FIM DA ENQUETE

RESULTADO FINAL:

1) MA PAULO BAIER (GOI): 25% (332 votos)

2) CA EDNO (POR): 14% (190 votos)

3) CA LEANDRO AMARAL (VAS): 13% (169 votos)

4) CA IARLEY (GOI): 13% (166 votos)

Por enquanto, a única sondagem certa da direção do GRÊMIO foi em relação ao atacante EDNO da rebaixada PORTUGUESA. PAULO BAIER quer vir para o TRICOLOR DOS PAMPAS, mas ainda não foi procurado por ninguém do clube.

Não foi à toa que todos os votantes definiram-se por um meia-atacante e por centroavantes de ofício, sendo dois do GOIÁS, clube que deverá terminar em uma posição honrosa logo abaixo da zona da LIBERTADORES; um do VASCO e um da PORTUGUESA – reconhecidamente os melhores desses times rebaixados, pois fizeram de tudo para carregá-los nas costas.

Obrigado por todos os votos e comentários. A discussão foi bastante produtiva. Acho que a diretoria poderia ler mais freqüentemente o conteúdo que nós produzimos, pois nosso objetivo é sempre o melhor para o nosso GRÊMIO.

E em todos os mais de 20 blogs tricolores que considero de excelente qualidade, há muita vida inteligente interagindo.

OBAMA: CAMPANHA ELEITORAL PÓS-MODERNA

O MARCO WEISSHEIMER publicou hoje no RS URGENTE um post sobre a importância do papel da internet na vitoriosa campanha de OBAMA. Claro que ninguém é obrigado a pesquisar ou a desenvolver estratégias integradas de uso da técnica como os executivos das agências digitais ou analisar os fenômenos de sociabilidade, interatividade e comunicação mediada por computador como faz parte do meu trabalho. Mesmo assim, a esquerda brasileira apenas engatinha em relação ao ativismo social e ao empoderamento dos mais pobres quanto ao uso da blogosfera.

E isso ocorre porque a mentalidade da esquerda é meramente sindical e partidária – duas instâncias que, se permanecerem sendo geridas e legisladas sob o modelo atual, não servirão mais para nada dentro em breve. Aliás, diria que, hoje em dia, já servem muito pouco…

Com mais de 40 milhões de internautas que, em média, são os maiores navegadores do planeta (+de 28h/mês), não dá mais pra dizer que a internet no Brasil é elitista: elitista é a banda larga.

A maioria das escolas públicas e dezenas de telecentros nas maiores cidades brasileiras ensina as pessoas da periferia que, mesmo sem computador em casa, podem acessar em banda larga nas baratas LAN houses (R$2,00 a hora).

O programa de inclusão digital brasileiro é o melhor DO MUNDO (provavelmente uma das conquistas mais significativas do Governo Lula), segundo pesquisadores pagos pelos seus governos e universidades da Europa e dos EUA que passam até um ano percorrendo o Brasil para pesquisar o fenômeno, tais como o doutorando JEREMIAH SPENCE, da UNIVERSITY OF TEXAS, que esteve recentemente na UNISINOS palestrando para alunos e professores da MELHOR graduação em COMUNICAÇÃO DIGITAL (existente desde 2003, coordenada pelo meu grande amigo GUSTAVO FISCHER que, por sinal, está de aniversário hoje) e do PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO.

Porém, leis eleitorais retrógradas, arbitrárias e que modificam-se ou são julgadas pelos ventos que sopram à direita aliadas à desequilibradíssima concentração dos mídias brasileiros – praticamente sem igual no resto do planeta – impedem que se conheça essa realidade de maneira apropriada.

Não são apenas os blogs: é preciso dominar todas as possibilidades de interação mediada por computador como mensageiros instantâneos (tipo GTALK, WINDOWS LIVE MESSENGER, ICHAT, YAHOO! MESSENGER, AOL INSTANT MESSENGER), sites de microblogging (TWITTER) e TORPEDOS SMS. O JEREMIAH apresentou um interessantíssimo gráfico que mostra uma espécie de linha do tempo misturada com árvore genealógica dos diferentes MUNDOS VIRTUAIS (de 2005 a 2010).

Parece tecnofilia ou um excesso de informações e de ferramentas, mas não é: essas são as mesmas armas do império. E não se combate o império com armas incompatíveis com as armas das quais ele dispõe.

A campanha de OBAMA (já falei sobre isso AQUI) rolou quase toda via internet: a importância dos debates e das notícias veiculadas na mídia de massa foi maior para pessoas acima de 60 anos que comunicam-se prioritariamente via telefone e ainda consomem jornais e revistas mais do que o público abaixo de 40 anos.

Obama contou com uma assessoria em COMUNICAÇÃO DIGITAL extremamente antenada e ágil, que utilizou ÁLBUM DE FOTOS NO FLICKR (comunidade de fotógrafos amadores e profissionais do mundo inteiro), PERFIL NO FACEBOOK (uma comunidade virtual que deu mais certo lá do que o ORKUT – cujo sucesso restringe-se basicamente ao BRASIL e à ÍNDIA), PERFIL NO LINKEDIN (comunidade de compartilhamento de currículos profisionais p/indicação de postos de trabalho), PERFIL NO MY SPACE (pequenos sites pessoais da Microsoft) e PERFIL NO TWITTER, entre outras ferramentas.

Escrever bifes não basta. Realizar painéis em escolas, auditórios de igrejas, faculdades, sedes de partidos, sindicatos, entidades patronais, órgãos do governo, hospitais, etc. é interessante: porém, não basta; distribuir panfletos é legal, mas também não basta; dar a cara a tapa para o MENDES defronte ao PIRATINI é contundente pro causa do “bolo”, mas igualmente não basta; clamar pela democratização dos mídias me parece mais importante do que as sugestões anteriores mas, ainda não basta…

…Não é que tais reivindicações não sejam importantes ou que sejam inócuas. Porém, tais demandas por si só, pensadas como os secundaristas e universitários do período da ditadura militar no Brasil faziam, são apenas algumas poucas ferramentas de ATIVISMO e de EMPODERAMENTO, cuja eficiência normalmente só costuma ser significativa quando existe um PENSAMENTO EM REDE cujo objetivo jamais vise tomar o poder e que não pode ter uma liderança centralizadora da informação. Dentre os mais significativos coletivos de ativismo em rede através de MÍDIAS SOCIAIS pelo planeta cito: THE REAL NEWS NETWORK, CHANGE, AVAAZ, INDYMEDIA (e seu correspondente brasileiro chamado MÍDIA INDEPENDENTE).

O que importa é PENSAR E AGIR EM REDE, isto é, organizar a comunicação não mais no arcaico e – este, sim – inócuo modelo emissor-receptor-mensagem mas, sim, pensar em REMIDIAÇÃO (Bolter e Grusin),  MIDIATIZAÇÃO (Eliseo Verón) e no PRODUSER (Axel Bruns). Aliás, dicas interessantes pra quem quiser saber um pouco mais de uma forma não-superficial a respeito dessas questões está no post da querida professora SANDRA MONTARDO, coordenadora do MESTRADO PROFISSIONAL EM INCLUSÃO DIGITAL E ACESSIBILIDADE da FEEVALE, que foi extremamente gentil e generosa na minha banca de qualificação.

A rede não é massiva, mas aproxima MILITANTES ANÔNIMOS como qualquer um de nós e FORMADORES DE OPINIÃO que dominam um determinado conhecimento específico e participam intensamente da sociedade civil organizada.

Minha decepção com a esmagadora maioria dos jornalistas, publicitários, médicos, engenheiros, administradores, sociólogos, filósofos, psicólogos, professores e advogados de esquerda reside no fato de que eles  contraditoriamente procedem de maneira resistente e conservadora em relação ao manejo e ao domínio de uma ferramenta como qualquer outra para as quais desenvolveram competências tão banais que, nos casos mais radicais, descamba para a ignorância: parece que a eles basta ter a competência para ler e interpretar nas entrelinhas o que ficou escondido por detrás do discurso midiático através de jornais, revistas, rádios e TVs, mas fogem do manual de instruções ou da orientação de um filho ou de um neto sobre como se usa um videocassete para gravar um programa qualquer…

O ATIVISMO APARTIDÁRIO tem sido muito mais eficiente.

Pra terminar, eis várias opiniões que corroboram o título deste post. Pra quem não lembra, A CAMPANHA ELEITORAL DE BARACK OBAMA FOI A PRIMEIRA CAMPANHA PÓS-MODERNA DO PLANETA:

TIMOTHY MCCARTHY

SMARTMOBS

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

Todo o resto é século passado (ou até mesmo retrasado). Mas não é aquele século passado nostálgico, extremamente útil ou universal. E o pós-moderno não é um mero chavão, nem tampouco uma retórica enganadora da direita e da mídia corporativa: é adaptação, é reinvenção, é usar o passado como impulso para o presente e o presente com o passado como uma forma de antever as práticas sociais do futuro.

, , , , , , , , , ,

Powered by ScribeFire.

ESQUERDA NÃO SABE USAR A INTERNET NEM FAZER MÍDIA ALTERNATIVA

Pra corroborar ainda mais com meus argumentos contra o diploma de jornalismo em função da visão corporativista, paternalista e oportunista da FENAJ e dos sindicatos em relação ao tema devido ao fato de não estarem interessados nem em aprender/financiar o empreendedorismo e a autonomia de seus filiados e nem tampouco em propor melhoras no currículo e na pedagogia das faculdades de Jornalismo brasileiras, eis o post de RODRIGO ÁLVARES do blog NOVA CORJA.

IMPERDÍVEL: LEIAM JÁ!!!

O mito da imparcialidade é conversa mole pra boi dormir, assim como o coitadismo de querer/precisar ser funcionário da Grande Mídia.

Afinal de contas, até onde eu sei, nenhum jornalista é obrigado a ser escravo, omisso ou pelego, certo?

A DOR ENSINA A GEMER

Quando a aliança de MANUELA parecia ser de esquerda, confesso que me entusiasmei com a possibilidade em função da perda de espaço do PT na classe média porto-alegrense. Obviamente, desisti quando ela firmou parceria com o PPS. Não sei até que ponto o deputado estadual RAUL CARRION e a candidata a vereadora JUSSARA CONY deram seus depoimentos na propaganda eleitoral gratuita da candidata com sinceridade ou com profundo constrangimento – mas isso é outra história…

Enfim… Já pensei seriamente durante várias semanas em ANULAR MEU VOTO. Depois, intuí que continuar com o PT apesar de sua candidata ser MARIA DO ROSÁRIO e não MIGUEL ROSSETTO (que, infelizmente, entende tanto de ‘TENÉTI‘ quanto a candidata escolhida pelo partido) Também é conhecido por todos os que lêem este blog que eu estou muito decepcionado com o MODELO REPRESENTATIVO POLÍTICO-ELEITORAL (EIRO?) definido pelas leis brasileiras. Recentemente, dei minha opinião a respeito das FALHAS IMPERDOÁVEIS DO PT DE POA relacionadas ao excesso de complexidade para explicar as coisas e também pelo sectarismo em relação a uma parte significativa da CLASSE MÉ(R)DIA.

Não vou fazer campanha. Apenas abri meu voto, constrangido. Não tem mais bandeiraço, camiseta, bandana, button, distribuição de santinhos: todos os dias, só vejo MILITÂNCIA DE ALUGUEL. Sem entusiasmo, recebendo um trocado e um lanche – assim como todos os outros partidos sempre fizeram.

O PT NÃO É MELHOR NEM DIFERENTE: no momento em que começou a aparecer roubalheira (sim, houve mensalão – começou com os outros e tem origem bem antiga, mas por que diabos o PT aderiu a tudo o que mais abominava, hein?!).

Essa foi a derrocada da política partidária e de todas as crenças na bondade humana, na vontade política e na “participação popular”.

Ser de esquerda não é necessariamente ser comunista, socialista ou marxista: ser de esquerda é indignar-se com a ignorância, com a miséria, com o preconceito, com a injustiça, com a corrupção, com o moral de cuecas, com o autoritarismo e com o culto à religião e às “tradições”. É ser a favor do serviço público de qualidade. É ser contra as privatizações.

Mas é, acima de tudo, ser a favor da RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA, baseada em REDES SOCIAIS, transformando demandas locais em casos conhecidos globalmente, multiplicando os relacionamentos e o debate online para, no momento em que se atingir massa crítica suficiente, aí, sim, reunindo a MULTIDÃO presencialmente. Sem partido. Sem entidade de classe. Sem empresa. Sem clube. E sem interromper o fluxo.

A alienação é muito menor do que se imagina: ocorre, na verdade, uma PROFUNDA DECEPÇÃO. E o fato de a ágora pública ter-se transferido para a mídia não significa necessariamente o esvaziamento dos discursos e das crenças mas, sim, uma nova forma de fazer política que exigem uma nova linguagem e um novo discurso adaptados à gramatologia do novo espaço público.

Quem não entender isso, DANÇA.

, , , , , , , , , , , , ,

Powered by ScribeFire.

HAVERIA MÍDIA CONFIÁVEL SOB ESTE MODELO ECONÔMICO?

Não defendo, de forma alguma, a mídia corporativa. Todavia, ela não é a principal vilã e nem tampouco a única vilã: é preciso ter em mente que ela faz parte de um SISTEMA em REDE, na qual as MEGACORPORAÇÕES GLOBAIS são quem dá as cartas em quase todos os lugares do mundo. O estado-nação perdeu força em todo o planeta.

A mídia corporativa é, sim, um instrumento de comunicação orquestrado pelas oligarquias. O problema dessa “Grande Mídia” é que ela sobrevive a partir de um modelo econômico puramente mercantilista: se eu pago, posso cobrar que as matérias a respeito do meu negócio sejam positivas e que se omita as virtudes do meu concorrente. Se eu quero exclusividade na transmissão de uma Copa do Mundo, não posso falar mal do Ricardo Teixeira nem do Blatter.

Ao mesmo tempo, uma mídia verdadeiramente PÚBLICA não pode, de forma alguma, ser uma mídia ESTATAL. Senão, ela será essencialmente chapa-branca. Quando um governo acabar, pode mudar a política do próximo a assumir e ou terminar com ela, ou ser administrada como um ordinário ente comercial igual às suas concorrentes.

Também não dá pra cobrar que, para se democratizar os meios de comunicação no Brasil, seja imposta uma lei que obrigue a existência de uma mídia “de esquerda” e outra “de direita” em igual proporção: primeiro, porque o consumidor de notícias vai auto-organizar esse mercado, comprando mais alguns veículos e menos outros.

Finalmente, o modelo de excelência técnica, informação predominantemente relevante e menor distorção deveria ser muito parecido com o que a BBC oferece: o estado é dono de 50% + 1 das ações e a iniciativa privada não pode concentrar ações em poucas empresas do mesmo ramo ou dos mesmos donos (se possível).

Isenção, imparcialidade, totalidade de espectros de visões diferentes com o mesmo espaço disponível e complexidade não são atributos verdadeiros da mídia, seja ela hegemônica ou não, pública ou privada.

O importante é que exista a publicização da mídia não-hegemônica a fim de que as pessoas vão atrás dela caso queiram informar-se melhor.

No caso específico do RS, a mídia corporativa criminaliza os movimentos sociais, defende o agronegócio e a privataria porque escreve predominantemente para donas-de-casa de classe média e profissionais liberais. Como se sabe, o RS é um dos estados cuja população mais abastada é mais racista, simplista, revanchista, preconceituosa e puxa-saco dos ricos.

Ora, como grande parte dos jornalistas que gostam de trabalhar na Grande Mídia também vêm dessas classes, as subjetividades produzidas por eles vão além do medo, da notoriedade ou das ordens do editor ou do patrocinador: elas já estão naturalizadas na sua própria visão de mundo.

A mídia não cria fatos, factóides e nem uma visão mais honesta ou menos honesta sobre qualquer coisa de maneira meramente impositiva para que o público acredite nela. E ela nunca esteve sozinha nesse negócio. Ela REVERBERA aquilo que a parcela da população que a consome diz e pensa de acordo com a sua realidade.

Portanto, se quisermos uma mídia melhor, precisamos investir pesadamente em sociologia, psicologia e em um reforço substancial em línguas.

Afinal de contas, enquanto vigir esse modelo mercantilista, nada irá mudar.

Por outro lado, se serve de alento, a tiragem dos jornalões e o seu número de assinantes tem caído vertiginosamente desde o final da década de 1980 no mundo inteiro. A internet gratuita tem parte nisso, apesar de que os blogs são lidos por uma minúscula minoria e que os portais de conteúdo pertencem às mesmas organizações midiáticas.

Porém, o positivo é que, na internet, um portal não possui normas fixas nem tempo suficiente para que alguém filtre todos os comentários “de esquerda” sobre as notícias desses portais.

Dessa forma, comentar ostensivamente nas notícias de política e economia dos portais surte um efeito maior do que as nossas discussões na blogosfera, pois a quantidade de comentários por notícia é, em média, pelo menos dez vezes maior do que a média dos comentários dos blogs de esquerda mais visitados.

, , , , , , , , , ,

Powered by ScribeFire.