
Apesar da falta de velocidade na ligação com o ataque e da falta de um homem-gol, considero que o GRÊMIO foi prejudicado pela arbitragem ao ter dois pênaltis a seu favor não-assinalados e quatro impedimentos mal marcados.
Raramente culpo a arbitragem pelo resultado. Desta vez, é impossível deixar de lembrar desse detalhe, posto que, na dúvida, foi sempre pró-Flamengo. Mas em um jogo parelho, o detalhe é o que decide.
Houve abafa, a defesa esteve muito consistente e Celso Roth tem o mérito de, nessas duas primeiras rodadas, fazer de Paulo Sérgio o melhor lateral direito do Brasileirão até aqui.
Outra virtude de Roth foi ter armado a zaga no 3-5-2, com Léo, Rever e Pereira jogando um futebol de primeiríssimo nível. Caso o melhor em campo não tivesse sido o milagroso e competente goleiro flamenguista BRUNO, certamente o seria um homem que correu o campo inteiro durante os 90 minutos, não perdeu uma jogada sequer para o velocíssimo atacante DIEGO TARDELLI e, de quebra, quase marcou em um cabeceio aparando uma cobrança de escanteio: o outrora contestado PEREIRA.
O TRICOLOR jogou contra um time muito bem montado e entrosado há mais de um ano – agora, com um técnico bem melhor do que o anterior. Existe cérebro e qualidade técnica do outro lado. ROGER não jogou tudo o que podia porque o maior ladrão de bola do BRASILEIRÃO 2008 até aqui, TORÓ, grudou nele como um carrapato. Portanto, não foi, nem de longe, um empate com sabor de derrota.
O melhor de tudo: voltamos a ter o OLHO DE TIGRE para enfrentarmos a todo e qualquer adversário de igual para igual.
Mas a GERAL precisa cantar mais. Ainda está brocha.