RONALDINHO E O BARÇA

Pra bom entendedor, meia palavra basta: hoje, não faz a menor diferença discutir a questão da saída gratuita de Ronaldinho do Grêmio em meados de 2000 nem do ponto-de-vista jurídico (por que e quem não preparou a necessária garantia dos direitos do jogador para o clube na ocasião) e, menos ainda, sob a ótica revanchista que culpa seu irmão e agente Roberto de Assis Moreira pela liberação do craque.

Se ele não joga mais o que jogava antigamente e se ele não apresenta mais o mesmo comprometimento com o esporte que tornou-o incomparável, isso são outros quinhentos. O que importa mesmo é o respeito, a saudade e a reverência da instituição Barcelona (desde o plantel até as peñas blaugrana).

Não há melhor reconhecimento do que voltar como adversário a uma casa na qual se obteve tantas conquistas grandiosas, ser aplaudido de pé e, e – de quebra – ainda ser convidado para posar na foto oficial do ex-time junto a seus ex-companheiros pelo capitão do time, grande zagueiro da Espanha campeã mundial e seu grande amigo Carles Puyol (uma entidade no Barça: prata da casa, raçudo e um líder nato).

Rememorar o fato de que Ronaldinho teve atuação apagada tanto na final da UEFA Champions League de 2005/2006 (na qual o Barça venceu o Arsenal) quanto na derrota para o Tradicional Adversário na decisão do Mundial de Clubes ou considerá-lo “amarelão” estão entre os maiores absurdos que qualquer gremista poderia cometer.

Rancor, ódio, despeito e a incapacidade de saber reconhecer, respeitar e assumir que admira um trabalho mais competente do que o Grêmio são sinais de apequenamento da mentalidade da nossa torcida. É um apequenamento tão grave quanto o da falta de formação de novas lideranças que poderão vir a ser dirigentes no futuro.

FLU NA LIBERTADORES: RENATO LEMBRA GRÊMIO

“Lá no Olímpico, em Porto Alegre, eles viram como sou tratado pelos gremistas. Sabe por quê? Porque ajudei a conquistar o título mais importante da história do Grêmio. Agora quero que eles façam a mesma coisa, pois é uma alegria que não tem preço. Temos de colocar essa faixa no peito de qualquer jeito.”

Do GloboEsporte.com.

Powered by ScribeFire.