[B'08 20ª] FLAMENGO 2×1 GRÊMIO

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1) O GRÊMIO jogou muito mal;

2) VÍTOR falhou pela primeira vez. Mas seu crédito ainda é imensurável;

3) Os desfalques fizeram toda a diferença contra o TRICOLOR;

4) Embora não tenha influenciado o resultado, a arbitragem deixava o jogo correr para o FLAMENGO e parava o jogo do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA;

5) No primeiro tempo, o GRÊMIO merecia ter sido goleado;

6) Levar gols dos anões MAXI e TORÓ é dose;

7) Se serve de consolo, CRUZEIRO e PALMEIRAS também perderam;

8) A gordura era tanta que, felizmente, perdeu quando podia perder. De qualquer forma, não pode, de forma alguma, ter dois vacilos consecutivos, pois aposto em derrotas fora para PALMEIRAS, FLUMINENSE, CRUZEIRO, VITÓRIA e o TRADICIONAL ADVERSÁRIO. Em casa, não pode dar mole pra mané, embora o jogo contra o BOTAFOGO tenda a ser terrível;

9) A torcida e o clima devem determinar o fator local. Mas nunca o gramado: deveria ser proibido jogar futebol em dimensões diferentes do padrão COPA DO MUNDO / OLIMPÍADA de 110m x 75m: gramados como os do SERRA DOURADA, MORUMBI, MINEIRÃO e MARACANÃ medem 120m x 90m.

Tudo bem que o GRÊMIO ganhou do GOIÁS e do SÃO PAULO fora. Mas jogar fora de casa nesses latifúndios equivale à chamada sorte do mandante x técnica do visitante no WAR: enquanto o visitante define criteriosamente em quais territórios porá seus exércitos a fim de cumprir seu objetivo com ataques cirúrgicos ao mesmo tempo em que evita enfraquecer-se, o mandante, por sua vez, empilha todas as pecinhas da troca em um único território e, quando ataca, tira triplo dois nos dados, enquanto o visitante tira triplo um. Aí, quando o visitante vai pra cima, ele tira triplo seis e vai sendo minado pelos quase impossíveis seis-seis-seis em duas tentativas seguidas.

Sem mais, que venha o perigosíssimo NÁUTICO CAPIBARIBE no mais absoluto desespero no caldeirão dos AFLITOS no próximo domingo.

GRÊMIO: BANGUZINHO 2008 HUMILHA MORANGUINHOS MARQUETEIROS

ESTRÉIA PÍFIA DO 'TUDO DE BOM SEMPRE' ANDRÉS D'ALESSANDRO CONTRA 'BANCÁRIOS' E 'SUB-BANCÁRIOS' DO GRÊMIO

Talvez muitos aqui não se lembrem do habilidoso porém inconstante nº15 do tradicional adversário ANDRÉS D’ALESSANDRO. E nem poderiam: afinal de contas, depois do reconhecimento obtido no campeonato mundial SUB-20 em 2001 onde a ARGENTINA foi campeã dentro de casa. Permaneceu até 2003 no seu RIVER PLATE, onde, na LIBERTADORES 2002, levou duas belas sapecadas do mesmo GRÊMIO de ontem.

No dia 24/04/2002, a primeira derrota foi por 2×1 em pleno MONUMENTAL DE NUÑEZ. Em casa, D’Alessandro iniciou no banco e entrou cedo, por causa da lesão de ARIEL ORTEGA. Já no dia 02/05/2002 no OLÍMPICO MONUMENTAL, foi surrado por 4×0 pelo GRÊMIO. No jogo de volta, o argentino demonstrou toda a sua admiração e todo o seu respeito pelo manto sagrado, pela história, pela tradição e pela qualidade técnica do TRICOLOR DOS PAMPAS ao vesti-lo com muito orgulho após a eliminação dos MILLONARIOS. Um verdadeiro troféu para uma amarga lembrança.

Seu ciclo de cinco temporadas mal-sucedidas na Europa foi marcado pelo gitanismo: tal como um cigano, perambulou feito por clubes pequenos da Espanha e da Alemanha (WOLFSBURG, o provável novo clube do zagueiro LÉO, autor do gol de empate TRICOLOR; PORTSMOUTH, REAL ZARAGOZA e, novamente, Wolfsburg e Zaragoza). No início de 2008, foi repatriado para a terra do tango pelo SAN LORENZO. O clube de ALMAGRO pretendia conquistar a sua primeira COPA SANTANDER LIBERTADORES no ano do seu centenário.

No entanto, o CICLÓN infelizmente repetiu a sina da maioria dos grandes clubes brasileiros, para os quais o ano do centenário marca uma larga profusão de “quases”: ou é quase campeão, ou sagra-se quase finalista de quase todos os campeonatos que disputa, ou quase é rebaixado. O final melancólico da temporada centenária costuma ser o limbo.

Trazido pelo tradicional adversário como a última bolachinha do pacote, D’Alessandro estreou ontem à noite, de maneira pífia, marcado pelos zagueiros RESERVAS do Grêmio.

Isso mesmo: enquanto em 1986 o modestíssimo ponta-esquerda JORGE VERAS (atual técnico do FORTALEZA) estreou fazendo dois gols em um Grenal, o incensado argentino, com o apoio de sua torcida e jogando dentro de casa, cobrou mal duas faltas, quase não obteve vitórias pessoais em nenhum setor do meio para a frente, errou feio em suas duas únicas tentativas de assistência e deu apenas um chute a gol que, embora forte, esteve muito longe da categoria de conclusões indefensáveis.

Desde o final da semana passada, cansei de ouvir de colorados ilustres (alguns conselheiros sem muita influência junto à presidência e também funcionários menos conhecidos com os quais mantenho contato) que o TRICOLOR DOS PAMPAS era um time “ruim”, “fraco”. Que havia conseguido muitos de seus resultados através de “sorte” e de “ajuda da arbitragem” – inclusive no embate do 1º turno no OLÍMPICO MONUMENTAL, onde juram que o goleiro RENAN (excelente, porém de pouca estrela – portanto, vendê-lo para o VALENCIA foi um negócio da China) não deu aquele coice no atacante gremista.

Bem, PORTO ALEGRE está cheia de oftalmologistas bem formados para resolver esse problema. Contudo, o que não pode ser resolvido por terceiros é a arrogância, a empáfia e a esquizofrenia dos dirigentes fragarianos* que, com seu campo de distorção da realidade, produz o discurso de que eles são “tudo de bom sempre”.

Este jogo teve uma pequeníssima dimensão para o Grêmio, pois funcionou tão-somente para o técnico CELSO ROTH testar novas formações, dar a oportunidade a atletas que têm jogado pouco e poupar seus preciosos titulares para um VERDADEIRO CLÁSSICO contra um ADVERSÁRIO TEMÍVEL.

Eis que o EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA tomou a forma de um modestíssimo arranjo de jogadores conhecidos pela sua baixa capacidade de conclusão e por uma quantidade de passes errados acima do limite que separa um time do G4 de um time que luta para não cair. Mais uma vez, contrariando a todos os secadores e corneteiros, ROTH fez o GRÊMIO jogar no contra-ataque e com pouca posse de bola como tornou-se rotina em 2008. Mais uma vez, jogou melhor fora do que dentro de casa.

Finalmente, o que sobrou desse jogo foi a HUMILHAÇÃO DE ENORMES PROPORÇÕES para o clube “tudo de bom sempre”, cujo investimento e cujo marketing são incompatíveis com a verdadeira imagem que passam ao seu torcedor e a todos os seus adversários nesta temporada.

Para o GRÊMIO, o jogo trouxe a

possibilidade da reedição do BANGUZINHO (pra quem lembra dos anos dourados de 1995/96, eram nossos modestos reservas que, invariavelmente, ganhavam do tradicional adversário completo). Dependendo do adversário, caso consiga abrir uma vantagem maior na liderança do BRASILEIRÃO 2008, pode-se poupar novamente os titulares para compromissos mais acirrados.

Sem retranca e com pouca qualidade, na casa dos “tudo de bom sempre”, um empate com gols que dá a vantagem do 0×0 em casa no dia 28.

Enfim… A COPA NISSAN SUL-AMERICANA 2008 é apenas um aperitivo para o que realmente importa.

[O'08 2ª] BRASIL 5×0 NOVA ZELÂNDIA

O MELHOR DO MUNDO NA DÉCADA VOLTA A SER ELE MESMO

O MELHOR DO MUNDO NA DÉCADA VOLTA A SER ELE MESMO

Contra fatos não há argumentos: dois gols, uma assistência direta, outra indireta e um pênalti cavado.

Mesmo que a NOVA ZELÂNDIA tenha-me parecido ser muito menos time do que os fraquíssimos VIETNÃ e CINGAPURA (contra os quais o BRASIL jogou muito mal), a SELEÇÃO comeu a bola: os cinco gols poderiam muito bem ter sido dez em caso de precisão máxima nos passes e nas conclusões.

Quem me conhece sabe que eu tenho pavor do “mito do gaúcho” (povo ‘tudo de bom sempre’) e que eu não morro de amores pela politicagem da CBF, me levando a “secar” o BRASIL em várias ocasiões. Mas é preciso registrar que a espinha dorsal da melhor seleção olímpica formada desde 1988 (Taffarel, Jorginho, Aldair, André Cruz, Romário, Bebeto… A base do TETRA na COPA de 1994) é composta por jogadores formados nos dois gigantes do RIO GRANDE DO SUL, do BRASIL e da AMÉRICA DO SUL.

RENAN (Tradicional Adversário)
LUCAS (GRÊMIO)
ANDERSON (GRÊMIO)
RONALDINHO (GRÊMIO)
ALEXANDRE PATO (Tradicional Adversário)
RAFAEL SOBIS (Tradicional Adversário)

DUNGA (Tradicional Adversário)

SETE JOGADORES MAIS O TÉCNICO.

O QUE SERIA DE UMA SELEÇÃO OLÍMPICA QUE TREINOU POUCO E NÃO FEZ NENHUM AMISTOSO CONTRA ADVERSÁRIOS OLÍMPICOS SE NÃO FOSSE O ENTROSAMENTO NATO DE QUEM JÁ JOGOU INÚMERAS VEZES AO LADO OU CONTRA DOIS TERÇOS DO TIME?

Veja o que o técnico DUNGA falou sobre RONALDINHO:

clipped from globoesporte.globo.com

“Todos nós estamos muito felizes com a aposta que fizemos no Ronaldinho, principalmente depois da resposta que ele tem nos dado. Está voltando a sorrir, ter alegria de jogar futebol, apesar de algumas pessoas não entenderem que ele estava há quatro meses parado. A cada partida ele vai crescendo, melhorando, não é em um jogo que ele vai conseguir render todo o seu futebol, o futebol que todos conhecem. Só temos a ganhar com talento dele.”
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CHELSEA 4×0 GUANGZHOU FARMACEUTICAL

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Destaques do amistoso de ontem na primeira excursão do CHELSEA à China em sua história:

- O ótimo 1º tempo do lateral esquerdo ASHLEY COLE;

- Para a garra, qualidade técnica e posicionamento do menino argentino DISANTO no ataque;

- E para o golaço de LAMPARD.

[L'08 F] FLUMINENSE (1) 3×1 (3) LDU

RENATO falou demais e pagou pela boca. Ainda não é um técnico consagrado e tem muito o que aprender.

O FLUMINENSE investiu pesado. Porém, acreditou que seus laterais faceiros e seus volantes inócuos seriam suficientes para o desafio mais importante da sua história. Deu no que deu.

O prejuízo da calamitosa atuação no Equador foi tão grande que, para reverter a desvantagem, os cariocas obrigaram-se a esgotaram-se fisicamente.

Pênalti não é loteria: é psicológico.

Quem estava mais leve e mais equilibrado venceu.

PARABÉNS À LDU. No entanto, se passar por um desmanche, tornar-se-á presa até mesmo para os representantes da CONCACAF, da Ásia e da África.

O MANCHESTER acaba de conquistar por antecipação o MUNDIAL DE CLUBES FIFA 2008.

Ao pó de arroz, resta juntar os cacos e fazer uma campanha decente no BRASILEIRÃO. A volta à LIBERTADORES em 2009, por enquanto, parece quase totalmente comprometida. E há graves riscos, com a venda iminente dos melhores do time THIAGO SILVA e THIAGO NEVES, de que o time seja candidato ao rebaixamento.

Maracanaço. Inexperiência. Boca grande. Desleixo com o detalhe, que é aquilo que decide.

Desgraça pouca é bobagem.

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