GATEKEEPER, UM MORIBUNDO

O jornalismo corporativo as we know it precisa morrer.

Todavia, nos locais em que o letramento da população é tardio, onde predomina uma baixa conectibilidade às mídias digitais e cuja audiência ainda tem em alta a reputação de oligopólios da mídia corporativa, infelizmente, o jornalismo impresso ainda irá durar bastante tempo.

Já em lugares onde a mídia de massa é bem mais descentralizada e onde o letramento e a conectibilidade se dão em nível avançado, a hora dele já está chegando:

Final Edition from Matthew Roberts on Vimeo.

PROBLEMAS DO JORNALISMO COMO REFERÊNCIA HISTÓRICA

A minha querida amiga Cláudia Cardoso postou no Dialógico (que ela divide com as incríveis charges do Eugênio Neves) um artigo interessantíssimo chamado “O Comprometimento da Mídia Guasca com Yeda Crusius“.

Nesse post, os comentadores* Miguel Grazziotin e Turquinho consideram a hipótese bastante plausível de que a blindagem da corrupção do atual desgovnerno bovino não se deva apenas à preservação pura e simples dos interesses econômicos e simbólicos dos patrocinadores da mídia corporativa do RS, mas também a uma espécie de contrato social de baixo nível entre corruptores e corruptos. Segundo essa premissa, não seria nada difícil supor que a RBS e todas as suas concorrentes tenham se envolvido no processo de articulação responsável pela maior dilapidação que este estado já viu.

Ora, se a blogosfera possui (ao contrário do que o prof. Celso Schröder me levou a crer em debate recente – mas isso fica para um post que estou devendo) apuração, reportagem, investigação, denúncia e opinião responsável e metodologia de documentação a partir de jornalistas, sociólogos, filósofos, geógrafos, historiadores e uma série de cidadãos críticos e responsáveis, não é impossível desconstruir essa blindagem. Se essa blindagem for rompida por um necessário aumento do espectro que essa desconstrução atualmente em curso possa vir a alcançar, logo, tornar-se-á impossível à mídia corporativa manter a sua credibilidade perante a maioria da população.

No final do post, a Cláudia escreveu algo que me levou a uma preocupação. Preocupação esta que levarei à minha cunhada Rosângela Oliveira, aos professores de cursinho da minha Lu (que vai prestar vestibular para História) e para o já quase historiador Rodrigo Cardia do Cão Uivador.

Disse a Cláudia:

“…Quem recorrer aos jornais impressos, daqui há alguns anos, não poderá avaliar a situação dramática do RS nesse período…”

Nós, leigos em História, em Biblioteconomia, em Museologia e em Arquivologia, estamos todos acostumados a reunir jornais e revistas como documentação factual devido à facilidade de acesso e à cronologia que esse suporte de informação cotidiano nos fornece há pelo menos um século e meio no Brasil.

No entanto – e aí preciso do socorro do pessoal da área de História – parece que muitos historiadores prudentemente apresentam muito cuidado para evitar tanto quanto possível a relação direta entre a confiabilidade do conteúdo jornalístico como fonte histórica e a devida transformação desse material bruto em História. consagrada. Pessoalmente, creio que isso se deva a uma série de fatores:

1) A informação mediada sempre serve aos patrocinadores da mídia corporativa – que, por sinal, são aqueles que detém o status quo. Logo, tudo o que não interessa ou é omitido, ou é manipulado, ou, ainda, não é analisado com a devida profundidade;

2) O procedimento cuidadoso leva os historiadores a terem a imprensa como uma referência menos importante – ou, então, apenas como mais uma referência dentre tantas outras amostras documentais e testemunhais. Dessa forma, me parece que, tanto quanto possível, o processo historiográfico deve buscar reunir, além das provas materiais e documentais mais corriqueiras, um conjunto de depoimentos de protagonistas, antagonistas e de herdeiros relacionadas a um determinado contexto;

3) Em um futuro não muito distante, os jornais e revistas cujo suporte material ora é o papel ou o plástico estarão em desuso por causa da dificuldade de conservação, desse material, do alto custo de armazenagem de material com volume e peso significativos e, obviamente, também em função da sustentabilidade por uma questão de sobrevivência.

Isso posto, toda a informação que circula e pode ser reproduzida digitalmente não depende mais de nenhum suporte material. Todavia, a existência e o consumo da informação digitalizada só são percebidos a partir do momento em que esse conteúdo é reproduzido em uma série de interfaces cujos suportes são todos necessariamente alimentados por uma série de formas de energia que se transformam em eletricidade. Sem energia, o que está armazenado não pode ser recuperado nem tampouco reproduzido. Em outras palavras, a informação “desenergizada” não é informação. Afinal de contas, sob essas condições, todo e qualquer conteúdo não passará de um amontoado de bits presos em suportes sintéticos impossíveis de ser recuperados.

Por exemplo: o que é um HD? O que é um pen drive? O que é um cartão de memória? O que é um DVD? A apropriação básica para a qual esses produtos foram criados perde totalmente o sentido quando o seu conteúdo não pode ser visualizado.

Então, mesmo que o problema não seja um colapso energético involuntário, podem haver cortes de energia arbitrários que funcionariam como a Inquisição da Idade Média – os apagões seriam o poder do clero e da nobreza “queimando” os “livros” da pós-modernidade.

Hoje, discute-se muito a abolição dos direitos autorais, que é uma agenda decisiva. Outra agenda diretamente relacionada a essa é a da democratização e da desconcentração da propriedade e da livre expressão dos mídias. Porém, o que eu trato neste post deverá necessariamente se tornar uma questão crucial para a permanência da memória e para o respeito a todo e qualquer tratado capaz de organizar a sociedade.

Já está mais do que na hora de discutirmos garantias legais que sustentem uma certa materialidade para a informação que – desde o começo deste século – está sendo quase totalmente digitalizada.

Portanto, a democratização da comunicação depende também da preservação do acesso tecnológico necessário aos suportes de todo o conhecimento da humanidade que não cabe mais em bibliotecas, nem nos museus e tampouco nos órgãos do Judiciário.

Com a palavra, os especialistas! ;)

A MORTE DA POLÍTICA PARTIDÁRIA NO BRASIL II

DANIEL DANTAS, IMPERADOR DO BRASIL. Segundo a quantidade de notícias e críticas verídicas ou não que saem sobre tais atores sociais na mídia corporativa, abaixo de DANTAS, em ordem de hierarquia, viriam as seguintes personalidades:

- GILMAR MENDES, presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL;

- NELSON JOBIM, ministro da DEFESA;

- JOSÉ SERRA, o presidente eleito pelo PIG;

- RICARDO TERRA TEIXEIRA (presidente da CBF e membro executivo da FIFA) e CARLOS ARTHUR NUZMAN (presidente do COB e membro do COI).

Todavia, a hierarquia acima é formada por meros testas de ferro de DANTAS e de uma série de outros interessados: por debaixo dela, há imensuráveis valores e artimanhas cuja comprovação é, infelizmente, impossível de ser feita em função da intrincada raiz fasciculada de entes que bancam a alteração de leis única e exclusivamente a favor do lucro fácil e do desenvolvimento não-sustentável que seus respectivos negócios proporcionam.

O BRASIL NUNCA TERÁ JEITO SE A ESQUERDA PERMANECER CRENDO NA POLÍTICA PARTIDÁRIA E NO JUDICIÁRIO.

O BRASIL NUNCA TERÁ JEITO SE A DIREITA PERMANECER ACHANDO QUE OS MEGAEMPRESÁRIOS É QUE SÃO OS EXEMPLOS DE SUCESSO, DE TRABALHO E DE DESENVOLVIMENTO A SEREM SEGUIDOS.

O BRASIL NUNCA TERÁ JEITO SE AS PESSOAS MAIS SOLIDÁRIAS, ESCLARECIDAS E BATALHADORAS DE TODOS OS MATIZES IDEOLÓGICOS SEGUIREM CRENDO EM TOMAR O PODER AO INVÉS DE FISCALIZÁ-LO E DE COBRÁ-LO DE MANEIRA HORIZONTAL.

clipped from paulohenriqueamorim.com.br

. O câncer de Daniel Dantas saiu da cápsula e se espalhou pelo PiG.
. Contaminou o Governo Fernando Henrique.
. Contaminou o Governo Lula.
. Contaminou a Polícia Federal.
. Desmoralizou a ABIN.
. Contaminou o Congresso.
. Contaminou a Justiça.
. Desmoralizou o Supremo Tribunal Federal.
. Como disse Mino Carta: ele é o dono do Brasil.
. Até quando ?

. Já se sente o cheiro.

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GILMAR NO ORKUT REFLETE TONTURA DO PIG

Atropelou a hierarquia do judiciário e safou Daniel Dantas, o maior corruptor da história deste pa�sAtropelou a hierarquia do judiciário e safou Daniel Dantas, o maior corruptor da história deste país

Fiz uma busca por GILMAR MENDES nas comunidades do ORKUT.

Encontrei 23 comunidades, das quais APENAS DUAS são a favor do ministro amigo do colarinho branco.

No total, 3271 pessoas querem o impedimento do presidente do STF.

Apenas 413 são a favor dele.

Embora isso não reflita cientificamente a proporção real de brasileiros que conhecem e se interessam pelo fato, ao menos é um indicativo de que o PIG está confuso: ao passo em que derrubar DANIEL DANTAS é interessante para os grupos midiáticos que tentaram investir na privatização das teles e saíram de mãos abanando, mesmo os cupinchas de dantas na Grande Mídia são insuficientes para evitar que a empresa pelo menos desta vez deixem de repercutir a vontade da audiência e da maioria de seus patrocinadores.

Nesse ponto, o PIG, que nunca deixa de chafurdar na lama da mentira, sentiu o estrume em seus olhos e grunhiu por uma mangueirada na cara só pra parecer limpinho.