YEDA, FUNCIONALISMO, ARROGÂNCIA, CHEGA!

DEMÊNCIA. IMBECILIDADE. CORRUPÇÃO. GOVERNO PARA POUCOS. CHEGA!
DEMÊNCIA. IMBECILIDADE. CORRUPÇÃO. GOVERNO PARA POUCOS. CHEGA!

A polêmica se instalou. Vários secretários levantaram as mãos, pedindo espaço para falar. Quem subiu ao palco na sequência foi nada mais nada menos do que a filha da governadora, Tarcila Crusius. Em tom forte, contrariou a tese do seu pai e defendeu o posicionamento da GAD. Carlos Crusius saiu do fundo do auditório e pediu réplica. A governadora disse que ele não poderia falar mais.

- Vamos parar com isso, virou uma questão familiar, isso aqui tá parecendo nossos churrascos de domingo, em que os vizinhos acham que a gente vai se matar”, interveio, provocando risadas na platéia. Carlos Crusius sentou na frente, com cara de poucos amigos.

O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, que estava ao lado de Yeda na primeira fila, pegou o microfone. “Eu tenho uma sugestão, porque não passamos a dizer que somos um governo que tem coragem pra fazer diferente?”, perguntou. A proposta conciliadora recebeu apoio maciço de todos.

Antes que a polêmica continuasse, a governadora interrompeu.:

- Agora chega ! A discussão continua lá em casa. Agora, quem vai falar sou eu.

VOCÊS ACHAM QUE ISSO É COISA DE PETISTA OU DE COMUNISTA?! Pode até ser… Mas quem publicou isso foi alguém insuspeito: um jornalista das antigas cujo blog é patrocinado até mesmo pela trupe napoleônica que ora ocupa o PIRATINI.

INSUSPEITO.

EXEMPLOS DE BOVINOS POLÍTICOS

Sabem por que eu estou com raiva soltando as patas na classe mérdia? Porque ela é predominantemente bovina.

Como eu já falei, classe média não é classe mérdia. Mas é a mérdia que espalha que LULA tem uma fortuna de 47 milhões, que cria ASSOCIAÇÕES PELEGAS pra lutar pela queda nos impostos como serviçais dos ricos; que vestem preto na eleição perdida com antecedência e que considera PAULO SANT’ANNA, JÔ SOARES, ARNALDO JABOR, DIOGO MAINARDI & REINALDO AZEVEDO verdadeiros gênios; que dá moral para a “ABELHA-RAINHA” e que acha que o “mão calejada” e o “intelectual puro” (duas figuras inventadas por eles pra não justificarem seu conservadorismo e sua ignorância) não podem governar.

Tenho um conhecido que pertence à “JUVENTUDI PROGRESSISTA“. O sonho dele é ver a MÔNICA LEAL na Prefeitura de POA. COMO É QUE SE CRIA?! Pior é que o cara tá sempre mal de grana, trabalha como free-lancer e nunca houve ninguém sequer perto de ser empresário, latifundiário, banqueiro ou coisa parecida na família.

A ignorância da classe mérdia é a maior responsável pela INVERSÃO DE VALORES e por não admitir que o contexto da conjuntura brasileira atual não veio de longe como dizia o VELHO BRIZA, mas que há, sim, um PROJETO DE NAÇÃO em curso – algo que nunca ocorreu anteriormente – a despeito do ALTO PREÇO a pagar por esse progresso.

Enfim… Não tenho a menor vontade de ajudar a quem não se ajuda e não quer nem ouvir que precisa de ajuda.

O problema do modelo eleitoral brasileiro é esse: ao contrário de países com uma evolução econômica, cultural e humanística bem superior à nossa, aqui se ganha e aqui se perde eleição. Nos países nórdicos, ninguém faz do fato de ter sido preterido uma sangria desatada.

Definitivamente, este modelo não é o melhor. Teoricamente, é menos pior do que uma monarquia absolutista, do que um parlamentarismo oligárquico ou do que uma ditadura explícita. Contudo, ele está cada vez mais distante – e não mais perto – de funcionar para a maioria.

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MANO CHANGES MORRE PELA BOCA

deputado Mano Changes

A foto acima foi publicada no blog BAFOS E DESABAFOS em 30/04/2008. Na ocasião, o  contraditório (o que ele diz aqui não é bem o que ele diz aqui nem o que ele deixou de fazer aqui) deputado estadual MANO CHANGES, atualmente candidato a vice-prefeito de ONYX LORENZONI do DEM (PSD > ARENA > PDS > PFL) pelo PP (PSD > ARENA > PDS > PPB), estava de casaco do paletó, camisa social para fora da calça jeans, tênis ALL STAR e boné – sendo que a vestimenta para a cabeça tem uso proibido em plenário.

Ontem, no debate, ele me chamou a atenção mais do que qualquer outro candidato. Calma: isso não quer dizer que ele me surpreendeu positivamente pelas suas idéias, nem tampouco que o parlamentar gaúcho tenha pendurado uma melancia no pescoço.

O que me deixou pasmo foi o seu vocabulário extremamente pobre, pouco sofisticado, para alguém que ao menos terminou o 2º grau. Para quem tira sarro do sotaque de deputados vindos das zonas rurais do interior, ao menos eles cometem muito menos erros “de português” do que o nobre deputado, comprometido com a causa da educação.

Outro detalhe que me incomodou bastante foram os seus trejeitos, que desviam muito a atenção de quem o assiste ou conversa com ele. Sempre que o apresentador da BAND RS, jornalista FELIPE VIEIRA, avisava que o seu tempo estava-se esgotando, Changes interrompia imediatamente o seu raciocínio e encerrava sua fala com um estranhíssimo:

- [Bla, bla, bla]… DEMOROU?!


Representar o jovem não quer dizer falar como um abobado – a não ser que ele ache que seu eleitorado seja abobado.

Mas a estupidez-mor proferida pelo jovem candidato foi a redundância típica de quem não possui assessoria técnica e qualificada nem em Educação, nem em MÍDIAS DIGITAIS:

- [Bla, bla, bla]… INCLUSÃO DIGITAL COM INTERNET…

Obviamente, é de se desconfiar da inteligência e do interesse político de quem vota num cidadão com tais atributos.

Apesar de tudo o que relatei acima (não se esqueçam de ler os links – realmente valem a pena), o pior ainda estava por vir: em uma de suas tantas falas durante o debate, o rapaz chegou a dizer algo que o marqueteiro da campanha deve ter pensado em dar com um gato morto em sua cabeça:

- [Bla, bla, bla]… EU NÃO DEVERIA NEM ‘TÁ’ AQUI…

Erro de concordância à parte, ele realmente crê que possui nobreza suficiente para desapegar-se um pouco de sua banda de rock e na importância do seu papel político e social, tudo a favor da juventude.

Se ele não deveria nem fazer parte do circo e da fauna política, por que diabos está-se prestando a pagar esse mico?!

Acho que o cachê da COMUNIDADE NIN-JITSU deve estar valendo menos do que o cachê de uma banda cover. Então, o salário e o prestígio de um cargo político-eleitoral valem muito mais a pena…

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CLASSE MÉDIA GAÚCHA LANÇA BOATOS À VONTADE

Candidatos definidos, o trabalho sujo não precisa ser feito pelos próprios políticos de direita do Rio Grande do Sul, o Bovinão, a República Reaça dos Gaudérios.

Vocês acham que quem trabalha para eles formal ou informalmente é quem mexe os pauzinhos?! Menos do que se imagina!

Vocês atribuem a formação da opinião da classe mérdia à mídia corporativa e a seus patrocinadores? Hummm… ACORDEM!!! Tem muita gente sem tempo nem vontade de assistir telejornais, ouvir rádio, ler jornais e revistas. E ainda há muita gente que, mesmo com acesso à internet, a utiliza apenas para e-mail, Orkut e MSN.

Essa é apenas uma parte de um sistema gigantesco, amplo, em rede, totalmente informal.

O problema do reacionarismo guasca é social, econômico, político, cultural e midiático ao mesmo tempo. A história e a psicologia social são disciplinas que deveriam participar mais desse debate e da detecção desses padrões, pois as disciplinas da sociologia, da antropologia, da filosofia, do direito, da administração, da economia e da comunicação não são suficientes para darem conta de desvelar cada um dos múltiplos nichos de uma sociedade tão ampla quanto heterogênea.

Executivos de médio e baixo escalão sem visibilidade midiática, dondocas que vivem se empetecando, parentes de militares, habitantes de cidades regidas pelo latifúndio ou onde um punhado de megacorporações globais sustenta a esmagadora maioria dos empregos e dos impostos estaduais e municipais é que jogam a merda no ventilador.

O rico anda menos reacionário nos últimos anos porque precisa de uma nova massa de consumidores e de escravos ainda mais dóceis porém muito mais qualificados do que na atualidade. Do contrário, serão engolidos pelos seus concorrentes.

Já a classe mérdia, morre de medo de ter seu padrão de vida posto por água abaixo. Morre de medo que aquelas pessoas feias, sujas, pobres, ignorantes, famintas, ladras, mal educadas, que não sabem ler, escrever, se vestir, que não usam perfume como eles estejam pau a pau freqüentando os mesmos cinemas, os mesmos restaurantes, os mesmos shoppings e por aí afora.

Não é toda a classe média que é mérdia. Mas a classe mérdia é a bucha de canhão dos ricos que não são inteligentes e que não pensam em fazer a economia crescer, mas tão-somente em lucrar o máximo e gastar pouco.

Ultimamente, têm voltado com força nas rodas da classe média alta bovina os papos de que Olívio é bebum, que Bisol é veado, que Lula cortou o dedo de propósito pra se aposentar por invalidez e que ele homologou a nova “absurda” lei do álcool na direção é porque “ele tem motorista pra levá-lo aonde quiser e beber à vontade”.

São eles que mandam contra as cotas nas universidades. São eles que dizem que 3% de todos os impostos que a gente paga vão para o PT…

Ora, ora: isso seria um caminhão de dinheiro suficiente para comprar todo o PIG e mandá-los pastar cada nota!

Gozado: NINGUÉM VOTOU EM YEDA! E ninguém comenta o escândalo do DETRAN ou do BANRISUL (a não ser pra dizer que ‘em uma empresa, essa roubalheira nunca teria acontecido’) nessas rodas!!!

Enfim… Considero que essa parcela da sociedade, por mais que diga que “ralou pra chegar onde chegou”; que realmente não sonegue impostos; que não utilize o mal fadado “jeitinho”; que viva com ética e que possua a ficha limpa na polícia, é a verdadeira escória.

Porém, há um comportamento igualmente deplorável em parte da esquerda, que se julga mais culta, mais solidária, mais politizada, mas nega falhas semelhantes de seus políticos, dos empresários com os quais simpatiza e por aí afora, como a história de que, apesar de péssimo, Antônio Britto era veado, foi para a Espanha com seu enteado, ou então que ele era “brocha”.

Discutir pessoas ao invés de discutir idéias e tornar essas discussões uma prioridade social é, mais do que um interesse comercial da mídia corporativa, um interesse dessa classe mérdia que retroalimenta a mídia de informação: eles não são reféns da desinformação que recebem e tampouco a mídia tem o poder que a ela se atribui com tamanha intensidade, por mais que ela esteja presente mediando todos os campos sociais.

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