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[B'08 35ª] GRÊMIO 2×1 CORITIBA
1) O capitão TCHECO (esquerda) e o centroavante MARCEL (direita) foram os protagonistas do difícil embate antes mesmo do apito do senhor MARCELO DE LIMA HENRIQUE, auxiliado pelos excelentes HILTON MOUTINHO RODRIGUES e DILBERT PEDROSA MOISÉS. Sem sombra de dúvida, a melhor arbitragem de uma partida do TRICOLOR DOS PAMPAS em todos o campeonato;
2) TCHECO e MARCEL são ex-jogadores projetados para o futebol pelo próprio CORITIBA;
3) TCHECO e MARCEL foram os responsáveis por liderar o grito de guerra no túnel antes do time entrar em campo;
4) TCHECO esteve quase impecável: pouquíssimos passes errados, posicionamento perfeito e abriu o placar no momento mais tenso da partida – aos 28′, logo após alguns sustos proporcionados pelos velozes e qualificados contra-ataques do COXA, sobretudo pela brilhante atuação de uma das minhas indicações para o presidente DUDA KROEFF, para o cobiçado gerente de futebol RODRIGO CAETANO, para o diretor de futebol ANDRÉ KRIEGER e, por último e mais importante, para o técnico CELSO ROTH em 2009. Trata-se do atacante movediço, veloz e técnico chamado MARLOS, o nº 11;
5) MARCEL teve poucas chances de gol. A rigor, apenas um perigoso cabeceio para baixo quase no canto, porém sem o quique fatal e sem tanta força defendido pelo goleiro VANDERLEI. Todavia, posicionou-se maravilhosamente bem como pivô, ganhando a maioria dos balões do quase milagreiro VICTOR (que nos salvou em pelo menos duas oportunidades da metade para o final do 1º tempo), dominando e abrindo para quem viesse pelos lados.
Foi um jogo difícil. Uma dificuldade proporcionada por um adversário respeitável e de qualidade. ROTH conhecia MARLOS. E os auxiliares do nosso técnico responsáveis pela gravação dos jogos e pelas estatísticas trabalharam bem outra vez: só no 1º tempo, o atacante tocou 14 vezes na bola, obtendo vitórias pessoais sucessivas sobre o bom RAFAEL CARIOCA (que, até então, só havia sofrido – e muito – para marcar VÁGNER do CRUZEIRO). Isso explica por que CARIOCA foi substituído pelo bom ADILSON (que, para mim, terá um 2009 brilhante antes mesmo da possível negociação ou do próprio RAFAEL CARIOCA, ou de seu parceiro WILLIAN MAGRÃO após a LIBERTADORES) no final do jogo.
O CORITIBA também melhorou com a entrada de CARLINHOS PARAÍBA (que alguns torcedores excessivamente passionais e pouco informados confundiram com o ex-colorado PERDIGÃO em função de sua pele morena, de sua longa cabeleira crespa em forma de rabo de cavalo, considerando-o ‘gordo’ – coisa que, definitivamente, não o é). Causou-me estranheza o fato de um jogador tão combativo, de bom passe e de excelente chute de fora da área ter iniciado no banco de reservas. Embora goste muito do técnico DORIVAL JÚNIOR (que afirmou nesta semana que o GRÊMIO merecia ser campeão por causa do trabalho de CELSO ROTH), não entendi essa escolha. Mas foi bom para nós e é isso o que importa.
Mais uma vez, a zaga formada por AMARAL, RÉVER e pelo menino HEVERTON (de personalidade madura e bastante espirituoso) foi ótima. Só não contavam com uma falha do até então também excelente WILLIAN MAGRÃO, que foi traído pela sua afobação de jovem distraído pelos irritantes gritos de “OLÉ!” ao final do jogo, cedendo espaço para o gol de ARIEL NAHUELPAN aos 90′+1.
Antes disso, HEVERTON conferiu e a bola desviou no zagueiro para tranqüilizar a torcida. Foi um dos maiores públicos no OLÍMPICO desde a final da LIBERTADORES de 2007 contra o BOCA (de triste lembrança). Contudo, apesar do apoio e dos cânticos em quantidade e volume bem maiores do que nas últimas cinco ou seis rodadas em casa, me parece menos pior para o GRÊMIO quando ele está engrenado jogar fora de casa no contra-ataque do que em seus domínios com a obrigação de pressionar o adversário, pois a cornetagem anti-ROTH anda muito impaciente ao invés de torcer com maior capacidade de compreensão dos severos limites de nosso plantel em posições-chave (traduzindo: laterais, reservas dos centromédios, atacantes mais eficazes e um meia de ligação à moda antiga) que tanto tenho descrito neste blog.
Façam suas apostas: temos VITÓRIA (F), IPATINGA (F) e ATLÉTICO-MG (C). O SÃO PAULO tem VASCO (F), FLUMINENSE (C) e encerra sua participação contra o GOIÁS (F). Pessoalmente, acho que nem nós e nem os comandados de MURICY RAMALHO iremos vencer todos os jogos daqui para a frente. Tenho o palpite de que o GRÊMIO empata uma e ganha duas e o SÃO PAULO empata duas e ganha uma.
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GRÊMIO EM ALERTA I
comemora seu 105º aniversário. Não apenas nos lembramos dessa data, que
nos emociona e faz com que recuperemos a memória de partidas que
assistimos junto a pessoas de valor inestimável e eterno que nos deixam
muita saudade, mas é também um momento de reflexão.
Desde o BRASILEIRÃO de 1990, quando fomos até a semifinal e perdemos para o posterior campeão SÃO PAULO e desde 2006, quando terminamos em terceiro lugar no atual formato de disputa por pontos corridos, esta é a terceira vez em que o GRÊMIO ocupa uma posição de destaque e, acima de tudo, de muito respeito no cenário esportivo sul-americano.
Como somos todos muito exigentes, queremos que o clube nos traga grandes conquistas e com freqüência. Infelizmente, por motivos de ordem técnica, física e financeira, ele não pode nos oferecer. E é em função dessa consideração altamente relevante que eu não vejo como poderia culpar o técnico CELSO ROTH, qualquer jogador que seja (desde o pior do plantel TRICOLOR, ANDERSON PICO até o melhor, o goleiro VICTOR) e nem tampouco a direção pelo momento de séria ameaça ao título da temporada pelo qual estamos passando. Portanto, ao invés de caçar as bruxas ou de dar uma de profeta do acontecido, vou apenas analisar o momento e recapitular os perigos daqui até o final.
Espero que ainda não tenha chegado o momento de “virar o fio”, pois a condição física e mental de cada integrante do plantel uma hora tem que cair. O que todos desejam ardorosamente é que ela só caia após a última rodada, com a garantia de faixa no peito e taça no armário. Todavia, as dificuldades estão crescendo rapidamente, assim como rápida tem sido a nossa queda a partir da amostragem das seis primeiras rodadas do 2º turno.
O CORREIO DO POVO de hoje nos fornece importantes subsídios para tentarmos projetar as 13 rodadas restantes do BRASILEIRÃO na página 26. E, dada a tendência de aumentar a quantidade de lesões e de suspensões que já estão forçando ROTH a improvisar em algumas posições ou a não poder escalar jogadores de bom passe e de boa capacidade de marcação em número suficiente a cada partida, infelizmente, sem ser pessimista, verifico que está mais do que bom nos contentarmos com uma honrosa e merecidíssima classificação à LIBERTADORES 2009.
Matemática e estatisticamente, considero apenas os sete primeiros colocados após a 25ª rodada completada ontem candidatos ao título. Muitos comentaristas têm considerado apenas até o 5º colocado, mas prefiro utilizar como meu critério uma diferença máxima de 9 (nove) pontos entre o atual líder (que ainda somos nós) e o último clube ainda com tempo e perspectiva de poder tirar essa diferença tirando pontos dos seis primeiros da tabela é o VITÓRIA, sétimo colocado.
Vou fazer uma projeção como a do grande GUGA TÜRCK do ALMA NA GERAL. Porém, deixo como ressalva a total impossibilidade de garantir essa lógica, tendo em vista a imprevisibilidade de quem, quando e por quanto tempo ficará fora de qualquer uma das 20 equipes.
Durante o 1º turno, o GRÊMIO inverteu a tendência que acompanhou quase todos os demais clubes deste BRASILEIRÃO, obtendo um resultado surpreendente: venceu pelo menos 75% dos jogos em casa e, de quebra, venceu 25% e empatou 25% das partidas fora, perdendo não mais do que a metade dos embates em gramados adversários.
PAULO VINÍCIUS COELHO (o PVC da ESPN BRASIL, melhor comentarista do país disparado), nunca se convenceu com a liderança do GRÊMIO. Em seu blog, ele disse que os pontos fracos do TRICOLOR DOS PAMPAS são a lentidão que o meia TCHECO dá à armação de jogadas de ataque e o fato de ambos os laterais (PAULO SÉRGIO e ANDERSON PICO – ultimamente, HELDER) quase sempre cruzarem para a área a partir da intermediária e quase nunca da linha de fundo, pegando a zaga adversária de frente para a bola. O ponto forte do time é a estabilidade que dois volantes jovens, ágeis, fortes e leais dão ao sistema defensivo e como iniciadores dos contra-ataques (WILLIAN MAGRÃO e RAFAEL CARIOCA). PVC deu a entender que o GRÊMIO só teria como seguir vencendo e convencendo caso mantivesse a excelente campanha quando um dos dois (ou até mesmo os dois) volantes não pudesse jogar.
Finalmente, o próprio PVC informa que o GRÊMIO não vence há CINCO partidas, sendo uma delas o clássico pela COPA NISSAN SUL-AMERICANA e o GLOBOESPORTE noticia que o GRÊMIO é apenas o décimo (10º) colocado no 2º turno.
Vou além: o colombiano PEREA é o único atacante incisivo e veloz. A falta dele faz com que se insista na jogada aérea, que resultou em sete gols do centroavante MARCEL e em vários outros gols revezados entre quase todos os zagueiros do plantel. Contra times baixos como os pernambucanos SPORT e NÁUTICO e contra times ruins como os quase rebaixados FIGUEIRENSE e PORTUGUESA, tal artifício costuma funcionar. Contra adversários medíocres que costumam se jogar ensandecidamente ao ataque abrindo generosos espaços para o contra-ataque em suas respectivas casas como ATLÉTICO-MG, SANTOS e FLUMINENSE, idem.
Por que não falei em IPATINGA, VASCO e ATLÉTICO-PR, que hoje são mais rebaixáveis do que os times do parágrafo anterior? Simples: porque todos possuem defesas altas e armam retrancas muito fortes fora de casa.
Quanto a CORITIBA, GOIÁS e o TRADICIONAL ADVERSÁRIO, a questão é bem outra: todos estes três, sem exceção, poderiam estar disputando o título e brigar de maneira mais incisiva pela LIBERTADORES. Em diferentes momentos, cada um deles sofreu não com a janela de transferências para o exterior mas, sobretudo, com várias más leituras do adversário feitas pelos seus respectivos técnicos. O CORITIBA foi muito bem no 1º turno e continua apresentando uma quase regularidade. Já os dois demais são times qualificados que começaram mal e, agora, tentam uma seqüência de vitórias para seguirem sonhando. Este é, para mim, o TRIO DA IMPREVISIBILIDADE.
CONTINUA…
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[B'08 25ª] GRÊMIO 1×2 GOIÁS
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Esta foi a primeira derrota do GRÊMIO no OLÍMPICO MONUMENTAL depois de cinco meses de invencibilidade em casa. Mas, por incrível que possa parecer para o leitor, não houve tragédia alguma para mim: afinal de contas, eu já esperava, devido à velocidade do GOIÁS e à qualidade do lateral-direito VÍTOR e do meu sonho de consumo há pelo menos oito temporadas: PAULO BAIER. Além disso, o único lugar onde o técnico HÉLIO DOS ANJOS trabalha onde costuma ser querido e obter bons resultados é exatamente o esmeraldino do Planalto Central.
Vocês lembram de um post que eu fiz bem no início do BRASILEIRÃO 2008 no qual havia dito que a tabela do segundo turno era extremamente ingrata para o TRICOLOR DOS PAMPAS? Meus temores mudaram um pouco em função do contexto.
Quem mudou a história do campeonato foi o próprio GRÊMIO de CELSO ROTH que, com um plantel de baixa velocidade e de baixa qualidade no passe, teve um mês para treinar. Depois da liderança inesperada e prolongada, as lesões passaram a desfalcar tanto o time titular como o banco de reservas. Não é culpa da direção nem do técnico, pois até o poderoso CHELSEA de FELIPÃO tem sofrido com os mesmos problemas que nos afligem.
Como temos deficiências mascaradas pela má vontade contra o técnico e por um primeiro turno brilhante, tornou-se comum realizarmos jogos piores em casa do que fora. Já que também erramos passes demais, não detemos a posse de bola por muito tempo. Então, os adversários mais velozes do que nós no contra-ataque – e/ou aqueles que erram menos passes – podem nos surpreender, sim, senhor.
Eu falei à minha Lu que temia muito por duas derrotas em casa: GOIÁS e BOTAFOGO. Uma já foi. Tomara que eu erre a outra…
Fora de casa, temos ATLÉTICO-PR desesperadíssimo e um histórico de péssimos resultados; o TRADICIONAL ADVERSÁRIO em ascensão, com o melhor plantel do BRASILEIRÃO 2008 disparado que, felizmente, ainda está um pouco desentrosado, mas está com o GRÊMIO atravessado na garganta; CRUZEIRO, time forte e quase certo na próxima COPA SANTANDER LIBERTADORES, em pleno MINEIRÃO; e, pra terminar, o temível PALMEIRAS no ESTÁDIO PALESTRA ITÁLIA – um verdadeiro caldeirão.
Pra terminar, a arbitragem: não gosto desse assunto. Contudo, estão começando a ocorrer alguns detalhes que definem o resultado contra nós exatamente contra times que não disputam quase nada, exceto o limbo ou a COPA NISSAN SUL-AMERICANA. Certamente, ontem, o fato de terem escalado um árbitro inexperiente (o catarinense CÉLIO AMORIM) em um jogo tido pelos mais passionais como “favas contadas” não foi gratuito, já que ainda pode-se dar a desculpa de que não há como desconfiar de nada porque não foi um cotejo contra algum dos adversários diretos.
Adoraria conquistar o TRI. Se não der, pelo menos a LIBERTADORES 2009 é quase certa.
[B'08 17ª] GRÊMIO 2×0 VITÓRIA

Foi um jogo complicado como era de se esperar: o VITÓRIA provou ser um adversário de contra-ataque veloz, bem postado em campo, com zagueiros altos, um excelente marcador de bom passe no meio (o nº 7 Jackson) e um bom lateral direito, “insinuante” como gostam de dizer os comentaristas cariocas. VÁGNER MANCINI foi aplaudidíssimo e retribuiu o carinho e o reconhecimento da torcida tricolor na entrada do seu time em campo.
Foi um jogo muito truncado, onde o GRÊMIO foi surpreendido com a coragem do rubro-negro soteropolitano desde o início: eles apresentaram um bom toque de bola e ofereceram perigo com o apoio do bom lateral direito Marco Aurélio e com a inteligência do nº 10 Marquinhos.
Tal postura durou cerca de 12 a 15 minutos, quando o primeiro gol surgiu: WILLIAN MAGRÃO (à esq. na foto) dominou mal uma bola alçada na área, mas conseguiu enganar seu marcador. A bola sobrou para o próprio nº 11 TRICOLOR dominar e fuzilar de bate-pronto sem chances para o goleiro VIAFARA.
Daí para a frente, o jogo ficou muito feio: o Vitória não conseguia arrematar de dentro da área em função do comportamento perfeito de todos os zagueiros gremistas. THIEGO foi soberbo, ganhando no corpo com lealdade, posicionamento perfeito e uma saída de bola anos-luz melhor do que a do LÚCIO do BAYERN MÜNCHEN. LÉO não tem deixado a menor saudade. PEREIRA pelo meio deve ter saído com fortes dores de cabeça, de tanto afastar com energia a maioria das tentativas baianas pelo alto. RÉVER, por sua vez, fez sua melhor partida com a camisa do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA: limpava como queria os atacantes adversários pelo lado esquerdo da nossa zaga e saía jogando, muitas vezes com o cada vez mais indispensável RAFAEL CARIOCA, com o regular e bom WILLIAN MAGRÃO e com o sempre veloz e esforçado PEREA, que hoje pecou bastante no passe e no posicionamento.
TCHECO se impôs com muita autoridade, centralizando o jogo, abrindo nos lados e ajudando na marcação pelo lado direito da defesa, compensando talvez a pior partida do lateral direito PAULO SÉRGIO neste BRASILEIRÃO. MARCEL, por sua vez, só teve uma grande chance, em um cruzamento de ANDERSON PICO (de belíssima atuação, esculhambada pelos ridículos – ou tendenciosos? – auxiliares, que viam impedimento até nos ninhos dos quero-queros).
MARCEL não chegou a tempo de testar para dentro o cruzamento de PICO forte, pelo alto. Ah, se fosse o JARDEL (rimou sem querer).
A grande chance de gol perdida pelo Vitória não foi na verdade uma chance perdida: foi a maior defesa que eu já vi um goleiro gremista fazer em um cabeceio livre e à queima-roupa. VICTOR é, definitivamente, o melhor goleiro do Brasil.
Sei que é um saco reclamar da arbitragem. Mas tanto contra o FLAMENGO (quatro impedimentos inventados e dois pênaltis não-assinalados) como hoje, a quantidade de erros foi de chorar: o sr. SÁLVIO ESPÍNOLA e seus auxiliares EDINEY GUERREIRO MASCARENHAS e EMERSON AUGUSTO DE CARVALHO marcaram uma quantidade fora do normal de impedimentos de ANDERSON PICO e PEREA. Os primeiros três impedimentos e mais um ou outro no decorrer da partida até foram, mesmo. O colombiano camisa 7 costuma vacilar na linha burra adversária. Mas mesmo em pelo menos quatro oportunidadaes nas quais tanto o lateral como o atacante esperaram dois ou três segundos para começarem a arrancada, o instrumento de trabalho dos linesmen teimava em apontar para o alto e avante. Talvez o pólo magnético sul tenha-se deslocado inesperadamente cerca de 23º para o norte, em um fenômeno estratosférico fora do normal. Seria este um efeito do fim da chuva e do retorno do frio?!
Tá certo que o Grêmio abusou das bicancas para o alto enquanto não conseguia jogar com a bola dominada (mérito absoluto do preparador físico do Vitória e do técnico Mancini). O adversário, por sua vez, quando tocava a bola, na maioria das vezes mostrava-se inoperante em função da estupenda atuação do trio de zagueiros e dos dois volantes.
O que complicou muito a vida do Grêmio e tornou o jogo feio foi que o rubro-negro baiano fez o possível para evitar as trocas de bola tricolores.
Digno de registro foi o arremate de Perea no fim do 1º tempo, colocado, de muito longe, pelo lado do goleiro adiantado. Caprichosamente, um zagueiro adversário tirou quase de cima da linha fatal.
No último terço da partida, CELSO ROTH trocou a dupla de ataque: SOUZA entrou no lugar do colombiano, REINALDO entrou no lugar de Marcel e, mais adiante, só pra matar tempo, MAKELELE entrou no lugar do capitão Tcheco.
Aos 43′, quando a torcida já estava furiosa com a arbitragem, Souza esticou para Reinaldo. O avante driblou o marcador na entrada da área, esticou a bola com a perna direita para ganhar ângulo e arrematou forte, no ângulo, com direito a um toquinho de raspão na mão direita do goleiro Viafara, dando números finais ao marcador.
Foi uma linda festa para mais de 37.700 gremistas. Este foi o jogo mais difícil do Grêmio em casa depois do clássico. Nem mesmo a vitória sofrida contra o CRUZEIRO, o empate contra o PALMEIRAS ou o sofrimento para fazer o resultado contra o NÁUTICO CAPIBARIBE foram tão complicados assim.
Esperemos agora pelo lanterna IPATINGA na próxima quarta-feira, às 19:30h (belíssimo horário noturno, diga-se de passagem). Liderança assegurada por mais uma rodada, chegou a hora dos principais rivais pelo título começarem a ratear um pouco. Afinal de contas, a paridade é tão grande nesta temporada que não podemos dar-nos o luxo de perder pontos bobos.
Confira a avaliação do GLOBOESPORTE.COM.