitos valores divulgados na imprensa e perante os sócios por um caminho mais fácil rumo ao poder.

Eles foram os primeiros a proceder assim? Serão os últimos? Foram os piores?  Ou os melhores? Resposta: nenhuma das anteriores. Tal atitude é fruto de uma cultura arraigada.

Resumindo: TODOS OS MOVIMENTOS POLÍTICOS, CADA UM A SEU TEMPO, COM OU SEM OPOSIÇÃO, POSSUEM TOTAL RESPONSABILIDADE TANTO NA DÍVIDA COMO NO REERGUIMENTO DO CLUBE.

Ninguém é santo na política e nos negócios. Só não confunde malandragem e meias-verdades com desonestidade e falta de ética generalizadas, pois nem sempre todos esses atributos caminham de braços dados.

Com isso, quero dizer que, se é pra participar do processo eleitoral, deve-se saber que, ao tomar-se uma posição, deve-se saber que as variáveis que formam as alianças são infinitas.

Logo, esse papo de inimizade e de situação x oposição não passa, na maioria das vezes, de uma mera retórica. Depois que o processo eleitoral terminar, todo mundo vai estar abraçado – com ou sem cinismo.

Quanto à posição do dr. Hélio Dourado, sinceramente, não sei se ele mudou de idéia ou não. O que está bem claro é que houve um canetaço e a imposição de um modelo de negócio muito arriscado. A bem da verdade, ainda não é certo que vá sair a Arena. Se ela sair, o mérito não será todo de quem a idealizou mas, sim, de quem também tiver fiscalizado todo o processo.

É muita infantilidade endeusar um dirigente qualquer. Da mesma forma, é falta de inteligência acirrar os ânimos sobre uma eleição que apresenta a mesmíssima plataforma de gestão em ambos os lados – ainda mais neste feliz processo que, a meu ver, pela primeira vez em muito tempo apresenta dois candidatos a presidente e 14 candidatos a vice-presidente de alto nível.

As rádios e os jornais querem ver sangue. Talvez até não provoquem, mas vendem mais se houver bate-boca, troca de sopapos e denúncias vazias. Que não se incentive atitudes nesse sentido, por favor!

Querendo ou não, a necessidade fará com que oponentes políticos acabem trabalhando juntos.

Sempre foi assim e sempre será assim. O pior cego é aquele que não quer ver.

Enfim… Ninguém é obrigado a votar. Mas se for votar, é bom saber que nem tudo o que parece catastrófico é ruim e nem tudo o que reluz é ouro.

RONALDINHO É DO MILAN

Agência/Reuters

Perdoem pelo atraso e pela pouca assiduidade aqui no blog, mas vida de mestrando é assim, mesmo. ;)

Pra mim, ele volta a ser o que era antes – independentemente do que muitos gremistas pensem dele ou de seu irmão e agente ASSIS.

Sabe-se lá por quais critérios (certamente não são científicos), RONALDINHO é o jogador mais querido dos brasileiros. KAKÁ, agora seu colega de clube, é o mais querido pelas mulheres.

No GLOBOESPORTE.COM, o agente italiano Ernesto Bronzetti afirmou que Ronaldinho recusou “uma quantia assombrosa de dinheiro” ao preferir o MILAN ao invés do MANCHESTER CITY.

Os ingleses ofereceram-lhe um
contrato de cinco anos. Salário: US$ 12 MILHÕES líquidos por
temporada (R$19.187.999,72 por ano, no câmbio de hoje).

O agente italiano revelou, ainda, que o ex-gremista preferiu renunciar aos 15% a que tinha direito pela transferência de seus direitos federativos e por quase o dobro dos vencimentos oferecidos pelo Milan.

Desejo muito boa sorte e a volta das conquistas pelo clube e também individuais do jogador. Apesar da sua saída conturbada do GRÊMIO, ela se deveu à pressa do irmão Assis em colocá-lo na Europa e, sobretudo, à avassaladora incompetência jurídica da gestão do presidente José Alberto Guerreiro.

Considero falta de maturidade e de reflexão nutrir pelo craque sentimentos absurdos como raiva, inveja, ódio, sensação de abandono ou até mesmo considerá-lo “mercenário”. Afinal de contas, caso surgisse uma oportunidade financeira e de aprendizado sócio-cultural tão rica, duvido que qualquer um dos que criticam o jogador não fariam o mesmo.

Por outro lado, ele deu muito pouco ao TRICOLOR DOS PAMPAS, já que profissionalizou-se em uma época na qual o plantel era apenas razoável. Ele apenas percebeu que uma andorinha não faz verão e foi-se embora.