ESTE BLOG É “NORMAL”?!

Nunca pensei em estabelecer um critério rígido para postagens. Normalmente, os blogs de repercussão e audiência mais significativos possuem um tema específico e são voltados para um determinado nicho.

Porém, aqui, costumo tratar sobre uma ampla gama de assuntos. Percebo inclusive que, ao invés de alterná-los (Grêmio, futebol em geral, mídias sociais, ciberativismo e política – não necessariamente nesta ordem), alguns prevalecem sobre os outros em função do contexto socioeconômico, político e cultural das pautas que considero relevantes para serem tratadas.

De tempos em tempos, minha presença digital sofre com alguns conflitos existenciais. O mais dramático e recorrente desses conflitos se deve ao fato de que o meu tempo, os meus interesses e a origem dos links e das discussões que são “a minha cara” vêm das pessoas que sigo no Twitter. E isso reduz a minha capacidade de blogar como antigamente.

Também reconheço uma enorme dificuldade de escrever conteúdo significativo, relevante, de valor, que valha a pena para quem interage com o blog retransmiti-lo, comentar, escrever sobre.

Há, ainda, a gigantesca perda do potencial de multiplicação do conteúdo em função do fato de eu não dominar técnicas de SEO, de não blogar todos os dias, de não ter um foco: quando falo sobre o Grêmio, as pessoas da política me largam e vice-versa. Mas também não tenho aquele interesse todo em fazer deste blog um reduto acadêmico, blasé, teórico (o que talvez me rendesse pontos em um nicho para o qual não pretendo me exibir).

Por fim, perdi muito público quando decidi registrar o domínio próprio. Passei muitos dias com o blog fora do ar, deu trabalho para migrar o conteúdo e muitos interagentes relevantes já tinham o URL antigo em seus respectivos blogrolls.

Enfim… No dia em que parar de me preocupar com essas questões, acho que as coisas vão fluir como terá de ser…

DESILUSÃO TOTAL COM A POLÍTICA DO GRÊMIO

Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them. About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as the crazy ones, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do. (AppleThink differentTBWA\Chiat\Day – 1997)

O pouco que vi ontem na festa do lançamento da pedra fundamental da construção da Arena da OAS (até segunda ordem, o futuro estádio do Grêmio FBPA como mandante que fará parte do patrimônio do clube somente quando eu tiver 60 anos em 2033) me causou uma péssima sensação: infelizmente, não encontrei em seus protagonistas nenhum dos nobres atributos que fazem de um indivíduo uma legenda.

Não foi uma sensação meramente ideológica. Definitivamente, não. Afinal de contas, como diria um ditado chulo ao estilo mais bukowskiano, “se o estupro é inevitável, relaxa e goza”.

Não tenho mais problemas em sair do Olímpico Monumental. Não desde que não apenas eu – um professor universitário iniciante que ainda precisa ralar muito pra poder ter um bom salário – mas, sim, toda a classe C (que é o verdadeiro carro-chefe do futebol no estádio) tenha poder aquisitivo e facilidades de transporte suficientemente dignas para poder frequentar esse estádio contemporâneo.

Assim como a revolução não será televisionada, A ARENA NÃO PODERÁ SER ELITIZADA. Clique aqui, leia os links e entenda por que.

Fora a inexistência do fedor de bosta e de mijo (felizmente!), os párias (dentre os quais me incluo com muito orgulho) ficaram em um espaço quase igual ao da Expointer. A bem da verdade, foi uma Expointer melhorada e um Planeta Atlântida piorado, se é que me entendem.

O evento foi desorganizado por uma empresa especializada, contratada pela Grêmio Empreendimentos, pela OAS ou por algum ente situado no interstício entre uma e outra.

Pois bem: a grande figura não foi o atual presidente do Grêmio, bastante desacreditado dentro e fora de campo, Duda Kroeff. Tampouco foi o atual presidente da Grêmio Empreendimentos Ltda., Adalberto Preis (sempre um gentleman, uma pessoa confiável e muito boa de discurso). Até segunda ordem, entendia eu que estes seriam os anfitriões. Que ambos os senhores comandariam as ações com discreção e fidalguia.

No entanto, a apresentadora Regina Lima (âncora de um programa sonolento e sensacionalista da RBS) insistiu várias vezes em citar o deputado Paulo Odone. Sim: ele foi citado como deputado muito mais do que como ex-presidente.

Provavelmente em função do protocolo do cerimonial (seja lá por quem tenha sido escrito), insistiu-se muito mais na questão de que o conselheiro Eduardo Antonini era mais o representante da desgovernadora (que, entre tantas desculpas, não deve ter aparecido com medo de ser vaiada) do que propriamente um conselheiro do clube que também responde pelo papel de atual secretário estadual de organização da Copa do Mundo de 2014 no RS.

Ao redor do evento, nas ruas do bairro Humaitá (confere as fotos aqui – especialmente as que mostram que, infelizmente, apesar da cor, agora muitos gremistas preferem torcer para outro time), me senti em um circo de horrores repleto de carros de som com os odiosos jingles de candidatos a deputado e tive que fugir de muitos distribuidores de “santinhos”.

Lá dentro, os mestres de cerimônias foram fraquíssimos. Não sabiam o que dizer, não demonstraram empatia. Mais uma falha da desorganização.

Historicamente, mesmo em épocas melhores dentro e fora do campo, o Grêmio nunca primou pelo capricho, pela sensibilidade e nem tampouco pela inovação. Até hoje, quem se julgou “profissional” e se envolveu com o marketing, independentemente da gestão ou se era oriundo do G4 ou do G7, demonstrou um lastimável amadorismo na hora de procurar oferecer um agrado à nação tricolor.

De uma maneira geral, a segregação gritou aos olhos nesse verdadeiro exemplo de panis et circences. Como tudo funciona em rede e os responsáveis por todos esses trâmites sempre estiveram do mesmo lado (por mais que neguem), temo que estejamos caminhando a passos largos para a proibição financeira do acesso da maioria à futura casa tricolor.

Mas, de fato, o que mais me doeu, o que mais me decepcionou, foi ter tido a percepção de que alguns daqueles nos quais cria bastante como uma alternativa verdadeiramente genuína e Evolucionária parecem ter cedido aos espelhinhos e às miçangas dos derrotados vitoriosos (ou seriam vitoriosos derrotados?!). Como diria um ex-presidente do clube, “Deus queira que eu esteja redondamente enganado”.

Por tudo isso, não vejo como eu possa contribuir para o clube a não ser com o meu alento. Pretendia poder fazer mais do que isso.

Eis o preço que se paga por não ser uma dessas pessoas da sala de jantar. Quem sabe um dia…

Não adianta: por mais que eu queira acreditar nos homens em um sentido kantiano, só posso mesmo ficar com a pureza das crianças. Fora isso, quem não é niilista se decepciona a todo instante. Ontem vi que o estado de maioridade está longe de ser alcançado por grande parte dos gremistas graúdos e miúdos (no sentido do peso que pode carregar em seus bolsos).

Talvez ainda me reste alguma energia para resistir e acreditar. Mas, no momento, os argumentos daqueles que diziam que eu iria me incomodar, sofrer e me sentir inútil por ser idealista em um meio frio, calculista e elitista até pegar nojo estão vencendo.

Todo esse desabafo e esse turbilhão de sensações desagradáveis me faz perguntar a mim mesmo se vale MESMO a pena me envolver com a política do Grêmio.

Prefiro não responder de maneira definitiva, pois:

Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

Pra terminar, uma citação para que pessoas que considero gremistas incríveis possam refletir seriamente a respeito do princípio que os moveu e sobre o caminho que poderão vir a seguir caso venham a se perder:

“Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós”. (César Octavio López)

MINHA ESCOLHA PELO GRÊMIO ACIMA DE TUDO II

Já que fui citado várias vezes com desconfiança no blog Grêmio Sempre Imortal e que há muitas dúvidas acerca da minha conduta, preciso escrever MUITO. Não sou ingênuo, deslumbrado e nem tampouco traidor. Sou crente nos meus princípios, fiel a quem me deu guarida e unido junto a meus amigos. Meu pai nunca deveu nada a ninguém e nunca vergou sua espinha. Poderia ter ganhado muito mais dinheiro do que ganhou, obtido muito mais prestígio do que obteve e sido ainda mais direto e crítico do que o foi. Mas ele me ensinou que não se pode ser desonesto, injusto e nem tampouco arrogante. Devo isso à minha família e aos meus amigos.

1) A quem quiser conhecer o meu sentimento e o meu comprometimento com o Grêmio Acima de Tudo, por favor, leia o seguinte post: http://heliopaz.com/2010/08/04/minha-escolha-pelo-gremio-acima-de-tudo-i/ (haverá mais um na sequência). Falo de sentimento, de comprometimento, de solidariedade, de honra. Não deixa de ser um desabafo e uma autocrítica;

2) Eu e alguns companheiros atuantes do MGAT propusemos em reunião que saíssemos do G7 (não é 6, agora é 7 – e a oposição é G4) em função da insistência de Duda em um processo autofágico nas categorias de base (demissão do nosso vice-presidente Paulo Deitos, o homem mais qualificado dentro do CD para exercer o cargo, independentemente do movimento a que pertence) e no futebol profissional (Meira, Silas, o empresário que só traz jogadores do Avaí e a falta de pulso no vestiário). O Guido Spengler moralizou o Departamento Consular, que agora não é mais clientelista: ser cônsul não é status nem troca de favor, é privilégio. E, para obtê-lo, é preciso trabalhar pelo clube em sua cidade. Se mudar o presidente, eu insistiria junto ao novo CA pela sua permanência;

3) Ainda considero como um suicídio eleitoral todo e qualquer vínculo ao trabalho direto junto a nomes dos Conselhos de Administração montados por Obino e por Duda, salvo Hélio Dourado (que era contra a aclamação de Obino e só entrou no futebol por puro gremismo, assim como fora do Patrimônio em Guerreiro – mais oposição ainda – pelo mesmo motivo), Irany Sant’Anna Júnior e Marcos Hermann (homens certos no lugar certo e na hora certa). As demais escolhas foram incompetentes e eu digo isso na frente de quem quiser ouvir.

Não tenho medo de ir para o pau e perder, pois é do jogo. Entro não como gostaria, mas, devido à essa pressão positiva da Chapinha, entro bem menos pior do que imaginava. Se não entrar no CD e se quem ganhar o CA for da atual oposição (e não considero uma 3ª via como oposição mesmo que não faça parte dela), não é isso o que vai me fazer trocar de movimento. E também será positivo para que todos aprendam a fazer alianças mais pró-ativas e menos comprometedoras. Mas o que eu quero é ganhar! ;)

4) Pelas virtudes da juventude, da impetuosidade, do ódio à injustiça, da construção e do resgade de uma identidade cultural futebolística e de comunhão do clube com a torcida, me identifiquei muito com os amigos do Grêmio do Prata. E sempre defendi que qualquer chapa só poderia ser completa e verdadeiramente comprometida com mudanças ESTRUTURAIS no Grêmio deveriam contar com esse movimento;

5) É mais do que sabido que não voto e não apóio nenhum movimento que defenda a Máfia do Detran, o ex-presidente estelionatário ou beije a mão de políticos profissionais. Apesar da maioria dos integrantes desses movimentos ser bastante honesta e agradável de se conversar, discordo veementemente da sua tendência de entregar a gestão do clube a consultorias terceirizadas que cobram os olhos da cara e nem sempre são competentes em detrimento da formação de um quadro funcional altamente capacitado para o clube: se a “aristocracia” forma cabides de emprego para incompetentes por clientelismo, a “alta burguesia” o faz para seus colegas de profissão e por aí afora. No fundo, dá tudo no mesmo;

6) A ideia da Terceira Via, da Chapa 3 ou da “Chapinha” não é minha, mas sempre fui simpático a ela em virtude da minha indignação com o status quo. Lamentei quando o Prata (por convicção e por princípios 100% dignos e respeitáveis) preferiu manter-se sozinho, apesar da necessidade de contar com conselheiros experientes para dar-lhes suporte. Afinal de contas, o G7 não se desfez e não surgiu NENHUM conselheiro insatisfeito nem com o G7, nem com o G4;

7) Não tenho mais certeza se é juridicamente impossível e antiestatutário propor uma chapa com menos de 150+30 nomes, embora minha interpretação de texto ainda me diga que sim. E eu adoraria que os movimentos que foram traídos, que cobraram pesadamente as escolhas de Duda, que não querem saber do excesso de nomes propostos por próceres e nem do controle e da vigilância dos articuladores supra-movimentos tivessem saído em massa do G7. Faltou coragem aos mais antigos e também houve um desnecessário constrangimento em relação a seus amigos de décadas. Eu queria que eles tivessem formado uma Terceira Via junto com o Prata e com novos associados interessados em entrar para o CD. Infelizmente, isso não foi possível;

8) Amizade, respeito, colaboração e aliança, pra mim, nunca foram sinônimos de vergar a espinha. Me irritei com o excesso de zelo e com a imensa perda de tempo em reuniões quase inócuas do G7;

9) Não pude ir à reunião do MGAT hoje por questões familiares. Mas havia deixado o recado ao meu amigo Eduardo Bernardon de que, caso o movimento permanecesse no G7 sob as condições já sabidas, estaria fora;

10) Conversei bastante com o Marcos Almeida sobre essa Terceira Via. Mesmo mantendo a fidelidade ao MGAT e me sentindo contrariado no G7, trabalharei pela nossa candidatura, apesar de me manter amigo, simpático e defensor do Prata no CD e de uma mudança bastante significativa não apenas na fotografia, mas, sobretudo, na maneira de pensar e de agir do nosso CD;

11) O Marcos pôs meu nome e o nome do Bernardon porque apoiamos entusiasticamente a Chapinha. Mas somos homens de equipe, leais ao nosso grupo. Leais porque vemos homens de princípios e o MGAT não possui nomes aristocráticos, apesar de a composição da aliança infelizmente apontar para um predomínio destes. No meu caso, vi no MGAT muita honestidade, interesse e receptividade à minha maneira de agir e de pensar. Não posso dizer que a maioria das pessoas de outros movimentos seja preguiçosa, elitista e desonesta, mas, certamente, tenho muita afinidade neste grupo;

12) Jamais poderia dizer que não trocarei um dia de movimento. Jamais poderia dizer que não fui tentado pela possibilidade de abalar as estruturas de um CD predominantemente amorfo e asséptico. No entanto, hoje, penso que não poderia começar a construir algo novo e sólido com um mês e uma semana antes da eleição sem o respaldo de conselheiros experientes;

13) O Hiltor Mombach vasculha todos os blogs e o Marcos postou o meu nome também. Não considero nada errado, desde que como entusiasta. Mas estou comprometido e interessado em trabalhar por uma causa que, se não é a mais simpática, também não é degradante de maneira alguma.

Não quero fazer média com ninguém. Quero apenas ser quem eu sou e fazer o que quero, mesmo que não seja exatamente com a intensidade nem com todas as pessoas com quem gostaria de contar no momento.

Tenho ambições. Porém, sei exatamente o tamanho que eu tenho. Ele ainda é bem pequenininho, mas não irá crescer na base da gula nem da traição.

Pra finalizar, peço o favor de não confundir lealdade e amizade como cooptação, ingenuidade, burrice ou covardia, OK? ;)

MINHA ESCOLHA PELO GRÊMIO ACIMA DE TUDO I

Não gosto de fazer média com ninguém: se eu gosto ou não gosto, digo na cara. E, embora eu saiba como fazer uma palavra se tornar uma ideia leve como um grão de pólen ou irremediavelmente letal como uma bomba atômica, pessoalmente, não gosto de ser verborrágico. Por escrito, procuro romper barreiras. Presencialmente, prefiro ser assertivo e amigo.

Não é de hoje que eu tento entrar na política do Grêmio. Em 2004, me senti incomodado com a iminência do rebaixamento (que eu sentia que iria acontecer e, infelizmente, aconteceu). Li no jornal que uma chapa para o Conselho Deliberativo cujos “padrinhos” eram os grandes Koff e Cacalo estava se formando com novos associados – Movimento Grêmio Novo era o convidativo nome daquele grupo.

Apareci do nada em um jantar na Associação dos Caixeiros Viajantes a fim de trocar ideias com gremistas ilustres e outros nem tanto. Após discursos e apresentações, apresentei-me ao Jorge Bastos (vinho de outra pipa, como diria o amigo recente porém um cara cujo jeito de demonstrar como se sente me traz admiração, que é o Dr. Carlos Josias).

Em poucas semanas, conheci o MGN e já me engajei naquela campanha. Percebi que havia ali um grupo de amigos que estava na luta desde 2000 e havia posto um único conselheiro em 2001. Naquela eleição de 2004, foram mais seis. Foi um crescimento lento, que resultou do conhecimento de conselheiros antigos e de uma atuação voluntária na vida do clube.

Mais adiante, meu tempo se escasseou, passei por dificuldades particulares e não pude mais me dedicar ao Grêmio como queria. Tive que adiar o desejo e a responsabilidade de ser um dos representantes dos associados na vida tricolor. Deixei o MGN sem nenhuma espécie de briga com os integrantes daquele tempo. Até hoje, quando nos encontramos, gosto de conversar com eles sobre o nosso time.

Ao longo do tempo, passei a não concordar mais com as coligações e com as alianças que o movimento escolheu como referência política. Mas isso não desabona as pessoas que estão lá de um modo geral. A diferença é mais – digamos assim – ideológica do que qualquer outra coisa.

Depois, veio o blog Grêmio Sempre Imortal. Ele se constituiu em um ponto de encontro digital que evoluiu para encontros presenciais, ligações telefônicas, torpedos e e-mails entre associados e conselheiros experientes.

Trata-se de um ambiente onde aprendo muito, troco informações e opino detalhadamente sobre vários assuntos (segundo alguns, demais). Já rendeu amizades, contatos e jantares fraternais.

Mas o que melhor define o meu retorno ao engajamento político no Grêmio é o Movimento Grêmio Acima de Tudo: ali, percebi que é fundamental misturar pessoas jovens e mais idosas; mais experientes e menos experientes (independentemente da idade).

Grupos compostos exclusivamente por jovens ou grupos formados totalmente por homens bastante maduros em geral são carentes: enquanto os primeiros perdem em experiência, em ponderação e em sabedoria, os últimos conteporizam demais e se tornam bastante receosos de arriscar – até mesmo quando poderiam e deveriam.

Considero o patrono do MGAT, o DR. Hélio Dourado, um homem ímpar em todos os sentidos: foi ele o divisor de águas que determinou o final de sete décadas e meia em que o Grêmio não passava de um Paraná Clube da vida para tornar-se o que ele é – bicampeão brasileiro, tetracampeão da Copa do Brasil, supercampeão do Brasil, bicampeão da Libertadores e campeão da Copa Intercontinental (o antigo modelo de Mundial de Clubes não-organizado porém amplamente reconhecido pela FIFA).

Conheci neste movimento pessoas incríveis, com as quais desejo trabalhar pelo bem do nosso Grêmio. O convívio com elas é verdadeiro, é digno e é baseado em admiração, respeito e companheirismo. Juntos, entendemos que o clube não pode morrer e que ele precisa retomar o seu caminho de títulos e da revelação de talentos para não deixar a chama que mantém coesa a identidade sociocultural de nove milhões de gremistas de todas as idades, de todos os credos, de todos os sexos e de todos os tamanhos de bolso.

Além disso, todo tipo de injustiça e de desrespeito à instituição (muitas vezes cometidos por ex-presidentes, ex-dirigentes, conselheiros, ex-atletas e ex-técnicos) é abordado com sintonia pela maior parte de seus integrantes. Não que isso ocorra nos demais dez movimentos. Porém, foi com esta maneira de demonstrar carinho e experiência que mais me identifiquei.

COPA’10: VEREDICTO APÓS 1ª RODADA

A despeito da minha péssima atuação como palpiteiro no Bolão da Catarse referente aos dezesseis primeiros jogos da Copa do Mundo FIFA 2010 e de uma quantidade acima do normal de jogos técnica e plasticamente muito ruins, ainda assim é possível destacar alguns aspectos positivos em parte das seleções.

Digam o que disserem, adoro palpitar. Mas tenho algumas posições, assim como o meu amigo Cão Uivador.

Vamos lá:

GRUPO A: escrevo antes do jogo entre #rsa e #mex. Para mim, ambas as seleções aparentam ter maior qualidade e menos problemas técnicos do que o #uru, além de não precisarem se incomodar com os rumores de desentendimento entre vários jogadores da #fra.

GRUPO B: creio mais em #arg e #kor do que em #nga e #gre . Os gregos tendem a ser o saco de pancadas do grupo. A Coreia do Sul jogou bem, mas a derrotada Nigéria também. O duelo entre ambos promete ser um dos mais interessantes da Copa, independentemente dos “mata-mata”.

GRUPO C: apesar do pavoroso empate entre #eng e #usa , ambos classificar-se-ão quase sem dúvida nenhuma. E, apesar dos pesares, ainda acho que os ingleses serão os primeiros. Pobres #alg e #svn , tão ruins. Este foi o grupo de piores atuações até aqui.

GRUPO D: a sólida e agradável #ger será a primeira do grupo. #gha , séria porém sem dar espetáculo, será a segunda. #srb e #aus são duas seleções de futebol melancólico.

GRUPO E: a #ned é a única seleção que nada de braçada nesse grupo. Apesar dos pesares, ainda não considero #cmr mortos, pois o futebol da #den é fraco e o do #jpn ainda não enfrentou um adversário com um ataque mais estável e com uma defesa mais segura.

GRUPO F: #par e #ita classificam-se. Arrisco dizer que nesta ordem. #nzl e #svk completam o grupo com uma ruindade de dar dó. Salvo algum imprevisto, creio que será um grupo de jogos feios e de poucos gols.

GRUPO G: #bra classificar-se-á com dificuldade. Creio que #civ também passará adiante. #por ficará pelo caminho. E a #kor também tirará alguns nacos de carne dos demais. Será uma eliminação heroica e honrada.

GRUPO H: #chi e #sui largaram na frente. A #esp tem que se cuidar, pois sua única vitória deverá ser contra a fraca #hon (pero no mucho).