O MAIOR ERRO DO PT EM PORTO ALEGRE

Desde 1989, quando votei pela primeira vez aos 16 anos, sempre fui agredido das mais diversas formas por defender a esquerda. Sob este modelo falido de representatividade política através de partidos, mesmo que esteja ficando cada vez pior, o PT ainda é a minha opção. O problema maior é com o modelo, não com o PT em si. E o modelo distorce e aproxima partidos, candidatos, plataformas e maneiras de se comunicar, nivelando-os por baixo.

As duas possibilidades predominantes na preferência pela manutenção dessas regras dão conta ou de se agir 100% de acordo com a lei a fim de se obedecer ao caro conceito de democracia, ou porque manter o sistema vigente é mais prático, mais barato e mais pragmático, pois parece ser o caminho mais objetivo para reivindicar demandas sociais de forma institucional.

Pois bem: iniciativas apartidárias que reúnem idosos, donas-de-casa e jovens altruístas organizadas a partir de empresas com marcas conhecidas mundialmente, clubes esportivos de bairros burgueses e apoio massivo da mídia corporativa fazem com que a maioria das ações de voluntariado e de arrecadação de fundos para entidades assistenciais sejam realizados por pessoas de classe média ultra-conservadoras, que odeiam o PT. Em uma época em que os falsos conceitos de “responsabilidade social” e de “responsabilidade ambiental” não passam de meros mantras publicitários a fim de conquistar consumidores convertidos em defensores das políticas neoliberais, a esquerda que está fora do governo tem perdido terreno não apenas pela ação da mídia ou pelo poder do capital mas, sim, pelo não-monitoramento das práticas do oponente. Nesse caso, não se pode dizer que toda a direita é excludente e egoísta, embora utilize-se dessa tática para vender mais e para obter menor interferência do estado em seus negócios com respaldo da classe média.

Os beneficiados e os voluntários não querem saber dos detalhes que envolvem as práticas de negociação nem as políticas das empresas. Para eles, que têm urgência, o que importa é que alguém ao menos FAÇA alguma coisa por eles, para eles e com eles. Esse é um dado muito levado em conta nas eleições: como é que alguém pode se negar a AO MENOS CONVERSAR CORDIALMENTE com o JORGE GERDAU se ele tem dinheiro a dar com pau? O importante é não deixar a existência, o investimento e o trabalho da PARCEIROS VOLUNTÁRIOS tornar-se moeda de troca a fim do empresário obter vantagens do Estado.

Uma verdade constrangedora para a esquerda, que se gaba de ser cidadã e de trabalhar sempre pelos que mais precisam, é o fato de que a direita faz muito mais caridade com resultados superiores aos proporcionados pelas políticas públicas e a rede social que eles mobilizam é anos-luz mais ampla do que o montante de dinheiro e de pessoas que a esquerda consegue mobilizar nessas ocasiões.

Quando a esquerda está no poder, realmente trabalha mais pelos pobres. Embora aja de forma mais racional e vise resultados duradouros, pensa a longo prazo e só considera boas as suas próprias iniciativas, minimizando a importância do papel da ajuda de quem não pertence ao “time”. Quando existe fome, doença, miséria, frio, preconceito e ignorância, a máxima de “ensinar a pescar ao invés de dar o peixe” morre, tanto à direita como à esquerda. O próprio pragmatismo lulo-petista sabe que, se não tivesse feito um programa de transferência de renda na forma de uma quase doação voltada sobretudo para o Nordeste, teria sido rechaçado assim como o PT gaúcho tem sido na última metade de década.

Admitamos que é uma estratégia política extremamente inteligente em termos de auto-preservação e de aumento em sua popularidade o cuidado que o presidente Lula tem para não comprar briga com os ricos quando não tem a menor condição de se defender: primeiro, porque o que vale para a propaganda de boca a boca se espalhar e para que a mídia e os empresários estrangeiros falem bem do Brasil é não ficar de fora das REDES SOCIAIS dos graúdos, que alcança todo o planeta.

AS REDES SOCIAIS valem muito mais como estratégia política do que todo o dinheiro do mundo.Logo, a esquerda antiga é altamente incompetente nesse quesito porque tem preconceito a todo e qualquer rico.

Todo ano, o INSTITUTO DO CÂNCER INFANTIL recebe ajuda do MAC DIA FELIZ, proporcionado pelas franquias da rede MACDONALD’S. Mesmo apesar de esconder a verdade que o documentário SUPERSIZE ME apresenta, por mais publicitária que seja, tal iniciativa tem ajudado anualmente a salvar a vida de dezenas de crianças na capital gaúcha e de milhares de doentes no Brasil inteiro. Nenhum governo e nenhuma empresa doaram, aumentaram a verba destinada a essas instituições ou sequer trabalharam, seja em conjunto, seja separadamente, uma política de saúde, de administração e de obtenção de resultados maiores de cura a cada ano.

Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que trate de fazer amizade sem preconceito com a parcela honesta dos empresários ricos. Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que não diga que certas iniciativas de caridade ou de mobilização urbana são ruins ou limitadas porque não existe um sindicalista, um político ou um líder comunitário filiado ao partido envolvido na organização da causa.

O PT GAÚCHO FEZ O BRILHANTE FAVOR DE ESPANTAR GRANDE PARTE DA CLASSE MÉDIA DA SUA REDE SOCIAL. Afinal de contas, agindo como age, ao invés de unir, acaba dividindo. Claro que a direita também divide e – pior – utiliza práticas usualmente inconfiáveis. Porém, a classe média não está nem aí para os partidos. Por isso, FOGAÇA e MANUELA foram muito mais espertos, mesmo que tendam a fazer muito menos e facilitem a vida dos especuladores.

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NO INTERIOR: – FUTEBOL, + ESPORTE AMADOR

Para que não reste nenhum mal-entendido em relação ao post anterior: não sou contra a existência de clubes pequenos nem contra a existência dos campeonatos estaduais. Contudo, estes certames menores deveriam ser disputados única e exclusivamente pelos clubes que fazem parte apenas das séries C e D do BRASILEIRÃO – e também como forma de classificação à Série D.

O que torna difícil o crescimento e a racionalidade nos clubes pequenos é o paternalismo das federações estaduais e o caciquismo, isto é, apenas o mesmo cacique local e sua turma é que comandam a gestão desses clubes, sem nenhum preparo profissional (administração, direito, economia, marketing, psicologia, educação física, comunicação social e visão empreendedora).

À exceção de rivalidades de bairro e de classes sociais no início do século XX e da necessidade puramente pessoal de pequenos grupos de se fazerem representados no mundo do futebol profissional, não existe nenhum motivo técnico ou racional que justifique a existência de SEIS clubes profissionais em Pelotas e em Rio Grande, CINCO entre Passo Fundo, Ijuí, Erechim e Três Passos, mais OITO na Grande POA (à exceção da Dupla), TRÊS entre Bagé e Alegrete, SETE entre Santa Maria, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul, mais alguns na Fronteira Oeste e diversos outros na Serra (além de Esportivo, Caxias e Juventude).

Afinal de contas, de carro ou de ônibus, o tempo de viagem e o trânsito entre essas cidades para assistir a um jogo de futebol seria quase sempre mais curto e mais rápido do que entre bairros dentro de Porto Alegre, por exemplo. E seria um programa barato.

De aproximadamente 40 clubes ditos profissionais de futebol, o RS poderia ter 10, todos com mais torcida, reduzindo a torcida do Grêmio e do tradicional adversário, reforçando os laços de várias comunidades e aumentando enormemente as chances de o RS ter representantes em todas as divisões nacionais e na Copa do Brasil quase sempre.

Tanto a paixão pelos grandes e centenários clubes dos grandes centros como a pequena capacidade econômica de lugares menores impedem que haja futebol competitivo e bem planejado.

Já falei e vou repetir: um belo time de futsal, vôlei, basquete ou handebol, escolas, patrocinadores e clubes sociais aglutinando e oferecendo estrutura para esportes individuais (tiro esportivo, tiro com arco, atletismo e natação) custam centenas de vezes menos, criam novos pólos de referência para atividades específicas e, finalmente, mobilizam uma comunidade inteira para torcer e consumir com mais força do que no futebol em uma série de casos.

Quem sabe não estaria aí também a grande oportunidade de popularizar e desenvolver o futebol feminino no Brasil?

Pra terminar: não seria um belíssimo motivo de incrementar o turismo no interior a partir da atração de entusiastas de esportes com pouca representatividade e com baixa qualidade técnica provenientes da capital e de outros estados e países?

PROJETO PALANQUE DO BLACKÃO 2009

No dia 13/05/2008, data da “abolição” da escravatura assinada pela PRINCESA ISABEL em 1888 e aniversário da queridíssima ativista e amiga CLÁUDIA CARDOSO do DIALÓGICO, o PALANQUE DO BLACKÃO atingiu a marca de 50.000 visitas, desde 14/10/2006.

50.000 visitas em 19 meses de blog é um nada perto de blogueiros independentes experientes, conhecidos em diversos meios e pertencentes a redes sociais bastante amplas. Não os considero concorrentes e, se chegar a 20% do que eles possuem hoje, sei que não estarei retirando audiência deles mas, sim, tornando-me, mais do que agora, um parceiro de conversação e de opinião mais próximo.

Em relação aos blogs políticos da mídia corporativa, todos nós (até mesmo o RS URGENTE e o CIDADANIA.COM) são nanicos, com algo entre 700.000 e 850.000 visitas em todos os tempos, ao passo que estima-se a audiência de NOBLAT, REINALDO AZEVEDO, DIOGO MAINARDI e outros em algo entre 1,5 e 3 MILHÕES/MÊS.

Até mesmo POLÍBIO BRAGA, DIEGO CASAGRANDE e outros possuem, no RS, algumas dezenas de page views a mais do que os melhores blogs independentes de esquerda.

Apesar de tudo, meu “nada”, ao mesmo tempo, não deixa de ser uma pequena conquista, pois não sou filiado a partido nenhum; não sou sindicalizado; não pertenço a nenhuma ONG; falo do campo sem ser do campo; falo do empresariado sem pertencer a esse meio; não sou funcionário público e critico o jornalismo sem ser jornalista.

Eu trabalho com metas. Porém, fiquem sossegados: não vou virar um barão capitalista nem um pelego vendido. Afinal de contas, dentre meus objetivos com o blog definitivamente não estão os de tornar-me famoso, de virar comentarista da mídia corporativa e nem tampouco de escrever somente para agradar aos outros, pois eu sei que blog não é mídia de massa e que suas duas principais funções são a de divulgar um pensamento próprio que diverge da mídia corporativa e, acima de tudo, de funcionar como um espaço de conversação e debate informal representativo de um substrato mínimo da sociedade.

Não é um modelo grandioso mas, sim, gratificante de se aprender a produzir conteúdo utilizando as técnicas midiáticas e de se interagir com pessoas que, em condições presenciais normais, infelizmente jamais fariam parte de nosso círculo de convívio, amizade e trabalho.

Em 19 meses, obtive 50.000 visitas. Arredondando, é uma média de pouco mais de 78 acessos diários. Pois hoje, dia 21/06/2008, cheguei aos 60.000. Esses 10.000 acessos a mais em apenas 39 dias representam 20% do que eu havia demorado 19 meses para obter anteriormente. Portanto, houve um crescimento vertiginoso (que, por falta de investimento, ainda não pude detectar claramente como se deu) para mais de 256 page views diários desde a última comemoração/reflexão anual acerca da LEI ÁUREA.

Preciso aprender, acima de tudo, a gerenciar a audiência do PALANQUE como deveria. O primeiro passo será o de elaborar uma estratégia para que a audiência cresça substancialmente nos fins de semana: o público atual é um nicho muito específico que viaja bastante, ou, simplesmente, sabe que é raro ocorrer alguma notícia relevante sobre política aos sábados e domingos para discuti-las com o devido interesse? Qual tema poderia utilizar nos finais de semana a fim de atrair um público diferente, que utiliza a internet durante o sábado e o domingo?

Preciso correr atrás de anunciantes, pois o blog toma tempo, desvia a atenção da minha prioridade pessoal e profissional mais imediata e eu acho que mereço ser remunerado por isso de alguma forma. Contudo, quais seriam esses anunciantes, de forma que meu discurso e minha prática não fossem comprometidos? Não vou evitar criticar nem elogiar a quem EU acho que deve ser criticado ou elogiado, sem desculpas para o fato de estar financiando este espaço ou não.

Também preciso aprender a por o blog no topo das ferramentas de busca, através da inclusão de alguns pequenos comandos de linguagens de programação de páginas web conhecidas como HTML, CSS, Javascript e outras.

Ainda, preciso aprender a utilizar melhor e a disseminar entre os blogueiros ferramentas de multiplicação da audiência e da busca de posts e de blogs, tais como GOOGLE, YAHOO, DIGG, TECHNORATI, STUMBLE UPON, DEL.ICIO.US, MAG.NOLIA e outras.

Porém, como o layout influencia diretamente na leitura e na permanência do internauta dentro de um site ou de um blog tanto quanto o seu teor conteudístico, várias dessas possibilidades ainda estão em banho-maria porque eu fiz a escolha de trabalhar com o WORDPRESS, que, depois de muitas experiências com uma série de outras ferramentas de blogagem, considero a mais completa e flexível.

Porém, o WORDPRESS só é realmente completo e flexível em sua modalidade paga: seu único defeito (coisa que o BLOGGER oferece sem custos) é o de ter que investir 15 dólares/ano para poder mexer no código-fonte do meu template. Sem mexer no código-fonte, não posso, por exemplo, mudar as cores dos links, nem redefinir a fonte-padrão dos posts (caso não esteja satisfeito com as opções ora disponíveis). Tampouco posso adicionar anúncios (como do GOOGLE AD SENSE) ou badges (ícones) dos serviços acima citados.

Tenho, ainda, a idéia de pagar para utilizar um layout mais parecido com o de um portal de notícias, que costuma atrair mais audiência. Contudo, um bom layout WORDPRESS criado por terceiros custa 75 dólares sem exclusividade e quase 300 dólares com exclusividade.

Também estou em processo de escolha de um provedor de acesso nos EUA, parceiro da WORDPRESS, que me possibilite o máximo de vantagens possíveis (espaço em disco, tamanho de caixas postais, quantidade, meticulosidade e qualidade de ferramentas de gestão de audiência) a um baixo custo. Isso teria um custo médio de R$270,00 a cada dois anos.

Incluída na escolha do provedor está a mudança de domínio de todos os meus blogs para um só: assim que possível, PALANQUE DO BLACKÃO (política, sociedade, cidadania e midiatização – heliopaz.wordpress.com), APITO DO BLACKÃO (futebol – blackao.wordpress.com) e BASTANTÃO DO BLACKÃO (acadêmico, cibercultura – bastantao.wordpress.com) todos serão reunidos sob um único domínio, HELIOPAZ.COM. Haverá três abas diferentes direcionando para páginas de layouts parecidos, porém ligeiramente diferentes na imagem de topo e nas cores dos links. Minha previsão para que eu possa promover tais alterações é maio de 2009.

Todas essas medidas ajudarão sensivelmente a multiplicar exponencialmente a audiência para além dos limites de parte da esquerda gaúcha que desenvolve seu senso ativista político através da blogosfera. E tão importante quanto isso é expandir a rede social.

Finalmente, por falta de experiência, de tempo e de dedicação suficientes para isso, ainda faço um uso muito tênue do coletivo de blogs SIVUCA, de um contato mais próximo com o simpático pessoal do LE MONDE DIPLOMATIQUE BRASIL, da AGÊNCIA CARTA MAIOR, das revistas FORUM, CARTA CAPITAL, CAROS AMIGOS, do portal VERMELHO e, sobretudo, do GLOBAL VOICES ONLINE. Esses contatos não podem ser jamais desperdiçados ou desvalorizados.

Os valores não são altos. Todavia, não tenho como pagar, pois não posso ter vínculo empregatício por causa da bolsa CAPES e sequer tenho tempo ou vontade (confesso) de fazer trabalhos como free lancer, pois não me considero mais um publicitário ou um web designer e, sim, um aspirante a comunicólogo.

MUITO OBRIGADO A TODOS! ESPERO CONTINUAR CONTANDO COM VOCÊS!!! ;)

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